Gelain com almoço no Gringo

Hoje o dia estva espetacular para pedalar. Durante a semana cancelamos o pedal que faríamos até o Canion Fortleza por causa da péssima previsão do tempo que nos enganou valendo. Aliás, todos sabem minha opinião sobre previsão do tempo: não presta.

Bom, voltando ao pedal de hoje, fizemos um bate e volta até o mirante Gelain, lá no Travessão Alfredo Chaves, interior de Flores da Cunha e Nova Pádua. Fomos eu, Cemin e Duca, os pedaladores índios do dia.

Largamos ali do Mosteiro as 9 e bico da madrugada. Até esperamos um pouco além do normal para ver se aparecia mais alguém, nada. Resolvemos partir. Subimos os SPA, descemos a Linha 40, subimas a ótima subidinha da Linha 40 e seguimos em frente.

Descemos pelo caminho do morceguinho e saímos lá em baixo no primeiro asfalto, cruzamos o local onde se toma banho de barro e seguimos. Passamos pela favela em construção, mais subida, mais subida e mais subida, até sairmos lá em baixo, no outro asfalto, já no ravessão Alfredo Chaves.

Passamos reto pela comunidade e seguimos até o mirante, onde fizemos uma parada para fotos e tal.

Depois de uma bananinha devorada e um litro de água tomado, resolvemos voltar. Agora o destino era o que mais nos motivava a pedalar, pois combinamos de almoçar no Gringo, em Otávio Rocha, pois os dois pedaladores que me acompanhavam nunca pararam lá para comer, o que é lamentável, tive que levar os índios pra conhecer o estabelecimento do Rudi.

E subimos numa pedalada só, todos com pressa, hehehe. Chegamos em Otávio Rocha e fomos direto para o Gringo, encostamos as bikes num canto, arrumamos uma mesa e nos preparamos pro almoço. Ah, mas antes teve limãozinho, óbvio.

Pena que tava quente o treco, se não eu tinha tomado uns dois litros.

Enquanto esperávos para arrumarem uma mesa pra nós, um amigo apareceu.

Depois, foi só senter e se deliciar com o maravilhoso almoço servido no Gringo. É muito bom.

Cemin tava com fome.

O Duca também.

E eu sou gringo, não posso negar. hehe

Bom, depois de toda essa comilança, sentamos ali na frente na calmçada onde ficamos lagartiando um tempo até o estômago voltar ao normal. Depois que as pernas esfriaram bastante (hehe) resolvemos retomar o pedal e voltar pra casa.

Mapinha do trajeto feito.

Foi um pedalzito muito bacana. 65km de muita diversão. Até o próximo.

O Retorno ao Rio Sem Ponte

Mais um sábado, mais um pedal. Novamente eu, o Zunior e o Bassolin fizemos a indiada do dia. Ultimamente os outros pedaladores não estão aparecendo. Sem trajeto definido, nos encontramos as 13h lá no posto da perimetral. Rapidamente nos xingamos, calibramos os pneus, subimos nas magrelas, demos umas duas voltas na rótula até decidir para onde iríamos. Decidimos ir lá para o lado do Rio Sem Ponte pois fazia alguns meses que não passávamos por lá.

Então começou a festa. Atravessamos a cidade pela perimetral, subimos os “Spavilhão” em direção a Nossa Senhora da Saúde. Fizemos o descidão de asfalto passando pela Linha 30, passando pelo restaurante Nona Julia gritando para quem estava almoçando e lá embaixo na ponte pegamos aquela estradinha de chão à direita par pegar o primeiro pó do dia. E o sol começou a fazer efeito.

Tava violento o troço. Subimos e depois fizemos o descidão que volta no asfalto mais lá na frente. Tocamos direto até Saint Justine onde fizemos a primeira parada do dia. Na sombra é óbvio.

Metendo uma água.


Teve gente roubando água do cemita.


