Despencando até o Rio das Antas

Finalmente um sábado sem chuva. Dia bom para pedalar. E fomos. Reunimos uma grande tropa neste último sábado. Não vou citar o nome de todos pois, certamente, esquecerei de alguém. Nos reunimos ali na lona azul do posto do tigre. O pessoal todo chegou antes, como combinado, para que o horário da saída fosse cumprido.

antas001.jpg

13:30h zarpamos em direção aos SPA. Dos SPA seguimos pela Linha 30, entramos no atalho do desmanche, descemos o Michelon e saímos na linha 40, caminho já tradicional.

Da linha 40 não tinha muita opção, o negócio era “subir pra cima” e sair lá na linha 60. De onde seguimos Santa Justina. Início do pedal bem rapidão, pois precisávamos chegar logo em Otávio Rocha, onde outro grupo, que saiu pela manhã, nos aguardava.

antas002.jpg

Em Otávio rocha agrupamos todo mundo, contei 15 pedaladores, 1 pedaladora e 1 fantasma. A maioria se conhecia, mas muitos eram novos na indiada, mas aos poucos o pessoal foi se enturmando.

Subimos em direção ao cartódromo, mas ali na capelinha saímos do asfalto e quebramos par estrada de chão. Passamos reto pela entrada da descida do manga e adentramos no matagal. Aí começou a festa.

E que festa.

antas003.jpg

Trilha, barro, mato, pedras, galhos, valetas, tudo de bom.

antas004.jpg

Descidão cruel, muito cruel, até o rio das Antas. A descida foi marcada pelos inúmeros tombos. Quem resolveu descer pedalando caiu, quem resolveu descer empurrando, também caiu.

A descida nada mais é do que um penhasco, a encosta do morro, no vale do rio das antas. Muitos cotovelos no caminho. E lá vem o Nena…

antas005.jpg

E lá vem o Cemin…

antas006.jpg

Eu tentei descer pedalando quase todo trajeto, mas confesso que foi bem complicado.

antas007.jpg

Outros também desceram pedalando. Foi um festival de gritos no meio do mato.

antas008.jpg

E tombos…

antas009.jpg

Até que chegamos onde não tinha mais descida, pois havia o rio. E para seguir viagem, tínhamos que atravessar. Correnteza judiando.

antas010.jpg

antas011.jpg

Após alguns longos minutos todos atravessaram e chegaram ao outro lado lavados. Todo barro que ficou preso nas bikes durante a descida foi levado pela água do rio das antas. Que sem graça, precisava achar onde sujar a bike novamente.

Reunimos a tropa para mais fotos e pensar que trajeto faríamos dali pra frente, pois tínhamos duas opções: seguir ou voltar, hehehehe.

antas012.jpg

De onde estávamos, dá pra olhar pro topo do morro, onde começamos a descida. Um leve desnível.

antas013.jpg

Ah, sim, voltando ao assunto de onde poderíamos sujar as bikes novamente, bastou olhar para a subida que vinha pela frente. Que subida!!!

antas014.jpg

Foi no empurra-bike mesmo. Ninguém subiu pedalando, até porque é impossível subir aquilo ali pedalando, hehehe. Subidão fudido, com muito barro e pedras no meio do caminho. Esta foi a parte que mais detonou as pernas, durante o pedal inteiro.

antas015.jpg

Mas nem tudo estava perdido, após uma lona subida traiçoeira no início, veio a estrada que dava pra pedalar. Apesar de ainda ser bem íngreme, nada que uma coroinha não resolvesse.

antas016.jpg

Lá em cima, onde começaram a aparecer as nascentes e vertentes de água, resolvemos parar para nos abastecer e tirar o barro que acumulou durante a subida.

antas017.jpg

Reagrupamos toda tropa novamente. Ali na grutinha. Após algumas bolachas, água e um merecido descanso, partimos em direção à nova Pádua, onde fizemos uma parada mais longa para reagrupar e contabilizar os estragos.

Entre mortos e feridos, apenas alguns arranhões e batidas ocasionados durante a descida infernal. Juntamos toda tropa ali na rodoviária da localidade para mais algumas fotos.

antas019.jpg

antas018.jpg

E pra comer cuca, óbvio. Se não o Nena não conseguiria voltar pra casa.

antas020.jpg

E a volta foi espetacular. Um tiro só, de Nova Pádua pra Caxias. Separamos o grupo, pois alguns pediram resgate e outros estavam atrasados para os compromissos. Estava ficando tarde mesmo, era certo que chegaríamos a noite em casa.

