Despencando até o Rio das Antas

Finalmente um sábado sem chuva. Dia bom para pedalar. E fomos. Reunimos uma grande tropa neste último sábado. Não vou citar o nome de todos pois, certamente, esquecerei de alguém. Nos reunimos ali na lona azul do posto do tigre. O pessoal todo chegou antes, como combinado, para que o horário da saída fosse cumprido.

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13:30h zarpamos em direção aos SPA. Dos SPA seguimos pela Linha 30, entramos no atalho do desmanche, descemos o Michelon e saímos na linha 40, caminho já tradicional.

Da linha 40 não tinha muita opção, o negócio era “subir pra cima” e sair lá na linha 60. De onde seguimos Santa Justina. Início do pedal bem rapidão, pois precisávamos chegar logo em Otávio Rocha, onde outro grupo, que saiu pela manhã, nos aguardava.

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Em Otávio rocha agrupamos todo mundo, contei 15 pedaladores, 1 pedaladora e 1 fantasma. A maioria se conhecia, mas muitos eram novos na indiada, mas aos poucos o pessoal foi se enturmando.

Subimos em direção ao cartódromo, mas ali na capelinha saímos do asfalto e quebramos par estrada de chão. Passamos reto pela entrada da descida do manga e adentramos no matagal. Aí começou a festa.

E que festa.

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Trilha, barro, mato, pedras, galhos, valetas, tudo de bom.

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Descidão cruel, muito cruel, até o rio das Antas. A descida foi marcada pelos inúmeros tombos. Quem resolveu descer pedalando caiu, quem resolveu descer empurrando, também caiu.

A descida nada mais é do que um penhasco, a encosta do morro, no vale do rio das antas. Muitos cotovelos no caminho. E lá vem o Nena…

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E lá vem o Cemin…

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Eu tentei descer pedalando quase todo trajeto, mas confesso que foi bem complicado.

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Outros também desceram pedalando. Foi um festival de gritos no meio do mato.

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E tombos…

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Até que chegamos onde não tinha mais descida, pois havia o rio. E para seguir viagem, tínhamos que atravessar. Correnteza judiando.

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Após alguns longos minutos todos atravessaram e chegaram ao outro lado lavados. Todo barro que ficou preso nas bikes durante a descida foi levado pela água do rio das antas. Que sem graça, precisava achar onde sujar a bike novamente.

Reunimos a tropa para mais fotos e pensar que trajeto faríamos dali pra frente, pois tínhamos duas opções: seguir ou voltar, hehehehe.

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De onde estávamos, dá pra olhar pro topo do morro, onde começamos a descida. Um leve desnível.

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Ah, sim, voltando ao assunto de onde poderíamos sujar as bikes novamente, bastou olhar para a subida que vinha pela frente. Que subida!!!

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Foi no empurra-bike mesmo. Ninguém subiu pedalando, até porque é impossível subir aquilo ali pedalando, hehehe. Subidão fudido, com muito barro e pedras no meio do caminho. Esta foi a parte que mais detonou as pernas, durante o pedal inteiro.

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Mas nem tudo estava perdido, após uma lona subida traiçoeira no início, veio a estrada que dava pra pedalar. Apesar de ainda ser bem íngreme, nada que uma coroinha não resolvesse.

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Lá em cima, onde começaram a aparecer as nascentes e vertentes de água, resolvemos parar para nos abastecer e tirar o barro que acumulou durante a subida.

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Reagrupamos toda tropa novamente. Ali na grutinha. Após algumas bolachas, água e um merecido descanso, partimos em direção à nova Pádua, onde fizemos uma parada mais longa para reagrupar e contabilizar os estragos.

Entre mortos e feridos, apenas alguns arranhões e batidas ocasionados durante a descida infernal. Juntamos toda tropa ali na rodoviária da localidade para mais algumas fotos.

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E pra comer cuca, óbvio. Se não o Nena não conseguiria voltar pra casa.

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E a volta foi espetacular. Um tiro só, de Nova Pádua pra Caxias. Separamos o grupo, pois alguns pediram resgate e outros estavam atrasados para os compromissos. Estava ficando tarde mesmo, era certo que chegaríamos a noite em casa.

Na volta eu saí na frente com o primeiro grupo, 7 pedaladores cansados e loucos para chegar em casa. Voltamos pelo estradão tradicional, que corta todas as linhas.

Primeiro linha 100, depois linha 80… onde fizemos uma parada obrigatória para um descanso e para arrumar um pneu furado.

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E seguimos adiante, em direção à linha 60. Lá em cima eu parei para esperar a tropa que estava cansada. Aos poucos o povo foi chegando. Só um pedalador ficou pra trás, pois estava “quebradaço”. Como já passei por esta faze, sei que ficar pra trás solito é terrível, fui lá dar uma apoio moral pro cara.

Enquanto isso o povo aguardava na parada de busão onde eu fiz algumas fotos antes da tropa chegar.

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Hehehe

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E mais um pneu furado. Assim deu tempo pro quebrado se recuperar um pouco e ligar para o resgate.

