Pipinha do Vale Trentino

Mais um pedalzito reunindo a tropa para dar risada e cansar as pernas. Nos agrupamos ali no CPe as 14horas, estávamos em 9 pedaladores. Como tínhamos que sair lá por tras do Intercity, cruzamos pelo estacionamento do xópis Iguatemi, onde surgiu o primeiro problema do pedal.

Atravessamos a passarela de pedestres empurrando as bikes, ninguém atravessou pedalando. Ao ingressarmos no estacionamento, local onde circularm veículos, montamos nas bikes e fomos andando, até o outro lado. Eis que logo apareceu um segurança, pilotando sua moto e nos obrigou a descer e empurrar as bikes.

Não achei certo, até tentei me comunicar com o cidadão para saber qual o motivo de não podermos atravessar o estacionamento pedalando, mas não houve chance para diálogo, desci da bike e fui empurrando. Outros até foram pedalando, discutindo com o segurança, que ficou bem brabinho e teve seu momento de fama.

A vida segue, saímos do estacionamento e seguimos em direção ao Desvio Rizzo, “por detras”, hehehe, só que surgiu o segundo problema do pedal. O ricardo meio que bobebou numa descida, se “perdeu nos controles” e acabou caindo da bike. Machucou as mãos e fez alguns arranhões pelo corpo, mas a bike tava inteira.

Com o tombo ele preferiu voltar, é melhor não seguir em frente nestes casos, pois se algo pior aconteceu, só vai descobrir quando esfriar e acalmar a adrenalina. Seguimos então em 8 pedaladores em direção à Forqueta.

De Forqueta demos a volta no Vale Trentino, fomos até lá em baixo, passando pela casa do Seu Barbante e subindo pelos cotovelos malditos da cascatinha. Aliás, eu e o Duca subimos pedalando, foi fudrido, mas subimos. Eita subi9ndinha complicada aquela.

Depois reagrupamos novamente a tropa e descemos até o final do Vale retornando por Nossa Senhora da Salete. Chegemos de novo em Forqueta, onde paramos para reagrupar e tomar alguma coisa para rehidratar, tipo umas cervejas, óbvio. E aproveitamos para arrumar os furos dos pneus de algumas bikes, hehehe.

Aí surgiu o terceiro problema do pedal. O Esequiel resolveu ligar para o Ricardo para saber como ele estava, eis que venho a triste notícia de que ele havia sido atropelado na Perimetral, bem perto de casa. Aí acabou o ânimo do pedal.

Acabou até a minha vontade de escrever mais, pois se eu for escrever tudo o que penso de motoristas, principalmente os péssimos motoristas da nossa região, eu ficaria horas teclando e expondo a raiva que tenho destes elementos, o que não levaria a nada, só ao meu próprio desgaste.

De Forqueta retornamos por uma das rodovias da morte, a RS122.

Bom, ficam algumas fotos do pedalzito, para relembrar da baita parceria da galera

Até o próximo e que o Rica se recupere logo e volte a pedalar o mais rápido possível. E, além disto, esperamos que um dia os motoristas ignorantes entendam que ciclista não é vagabundo ou marginal.

That’s all.

BICICLETADA NACIONAL

BICICLETADA NACIONAL – CAXIAS DO SUL – RS

QUANDO: terça, 6 de Março de 2012
HORÁRIO: 19:00 até 22:00
LOCAL: Saída em frente a Prefeitura Municipal de Caxias do Sul – RS

Bicicletada Nacional dia 06 de março, terça-feira. Na sexta-feira 02/03 morreram três ciclistas atropelados por em São Paulo, Brasília e Belém. Há menos de um mês um menino de seis anos de idade também foi atropelado e morreu em Porto Alegre.

Convocamos uma Bicicletada Nacional em solidariedade às vítimas do trânsito e pedindo mais respeito e prioridade nas políticas públicas de mobilidade.