Na volta eu saí na frente com o primeiro grupo, 7 pedaladores cansados e loucos para chegar em casa. Voltamos pelo estradão tradicional, que corta todas as linhas.

Primeiro linha 100, depois linha 80… onde fizemos uma parada obrigatória para um descanso e para arrumar um pneu furado.

antas021.jpg

E seguimos adiante, em direção à linha 60. Lá em cima eu parei para esperar a tropa que estava cansada. Aos poucos o povo foi chegando. Só um pedalador ficou pra trás, pois estava “quebradaço”. Como já passei por esta faze, sei que ficar pra trás solito é terrível, fui lá dar uma apoio moral pro cara.

Enquanto isso o povo aguardava na parada de busão onde eu fiz algumas fotos antes da tropa chegar.

antas022.jpg

Hehehe

antas023.jpg

E mais um pneu furado. Assim deu tempo pro quebrado se recuperar um pouco e ligar para o resgate.

Ali no 60 nos dispersamos. Uns se mandaram e ficamos somente eu, Cemin e o Éder para finalizar o pedal na tranqüilidade. O quebrado foi resgatado.

E chegamos em casa, todos vivos e destruídos. Após um pedal espetacular. Até o próximo…

Quase coelhos

Sábado fizemos um pedal atípico. Não, ninguém depilou as pernas. O pedal foi diferente porque foi “ligeirão”. O Testolino precisava estar em casa cedo, bem cedo. Saímos 8:30h da madruga ali do posto da subida do SPA. Eu, Testolino, Everaldo e Ruaro, os pedaladores do dia.

Subimos os SPA, passamos por N. Sra. Da Saúde, descemos até Santa Justina, caminho tranqüilo, asfalto básico já detonado. Sim, asfalto com algumas crateras perdidas no meio da pista.

Fomos sempre no mesmo ritmo, todos agrupados, a única vez que nos separamos foi quando dei uma escapada pra ver se conseguia bater umas fotos da tropa. Ali no final da subida das Chácaras eu fugi e fiquei esperando os demais.

rapid01.jpg

Agrupamos novamente e fomos até Santa Justina, bem ligeirão, sem perder tempo nem conversar. Chegamos logo em Santa Justina, uma paradinha para retratar o local e logo seguimos.

rapid02.jpg

Dali descemos pelo tradicional carvalho, morrinho bão de descer, neste dia estava um pouco complicado pois tinha várias costeletas na pista, mas deu pra descer tranqüilo.

Paramos lá na capelinha do garganta para mais umas fotos.

rapid03.jpg

Óbvio que tinha que retratar o Testa arrumando suas mangas “japonesinhas”.

rapid04.jpg

Não ficamos muito tempo parados, apenas explicamos o caminho para o Everaldo e para o Ruaro que não conheciam ainda o trajeto e seguimos embora. Passamos pela frente da casa do Garganta e descemos até o Rio Sem Ponte, que agora tem ponte.

rapid05.jpg

Aqui paramos um pouco mais, para re-hidratar e para retratar nossa passagem pelo local.

rapid06.jpg

Do Rio agora não tinha saída, era subir ou subir. Mas esta subida já foi bem pior, no início subíamos na coroinha, agora a gente é gente grande, aprendemos a pedalar.

No final da subida, onde tem a casa sem fios de luz fomos recepcionados por um Pastor Alemão que ficou nos cuidando. Logo após passarmos por ele, o querido animal chamou seu outro amigo cão, um pouco menos socializável.

Mas não deu nada, os cães ficaram apenas nos cuidando e nos seguiram por alguns metros.

Seguimos caminho, sempre morro acima, por estradinhas muito conhecidas e já muito pedaladas. Passamos pela Árvore Bucleta para mostrar aos desinformados que isto existe sim. Apenas o Ruaro parou para analisar o material mais de perto, logo seguimos pela estradinha.

rapid07.jpg

Após um longe trecho só de subida chegamos no topo, no famoso Cartódromo Oval. Ali fizemos uma paradinha pois as pernas estavam um pouco cansadas, o ritmo estava forte neste dia, ninguém se poupou.

