Sábado de sol, aluguei um caminhão, pra levar a galera, pra comer feijão… Opa, não é assim que começa! Buenas gurizada dos pedais, mais um relato saindo do forno, quentinho, coisa boa isso.
O dia estava espetacular para uma pedalada com os amigos. Sol, sem vento gelado e sem nuvens. Marcamos de nos encontrar 9 horas da madrugada em frente ao Bosteiro. No horário marcado lá estava a tropa: Minu, Rambo, Sobrancelha, Doblinha, Zunho e Eu. O Testolino não se fez presente pois foi pra Jaguarão comprar alfajor pra revender na capital.
Vamos lá… Subimos os Spa, paramos pra abastecer os penéis como sempre, e chegamos na capelinha do 30. Ali pegamos a descida das esquerdas, para descer até o atalho do desmanche. Entramos no atalho para depois sair lá em baixo, no Michelon, já na linha 40.
A idéia era fazer um pedal semi-curto, pois o Doblinha está começando agora a pedalar conosco e o Valens Sobrancelha ainda está engrenando, não dá pra matar os caras logo no início, hehehe. E também porque queríamos ver algumas estradinhas para um pedal futuro, quando virá mais gente pra cá, mas isto é coisa pro futuro.
Bom, continuamos no 40, subimos o morrinho que agora é a alegria dos espideiros, pois está todo asfaltando. Que bosta. Eu subi na frente e estacionei lá em cima na “casa dos amiguinhos”. Fiquei um tempo esperando a tropa e tirando algumas fotos.

A foto acima é o final da subidinha e a foto abaixo é o resto da estrada, agora toda asfaltada. Um espideiro feliz da vida passou por nós neste local, cumprimentou e seguiu em frente.

Após algum tempo apareceram os primeiros pedaladores.

Ficamos ali na “casa dos amiguinhos” esperando os demais que demoraram um pouco mais para subir, pois a subidinha não é nada agradável pra quem está começando. Enquanto isso “os amiguinhos” apareceram para dar as boas vindas.

Nesta casa sempre tem muitos, mas muitos cachorros mesmo. Raramente aparece um grande, normalmente é tudo pequenoto e feliz da vida.
Passado mais um tempo o resto da tropa apareceu. O Doblinha já tava morto na primeira subida, sinal de que o pedal teria que ser mais curto e menos judiante, pra não matar o vivente.

Aproveitamos a parada para tirar uma foto da tropa inteira, para provar que todos estavam no pedal. Vai que tem neguinho que diz que foi pedalar e vai pras malocas tomar umas mais caras, aí sobra pra nós…

Seguimos viagem em direção ao 60, na cantina pegamos as esquerdas em direção à Santa Justina, caminho tradicional. Andamos até a entrada da reta do milharal, ali fizemos mais uma paradinha para reagrupar a tropa.

Eu e o Zunho chegamos na frente e logo atrás veio o Minu, seguido pelo Rambo.

Um pouco depois vinha o Valens e o Doblinha.

Tropa reagrupada, seguimos em frente. Subimos toda reta do milharal até o milharal, passamos, paramos na encruzilhada e, enquanto não chegava todo mundo pra reagrupar, eu e o Zunho resolvemos descer até o Restaurante pra descobrir umas estradas.
Sempre passei por ali e pensei em achar uma estrada que ligasse aquele local até a descida do 80. No gluglu érti dá pra ver uma semi-estrada, mas nunca arrisquei a ir adiante.
Não deu outra, descemos um pouco até umas casas e achamos um pessoal da região que confirmou, tem estrada. E esta estrada liga o milharal até São Francisco. Espetacular, nos próximos pedais desvendaremos este mistério.
Feita a verificação, retornamos à encruzilhada para reagrupar com o resto da tropa. Todos juntos, agora começaria a alegria. Descidão do milharal, coisa linda… Minu, Rambo e Zunho se mandaram na frente, o Valens ficou um pouco pra trás e eu fiquei pra dar apoio moral ao Doblinha. Descemos devagarito até o início do descidão alucinante, aí eu resolvi largar os freios e sentir o vento mais rápido na cara.
No meio da descida, uma pedra “pequena” me impediu de passar dos 71km/h. hehehe. Não deu tempo de desviar ou, se desviasse, estaria ainda rolando pelo barranco. Só deu tempo de tirar a roda dianteira, a traseira foi pro saco, resultado: “paóuwm” (onomatopéia de estouro violento de pneu). Tive que descer uns 70 metros tentando controlar a bike. Primeiro cagaço do dia, PRIMEIRO.
Lá em baixo parei pra ver o estrago, nada demais, apenas uma câmera estourada e um aro com um amassado, coisa que se resolve tranquilamente. A câmera foi trocada em seguida e o aro fica como está, não atrapalha em nada, pois não entortou e nem descentrou a roda.
Toda tropa junta em Otávio Rocha, começamos a repensar o pedal. Tinha gente bem cansada e não daria pra fazer o que havíamos pensado.
Resolvemos encurtar bastante o pedal. Subimos pelo asfalto até o cartódromo. Enquanto eu e o Minu esperávamos o resto da tropa resolvemos bater umas foteens das crianças.