Aracaju (SE): 20 hs, Mirante da Treze de Julho
Brasília (DF): 19h, Praça das Bicicletas (Museu Nacional);
Caxias do Sul (RS): 19h, em frente a Prefeitura Municipal;
Curitiba (PR): 19h, Pátio da Reitoria (UFPR) Amintas de Barros (entre Dr. Faivre e Gen. Carneiro);
Florianópolis (SC): 19h, Skate Park Trindade (em frente ao Iguatemi);
Manaus (AM): 19h30, Parque dos Bilhares (lado da Constantino Nery);
Maringá (PR): 19h, Praça da Catedral;
Porto Alegre (RS): 19h, Largo Zumbi dos Palmares (EPATUR);
Recife (PE): 19h, Praça do Derby
Rio de Janeiro (RJ): 18h30, na Cinelândia (em frente ao Cine Odeon);
Salvador (BA): 19h, Largo da Mariquita;
São Paulo (SP): 19h, pça do ciclista (av. Paulista X rua da Consoloção)

Por enquanto estas cidades já confirmaram. Em breve novas se juntarão ao manifesto.

Link para evento no facebook: https://www.facebook.com/events/347944488583219/

Acidente em bueiro

Menino que cai em bueiro não sinalizado com sua bicicleta será indenizado

A 1ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça confirmou sentença da comarca de Joinville, que condenou o município local ao pagamento de indenização por danos morais no valor de R$ 9,3 mil, mais R$ 865 a título de ressarcimento de danos materiais, a Gustavo Schneider.

Segundo os autos, no dia 3 de fevereiro de 2001, o menino trafegava com sua mãe, cada um em sua bicicleta, pela rua Afonso Kieper, no bairro Costa e Silva, quando caiu com o pneu dianteiro de sua bicicleta num bueiro para, em consequência, ser projetado ao solo. O bueiro, conforme os autos, encontrava-se sem grade de proteção e encoberto por folhas e água empoçada, que o escondiam.

O menino sofreu cortes, hematomas e fratura de três dentes. Condenada em 1º grau, a Prefeitura de Joinville apelou para o TJ. Sustentou que o menino transitava em local inapropriado, e que seus responsáveis não tomaram as precauções devidas, uma vez que o acidente era totalmente previsível. Para o relator da matéria, desembargador Newton Trisotto, o acidente ocorreu por culpa do município, que deixou o bueiro sem a devida proteção e, ainda, encoberto por folhas e água empoçada.

“O menino perdeu três dentes. Os avanços da deontodentia provavelmente recuperarão o dano estético. Nem sempre se consegue recuperar a funcionalidade. A dor, a aflição, a angústia e a expectativa com os possíveis resultados das cirurgias a que deverá se submeter constituem, no meu entender, elementos caracterizantes do dano moral, que nas circunstâncias retratadas nos autos é presumível”, finalizou o magistrado. A decisão foi unânime (Apelação Cível n. 2010.050762-2).

Fonte: TJSC

Ciclista deverá indenizar motorista

Um ciclista que se chocou com carro deverá ressarcir os danos do automóvel. Este foi o entendimento dos Juízes da 1ª Turma Recursal Cível do Rio Grande do Sul, uma vez que o ciclista deu causa ao acidente por estar andando na contramão.

Segundo o motorista do carro, autor da ação, o choque com o ciclista ocorreu ao entrar na rua Germânia, na cidade de Canoas-RS. Relatou que o réu vinha do viaduto pela contramão e entrou sem observar o trânsito, causando o sinistro.

O ciclista, que também ajuizou ação por danos em sua bicicleta, alegou que o condutor invadiu a preferencial, sendo responsável pelo acidente.

A desobediência ao Código de Trânsito, que determina a circulação de bicicletas no mesmo fluxo dos veículos, resultou na condenação.

O Juizado Especial Cível de Canoas condenou o ciclista a ressarcir as despesas do condutor do veículo, no valor de 840 Reais.

Na avaliação do relator, Juiz Leandro Raul Klippel, que apreciou o recurso do ciclista, a decisão deve ser mantida.

Enfatizando que apesar do Código Brasileiro de Trânsito (CTB) determinar que os ciclistas têm preferência no tráfego, eles devem também respeitar as regras de trânsito. Recurso Inominado nº 71002162345

Fonte: Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul.

Maldita curva pra esquerda

Sábado de sol, aluguei um caminhão, pra levar a galera, pra comer feijão… Opa, não é assim que começa! Buenas gurizada dos pedais, mais um relato saindo do forno, quentinho, coisa boa isso.

O dia estava espetacular para uma pedalada com os amigos. Sol, sem vento gelado e sem nuvens. Marcamos de nos encontrar 9 horas da madrugada em frente ao Bosteiro. No horário marcado lá estava a tropa: Minu, Rambo, Sobrancelha, Doblinha, Zunho e Eu. O Testolino não se fez presente pois foi pra Jaguarão comprar alfajor pra revender na capital.