Ali no 60 nos dispersamos. Uns se mandaram e ficamos somente eu, Cemin e o Éder para finalizar o pedal na tranqüilidade. O quebrado foi resgatado.

E chegamos em casa, todos vivos e destruídos. Após um pedal espetacular. Até o próximo…

Lavando a alma

Trim… Trim… Trrrrrrrrrrriiiiiiiiimmmmmmmm..

- Alô!
- Alô, quem fala?
- Aqui é São Pedro.
- Oi Pedroca, tudo belesma? Poderia me informar se neste sábado à tarde vai chover?
- Sim, vai chover aí na tua terrinha, algumas pancadas e em alguns momentos chuva bem forte.
- Ok, muito obrigado pela informação. Forte abraço.

Pois bem, foi com esta informação que decidi ir pedalar neste último sábado à tarde: COM CHUVA.  Saí de casa exatamente 14 horas e no momento não estava chovendo, estava sim, bem nublado e abafado. Peguei a Katja e rumamos em direção aos SPA e assim que apontamos no pé da subida caiu o céu. Uma bomba d’água violenta.

Não deu outra, apertei o “passo” até a metade da subida ontem havia uma parada de busão e ali fiquei, plantado, esperando a chuva dar uma trégua. Afinal, eu acreditava que seria apenas uma chuva passageira.

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E a chuva demorou mais acalmou. Não parou por completo, mas deu uma boa acalmada. Retomei a subida e segui em direção à linha 30. Ali na capelinha deu outra bomba semi forte, mas parou em seguida, voltando a cair apenas alguns pingos que molhavam mas não atrapalhavam.

Segui em direção à Santa Justina, depois Otávio Rocha, ali comecei minhas primeiras descobertas da tarde chuvosa. Eu saí de casa para me enfiar nas trilhas desconhecidas, e foi isto que fiz.

A primeira, ali na linha 30 mesmo, a tradicional trilha do “fura pneu”.

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Depois, uma outra, já em Otávio Rocha, logo na entrada do asfalto. Bem lá no início.

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Entrei na trilha mas não andei muito, ela se fechou e não tinha mais pra onde seguir, estava bem ruim. Só armado com um facão pra prosseguir.

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Mas ela tinha outra saída pelo que vi, pois mais abaixo, uns 500 metros adiante no asfalto, tinha outra entrada, que, acredito eu, deve ser a saída da trilha, ou entrada, depende do ponto de vista, hehehe.

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Mas tinha bastante barro. Dá pra notar na cara de felicidade da criança.

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Andei, andei, andei e andei. Dei umas várias voltas pela região em busca de outras entradas no meio do mato. Voltando pela estrada do morceguinho, eu procurava uma entrada que sempre avistei quando descíamos por ali, mas nunca entramos. Até que sem querer, achei a dita cuja, só que estava “fechada” com um portão de arames.

Resolvi abrir e entrar pra ver no que dava.

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E dá numa casa, hehehehe. Vai ver era por isto que estava fechada. Não avistei se tem outra passagem pelo lado ou por outro caminho. fiz meia volta e voltei para a estrada principal. Aí o negócio foi subir até o estradão que me levaria até a linha 60.

E a chuva apertou novamente. Me hidratei bastante neste sábado, disso não posso reclamar.

Agora foi a vez de desvender algumas trilhas pela região da linha 40 mesmo. Ali tem algumas que já me falaram mas nunca entrei. Este sábado foi o dia certo pra isso, pois com chuva as trilhas ficam ainda melhores.

E aí está a fachada da primeira.

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Coisa linda isso, trilho de barro no meio do mato que nos leva ao desconhecido. Só que o desconhecido se tornou conecido uns 300 metros adiante.

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É o maldito e poluído Tegão. Esta trilha, pelo que percebi, continua do outro lado e deve levar lá para os lados da Maestra. Não sei, no futuro, quando o Tegão estiver mais raso e der pra passar por ali sem cair e morrer sufocado com a água poluída, eu prometo que desvendo este mistério.

Bom, como não deu pra atravessar e eu já havia feito uma quilometragem considerável debaixo de muitá água, o negócio foi voltar pra casa. Eu também já estava cansado. As pernas começavam a dar sinais de fraqueza.

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Pela mesma trilha voltei para a estrada principal, até a linha 40 e comecei o caminho de volta, pelo asfaltão tradicional. Teve um momento que a chuva apertou de verdade, aí parei ali na cantina pra escapar dela, pois os pingos estavam enchendo o saco.

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A chuva não parou mas diminuiu novamente. Retomei a pedalada. Subi pelo atalho do desmanche de jipe e saí lá na capela de São José da Linha 30, onde fiz outra paradinha pra registrar a chuva que lavou a alma neste sábado.

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A Katja ficou limpinha com a quantidade de água que caiu.

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E eu, mais feliz que pinto no lixo.

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Dali foi um pulo até a capelinha da linha 30 e depois voltar para a civilização. Dos SPA até em casa foi um laço só, sem paradas pra escapar da chuva, que não deu mais trégua.