Ficamos um tempo na sombra, conversando, falando mal dos outros, principalmente dos pedaladores que não se fizeram presente e tiramos lagumas fotos do local.

rapid08.jpg

Bom, o tempo tava passando e o Testa tava ficando nervoso. Precisávamos partir. Como era cedo e ainda dava para fazer um pedal mais longo, antes do almoço, resolvemos pegar a descida onde se perde cateye.

Descemos do Cartódromo em direção à encruzilhada da Caveira. Uma descida bala, show de bola, meio traiçoeira, mas se o cara desce na boa, sem bobear é uma descida nota 10.

Lá em baixo a tropa se foi, pois teria outra subida pela frente enquanto eu, o fotógrafo do dia, fiquei tirando algumas fotos de onde nós passamos.

rapid09.jpg

Logo a frente mais subida, agora pelo morro da Cachaça. Subimos, subimos e subimos. Eu cheguei lá em cima com as pernas já meio bambas. Mas não paramos, apenas reagrupamos e seguimos viagem. Mais subida.

rapid10.jpg

Após um longo trecho de subida finalmente chegamos na capelinha do asfalto da rodovia Slaviero, que nos levaria até Otávio Rocha.

Em Otávio Rocha paramos no já tradicional Gringo, onde almoçamos, tomamos o também tradicional limãozinho, jogamos conversa fora e NÃO descansamos.

Isso mesmo, sequer fizemos a digestão já partimos. Pagamos as contas, quase que o Ruaro precisa ficar para lavar a louça, pegamos as bikes e partimos de volta pra casa.

Volta tranquila, pela linha 60, depois linha 40, depois atalhamos pela Cantina Michelon, subimos até a linha 30 e chegamos na capelinha no topo da subida, onde pudemos dar uma descansada nas pernas, pois a subida foi sem respirar. Coisa de louco, quase saltou fora as rótulas.

E se foi mais uma pedalada espetacular com os parceiros. Coisa rápida, mas bem divertida. Até a próxima, que hoje sou eu que to sem voia pra escrever. Falow.

Maldita curva pra esquerda

Sábado de sol, aluguei um caminhão, pra levar a galera, pra comer feijão… Opa, não é assim que começa! Buenas gurizada dos pedais, mais um relato saindo do forno, quentinho, coisa boa isso.

O dia estava espetacular para uma pedalada com os amigos. Sol, sem vento gelado e sem nuvens. Marcamos de nos encontrar 9 horas da madrugada em frente ao Bosteiro. No horário marcado lá estava a tropa: Minu, Rambo, Sobrancelha, Doblinha, Zunho e Eu. O Testolino não se fez presente pois foi pra Jaguarão comprar alfajor pra revender na capital.

Vamos lá… Subimos os Spa, paramos pra abastecer os penéis como sempre, e chegamos na capelinha do 30. Ali pegamos a descida das esquerdas, para descer até o atalho do desmanche. Entramos no atalho para depois sair lá em baixo, no Michelon, já na linha 40.

A idéia era fazer um pedal semi-curto, pois o Doblinha está começando agora a pedalar conosco e o Valens Sobrancelha ainda está engrenando, não dá pra matar os caras logo no início, hehehe. E também porque queríamos ver algumas estradinhas para um pedal futuro, quando virá mais gente pra cá, mas isto é coisa pro futuro.

Bom, continuamos no 40, subimos o morrinho que agora é a alegria dos espideiros, pois está todo asfaltando. Que bosta. Eu subi na frente e estacionei lá em cima na “casa dos amiguinhos”. Fiquei um tempo esperando a tropa e tirando algumas fotos.

macur01.jpg

A foto acima é o final da subidinha e a foto abaixo é o resto da estrada, agora toda asfaltada. Um espideiro feliz da vida passou por nós neste local, cumprimentou e seguiu em frente.

macur02.jpg

Após algum tempo apareceram os primeiros pedaladores.

macur03.jpg

Ficamos ali na “casa dos amiguinhos” esperando os demais que demoraram um pouco mais para subir, pois a subidinha não é nada agradável pra quem está começando. Enquanto isso “os amiguinhos” apareceram para dar as boas vindas.

macur04.jpg

Nesta casa sempre tem muitos, mas muitos cachorros mesmo. Raramente aparece um grande, normalmente é tudo pequenoto e feliz da vida.