Vamos lá… Subimos os Spa, paramos pra abastecer os penéis como sempre, e chegamos na capelinha do 30. Ali pegamos a descida das esquerdas, para descer até o atalho do desmanche. Entramos no atalho para depois sair lá em baixo, no Michelon, já na linha 40.

A idéia era fazer um pedal semi-curto, pois o Doblinha está começando agora a pedalar conosco e o Valens Sobrancelha ainda está engrenando, não dá pra matar os caras logo no início, hehehe. E também porque queríamos ver algumas estradinhas para um pedal futuro, quando virá mais gente pra cá, mas isto é coisa pro futuro.

Bom, continuamos no 40, subimos o morrinho que agora é a alegria dos espideiros, pois está todo asfaltando. Que bosta. Eu subi na frente e estacionei lá em cima na “casa dos amiguinhos”. Fiquei um tempo esperando a tropa e tirando algumas fotos.

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A foto acima é o final da subidinha e a foto abaixo é o resto da estrada, agora toda asfaltada. Um espideiro feliz da vida passou por nós neste local, cumprimentou e seguiu em frente.

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Após algum tempo apareceram os primeiros pedaladores.

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Ficamos ali na “casa dos amiguinhos” esperando os demais que demoraram um pouco mais para subir, pois a subidinha não é nada agradável pra quem está começando. Enquanto isso “os amiguinhos” apareceram para dar as boas vindas.

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Nesta casa sempre tem muitos, mas muitos cachorros mesmo. Raramente aparece um grande, normalmente é tudo pequenoto e feliz da vida.

Passado mais um tempo o resto da tropa apareceu. O Doblinha já tava morto na primeira subida, sinal de que o pedal teria que ser mais curto e menos judiante, pra não matar o vivente.

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Aproveitamos a parada para tirar uma foto da tropa inteira, para provar que todos estavam no pedal. Vai que tem neguinho que diz que foi pedalar e vai pras malocas tomar umas mais caras, aí sobra pra nós…

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Seguimos viagem em direção ao 60, na cantina pegamos as esquerdas em direção à Santa Justina, caminho tradicional. Andamos até a entrada da reta do milharal, ali fizemos mais uma paradinha para reagrupar a tropa.

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Eu e o Zunho chegamos na frente e logo atrás veio o Minu, seguido pelo Rambo.

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Um pouco depois vinha o Valens e o Doblinha.

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Tropa reagrupada, seguimos em frente. Subimos toda reta do milharal até o milharal, passamos, paramos na encruzilhada e, enquanto não chegava todo mundo pra reagrupar, eu e o Zunho resolvemos descer até o Restaurante pra descobrir umas estradas.

Sempre passei por ali e pensei em achar uma estrada que ligasse aquele local até a descida do 80. No gluglu érti dá pra ver uma semi-estrada, mas nunca arrisquei a ir adiante.

Não deu outra, descemos um pouco até umas casas e achamos um pessoal da região que confirmou, tem estrada. E esta estrada liga o milharal até São Francisco. Espetacular, nos próximos pedais desvendaremos este mistério.

Feita a verificação, retornamos à encruzilhada para reagrupar com o resto da tropa. Todos juntos, agora começaria a alegria. Descidão do milharal, coisa linda… Minu, Rambo e Zunho se mandaram na frente, o Valens ficou um pouco pra trás e eu fiquei pra dar apoio moral ao Doblinha. Descemos devagarito até o início do descidão alucinante, aí eu resolvi largar os freios e sentir o vento mais rápido na cara.

No meio da descida, uma pedra “pequena” me impediu de passar dos 71km/h. hehehe. Não deu tempo de desviar ou, se desviasse, estaria ainda rolando pelo barranco. Só deu tempo de tirar a roda dianteira, a traseira foi pro saco, resultado: “paóuwm” (onomatopéia de estouro violento de pneu). Tive que descer uns 70 metros tentando controlar a bike. Primeiro cagaço do dia, PRIMEIRO.

Lá em baixo parei pra ver o estrago, nada demais, apenas uma câmera estourada e um aro com um amassado, coisa que se resolve tranquilamente. A câmera foi trocada em seguida e o aro fica como está, não atrapalha em nada, pois não entortou e nem descentrou a roda.