Foi um ótimo pedal, bom pra desvendar alguns lugares que no futuro, com tempo seco e mais tempo, serão novamente desbravados. Até o próximo…

Maragato ou Ximango

Alô você! Em comemoração à semana farroupilha e ao 20 de setembro, fizemos uma pedalada espetacular neste último sábado, dia 20 de setembro, hehehe.

Nos reunimos então em frente à Igreja de São Pelegrino. 13:30h estavam todos lá, menos o Testa que sempre se atrasa e o Valens sobrancelha que devido ao acumulo de sangue no álcool que corre nas suas veias ficou impossibilitado de pedalar.

Após a chegada do Testolino, o pedal se resumiu aos 4 pedaladores tradicionalistas. Eu e o Minu representando a estirpe Ximango e o Testa e o Junho foram de Maragatos.

Não sabíamos pra onde ir, ficamos um bom tempo discutindo e pensando num caminho legal. O Minu queria fazer trilhas e trilhas, resolvemos então ir para os lados de Caravágio e pegar algumas estradinhas no meio do mato.

Largamos então em direção à RS122, fizemos uma paradinha no posto da Julio pra abastecer os peneis e seguimos viagem.

Lá na frente do Mart Center passou por nós um Peugeot 206 dourado com um adesivo dos sombrabikers e cheio de muié. Elas abanaram e nós retribuímos o carinho das nossas fãs.

Na entradinha do atalho dos romeiros, ali, antes de entrar na estrada verdadeira, um Uno branco veio atrás. Ainda não sabemos como o cara conseguiu entrar na estradinha. Bom, deixamos o cara passar e seguimos.

O tempo estava meio estranho, a previsão era de chuva para a madrugada e tempo nublado durante o dia, mas, como sempre, os caras da previsão erraram. Só pra variar.

Estávamos seguindo na estradinha dos romeiros quando pensamos em já mudar o pedal. Fazer algo diferente que há tempos não fazíamos. Resolvemos então fazer a trilha da bocleta molhada.

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Na entrada da estradinha que leva à bocleta molhada paramos para umas fotos. Eu não apareço pois ninguém se dispôs a tirar foto, sobrou pra mim ser o Jorge Tadeu do pedal.

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E começou a festa. Estrada tranqüila, sem uma alma veicular para atrapalhar a pedalada e fomos nós. Descendo tranqüilos conversando, o Minu contando as histórias dos tempos de lobinho e tal. Ficamos sabendo até de um campeonato de carrinho de lomba que o Testolino venceu nos tempos de matilha bege.

Bom, seguimos pedal e começamos a entrar no matagal. Esta região por onde andamos sábado é recheada de trilhas e mais trilhas, tem muitas opções, para qualquer lado que o cara pedale.

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Descemos um pouco mais e encontramos o primeiro “atoleiro”, que foi facilmente transpassado.

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Logo adiante, já em outra estradinha o segundo atoleiro, este um pouco mais complicado de se passar, mas também nada tão difícil assim. Só o Zunho meio que se perdeu na pedalada, mas foi culpa da cera que ele passou nas rodas.

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Mais uma foto da estradinha, mostrando que logo ali tem uma descida bala.

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Descemos, continuamos na estradinha e chegamos finalmente na trilha da bocleta molhada. Tradicional trilha da região, onde já passamos algumas vezes.

É uma subidinha chata, mas já foi bem pior, agora está mais larga e tem menos pedras, mesmo assim é bem complicado subir pedalanto até lá em cima.

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Enquanto os demais subiam, ou tentavam subir pedalando, eu e a Katja descansávamos e apreciávamos a paisagem. Além de observar e rir dos outros pedaladores subindo o morrinho.

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Chegamos lá em cima, no topo da subida e resolvemos seguir adiante. Ao invés de pegarmos outra trilha para as esquerdas, que é conhecida como a trilha da mutuca assassina, resolvemos seguir em frente pela mesma trilha que estávamos.

Logo adiante achamos a porteira que está sempre fechada. E DEVE estar sempre fechada, mas tem gente que ainda não se tocou que o que é dos outros tem que ser respeitado.

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Nós, como bons pedaladores amigos de todo mundo e respeitadores da propriedade alheia, SEMPRE fechamos as porteiras por onde passamos. Isso quando também não paramos para dialogar com o pessoal da regiaõ e proprietários e moradores dos locais por onde passamos.

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Seguimos caminho, esta trilha não tem nome, ou se tem eu não sei. É uma estradinha muito bala, bem estreita que vai beirando o matagal. Logo adiante ela abre e começa uma descida.

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Pedalando sempre por esta estradinha chegamos em uma casa que nunca tem ninguém. Passamos reto e paramos na entrada de outra trilha.

Ali nunca entramos, Era coisa nova. Como o tempo estava a nosso favor resolvemos encarar.

Ficamos andando um bom tempo no meio do mato sem saber pra que lado estávamos indo. Coisa boa isso, andar pra lá e pra cá, perdidos, se divertindo no meio do matagal.