Logo seguimos em frente depois de preparar o equipamento do cinegrafista tabajara cerfify Zunior. Fomos em direção à descido do Carvalho onde fizemos o primeiro registro cinematográfico do dia. Descidão do capeta. Quase 70 por hora naquela parte final. Tinha um valetão que deu um cagaço em todos. Mas chegamos bem na capelinha onde entramos à direita para ir rumo ao Rio Sem Ponte.

A capelinha com a sombra do animal que tirou a foto.


Pegamos então a estradinha da casa do garganta. O guri que fala “pouco”nunca mais foi visto. Descemos na lenha até o Rio Sem Ponte com o Zunior CameraMan documentando esse trajeto. Calma, o vídeo já vem. Descobrimos que estão fazendo uma espécie de ponte, não entendi o porquê da mesma mas tudo bem.

Deve ser obra da prefeitura, orçamento participativo o coisa que o valha. Hehehe. Duvido que algum político já tenho passado pelo Rio Sem Ponte.

Ali aparece a obra da ponte.


Dois pilantras.


Atravessamos o riozito e começou a subida. Subida tranqüila e bonita. Já foi bem mais cruel essa subida. Lembro da primeira vez que eu, o Basso mais o Minu descobrimos essa estradinha. Cramenha…. Não terminava nunca. Ali começou um mosquitedo fia da puta. Íamos andando e atravessando as nuvens de mosquito, comendo alguns, outros grudando no óculos e braços.

Sob um solaço desgraçado subimos direto até o Travessão Carvalho, local também conhecido como Kartodromo. Ali também tem o cemitério onde já foi feito um freeride em cima dos túmulos…hehehe. Mas sábado não foi feito. Tomamos mais uma água rápida e descemos até Otávio Rocha para tomar um refrizoto gelado no Gringo, e claro um limãozinho também pois todo mundo é filho de Deus.

Ta ai o cinegrafista amador Zunior.


O Basso secando o limãozinho.


Barrinha de cereal e guaraná Sarandi.


A fachada do Gringo.


Ficamos ali um tempo olhando o movimento de Otávio Rocha e tal, depois largamos fora pelo caminho normal para Caxias. Na descida da Linha 40 foi feito outro registro audiovisual da indiada. Tá bom então. Está ai o resultado dos vídeos feitos sábado.

Era wilson. Enchi o saco de escrever. Depois a gente foi para casa e pronto. Sábado que vem tem mais.

Aranhas, ursos, gazelas e pastores

Vocês, ao lerem o títulos do pedal, devem estar pensando que fomos pedalar em algum zoológico mas não é nada disso, isto é apenas para dar uma idéia do que encontramos neste último pedal. Vamos lá…

Era para termos ido pedalar no feriado de 7 de setembro, mas eu estava mortaço e liguei para o Zunior avisando que iria no sábado, o mesmo concordou em adiar, marcamos o pedalzito então para o sábado.

Sábado de madrugada, 9 horas em ponto chego no Bóbis e lá o Zunior já estava me esperando. Neste momento o celular dá sinal de mensagem recebida: “Não vou. – JorgeOK”. Com a desistência e furada (hehe) do Jorge e a ausência dos demais que foram viajar, sobrou para os dois fiéis pedaladores encararem a indiada solitos, e que indiada.

No local de encontro, estacionados em frente ao Bóbis já começam a aparecer os bichos do pedal. Uma enorme aranha carnívora estava passeando pelo meu pneu traseiro. Terrível isto…


Como não precisávamos esperar por mais ninguém, visto que mais nenhum pedalador se apresentou para ir junto neste dia, partimos, só que lembramos que faltava algo: bomba. Sim, estávamos sem bomba, caso furasse um pneu teríamos que encher assoprando, o que não seria nada bom.

Resolvemos então mudar o destino do pedal, o que era para ser uma baita pedalada pelo paredão, resultou em uma rota alternativa de 75km. O que foi até bom, pois se fossemos apenas eu e o Zunior descer o paredão poderia acontecer algo errado. Dois kamikazes descendo como loucos e sem ninguém pra resgatar de um acidente não é o ideal.