Em seguida chegaram todos. Aí resolvemos descer os cotovelos da caveira para dar a volta no morro e depois retornarmos até o Gringo. Largamos todos juntos, paramos um pouco abaixo pois eu não lembrava pra qual lado da encruzilhada ficava a caveira.
Assim que o Zunho chegou decidimos descer pela esquerda, que era o lado certo. O Zunho, como sempre, despencou na frente, eu logo atrás, o Rambo um pouco depois e mais os demais seguindo o baile.
Uma curva pra esquerda, uma pra direita, mais uma curva pra direita e… opa, volta, calma, volta roda…
Interrompemos nossa programação para o pronunciamento do Ilmo. Sr. Bassolinovinsky Tombo Man, presidente da Organização Não Governamental Pedale na Sombra e dentro de 3 minutos voltaremos com nossa programação normal:
Olá meu amigo pedalador. Olá você aí, que está sentado em frente ao computador com vontade de pedalar. Você mesmo, sim, você. Antes de sair de casa para despencar morro abaixo de bicicleta, tem que primeiro aprender a pedalar, não dá pra fazer como uns e outros por aí que saem feito loucos e querem quebrar recordes nas descidas mais alucinantes.
Estes acabam quebrando os dentes. Tem que ter calma, muita calma. Siga meu exemplo, desça devagar, sem pressa.
Eu lembro da última vez que caí de bike. Estava descendo os cotovelos da caveira e numa maldita curva pra esquerda a roda traseira perdeu a aderência, eu perdi o controle da bike, ambos decolamos, a bike foi pra um lado, eu fui pra outro, poeira, muita poeira levantou. Lembro até de ter terminado o tombo correndo, morro abaixo.
Voltamos com nossa programação normal…
É isso mesmo que vocês leram, foi o segundo cagaço do dia. E que cagaço. Felizmente não aconteceu nada de mais grave, o MEU AMIGO LÁ DE CIMA estava de olho em mim e me cuidando. Ainda bem.
A bike não sofreu muito, apenas alguns riscos na pintura e tal, nada demais. Eu estou riscado também, nos braços, nas mãos, no joelho, nas costas, etc… e como arde estas merda. PQP!!!
Passado o susto, a poeira baixou, o povo que vinha atrás já estava rindo do tombo e o Zunho já tinha se acalmado. Agora era hora de repensar mais uma vez o pedal. Eu queria continuar por onde havíamos pensado, mas fui voto vencido. Resolvemos subir de volta pelos cotovelos até o Cartódromo. Muito bom subir todo torto, apenas com uma mão no guidão, ótimo isso.
Do cartódromo descemos até o Gringo, onde paramos, lavei os machucados e sentamos para almoçar o tradicional e espetacular almoço do gringo.
Ah, ainda tive que escutar a garçonete dizer: “Antes de sair pra pedalar tem que aprender a andar de bicicleta.”. Puta saco, eu mereço…
Uma Foto da tropa, agora mais calma e quase de barriga cheia.

Após o almoço ficamos ali lagartiando como sempre no sol. Coisa boa fazer isso, jogar conversa fora com os amigos. De barriga cheia ainda por cima.
O Doblinha que tava semi-morto achou o meio de transporte pra volta.

Não, ele não voltou de Recolhe, voltou pedalando. Devagar e quase morrendo, mas voltou pedalando.
E eu também, mesmo todo rasgado e sangrando.

Preciso tomar mais groselha esta semana, ou Vinho, pra recompor o sangue que perdi.
Dali em diante foi a volta normal, descidão do 40, agora com asfalto, subidão do zanrosso, também tudo asfaltado, sem muitas emoções, pois asfalto não tem nada de emocionante.
Chegamos todos vivos e bem em casa. Prontos para uma nova pedalada. Deu uns 50km apenas, mas foi uma pedalada muito bala, como sempre são as pedaladas com os amigos. Era isso. Até a próxima, sem tombos.
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