Passado mais um tempo o resto da tropa apareceu. O Doblinha já tava morto na primeira subida, sinal de que o pedal teria que ser mais curto e menos judiante, pra não matar o vivente.

macur05.jpg

Aproveitamos a parada para tirar uma foto da tropa inteira, para provar que todos estavam no pedal. Vai que tem neguinho que diz que foi pedalar e vai pras malocas tomar umas mais caras, aí sobra pra nós…

macur06.jpg

Seguimos viagem em direção ao 60, na cantina pegamos as esquerdas em direção à Santa Justina, caminho tradicional. Andamos até a entrada da reta do milharal, ali fizemos mais uma paradinha para reagrupar a tropa.

macur07.jpg

Eu e o Zunho chegamos na frente e logo atrás veio o Minu, seguido pelo Rambo.

macur08.jpg

Um pouco depois vinha o Valens e o Doblinha.

macur09.jpg

Tropa reagrupada, seguimos em frente. Subimos toda reta do milharal até o milharal, passamos, paramos na encruzilhada e, enquanto não chegava todo mundo pra reagrupar, eu e o Zunho resolvemos descer até o Restaurante pra descobrir umas estradas.

Sempre passei por ali e pensei em achar uma estrada que ligasse aquele local até a descida do 80. No gluglu érti dá pra ver uma semi-estrada, mas nunca arrisquei a ir adiante.

Não deu outra, descemos um pouco até umas casas e achamos um pessoal da região que confirmou, tem estrada. E esta estrada liga o milharal até São Francisco. Espetacular, nos próximos pedais desvendaremos este mistério.

Feita a verificação, retornamos à encruzilhada para reagrupar com o resto da tropa. Todos juntos, agora começaria a alegria. Descidão do milharal, coisa linda… Minu, Rambo e Zunho se mandaram na frente, o Valens ficou um pouco pra trás e eu fiquei pra dar apoio moral ao Doblinha. Descemos devagarito até o início do descidão alucinante, aí eu resolvi largar os freios e sentir o vento mais rápido na cara.

No meio da descida, uma pedra “pequena” me impediu de passar dos 71km/h. hehehe. Não deu tempo de desviar ou, se desviasse, estaria ainda rolando pelo barranco. Só deu tempo de tirar a roda dianteira, a traseira foi pro saco, resultado: “paóuwm” (onomatopéia de estouro violento de pneu). Tive que descer uns 70 metros tentando controlar a bike. Primeiro cagaço do dia, PRIMEIRO.

Lá em baixo parei pra ver o estrago, nada demais, apenas uma câmera estourada e um aro com um amassado, coisa que se resolve tranquilamente. A câmera foi trocada em seguida e o aro fica como está, não atrapalha em nada, pois não entortou e nem descentrou a roda.

Toda tropa junta em Otávio Rocha, começamos a repensar o pedal. Tinha gente bem cansada e não daria pra fazer o que havíamos pensado.

Resolvemos encurtar bastante o pedal. Subimos pelo asfalto até o cartódromo. Enquanto eu e o Minu esperávamos o resto da tropa resolvemos bater umas foteens das crianças.

macur10.jpg

Em seguida chegaram todos. Aí resolvemos descer os cotovelos da caveira para dar a volta no morro e depois retornarmos até o Gringo. Largamos todos juntos, paramos um pouco abaixo pois eu não lembrava pra qual lado da encruzilhada ficava a caveira.

Assim que o Zunho chegou decidimos descer pela esquerda, que era o lado certo. O Zunho, como sempre, despencou na frente, eu logo atrás, o Rambo um pouco depois e mais os demais seguindo o baile.

Uma curva pra esquerda, uma pra direita, mais uma curva pra direita e… opa, volta, calma, volta roda…

Interrompemos nossa programação para o pronunciamento do Ilmo. Sr.  Bassolinovinsky Tombo Man, presidente da Organização Não Governamental Pedale na Sombra e dentro de 3 minutos voltaremos com nossa programação normal:

Olá meu amigo pedalador. Olá você aí, que está sentado em frente ao computador com vontade de pedalar. Você mesmo, sim, você. Antes de sair de casa para despencar morro abaixo de bicicleta, tem que primeiro aprender a pedalar, não dá pra fazer como uns e outros por aí que saem feito loucos e querem quebrar recordes nas descidas mais alucinantes.

