Antes de começar o relato, preciso adiantar que foi o melhor pedal deste ano. Um espetáculo, simplesmente sensacional. E, desta vez, cheio de fotos.
Combinamos de nos encontrar 8:45h da madrugada para sair um pouco mais cedo e fazer um pedal maiorzinho para nos preparar para o pedal das aranhas que virá em breve. Precisamos nos preparar.
Nos encontramos no Bóbis, local já tradicional. Eu caí já na chegada, a maldita sapatilha não desclipou e fui ao chão. Uma cena linda de ver, ainda bem que era bem cedo e havia pouca gente no local. O resto chegou depois: Testolino, Jorginho, Andrius e Zunior. Faltava só o demente do Igor.
Enquanto esperávamos o Igor algo aconteceu, o Jorginho ficou emocionado e passou mal, tivemos que chamar socorro.

Calma, ele só teve um mal súbito, logo se recuperou e estava pronto para pedalar, heheheh.
E o Igor não dava notícias. Já havia passado das 9 horas e o cidadão não aparecia. Resolvemos ligar para ele. Enquanto isso me aparece o Zunior, com algo estranho no pneu.

Pequeno o estrago. E nada do Igor.
O pessoal estava começando a ficar nervoso até que conseguimos falar com o cidadão. Após alguns vários minutos ele apareceu (bem atrasado) e partimos para o pedal.
De início entramos no Bela Vista, passamos pelo Lê Bond e descemos até o Pateta. Todos locais já conhecidos e bem divulgados nos pedais. Uma estrada sem maiores atrativos até aqui.
Paramos para reagrupar a tropa que estava dispersa na descida e retomar o caminho que faríamos. Quem estava mandando no trajeto era o Jorginho, ele dava as ordens e indicava o caminho.

Enquanto isso o Testolino foi liberar líquido e, com isto, peso.

E o Igor já estava cansado, hehehehe

Do pateta seguimos por uma estradinha nova, desconhecida dos RomarioBikers. Somente o Jorginho e o Andrius conheciam a tal estrada. Resolvemos encarar, caminhos novos sempre são bem-vindos.

Uma estrada longa, larga, que atravessa toda 4ª légua. Em alguns pontos não há nada além de mato, enquanto em outros se avistava alguma casa perdida.

Paramos um pouco adiante, pois avistamos uma estradinha as esquerdas que será desbravada no futuro, ainda mais que ela é cortada por um rio. No verão precisamos atravessa-lo.

E seguimos viagem. A estrada começou a se fechar e a ficar mais inclinada, para baixo. Opa, sinal de uma descida boa. Dito e feito, chegamos ao tal MORRO DO CARRAPICHO. Coisa de louco, descida fantástica.
Largamos eu e o Junior na frente, morro abaixo, vento na cara, pedras, canaletas, barro, túneis de árvores, paisagem fenomenal. Em vários locais a gente observava o belo vale ao nosso lado. Um precipício.
Paramos apenas em uma parte da descida, quase no final dela, para retratar nossa passagem. Sensacional.


Ah, e para esperar o Igor também, pois ele estava com os freios muito apertados, não conseguia descer rápido, hehehe.

Continuamos descendo o Carrapicho, mais uma vez preciso dizer que é uma descida espetacular. Que estrada maravilhosa! Chegamos lá em baixo, não sei onde, só o Jorge sabe o nome dos locais, eu nunca lembro.

Além de pararmos para reagrupar a tropa, resolvemos retratar o local.



E, finalmente, sabíamos onde estávamos e para onde iríamos. Talvez não…

Bom, o Jorginho disse que sabia para onde estava indo, então o seguimos. Logo adiante paramos em outra comunidade para fotografar a igrejota, pois igreja é o que mais tem no interior.

Descemos mais um pouco, sempre pela estrada principal, até porque não havia outra a seguir, até chegarmos onde não dava mais para descer. Diz a lenda que neste ponto é onde se encontram os rios Caí e Piai. Eu duvido…

Mais uma placa para nos localizar e ver que a gente estava bem longe de casa.

Neste local também conhecemos o seu Liki, gente fina, pena que não dava pra entender nada do que ele falava.

Andamos, andamos e andamos. Mais alguns km pedalados e paramos em Nossa Senhora do Rosário não sei de que légua. É tanta légua que o cara acaba se perdendo.
Neste ponto demos uma paradinha pois a tropa estava desunida, alguns muito adiante, outros ficando pra traz. Nos nossos pedais sempre andamos juntos, pois temos que rir uns dos outros e se alguém ficar muito pra traz acaba perdendo a piada.