Várias estradinhas, subidas, descidas, valetas, barro, muito barro.

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Alguns lugares impossíveis de passar pedalando.

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Chegamos em vários pontos que não dava para seguir adiante. Alguns porque a vegetação impedia e estávamos sem facão, outros porque não podíamos mesmo passar.

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Em uma das paradas no meio do mato precisamos registrar o Testa e seu óculos a prova de balas.

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Bom, seguimos adiante. Uma descidinha pra agitar o sangue e dar um laço e logo estávamos beirando a estrada principal. Paramos em mais uma porteira e nela a mesma placa da porteira anterior.

Acho que por ali passa muita gente mal educada e que deixa as porteiras abertas. Não é o nosso caso.

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O tempo estava ficando estranho, estava nublado mas alguns pingos começavam a perturbar. Achamos outra entrada de uma possível trilha, mas não seguimos por ela, pois além da chuva ser iminente, ali parecia sem intransitável.

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Seguimos caminho agora em direção à Monte Bérico, eu acho. Estradão tradicional de colônia beirando as casas e as plantações.

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E a chuva começou. Porcaria. Paramos logo adiante num abrigo, mais conhecido como parada de busão.

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Ficamos ali um bom tempo, esperando a chuva passar. Enquanto isso falávamos mal dos outros, xingamos um cara de Fox que passou 28 vezes pelo local e outro de Corola que passou 17 vezes pelo local. Acho que eles estavam perdidos.

O Minu, especialista em previsão do tempo, disse que a chuva logo pararia, pois pelo tipo dos pingos era chuva rápida, de uma nuvem só. Dito e feito, a chuva fraca parou e começou a chuva forte. Hehe.

Ainda em baixo do abrigo, cansados de ficar ali parados e esfriando, resolvemos encarar a chuva. Não estava tão forte, mas molhava, e no frio, qualquer pingo d’água congela. Encaramos o frio…

Andamos mais um bocado pelas estradas da região e por vezes entramos em algumas estradinhas mais fechadas, mas nada como o início do pedal.

Também não vai mais ter muita foto, pois a chuva não permitiu isso. Apenas mais esta do topo de uma subidinha, para mostrar a linda paisagem e a viração do tempo.

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Seguimos caminho em direção à Mato Perso. Chegamos no estradão principal e paramos para renegociar o pedal. Desistimos de ir até Mato Perso e resolvemos voltar, pois já estava ficando tarde.

Voltamos até a entrada do Parque das águas, pegamos as esquerdas e seguimos adiante. Passamos novamente pelas estradas já transitadas e saímos lá em baixo no Tegão Poluído.

Subimos costeando o Tegão até uma vila que eu não sei o nome, onde paramos pois a chuva apertou de vez.

Nos abrigamos no telhado de um salão comunitário. Ficamos ali um tempo esperando a chuva passar. Ela não passou, só piorou. Subimos então em direção ao asfalto, para voltar logo pra casa. Entramos na rótula do sol e seguimos viagem.

Já no Mart Center, quase em casa, a chuva começou a ficar mais fraca. Logo logo chegamos na civilização. Cada um foi para seu lado e finalizamos mais um pedal espetacular, com descoberta de novas trilhas e novos caminhos para no futuro passar por eles novamente.

Não deu muita kilometragem, coisa perto dos 50km, mas foi divertido como sempre. Era isso gurizada. Sirvam nossas façanhas de modelo à toda terra. Até o próximo

Colhendo rabanetes

Seguinti, relato bem curto. Este pedal que relatarei (?) aconteceu ainda no dia 23 do mês passado, mas como não tivemos tempo para colocar no ar vai só agora, assim o site não fica parado, mesmo que esteja atrasado. E não tem muitos detalhes, hehehe.

Bom, reunimos a tropa em na frente da Igreja de São Pelegrino. Aí está a tropa de pedaladores do dia.

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Queríamos fazer um pedal diferente neste dia, relembrar os tempos que pedalávamos com toda tropa. Resolvemos então ir para os lados de Forqueta Baixa e arredores. Seguimos então em direção à Forqueta, depois entramos na estrada das Galinhas na pista, onde fizemos outra para da para fotos.

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Antes desta parada fizemos também uma filmagem, onde, desta vez, o câmera man fui eu e não o Zunho, como sempre acontece. Foi mais para dar uma sacada em como funcionava o equipamento e tal. Cois ade louco, uma câmera de nada no capaceta já tira completamente o equilíbrio. Foda, muito foda.Ah, a filmagem ficou uma bosta, um dia eu monto um vídeo só com as bobagens que falamos e posto aqui, um dia.

Bom, passamos pelas galinhas e seguimos adiante. Fomos em direção ao centro da terra, pela mesma estrada de sempre, até que então alguém gritou: “Vamos entrar ali, parece ter uma estradinha.”

Eu nem pensei duas vezes, entrei reto na estradinha que indicaram e começou um descidão do cão. Espetacular. No meio da descida eu fui sugado por uma valeta e o Zunho me passou. O Rambo vinha logo atrás e o resto da tropa mais atrás.