Estes acabam quebrando os dentes. Tem que ter calma, muita calma. Siga meu exemplo, desça devagar, sem pressa.

Eu lembro da última vez que caí de bike. Estava descendo os cotovelos da caveira e numa maldita curva pra esquerda a roda traseira perdeu a aderência, eu perdi o controle da bike, ambos decolamos, a bike foi pra um lado, eu fui pra outro, poeira, muita poeira levantou. Lembro até de ter terminado o tombo correndo, morro abaixo.

Voltamos com nossa programação normal…

É isso mesmo que vocês leram, foi o segundo cagaço do dia. E que cagaço. Felizmente não aconteceu nada de mais grave, o MEU AMIGO LÁ DE CIMA estava de olho em mim e me cuidando. Ainda bem.

A bike não sofreu muito, apenas alguns riscos na pintura e tal, nada demais. Eu estou riscado também, nos braços, nas mãos, no joelho, nas costas, etc… e como arde estas merda. PQP!!!

Passado o susto, a poeira baixou, o povo que vinha atrás já estava rindo do tombo e o Zunho já tinha se acalmado. Agora era hora de repensar mais uma vez o pedal. Eu queria continuar por onde havíamos pensado, mas fui voto vencido. Resolvemos subir de volta pelos cotovelos até o Cartódromo. Muito bom subir todo torto, apenas com uma mão no guidão, ótimo isso.

Do cartódromo descemos até o Gringo, onde paramos, lavei os machucados e sentamos para almoçar o tradicional e espetacular almoço do gringo.

Ah, ainda tive que escutar a garçonete dizer: “Antes de sair pra pedalar tem que aprender a andar de bicicleta.”. Puta saco, eu mereço…

Uma Foto da tropa, agora mais calma e quase de barriga cheia.

macur11.jpg

Após o almoço ficamos ali lagartiando como sempre no sol. Coisa boa fazer isso, jogar conversa fora com os amigos. De barriga cheia ainda por cima.

O Doblinha que tava semi-morto achou o meio de transporte pra volta.

macur12.jpg

Não, ele não voltou de Recolhe, voltou pedalando. Devagar e quase morrendo, mas voltou pedalando.

E eu também, mesmo todo rasgado e sangrando.

macur13.jpg

Preciso tomar mais groselha esta semana, ou Vinho, pra recompor o sangue que perdi.

Dali em diante foi a volta normal, descidão do 40, agora com asfalto, subidão do zanrosso, também tudo asfaltado, sem muitas emoções, pois asfalto não tem nada de emocionante.

Chegamos todos vivos e bem em casa. Prontos para uma nova pedalada. Deu uns 50km apenas, mas foi uma pedalada muito bala, como sempre são as pedaladas com os amigos. Era isso. Até a próxima, sem tombos.

Pedalando no Tsunami

Segunda-feira choveu. Terça-feira choveu. Quarta, não podia ser diferente, choveu. Quinta-feira caiu um dilúvio em Caxias do Sul. Sexta-feira, para não deixar ninguém triste, choveu. Com isto o pedal do sábado estava confirmado que seria com pés-de-pato e bóias de braço.

Combinamos de nos reunir as 9 horas da madrugada no Posto da subida do SPA, para termos abrigo se estivesse chovendo. Um pouco antes do horário marcado todos já estavam lá: Junior, Mika, Testolino, Marcos e eu, Bassolin. E a chuva também estava lá, meia tímida, mas estava.

Quando era 9 e bico levantamos acampamento. Nosso objetivo era fezer um pedal de descobrimento de estradas novas lá pelos lados do Travessão Carvalho, descendo pela inédita estrada do Cartódromo Oval.

Subimos os SPA, em direção à Linha 30 onde pegamos uma trilha indicada pelo Marcos. Coisa de louco, praticamente impossível de se pedalar sem cair ou bater em algo. Mas show de bola. Após alguns tombos, pedras, buracos, barro e muitas risadas saimos novamente na estrada principal, asfalto.

Descemos até a capelinha e entramos no atalho do Desmanche. Cruzamos o monte e saímos lá no outro lado, na cantina Michelon, na descida que leva todos para o valo, eu quase fui reto numa curva e chamei nos freios novos e quase fui pro chão, sendo osbervado de perto pelo Junior e Marcos que vinham logo atras. Eu esqueci que os freios novos freiam de verdade, hehehe.