Após todos no local, uma água tomada, seguimos viagem. Nosso destino, agora revelado e conhecido por todos, era Vila Cristina.
Deste ponto em diante não tem muita graça, é um estradão looooooooongo, sem atrativos, só com muito pó e sem subidas nem descidas, plano completo, só para girar.
Alguns km adiante achamos mais uma placa. Acho que o pedal mais bem informado que já fizemos, pois nunca fotografamos tantas placas.

Logo adiante, a civilização, asfalto, caos, carros, caminhões, estávamos chegando em vila Cristina. Passamos pelo pedágio, sem pagar, óbvio.
Confesso que dá uma vontade de parar em alguma cabine do pedágio e perguntar se bicicleta tem que pagar. Seria, no mínimo, interessante ouvir a resposta do cidadão.
Mais alguns metros e paramos para a parada longa do pedal, um descanso para as pernas e para achar algo para enganar o estômago, que há horas estava reclamando.

Todos degustaram um diabólico X salada completo sem salada, quer dizer, CEM MILHO.


Conversamos um pouco, como de costume, demos várias risadas para fazer a digestão e começamos a discutir qual seria o caminho a ser feito para voltar. Sim, a gente precisava voltar e agora era subir tudo que descemos.
Alguns sugeriram subir o Belo, traiçoeiro morro já pedalado algumas vezes. O Jorginho queria fazer algo diferente, então, como ele estava no comando e todos toparam, resolvemos subir pela Rampa Sul. Levantamos acampamento e pegamos a estrada novamente.
Adentramos na estradinha do Jorge e logo no início o Andrius sugeriu um atalho. Seguimos por ele. Uma subida fodástica, complicada, praticamente impossível de subir pedalando. Acredito que tinha uns 95,13° de inclinação aquela encrenca.

Maldita a hora em que fomos acreditar no Jorginho, mas subimos, hehehe. Não teve uma alma que conseguiu subir pedalando a primeira parte da subida, era muito complicado. Ainda quero ver alguém subir aquilo ali pedalando, mas eu não serei.


E não pensem que a subidinha impossível termina logo, nada disso, ela é bastante longa, coisa pra detonar as panturrilhas. Em alguns pontos conseguimos subir pedalando, em outros não. Teve até um local onde fizemos um sprint empurrando as bikes, uma cena linda, hehehe.
Passado o primeiro sufoco da subida, chegamos em um ponto onde ela começa a ficar menos íngreme, acho que agora uns 95,11° de inclinação, e tentamos subir pedalando. Alguns conseguiram, outros continuaram empurrando.
A estrada é complicada, difícil de subir, mas a paisagem e nota 10.

O Igor, que vinha mais atrás já estava mortão e começou a sentir câimbras, muito ruim isso, pois a subida não tinha nem começado.

Parei para dar uma ajuda psicológica e ficamos rindo da situação. Logo adiante parou o Zunior também, que não estava nos melhores dias pois nem tinha ainda melhorado da gripe. Ficamos um pouco ali, descansando para o Igor retomar as últimas forças que ainda restavam.
Continuamos a subida, sempre devagarito. O Igor já estava no modo sobrevivência e não agüentava mais, mas continuou. Nada de se entregar. Até porque, neste ponto nem tem como se entregar, caso se entregue, é comido pelos urubus, pois não tem nem como chamar resgate.
Após muito tempo subindo, finalmente chegamos láaaaaaa em cima, quase na entrada da rampa sul. Mais uma vez o visual mata a pau e faz o cara esquecer o cansaço.


Nas subidas a gente não para tanto para tirar fotos pois é complicado retomar o ritmo, mas sempre que dá, ou paramos para esperar a tropa, algumas fotinhos se fazem necessários.

Sim, até aqui já havíamos sofrido bastante, subido um monte e estávamos recém chegando na entrada da Rampa Sul. Havia muita subida ainda pela frente.

Deste ponto em diante não tiramos mais fotos, não dava mais. Todos estavam cansados e o tempo começou a apertar. Subimos até o pateta rapidão, em alguns momentos eu e o Jorginho fizemos uns sprints para esquentar as pernas. E esquenta mesmo.
O Igor que já estava mal lá no início da subida não agüentou mais, resolveu chamar reforço. Ligou para a mais nova e ela veio lhe resgatar. Combinaram de se encontrar na frente do Motel Lebond. Só não sabemos se de lá foram para algum lugar ou ficaram por ali mesmo, mas no estado que o Igor estava, acho que foram mesmo pra casa.
O resto da tropa continuou sua indiada até a civilização. Chegamos todos cansados, exaustos, mas felizes de ter feito um ótimo pedal. Um pedal sensacional. Quase fechou os 80km, quase. Eu devia ter dado umas voltas na quadra antes de entrar em casa, mas estava cansado, fica pra próxima. That’s all, folks.
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