Paramos lá em baixo para reagrupar e tirar algumas fotos.

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Esperamos um pouco pois o Minu e o Testa não apareciam, só descobrimos depois que o Minu levou um capote e ficou colhendo rabanete.

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Bom, tropa reunida, partimos. Continuamos descendo e descendo, até que achamos uma entradinha que voltava para a estrada principal, passamos para ela e seguimos viagem. Paramos logo adiante para ultrapassar um rio que se formou no meio da estrada devido à uma queda d’água gigantesca. Mais adiante vocês verão ela de cima.

Seguimos viagem, agora o objetivo era fazer a subidinha da cascata do cotovelo mortal. Uma subidinha básica, bem fácil. Qualquer um sobe pedalando e sem suar.

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A foto acima foi tirada do meio do cotovelo, para terem idéia do local. A esquerda da foto, onde não se vê a estrada, é a parte que subimos para chegar ao cotovelo. Do lado direito da foto, é o resto da subida. Coisa linda isso.

Mais uma foto do mesmo local. Agora para mostrar o piso e o Zunho preparando outras fotos.

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Uma foto da vista geral.

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Uma foto da cascata que eu falei um pouco antes.

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Uma foto da tropa.

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E agora a parte principal do pedal, onde todos começaram a subir, um por vez. Primeiro foi o Zunhyo, exibidão.

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Força vagabundo. Depois foi a vez do Andrius.

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O Testa não foi fotografado, subiu muito rápido e não esperou a gente preparar o equipamento. Logo depois foi a vez do Rambo. Se peidou todo pra subir, mas subiu. A primeira vez desta subida é cruel, a bike foge pra todos os lados, é bem complicado, mas muito divertido.

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Depois foi o Minubas.

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E, por fim, sobrou pra mim fechar a subida. Óbvio que ninguém me esperou e tive que subir sem ser fotografado, assim eles podem ficar inventando coisas a meu respeito e tal. Mas lá de cima eu tirei uma foto do que subimos.

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Reagrupamos toda tropa em baixo de uma árvore para comer alguma coisa. Paradinha rápida, logo retomamos o pedal. Resolvemos tirar mais uma foto, agora do meio de transporte alternativo, quando as pernas cansam.

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Agora era subir mais e subir muito mais, pela estrada das uvas. Até lá em cima no asfalto foi rapidão. Subimos todos quase juntos, conversando e falando mal dos demais, como sempre.

No aslfato a festaacabou, seguimos em direção à Forqueta e fim de papo. Paramos num buteco para comer algo e tomar uma cocona, acompanhada de um limãozinho e seguimos embora. That’s all.Eu disse que ia ser rápido. Falow.

Trilha do Tatu Morto

O bom velhinho arrumando o saco de presentes para partir e levar alegria a todos os lares e nós preparando as pernas para mais uma pedalada. Neste último sábado, quase Natal, somente eu e o Zunho Ueifi participamos do pedal.

Nos encontramos no local de sempre, que virou costume já, rótula da Perimetral Norte. De lá partimos para o Bairro Cruzeiro, onde atravessamos a civilização, que neste dia estava calma devido ao espírito natalino que perambulava pela cidade.

Estrada já bem conhecida, passamos pelo Lê Bunda, fomos até o Pateta e seguimos adiante. Descidão da Rampa Sul, na metade pegamos a estradinha que nos leva até a trilha das antenas. Uma breve parada para arrumar o equipamento de filmagem e para as primeiras fotos do pedal.

Aí está o cameraman Zunho Ueifi se preparando para a primeira filmagem do dia.


Yo, o narrador oficial das descidas alucinantes.


E uma amostra do início da descida.


Uma descida muito boa, estradão tranqüilo, sem carros, com graminha no meio, longa, ótima para aquecer os braços para o que viria pela frente: uma trilha fenomenal. A trilha das antenas.

E chegamos lá embaixo, após uma longa descida de muitas emoções. Foi tudo filmado, mas não vamos colocar aqui para não poluir demais o relato, pois o filme que merece destaque desta vez é a filmagem completa de 25 minutos da trilha das antenas.

Antes de entrarmos na trilha, uma parada para mais alguns retratos do local. Aqui é o último trecho onde se pode avistar algo além de matagal, aranhas, barro, galhos e mutro mais…

Zunho, mais uma vez mostrando seus dotes de malabarista.


Eu, posando para a posteridade


Uma breve visão do local para mostrar que mesmo descendo ainda estávamos bem alto.


Descemos mais um pouco, no meio das pedras e valetas de motoqueiros até chegarmos na entrada da trilha das antenas. Paramos para retratar o início da encrenca que nos esperava.


Tomamos uma água, revisamos a parafernalha que proporciona momentos de diversão posteriores aos pedais, também conhecida como filmadora, hehehehe. Tudo ok, play e… foi dada a largada.