Pegamos e BR116 em direção à Ana Rech, fomos até o Joacir (mecânico, vendedor, depilado…) da Estação Bike. Lá chegamos e fomos atendidos pelo mesmo, que prontamente nos chamou de ursos, devido ao fato de NÃO depilarmos as pernas, coisa que viadinho faz todos os dias.

Falamos algumas bobagens com o Joacir, mentimos um pouco, pegamos uma bomba emprestada e seguimos caminho. O Joacir indicou uma saída para o bairro Castelo, logo ao lado da sua loja, mas avisou que era um penhasco para descer. E era mesmo.

De cara largamos os freios para descer, pegamos uma curvinha que não dava para ver se a estrada continuava ou terminava o mundo, uma socada nos freios, poeira, pedras para os lados, aquela coisa toda, escandalosa, mas seguimos caminho, precipício abaixo até atravessarmos o bairro e sairmos lá em baixo na Rota do Sol, mais precisamente no Santo Detergente.

Entramos na estradinha do santo e seguimos caminho, passamos pelos túneis e, ao cruzar a descida que leva a São José o primeiro sprint do dia. Mas não foi um sprint comum, motivado pela alegria de sentir as pernas esquentando, este foi proporcionado por um pastor alemão que estava de tocaia, no cantinho de uma moita, só esperando uma alma perdida para atacar.

E o bicho veio abras de nós como louco, parecia esfomeado, ensandecido, querendo a qualquer custo nos alcançar, mas nós, como bons fugitivos de cães não nos entregamos, até porque não seria agradável parar. Foi difícil, mas o bicho cansou, após uns 300 metros ele desistiu, ainda bem, pois as pernas começaram a cansar.

Depois do susto passamos pelo Bar do Veio e resolvemos descer até a Ponte Amarela para pegar um vento na cara e descansar as pernas. Descanso nada, mais uma carnificina na descida. Fazia tempo que não pedalávamos por ali e resolvemos testar a descida e ver se continuava boa para dar um laço. As curvas continuam no lugar.

Chegamos lá em baixo na ponte e paramos para umas fotinhos e retratar as pedras, como sempre.



Tomamos uma água e resolvemos mudar o pedal novamente, estávamos com vontade de nos perder. Decidimos subir em direção à Gruta das Índias e depois pegar o atalho do Moinho.

Dito e feito. Subimos num ritmo mais rápido do que o costume, sem parar, coisa que não podemos contar, pois vão achar que estamos começando a gostar de subir, hehehe. Mas foi uma subida boa, bem agradável, o tempo estava bom, com sol mas tinha bastante sombra pra ir tranqüilo e conversando, ah, claro, falando mal dos que não estavam presente.

Após alguns km de subida finalmente chegamos na entrada do atalho do moinho Assombrado, ou Abandonado, como preferirem. Mais umas fotinhos para marcar a passagem no local.



E uma fotinho do início da subida. Assim que tirei a foto escutamos um barulho de um carro despencando morro abaixo. Era um tiozão com sua senhora, dentro de um opalão dourado, cosia linda, acho que era um comodoro, não vi direito, só vi poeira.


Guardamos as tralhas e começamos a subir, devagar, pois esta subida judia das pernas. É curtinha, mas em alguns pontos bem íngreme, mas conseguimos subir tranqüilo, sempre os dois juntos e conversando para enganar o cansaço das pernas.

Passamos pelo moinho, seguimos caminho, até chegar na encruzilhada que vai ao Camaldolli.


Após uma seção de fotos seguimos caminho, nosso destino agora seria Souza Farm, pois queríamos dar uma aumentada no percurso.

Saímos das estradinhas tradicionais da região e entramos agora no estradão que leva até Fazenda Souza, ou Vila Oliva, ou sei lá onde, é tudo a mesma estrada, cheia de carros apressados e gente que não tem respeito, mas seguimos caminho.

A estrada não tem muitos atrativos, é um retão, um subidão, um descidão, um retão, um subidão e um descidão, e assim por diante, sem emoções mais fortes. a maior emoção é quando passa um carro por nós atirando pedras.