Toda tropa junta em Otávio Rocha, começamos a repensar o pedal. Tinha gente bem cansada e não daria pra fazer o que havíamos pensado.

Resolvemos encurtar bastante o pedal. Subimos pelo asfalto até o cartódromo. Enquanto eu e o Minu esperávamos o resto da tropa resolvemos bater umas foteens das crianças.

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Em seguida chegaram todos. Aí resolvemos descer os cotovelos da caveira para dar a volta no morro e depois retornarmos até o Gringo. Largamos todos juntos, paramos um pouco abaixo pois eu não lembrava pra qual lado da encruzilhada ficava a caveira.

Assim que o Zunho chegou decidimos descer pela esquerda, que era o lado certo. O Zunho, como sempre, despencou na frente, eu logo atrás, o Rambo um pouco depois e mais os demais seguindo o baile.

Uma curva pra esquerda, uma pra direita, mais uma curva pra direita e… opa, volta, calma, volta roda…

Interrompemos nossa programação para o pronunciamento do Ilmo. Sr.  Bassolinovinsky Tombo Man, presidente da Organização Não Governamental Pedale na Sombra e dentro de 3 minutos voltaremos com nossa programação normal:

Olá meu amigo pedalador. Olá você aí, que está sentado em frente ao computador com vontade de pedalar. Você mesmo, sim, você. Antes de sair de casa para despencar morro abaixo de bicicleta, tem que primeiro aprender a pedalar, não dá pra fazer como uns e outros por aí que saem feito loucos e querem quebrar recordes nas descidas mais alucinantes.

Estes acabam quebrando os dentes. Tem que ter calma, muita calma. Siga meu exemplo, desça devagar, sem pressa.

Eu lembro da última vez que caí de bike. Estava descendo os cotovelos da caveira e numa maldita curva pra esquerda a roda traseira perdeu a aderência, eu perdi o controle da bike, ambos decolamos, a bike foi pra um lado, eu fui pra outro, poeira, muita poeira levantou. Lembro até de ter terminado o tombo correndo, morro abaixo.

Voltamos com nossa programação normal…

É isso mesmo que vocês leram, foi o segundo cagaço do dia. E que cagaço. Felizmente não aconteceu nada de mais grave, o MEU AMIGO LÁ DE CIMA estava de olho em mim e me cuidando. Ainda bem.

A bike não sofreu muito, apenas alguns riscos na pintura e tal, nada demais. Eu estou riscado também, nos braços, nas mãos, no joelho, nas costas, etc… e como arde estas merda. PQP!!!

Passado o susto, a poeira baixou, o povo que vinha atrás já estava rindo do tombo e o Zunho já tinha se acalmado. Agora era hora de repensar mais uma vez o pedal. Eu queria continuar por onde havíamos pensado, mas fui voto vencido. Resolvemos subir de volta pelos cotovelos até o Cartódromo. Muito bom subir todo torto, apenas com uma mão no guidão, ótimo isso.

Do cartódromo descemos até o Gringo, onde paramos, lavei os machucados e sentamos para almoçar o tradicional e espetacular almoço do gringo.

Ah, ainda tive que escutar a garçonete dizer: “Antes de sair pra pedalar tem que aprender a andar de bicicleta.”. Puta saco, eu mereço…

Uma Foto da tropa, agora mais calma e quase de barriga cheia.

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Após o almoço ficamos ali lagartiando como sempre no sol. Coisa boa fazer isso, jogar conversa fora com os amigos. De barriga cheia ainda por cima.

O Doblinha que tava semi-morto achou o meio de transporte pra volta.

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Não, ele não voltou de Recolhe, voltou pedalando. Devagar e quase morrendo, mas voltou pedalando.

E eu também, mesmo todo rasgado e sangrando.

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Preciso tomar mais groselha esta semana, ou Vinho, pra recompor o sangue que perdi.

Dali em diante foi a volta normal, descidão do 40, agora com asfalto, subidão do zanrosso, também tudo asfaltado, sem muitas emoções, pois asfalto não tem nada de emocionante.

Chegamos todos vivos e bem em casa. Prontos para uma nova pedalada. Deu uns 50km apenas, mas foi uma pedalada muito bala, como sempre são as pedaladas com os amigos. Era isso. Até a próxima, sem tombos.