Óbvio que este vídeo é editado, uma seleção dos melhores momentos da trilha, pois seria inviável colocar aqui 25 minutos de trilha por mais interessante que fosse. O pessoal ia começar a ficar nervoso com o “seu tubo” no primeiro minuto caso colocássemos todo vídeo aí.

No vídeo dá pra ter idéia do que foi a brincadeira. Um espetáculo, com direito a mosquitos, bichos, aranhas, tombos, barro, e muita diversão.

Saímos da trilha e chegamos à estrada novamente. A trilha acaba atrás de uma casa com estilo bem colonial. Grande, com galpão enorme, plantações por todos os lados. Mas a casa estava abandonada desta vez. Acho que o pessoal foi aproveitar o feriadão em Curumim.


Ao lado da casa passa a estrada principal, pela qual voltaríamos para casa. Subindo, após descer um monte e se perder no meio do mato. Mas não fizemos isso.

Descansamos um pouco, tomamos uma água, apreciamos a paisagem do local, descobrimos uma plantação de bananas que no futuro será bem útil e seguimos viagem.

O nosso objetivo era se perder, então entramos em outra trilha, que ainda não havíamos feito. Atravessamos a estrada principal, do outro lado tem um pequeno riacho. Tiramos um pouco o barro das queridas e resolvemos seguir pela trilha.


Havia sinais de que por ali passava algo, mesmo que este algo seja moto. Valetas e mais valetas. Coisa que motoqueiro barulhento deve adorar, pois era o que mais tinha na trilha, além de pedras, muitas pedras.


No início da trilha até dava pra pedalar, mesmo tendo que desviar das valetas e das pedras, mas passaram alguns metros e o pedal se tornou impraticável. Além de começar uma subida infernal.

Como estávamos em apenas dois pedaladores a decisão de continuar ou não era mais fácil. Após uns 4 segundos de discussão resolvemos seguir adiante, subir e encarar a maldita trilha.

A medida que subíamos, por muitas vezes tendo que carregar as magrelas, a trilha ficava pior, cada vez mais pedras e mais valetas, além de se fehcar ainda mais.

Subimos e subimos. Numa indiada histórica, rindo de nós mesmos. Achamos um cotovelo no meio do mato, sim, uma baita curva no meio do nada. Logo adiante, alguns metros acima, outra.

Percebemos que estávamos subindo um barranco, subindo não, melhor, escalando um morro. E que escalada!

Quando não tinha mais para onde seguir, a trilha não mudava de cara, achamos uma clareira. Paramos para pensar e o Zunho avistou bem no meio da trilha um tatu morto, o que originou o nome do local.


Como o cheiro não era de nenhum perfume francês continuamos nossa indiada. Descer era praticamente inviável, após subir tanto empurrando, tentando pedalar, carregando a bike e muito mais, a gente queria era descobrir onde terminava a maldita trilha.

E descobrimos. Andamos mais uns 30 metros e avistamos uma casa no meio do matagal. Após avistar a casa a trilha se abriu, conseguíamos pedalar, montamos de volta nas magrelas e seguimos caminho, por ums estradinha paralela à uma plantação. Metros adiante a estradinha se abriu mais e avistamos uma estrada.

Que maravilha, estávamos perdidos mais com chances de sobrevivência. Olhamos para os lados, não sabíamos nem pra que lado era pra seguir. Não tínhamos idéia nem de onde estávamos.

Paramos na casa para pedir informação, só que as vezes algumas informações são piores do que deixar a gente se perder, hehehehe. Juro que vou levar um GPS na próxima vez.

Bom, resolvemos subir, já que era o mais óbvio e que deveríamos fazer. Ao começar a pedalar nesta estrada começamos a notar algo familiar. Olhávamos em volta e tínhamos a impressão de já ter passado ali algum dia.

Logo adiante veio a salvação, descobrimos onde estávamos. A subida da rampa sul. Que maravilha. A trilha do tatu morto corta o morro e sai no meio da estradinha da rampa sul. Um atalho eCHelente, ótimo para se refeito, hehehe. Pena que ninguém vai querer ir conosco.

Agora que já tínhamos nos encontrado o negócio foi relaxar. Seguimos o subidão, sempre os dois juntos e conversando para matar o tempo. A subida é longa e cansativa, ainda mais debaixo do solaço e do calor de fez no dia.

Subimos, subimos e subimos, até chegarmos no Pateta novamente. Paramos para tomar um Fruki limão em homenagem ao Testolino e para descansar um pouco as pernas.

Alguns minutos parados e resolvemos voltar ao pedal.

Dali em diante sem maiores emoções. Uma volta tranqüila pra casa. O sol começava a dar uma trégua e a civilização ficava cada vez mais próxima.

Foi um ótimo pedal, como sempre. 58km de muita diversão e alegria, ideal para comemorar o natal sobre a bicicleta. Até a próxima.

RomarioBikers no Endurrrrro Bike!

E neste domingo que passou, aconteceu a etapa de Caxias do Campeonato Estadual de Enduro Bike de Regularidade. E os RomarioBikers marcaram presença no evento.