Como já tínhamos uns 40 e poucos km nas pernas e o sol começava a pegar de verdade, resolvemos procurar uma sombra para parar um pouco e dar uma descansada nas pernas.

Paramos por uns 10 minutos, tomamos bastante água, comemos uns salgados via Carrefour, um chocolate do Zunior, conversamos e presenciamos uns 15 carros passando a 280km/h na estrada de chão. Este povo é muito apressado, ta loco…


Como o sol estava ficando mais forte, era perto de meio dia, nada melhor que um protetor solar para não torrar o pescoço e os braços. Passado o besuntado, partimos novamente. Andamos alguns km e numa subida um pouco mais forte senti que algo estava errado com a minha bike.

A criança parecia estar travada. Sei que as pernas não estavam lá 100%, mas não podia já estar morto e sem forças já neste ponto do pedal. Algo não estava certo.

Parei, olhei tudo, nada errado. Girei a roda dianteira e nada, girei a traseira e… puta que pariu, roda travada, não dava nem meia volta. Culpa do calor. Quando paramos as bikes ficaram no sol e o flúido do freio esquentou demais e dilatou, fazendo travar a roda traseira, que é a que deixo o freio no limite. Nada que uma simples regulagem de pressão não resolvesse.

Agora estava tudo certo, não tinha mais nada me segurando, era hora de dar laço até Souza Farm. E nos mandamos, última descidona antes do asfalto e despencamos. O Zunior se mandou na frente mas eu seguia logo atrás. Na primeira curvinha ela abriu demais e eu passei por dentro da curva. Coisa linda aquela descida.

Se não fosse por um Fiet e uma moto que nos atrapalharam em uma curva, dava pra embalar e subir o outro lado sem pedalar, hehehehe. Mas, infelizmente não deu e tinha bastante cascalho do lado de fora, coisa não muito agradável numa curva, mas superável, mesmo que todo torto e saindo de traseira, hehe.

E, após uma subida chata e com bastante pó, chegamos no asfaltinho que nos levaria até Fazenda Souza. Lá chegando notamos que muitos já sabiam que estaríamos por ali naquele dia e se prepararam para nos receber.


Entramos na avenida principal, só tem uma, e fomos até o famoso e ruim bar suspenso, onde paramos para almoçar. Comemos um xizão, tomamos uma cocona e ligamos para o Testa nos informar como estava a situação em constantina. Depois da comida deu um sono danado, normal.

Neste mesmo dia tinha prova de ciclismo na localidade, era prova das Gazelas, pessoal que anda com as pernas depiladas, mas não vimos nenhuma perdida por ali, estavam se carneando em algum lugar do asfalto.

Fomos até a praça central para ter mais informações sobre a prova. Não descobrimos nada. Só descobri que eu nunca chego em primeiro lugar, em prova alguma. Mas ainda vou conseguir, estou treinando pra isso.


Sentamos nos bancos da praça, descansamos um pouco, fomos rodeados de uma piazada que havia participado de uma prova de ciclismos para crianças. Ficamos uma meia hora escutando “o tio, o que é isso?”, “o tio, tu pedala?”, “o tio, eu sou melhor que ele.”, “o tio, deixa eu dar uma volta na tua bicicleta?” e assim por diante.

Quando a nossa paciência já estava esgotada e as pernas descansadas resolvemos pegar a estrada e voltar pra casa.

A volta foi sem graça, caminho chato, asfalto até a entrada do Bairro Castelo, mesmo local que saímos no início do pedal. Dali em diante é sempre igual, subidão até a BR e estávamos em casa. Ou melhor, primeiro passamos pela civilização, local onde, vocês já sabem, começa a sobrevivência para os ciclistas.

Foi mais um espetacular pedal, esperamos que no próximo mais gente se faça presente e o Jorginho não fique brabinho por não termos ido pedalar com ele no feriado de 7 de setembro. A gente teve que ir marchar, por isso faltamos… Até o próximo.