Pedal do Susto

E dai pessoal! Sábado rolou mais uma indiada sobre duas rodas dos RomarioBikers. Desta vez o final não foi nada feliz. Um acidente sério ocorreu dando um susto do carvalho na gente, mas graças ao Santo protetor dos pedaladores, que não sei qual é, o Basso saiu apenas com umas raspadas e escoriações nas costas, braços e pernas. Bom, mas vamos falar da parte boa por enquanto.

Eu, o Basso e o Zunior nós encontramos as 8:30 da madrugada ali no posto da rótula da perimetral. Isso era o combinado pelo menos, mas eu me atrasei uns 5min e os outros dois ao invés de ficar no posto, estavam no canteiro embaixo das árvores. Fia das puta… O solzão já estava alto. Como já tínhamos o roteiro combinado, resolvemos fazer aquela indiada até a localidade denominada Apanhador indo pelas estradas de dentro que os outros pedaladores já haviam feito e comentado. Quem vai para a praia via Rota do Sul sabe onde fica Apanhador. É perto do novo presídio, simples.

Calibragem feita nos “peneu” e foi dada a largada. Subimos a perimetral até a BR-116, passando rápido na casa do Zunior pegar a máquina vegetal que ele tinha esquecido e seguimos até a entrada da Rota do Sol. Descemos o morrão do Eberle com um ventão desgraçado. Utilizei a técnica do Prona mas não passei dos 68.8 km/h. Entramos lá embaixo para direita na estradinha do atalho do Marcos.

O primeiro objetivo era chegar em Souza Farm. Pedalzito tranquilo até que a primeira coisa triste do dia aconteceu. Estávamos fazendo uma descida um pouco antes de chegar no asfalto de acesso a Souza Farm e vimos uns 6 filhotinhos de cachorro perambulando pela estrada. Tinha uma caixa perto. Alguma besta que se acha ser humano e nada mais é do que um baita filho da puta, um imbecil que não vale absolutamente nada, abandonou os coitados ali. Que raiva… tah loko. Tinha uma casa perto, espero que os cachorrinhos tenham chegado ali.

Bom, seguidos o baile falando mal do FDP que tinha feito aquilo e elogiando o pessoal que trabalha na SOAMA. Chegamos em Fazendo Souza e nem paramos, atravessamos pela principal e pegamos o asfaltinho para Vila Oliva. Ali onde tem a Igreja do foguete pegamos a estrada de chão que vai até o Apanhador.

Igreja do Foguete…


Depois de registrada nossa passagem por ali, continuamos nossa jornada. As estradas de sábado eram um pouco diferentes do que andamos ultimamente. Eram estradas largas sem muitas descidas ou subidas fortes. Apesar do sol pegando valendo estava muito bom de pedalar sem forçar muito, se xingando, falando bobagens, contando “causos” e quando vimos já estávamos chegando no tal de Apanhador.

Não tinha dado nem 50km ainda. Paramos no primeiro estabelecimento que encontramos (péssima escolha) para tomar uma dose, um cocão e comer uns sandubas horríveis de ruim com catchup vencido. Nem gelo tinha na bodega… tah loko. Nem vou falar o nome do lugar para não ficar chato.

Basso com nossa cuba sem gelo


Na varanda da bodega…


De sobremesa pegamos umas rapaduras. Peguei umas 4 mas só de raiva na hora de pagar disse que só pegamos 2 rapaduras. Uma pequena vingança por ter sido mal atendido e não ter gelo para a cuba.

Bom, alongamos, recalibramos no protetor solar e continuamos a festa. A volta era por uma estrada que ia por dentro pelo outro lado da Rota do Sol até Vila Seca. Logo no começo visitamos as obras do hotel para condenados da justiça que estão fazendo ali mas logo continuamos pedalando. Uma placa me chamou no começo da estrada, olhei meio de canto e falava de obra de alargamento e melhoria da estrada, ou algo assim. Um pouco a frente descobrimos qual era a obra: CASCALHO! A estrada estava minada com cascalhão recém plantado. Puta saco… andar no cascalhão é uma beleza, começando pela barulhera. Se ainda fosse aquele cascalho bem fininho que é bala de andar e dar laço, mas não, era aquele cascalho grande.