O Bassolinovisky ajudou o Zaka na organização, deu a largada para todos pedaladores, trabalhou em um PC (posto de controle) e riu bastante dos competidores perdidos. Nessa última atividade teve ajuda da sua patroa, a dona Aldri. Outros pedaladores conhecidos que ajudaram foram: o Cassio que também fez um PC e ajudou dar a largada, e o Andrius que fez um outro PC.

Eu e o Igor fizemos uma dupla para participar. A idéia era participar para ver como era e tal. Resumindo, o lance é o seguinte: a dupla tem que percorrer um trajeto através de símbolos indicados em uma planilha. Além dos símbolos, tem a distância e a velocidade média de cada trecho na planilha. Os pedaladores tem que andar no caminho certo na velocidade certa. Fácil!? Hehehe… nem um pouco.


O Igor deu uma de Magyver e fez um enrolators tabajara para levarmos as planilhas. O cara pegou umas caixas de luz, meteu dois parafusão como eixos e fez uns furos para prender com uns enforca-gato o equipamento no guidão. No primeiro momento a idéia parecia boa, mas na prática o dispositivo não funcionou muito bem. Mas com um pequeno aperfeiçoamento o invento do Igor ficará perfeito. Ele tem um ano para fazer isso.


Alguns papos enquanto nos preparavamos para a competição: bixacretas preparadas, água nas caramingolas e uns nutrys no bolso para lanche durante a espera do helicóptero de resgaste se for o caso. Estratégia definida: “Vamos tentar não se perder e completar a prova”. E fomos para a largada que começava as 11:00 com as duplas saindo de 1 em 1 minuto.

E estão ai os dois pedaladores de primeiro enduro.


E foi dada a largada!!!!!!


Logo nos primeiros metros na estrada de chão vimos que teríamos problemas com nosso equipamento segurator enrolator da planilha. Mas segue o baile. Seguindo a planilha, pegamos o asfalto, passamos na frente do Luau e paramos no capitel de Santa Barbará se não estou enganado. Ali tinha que esperar fechar 10min para iniciar. Zeramos os “cataios” e no momento certo partimos pegando a estrada de chão.

Tudo tranquilo fomos seguindo conforme mandava o figurino. Passamos pelo primeiro PC! Beleza, já saimos do zero pontos. Nosso dispositivo emitia bastante ruídos despertando a curiosidade de outros pedaladores que já nos passavam nesse momento. Também notamos que nossos Cateye marcavam um pouco a mais que as distâncias na planilha, mas por enquanto estava ok.

Depois de umas subidinhas, uma trilha do lado de uma casa onde tivemos que desviar de bosta de vaca, veio uma descidinha de pedra e tivemos, de acordo com a planilha que seguir a direita. Opa, segundo PC! Era o Andrius agachado no mato semi escondido numa moita. Parecia que estava cagando mas estava mesmo marcando os tempos da galera. Continuamos subindo e logo veio o terceiro PC! Porra…que barbada. Comecei a gostar do troço.

Estavamos de novo na estrada de chão principal. “Fumo indo!” Seguindo a planilha, entramos em uma outra trilha no mato costeando uma mini pedreira. E daqui a pouco, bingo! Mais um PC! Agora era o Zaka agachado no mato bem escondidinho. Bueno, ai começaram os problemas de navegação. Logo depois desse PC surgiu o primeiro impasse. Eu não consegui ver ali naquele lugar o caminho que tinha na planilha. Tinha outros caras quebrando a cabeça ali também. Mas depois de algumas discussões pegando uma semi trilha e descemos. Era por ali mesmo.

Pegamos uma trilha fudida com pedra, barro e subida. Caraio, sujei minha bicicleta! Hehehe. Saímos numa casa perto de onde começamos. E veio o primeiro pega-ratão. Tinha que contornar uma árvore e uma mesa de pedra conforme a planilha para valer o PC. Mais um feito.

Depois voltamos para o asfalto, passamos na frente do Recreio Cruzeiro, acaba o asfalto e entramos em um calçamento de um loteamento de chácaras, eu acho, que estão fazendo ali. Tinha um descidão e eu me larguei. Cramenha…a planilha começou a voar e tive que diminuir, parar e enrolar o troço de volta. Entramos em outra trilha e fomos tentando seguir a planilha. Cada pouco tinha que parar para ajeitar a danada que não parava quieta no troço, sempre perdendo tempo precioso.

E fomos seguindo, passamos de volta na frente onde foi a largada e subimos até rota do sol. Logo entramos numa estradinha e depois numa trilha. Passamos no PC do Cassio. Outro pega-ratão. Tinha que contornar umas pedras senão não valia. Matamos a pau por causa do experiente naveagador Igor. Depois veio o trecho das casas malditas. Tinha que passar no meio das casas, desviar dos pitbulls dormindo no chão, subir não sei aonde, contornar a palmeira depois a árvore seca, desviar da parabólica…tá loko! Nesse ponto estavam vários pedaladores perdidos, e o Basso e a Aldri na subidita atrás da casa rindo tipo bixo de todos.