Carrapicho, pedal fenomenal

Antes de começar o relato, preciso adiantar que foi o melhor pedal deste ano. Um espetáculo, simplesmente sensacional. E, desta vez, cheio de fotos.

Combinamos de nos encontrar 8:45h da madrugada para sair um pouco mais cedo e fazer um pedal maiorzinho para nos preparar para o pedal das aranhas que virá em breve. Precisamos nos preparar.

Nos encontramos no Bóbis, local já tradicional. Eu caí já na chegada, a maldita sapatilha não desclipou e fui ao chão. Uma cena linda de ver, ainda bem que era bem cedo e havia pouca gente no local. O resto chegou depois: Testolino, Jorginho, Andrius e Zunior. Faltava só o demente do Igor.

Enquanto esperávamos o Igor algo aconteceu, o Jorginho ficou emocionado e passou mal, tivemos que chamar socorro.


Calma, ele só teve um mal súbito, logo se recuperou e estava pronto para pedalar, heheheh.

E o Igor não dava notícias. Já havia passado das 9 horas e o cidadão não aparecia. Resolvemos ligar para ele. Enquanto isso me aparece o Zunior, com algo estranho no pneu.


Pequeno o estrago. E nada do Igor.

O pessoal estava começando a ficar nervoso até que conseguimos falar com o cidadão. Após alguns vários minutos ele apareceu (bem atrasado) e partimos para o pedal.

De início entramos no Bela Vista, passamos pelo Lê Bond e descemos até o Pateta. Todos locais já conhecidos e bem divulgados nos pedais. Uma estrada sem maiores atrativos até aqui.

Paramos para reagrupar a tropa que estava dispersa na descida e retomar o caminho que faríamos. Quem estava mandando no trajeto era o Jorginho, ele dava as ordens e indicava o caminho.


Enquanto isso o Testolino foi liberar líquido e, com isto, peso.


E o Igor já estava cansado, hehehehe


Do pateta seguimos por uma estradinha nova, desconhecida dos RomarioBikers. Somente o Jorginho e o Andrius conheciam a tal estrada. Resolvemos encarar, caminhos novos sempre são bem-vindos.


Uma estrada longa, larga, que atravessa toda 4ª légua. Em alguns pontos não há nada além de mato, enquanto em outros se avistava alguma casa perdida.


Paramos um pouco adiante, pois avistamos uma estradinha as esquerdas que será desbravada no futuro, ainda mais que ela é cortada por um rio. No verão precisamos atravessa-lo.


E seguimos viagem. A estrada começou a se fechar e a ficar mais inclinada, para baixo. Opa, sinal de uma descida boa. Dito e feito, chegamos ao tal MORRO DO CARRAPICHO. Coisa de louco, descida fantástica.

Largamos eu e o Junior na frente, morro abaixo, vento na cara, pedras, canaletas, barro, túneis de árvores, paisagem fenomenal. Em vários locais a gente observava o belo vale ao nosso lado. Um precipício.

Paramos apenas em uma parte da descida, quase no final dela, para retratar nossa passagem. Sensacional.



Ah, e para esperar o Igor também, pois ele estava com os freios muito apertados, não conseguia descer rápido, hehehe.


Continuamos descendo o Carrapicho, mais uma vez preciso dizer que é uma descida espetacular. Que estrada maravilhosa! Chegamos lá em baixo, não sei onde, só o Jorge sabe o nome dos locais, eu nunca lembro.


Além de pararmos para reagrupar a tropa, resolvemos retratar o local.




E, finalmente, sabíamos onde estávamos e para onde iríamos. Talvez não…


Bom, o Jorginho disse que sabia para onde estava indo, então o seguimos. Logo adiante paramos em outra comunidade para fotografar a igrejota, pois igreja é o que mais tem no interior.


Descemos mais um pouco, sempre pela estrada principal, até porque não havia outra a seguir, até chegarmos onde não dava mais para descer. Diz a lenda que neste ponto é onde se encontram os rios Caí e Piai. Eu duvido…


Mais uma placa para nos localizar e ver que a gente estava bem longe de casa.