Cascalhedo…


Paramos para fazer um registro em vídeo que está ai embaixo mostrando outro fato ocorreu. Um raio da roda traseira do Basso tinha quebrado por causa de uma pedrada. Mas nada que um adesivo tabajara não resolvesse para continuarmos a pedalada.

Video da indiada:

Feito uma gambi e ficou um pequeno espaço na roda.


Seguimos pelo estradão do cascalhão maldito. Aquela região é bonitaça. Paisagem com campos, pequenos morros, araucárias, açudes, vacas silvestres e outros animais. Realmente tem um belo visual por ali. E o cascalhedo logo acabou para a nossa alegria. Chegamos em uma encruzilhada onde paramos para tomar uma água e mais umas fotos.

Registro da localidade.


Zunior, o camera man…


Pegamos o caminho certo e continua o evento. Agora a coisa complicou um pouco pois estávamos em uma estradona de chão larga e tinha um certo movimento. Volta e meia passava um grindo de carro e camionete dando laço, levantando um pózedo desgraçado e respingando pedrada na gente. Miserávis!! Um que outro baixa a velocidade quando passava por nós.

Dai estávamos em um retinha com uma leve inclinação para cima, eu e o Zunior mais na frente, quando ouvimos o Basso gritar: “E veio!!!” Olhamos para trás e… cramenhaaaa! Vinha um cachorrão dos graúdo correndo e latindo como loko. Era um boxer eu acho. Só sei que tinha a boca grande. O Basso Véio passou no laço por nós deixando o animal na cola minha e do Zunior. Aceleramos e o bixo ainda ali quase mordendo o pneu.

Geralmente esses cães malditos que sempre nos perseguem pelas quebradas dão um piquezinho atrás latindo e logo param. Esse desgraçado não se comportou assim. Dai o Zunior acelerou mais que eu e pegou a frente, pensei: Porra de cachorro vai vim na minha! Mas o legal foi que o cão sarnento continuou atrás do Zunior… hehehe. Ele passou pelo meu lado e continuo atrás do Zunior e do Basso. Muito legal. Fui desprezado por um cachorro ou ele ficou com medo de mim…. Pior que o animal continuou como loko na cola dos outros dois. Só parou pois vinha uma camionete pela estrada e quase foi atropelado.

Foi muito legal. Alcancei os dois fugitivos de cachorro, falamos mal do dono do cão bandido e continuamos até chegar na entrada da Fazenda Santa Clara. Ali paramos para mais umas fotos e água.

Descansando na porteira.


Logo chegamos em Vila Seca onde paramos para mais um lanche. Torradão e Sprite. A conta deu 14 pilá e nós tinhamos 15 conto no total. Na tampa. Enquanto comíamos, fica passando um carro de som com o cara falando dentro no microfone: “Venha no Mercado Vila Seca, Promoção de Ueifi, aquele biscoitinha sabe, e concorre a um ventilador” Puta saco… Ueifi é foda.

Ainda o cara parou ali para colocar um som pra gente e falar com o Zunior. Isso está tudo documentado em vídeo. Feito o lanche. Já eram umas 14 e bico, largamos em direção a Souza Farm pela estradinha de chão que vai pro dentro onde já passamos algumas vezes em um passado não muito distante.

Agora vem a parte triste da indiada. Em uma descida em curva para a esquerda, o Zunior, pra variar, ia um pouco na frente, eu estava mais por dentro da curva e o Basso vinha pegando velocidade por fora. Pegou tanta velocidade que acabou saindo da estrada e foi andando pela valeta cheia de pedras, galhos e pequenos buracos que geralmente estas estradinhas tem.

Até ai tudo bem pois seguidamente a gente se perde nas curvas e acaba andando um pouco na valeta, mas depois controla a magrela e volta. O azar desta vez é que tinha um baita buraco na valeta, mas era grande mesmo, cabia uma bicicleta dentro. Tinha aquele buracão pois tinha na frente uma pequena estradinha da entrada de uma propriedade que vinha do lado direito e por isso tinha aquele buracão pois colocaram um cano para passar água por baixo.

Eu vi que o Basso abriu demais e tava andando na valeta tentado controlar e voltar. Mas ali foi foda. Ele tava rápido demais. Eu estava meio que do lado dele assistindo tudo quando vi aquele maldito buracão. Eu ainda consegui gritar: “Ó buraco!