Depois de uns 5 minutos de discussão, passamos pelo PC do Basso, demos umas 39 voltas entre as casas e seguimos pela estrada certa. Essa parte achei meio nada haver. Tinha que ficar circulando pelas casas e pegar a única estrada que tinha ali. Mas tudo bem.

Subimos a trilha do calçamento já conhecida por nós, saimos em Nossa Senhora da Saúde, fomos em direção a Santa Justina, trilha para esquerda, volta para um estradão de chão, passa pelo lado direito da árvore no meio da pista senão não vale e entra no meio dos parrerais. Outro caos. Ali achamos o caminho na sorte. Eu já nem olhava a planilha. Sei que achamos o caminho última trilha fechada onde passamos pelo último PC e atravessamos um mini rio carregando as bici.

E por fim, depois de um subidão chegamos no asfalto de novo. Dali até a chegada fomos na maciota. Uma coisa boa foi ver os caras mais experientes nos enduros empurrando a bike em várias subidas, e o Testolino véio aqui subindo andando e sobrando perna. Também depois dos 107km do outro sábado.

E chegamos ao final. A dona patroa me aguardava ansiosamente. Ela também praticou um pouco de navegação para chegar ali de carro. Papo com galera, xingadas e uma cervejita. Ficamos ali mais um pouco. O Basso e a Aldri devido a fome largaram fora logo. Eu e o Igor fomos conferir nossa colocação: 7º lugar Mazzzaaahhhh! Para o primeiro enduro tá ótimo. 7º lugar entre 11 duplas. É, até que tá bom. Chegamos na frente de uns que já haviam feito isso.

Foi legal. Experiência interessante, mas nada como nossas pedaladas com os amigos, sem compromisso, sem stress e com muitas risadas.

E era wilson!

Primeiro teste da Katja

Pedal combinado e estávamos nós na igreja de São Pelegrino prontos para mais uma indiada. O Igor fazia parte da trupe desta vez. Não sabíamos para onde ir, decidimos na hora fazer um pedal leve, rapidinho, por três motivos:
1 – testar a Katja
2 – o Igor tinha compromisso as 18h
3 – tirar o álcool do sangue do Minu e do Testa adquirido na noite anterior (vide post anterior)

E partimos em direção à Santa Giustina, caminho tradicional dos RomarioBikers. Já na descida uma forte chuva nos obrigou a descer o morrinho com mais cautela, sem ultrapassar os 60km/h, hehe.

Na pontezinha pegamos as dereita, para fazer a subidinha de chão que depois vira descidinha e volta para o asfalto. Ali o Igor, que tava um bom tempo se pedalar cansou, hehehe. E a Katja deu o primeiro sinal de que foi montada no Jerema: o câmbio dianteiro não passava pra coroinha. Parada pare regular e seguimos adiante.

No meio da subida passou por nós um vectra branco que descia no sentido contrário, dirigido por um irresponsábel e imbecil motorista que não desviou o carro da gente, fazendo com que eu e o Minu fossemos parar na valeta. Sorte dele que eu demorei pra arremessar a pedra, se eu tivesse sido mais rápido ele teria se arrependido de não ter desviado. E esquecemos de ver a placa. Paciência, seguimos.

Paradinha pra tomar água em frente ao salão da igreja de Santa Giustina e seguimos embora. Agora só barro. Muito barro, pois a chuva anterior transformou as estradas em puro barro. Fizemos o trajeto tradicional, após Santa Giustina seguimos pela linha 60 e depois linha 40.

Paradinha tradicional no salão da linha 40 para descansar, tirar fotos (com o celular-bosta-digital), tomar uma cueca-cuela (no caso do Igor) e uma cubinha leve (no caso dos RomarioBikers). Sempre acompanhados pela chuva que não nos dava trégua.


Ai está a Katja, no seu primeiro dia de testes. Todo suja, coitada.



Igor com sua cueca-cuela e energéticos naturais.


A nova bici do Igor, após uma semana de tentativas para tirar um movimento central.


Pose dos Romariobikers para posteridade.


Após isso, partimos pra casa. Na última subidinha, estrada de chão que liga o 40 até a capelinha o Igor foi ficando pra traz. O Minu e o Testa seguiram morro acima numa velocidade surpriendente, alucinados, loucos para chegarem em casa cedo, hehehe. Eu dei meia volta e desci um pedeço do morro para fazer companhia ao Igor na subida. e subimos tranquilos, devagarito.

Tudo certo no pedal, nenhum impreviso, estávamos nos despedindo quando o Minu olha para o pneu dianteiro e percebe que estava vazio. Não era hora para arrumar, andamos uma quadra até o posto mais perto e entupimos o pneu de ar, para aguentar até em casa. E aguentou, hehehe…

Apenas mais uma bela imagem para retratar o que foi este primeiro teste da Katja em mais um ótimo pedal com os amigos.


Era isso, a Katja passou no teste, como não poderia ser diferente. Até o próximo pedal.