Neste local também conhecemos o seu Liki, gente fina, pena que não dava pra entender nada do que ele falava.


Andamos, andamos e andamos. Mais alguns km pedalados e paramos em Nossa Senhora do Rosário não sei de que légua. É tanta légua que o cara acaba se perdendo.

Neste ponto demos uma paradinha pois a tropa estava desunida, alguns muito adiante, outros ficando pra traz. Nos nossos pedais sempre andamos juntos, pois temos que rir uns dos outros e se alguém ficar muito pra traz acaba perdendo a piada.


Após todos no local, uma água tomada, seguimos viagem. Nosso destino, agora revelado e conhecido por todos, era Vila Cristina.

Deste ponto em diante não tem muita graça, é um estradão looooooooongo, sem atrativos, só com muito pó e sem subidas nem descidas, plano completo, só para girar.

Alguns km adiante achamos mais uma placa. Acho que o pedal mais bem informado que já fizemos, pois nunca fotografamos tantas placas.


Logo adiante, a civilização, asfalto, caos, carros, caminhões, estávamos chegando em vila Cristina. Passamos pelo pedágio, sem pagar, óbvio.

Confesso que dá uma vontade de parar em alguma cabine do pedágio e perguntar se bicicleta tem que pagar. Seria, no mínimo, interessante ouvir a resposta do cidadão.

Mais alguns metros e paramos para a parada longa do pedal, um descanso para as pernas e para achar algo para enganar o estômago, que há horas estava reclamando.


Todos degustaram um diabólico X salada completo sem salada, quer dizer, CEM MILHO.



Conversamos um pouco, como de costume, demos várias risadas para fazer a digestão e começamos a discutir qual seria o caminho a ser feito para voltar. Sim, a gente precisava voltar e agora era subir tudo que descemos.

Alguns sugeriram subir o Belo, traiçoeiro morro já pedalado algumas vezes. O Jorginho queria fazer algo diferente, então, como ele estava no comando e todos toparam, resolvemos subir pela Rampa Sul. Levantamos acampamento e pegamos a estrada novamente.

Adentramos na estradinha do Jorge e logo no início o Andrius sugeriu um atalho. Seguimos por ele. Uma subida fodástica, complicada, praticamente impossível de subir pedalando. Acredito que tinha uns 95,13° de inclinação aquela encrenca.


Maldita a hora em que fomos acreditar no Jorginho, mas subimos, hehehe. Não teve uma alma que conseguiu subir pedalando a primeira parte da subida, era muito complicado. Ainda quero ver alguém subir aquilo ali pedalando, mas eu não serei.



E não pensem que a subidinha impossível termina logo, nada disso, ela é bastante longa, coisa pra detonar as panturrilhas. Em alguns pontos conseguimos subir pedalando, em outros não. Teve até um local onde fizemos um sprint empurrando as bikes, uma cena linda, hehehe.

Passado o primeiro sufoco da subida, chegamos em um ponto onde ela começa a ficar menos íngreme, acho que agora uns 95,11° de inclinação, e tentamos subir pedalando. Alguns conseguiram, outros continuaram empurrando.

A estrada é complicada, difícil de subir, mas a paisagem e nota 10.


O Igor, que vinha mais atrás já estava mortão e começou a sentir câimbras, muito ruim isso, pois a subida não tinha nem começado.


Parei para dar uma ajuda psicológica e ficamos rindo da situação. Logo adiante parou o Zunior também, que não estava nos melhores dias pois nem tinha ainda melhorado da gripe. Ficamos um pouco ali, descansando para o Igor retomar as últimas forças que ainda restavam.

Continuamos a subida, sempre devagarito. O Igor já estava no modo sobrevivência e não agüentava mais, mas continuou. Nada de se entregar. Até porque, neste ponto nem tem como se entregar, caso se entregue, é comido pelos urubus, pois não tem nem como chamar resgate.

Após muito tempo subindo, finalmente chegamos láaaaaaa em cima, quase na entrada da rampa sul. Mais uma vez o visual mata a pau e faz o cara esquecer o cansaço.