Mas não tinha o que fazer. O Basso só teve tempo de dar uma puxada na frente da bike para não cair de frente no buraco, ele meio que voou por cima mas deu a roda da frente no outro lado do buraco, ele voou pra frente e deu uma cambalhota batendo com a cabeça e costas nas pedras e chão.

De canto de olho parecia que tinha ido de rosto no chão. Bah… que cagaço! Eu vendo tudo do lado. Gritei para o Zunior para ele tava mais na frente e não ouviu. Parei achando que o Bassolin tinha se matado mas quando me virei o bixo já estava até se levantando. Estava inteiro perto do que foi o acidente. Meio tonto e com a camisa rasgada no ombro. Nada quebrado no corpo mas com uns arranhões feios nas costas.

Mas o que importava era que ele tava bem de acordo com o que foi a cena. Senão fosse o capacete o pior poderia ter acontecido. CAPACETE É ESSENCIAL! Depois de ver que o Basso tava bem e jogar uma água nos ferimentos, falei para ele sentar e se alcalmar. Eu fui gritar para o Zunior que já estava lá na frente e levou um cagaço quando ouviu do nada meu grito ecoando: JJJJUUUUUUUUNIORRR! Ele nem pensou 2x e voltou. Tah loko…. tah loko.

Ficamos ali mais um pouco se acalmando, olhando se realmente só tinha sido os raspões no Basso, olhando a cena do acidente, o tamanho do buraco e agradecendo que nada mais grave tinha ocorrido.

Depois só que olhamos a bicicleta do Basso, vimos o estrago e a força da paulada. Aparentemente a bike tava normal, suspa e rodas normal… opa… perai olha isso. Porco can! O quadro amassou em quatro lugares. Encolheu o troço. Que cacetada! O Zunior atacou um caminhaozito que passava, explicou a situação e conseguimos uma carona até Fazendo Souza. O Zunior ligou para a patroa pegar o Tanque de Guerra para fazer o nosso resgate. Enquanto isso registramos as imagens do acidente.

Arranhões do Basso…


Arranhões na bike… opa… mais que arranhões…




Fomos até a praça de Souza Farm esperar nossa carona e ainda abalados com o fato. E pra encher o saco ainda tinha uma piazada pergunto o que tinha acontecido. Chegou nosso transporte, carregamos as bikes e voltamos para Caxias. Deixamos o Basso primeiro em casa para alívio da patroa Aldri. Depois fiquei eu em casa e o Zunior seguiu o rumo com a patroa.

Basso chegando inteiro em casa…


Foi um baita susto pois quem viu o buraco e eu que vi tudo, sabia que poderia ter sido realmente feia a coisa. Mas no fim dos males o menor. Bicicleta tem como arrumar mas o corpo do índio não. Lembrei do dia que fomos até Caravaggio e pedimos uma bênção para um padre lá. Com certeza a Santa olhou para o Basso sábado. E segue o baile. Daqui uns dias ele se recupera e volta para o mundo das indiadas pedalísticas. T+!

Acidentado

Semana passada entrei de férias. como não iria viajar, meus planos eram simples: fazer pedais curtos todos os dias para recuperar a forma perdida nos 30 dias parados em virtude da virose adquirida no início do ano.

Então convenci o Jorge de ir pedalar comigo. Na quarta-feira, arrumamos um tempinho para dar uma volta, fazer um bate-volta até a igreja de Santa Justina, só pra ver se eu ainda sei pedalar.

Tudo certo, tudo combinado. Arrumei as coisas, bike pronta, montei na Katja e me dirigi ao encontro do Jorge. Ele me aguardava lá perto dos SPA, pois mora no camiho que eu iria passar para o pedal.

Es estava indo pela perimeral, quando ali próximo à Casa de Pedra, aconteceu o inesperado. Acidente, colisão, abalroamento, fechada, eita maravilha. O trânasito na cidade é o caos, não existe respeito, vale a lei do maio, do que tem mais força.

Resultado: dois talhos na perna direita, uma tampa tirada do ombro, alguns cortes e escoriações nos braços, dois ematomas na perda esquerda, um aro que abriu o bico e foi pro espaço, uma câmera, um risco no quadro, um par de luvas e uma sapatilha rasgada.

E alguns dias de molho. Hoje completo 36 dias sem pedalar. Preciso me benzer.