Nas subidas a gente não para tanto para tirar fotos pois é complicado retomar o ritmo, mas sempre que dá, ou paramos para esperar a tropa, algumas fotinhos se fazem necessários.


Sim, até aqui já havíamos sofrido bastante, subido um monte e estávamos recém chegando na entrada da Rampa Sul. Havia muita subida ainda pela frente.


Deste ponto em diante não tiramos mais fotos, não dava mais. Todos estavam cansados e o tempo começou a apertar. Subimos até o pateta rapidão, em alguns momentos eu e o Jorginho fizemos uns sprints para esquentar as pernas. E esquenta mesmo.

O Igor que já estava mal lá no início da subida não agüentou mais, resolveu chamar reforço. Ligou para a mais nova e ela veio lhe resgatar. Combinaram de se encontrar na frente do Motel Lebond. Só não sabemos se de lá foram para algum lugar ou ficaram por ali mesmo, mas no estado que o Igor estava, acho que foram mesmo pra casa.

O resto da tropa continuou sua indiada até a civilização. Chegamos todos cansados, exaustos, mas felizes de ter feito um ótimo pedal. Um pedal sensacional. Quase fechou os 80km, quase. Eu devia ter dado umas voltas na quadra antes de entrar em casa, mas estava cansado, fica pra próxima. That’s all, folks.

Pedalando no Tsunami

Segunda-feira choveu. Terça-feira choveu. Quarta, não podia ser diferente, choveu. Quinta-feira caiu um dilúvio em Caxias do Sul. Sexta-feira, para não deixar ninguém triste, choveu. Com isto o pedal do sábado estava confirmado que seria com pés-de-pato e bóias de braço.

Combinamos de nos reunir as 9 horas da madrugada no Posto da subida do SPA, para termos abrigo se estivesse chovendo. Um pouco antes do horário marcado todos já estavam lá: Junior, Mika, Testolino, Marcos e eu, Bassolin. E a chuva também estava lá, meia tímida, mas estava.

Quando era 9 e bico levantamos acampamento. Nosso objetivo era fezer um pedal de descobrimento de estradas novas lá pelos lados do Travessão Carvalho, descendo pela inédita estrada do Cartódromo Oval.

Subimos os SPA, em direção à Linha 30 onde pegamos uma trilha indicada pelo Marcos. Coisa de louco, praticamente impossível de se pedalar sem cair ou bater em algo. Mas show de bola. Após alguns tombos, pedras, buracos, barro e muitas risadas saimos novamente na estrada principal, asfalto.

Descemos até a capelinha e entramos no atalho do Desmanche. Cruzamos o monte e saímos lá no outro lado, na cantina Michelon, na descida que leva todos para o valo, eu quase fui reto numa curva e chamei nos freios novos e quase fui pro chão, sendo osbervado de perto pelo Junior e Marcos que vinham logo atras. Eu esqueci que os freios novos freiam de verdade, hehehe.

Reagrupamos e subimos o morrinho do 40. Na linha 60 pegamos as esquerdias em direção à Santa Justina, onde paramos para a primeira foto e primeiro descanso do pedal.


Após algumas risadas, alguns litros de água tomados e um banho de chuva partimos. Descemos o Carvalho até a metade, entrando as dereitas um pouco antes da capelinha, na estrada que leva até Otávio Broca. No meio do caminho, na Madereira, pegamos as esquerdas para a subir até o Cartódromo. Alguns não conheciam esta estrada nova. É uma subida bem interessante, que não dá descanso.


Subimos, subimos e subimos. Marcos, Testolino e Zunior foram na frente, desbrfavando o caminho. Eu ia logo depois e o Mika vinha mais atras. Paramos para reagrupar a tropa no único plano da subida.


Única parte onde tem um descansinho para os mais sequelados.


Mais alguns goles de água e partimos para o resto da subida. Agora seria um pouco pior, pois além de ser mais íngreme teríamos pela frente dois malditos cotovelos.

O Testolino e o Zunior se mandaram na frente, eu os seguia logo atras e mais lá em baixo vinham o Marcos e o Mika, devagarito para o Mika não passar mal, pois já dava sinais de sequelamento.


Neste ponto, no segundo cotovelo eu parei para umas fotos e resolvi filmar a passagem dos dois retardatários pelo cotovelo. Resultou num vídeo auto-explicativo de como ultrapassar um cotovelo.

Cotovelo ultrapassado, pedalamos mais um pouco e chegamos lá em cima, no cemitério que existe ao lado do cartódromo oval. Alguns, enquanto nos aguardavamo, se divertiam com aquele que voltarão a noite para lhes puxar as pernas, hehehe


Outros descansavam.


Passamos pelo cartódromo e seguimos adiante. Agora era tudo novo para todos, uma estrada desconhecida. Sempre pegamos a estrada principal e descemos até Otávio Roca, desta vez resolvemos descobrir onde saia a outra estrada.

De início uma descida complicada, bastante íngreme e com muitas pedras no caminho, resultado da chuva que caiu durante a semana. Continuamos descendo e descendo. Estrada boa para os kamikazes de plantão: uma reta de 50m, um cotovelo, outra reta, outro cotovelo, tudo bem pertinho e bastante inclinado. Além das inúmeras valetas. Descemos e paramos na encruzilhada do Poste com Cabeça.



Paramos pare repensar o caminho, pois era tudo novo e ninguém sabia para onde ir, tínhamos apenas as informaçõs do Gluglu Erti que eu pesquisei durante a semana. O que não ajudava muito.

Logo adiante tinha uma casa e um caminhão estacionado, além de alguns cachórros. Resolvi ir lá e buscar informações sobre qual caminho seguir. Informações interessantes, descobri outra estrada que será alvo de novo pedal no futuro, uma estrada que dá a volta no Travessão Carvalho e sai em Santa Justina novamente.

Mas nosso objetivo era retornar em direção à Otávio Rocks. Seguimos então a indicação da moradora. Mais subida pela frente. E mais chuva. No meio da primeira subida encontramos alguns nativos e os mesmos confirmaram que nós estávamos no caminho certo.

E continuamos subindo, subindo e subindo, até chegar em mais uma encruzilhada. Paramos para discutir o caminho e esperar o Mika, que estava ficando para tras.


Algo nos dizia que estávamos em algum ponto relativamente alto, que havíamos subido bastante.


Alguns usavam óculos especiais para poder enxergar direito naquela altitude.


Tropa reunida, caminho escolhido e seguimos adiante. Continuamos a subir. Imaginávamos sair no asfalto que liga Otávio Rocha a Nova Pádua, estrada conhecida da região. Mas não, acho que erramos alguma entrada ou o caminho se moveu, desapareceu.

Acontece que saimos no asfalto, mas não naquele que esperávamos. Saímos no asfalto que liga o Cartódromo onde estávamos até o centro de Otávio Roca. Sim, demos uma volta enorme para sair uns 200m de onde já havíamos passado. Coisa de louco. Um belo “atalho”, prontamente denominado de ATALHO DO BASSOLIN. Obrigado!

Uma volta bem interessante, com subidas ótimas e algumas cruéis. Um caminho que será novamente desbravado no futuro, em especial a estradinha que passa ao lado da Casa da Tia que nos indicou o caminho certo.

Bom, já que saímos ali e todos estavam com fome, o negócio foi descer até o Gringo e comer a tão falada polenta brustolada, mais uma vez.


Claro, tudo bem acompanhado do limãozinho, que não durou muito tempo na frente do Junior.


Depois disso descansamos, conversamos, falamos algumas bobagens, apreciamos o movimento do local, em especial o movimento de viajantes, tomamos bastante líquido e partimos de volta para casa, pelo caminho tradicional para não matar o Mika.

Foi um ótimo pedal, com estradas novas e muita risada na companhia dos amigos. E muita chuva, hehehe. Até o próximo.