Reagrupamos e subimos o morrinho do 40. Na linha 60 pegamos as esquerdias em direção à Santa Justina, onde paramos para a primeira foto e primeiro descanso do pedal.


Após algumas risadas, alguns litros de água tomados e um banho de chuva partimos. Descemos o Carvalho até a metade, entrando as dereitas um pouco antes da capelinha, na estrada que leva até Otávio Broca. No meio do caminho, na Madereira, pegamos as esquerdas para a subir até o Cartódromo. Alguns não conheciam esta estrada nova. É uma subida bem interessante, que não dá descanso.


Subimos, subimos e subimos. Marcos, Testolino e Zunior foram na frente, desbrfavando o caminho. Eu ia logo depois e o Mika vinha mais atras. Paramos para reagrupar a tropa no único plano da subida.


Única parte onde tem um descansinho para os mais sequelados.


Mais alguns goles de água e partimos para o resto da subida. Agora seria um pouco pior, pois além de ser mais íngreme teríamos pela frente dois malditos cotovelos.

O Testolino e o Zunior se mandaram na frente, eu os seguia logo atras e mais lá em baixo vinham o Marcos e o Mika, devagarito para o Mika não passar mal, pois já dava sinais de sequelamento.


Neste ponto, no segundo cotovelo eu parei para umas fotos e resolvi filmar a passagem dos dois retardatários pelo cotovelo. Resultou num vídeo auto-explicativo de como ultrapassar um cotovelo.

Cotovelo ultrapassado, pedalamos mais um pouco e chegamos lá em cima, no cemitério que existe ao lado do cartódromo oval. Alguns, enquanto nos aguardavamo, se divertiam com aquele que voltarão a noite para lhes puxar as pernas, hehehe


Outros descansavam.


Passamos pelo cartódromo e seguimos adiante. Agora era tudo novo para todos, uma estrada desconhecida. Sempre pegamos a estrada principal e descemos até Otávio Roca, desta vez resolvemos descobrir onde saia a outra estrada.

De início uma descida complicada, bastante íngreme e com muitas pedras no caminho, resultado da chuva que caiu durante a semana. Continuamos descendo e descendo. Estrada boa para os kamikazes de plantão: uma reta de 50m, um cotovelo, outra reta, outro cotovelo, tudo bem pertinho e bastante inclinado. Além das inúmeras valetas. Descemos e paramos na encruzilhada do Poste com Cabeça.



Paramos pare repensar o caminho, pois era tudo novo e ninguém sabia para onde ir, tínhamos apenas as informaçõs do Gluglu Erti que eu pesquisei durante a semana. O que não ajudava muito.

Logo adiante tinha uma casa e um caminhão estacionado, além de alguns cachórros. Resolvi ir lá e buscar informações sobre qual caminho seguir. Informações interessantes, descobri outra estrada que será alvo de novo pedal no futuro, uma estrada que dá a volta no Travessão Carvalho e sai em Santa Justina novamente.

Mas nosso objetivo era retornar em direção à Otávio Rocks. Seguimos então a indicação da moradora. Mais subida pela frente. E mais chuva. No meio da primeira subida encontramos alguns nativos e os mesmos confirmaram que nós estávamos no caminho certo.

E continuamos subindo, subindo e subindo, até chegar em mais uma encruzilhada. Paramos para discutir o caminho e esperar o Mika, que estava ficando para tras.


Algo nos dizia que estávamos em algum ponto relativamente alto, que havíamos subido bastante.


Alguns usavam óculos especiais para poder enxergar direito naquela altitude.


Tropa reunida, caminho escolhido e seguimos adiante. Continuamos a subir. Imaginávamos sair no asfalto que liga Otávio Rocha a Nova Pádua, estrada conhecida da região. Mas não, acho que erramos alguma entrada ou o caminho se moveu, desapareceu.

Acontece que saimos no asfalto, mas não naquele que esperávamos. Saímos no asfalto que liga o Cartódromo onde estávamos até o centro de Otávio Roca. Sim, demos uma volta enorme para sair uns 200m de onde já havíamos passado. Coisa de louco. Um belo “atalho”, prontamente denominado de ATALHO DO BASSOLIN. Obrigado!

Uma volta bem interessante, com subidas ótimas e algumas cruéis. Um caminho que será novamente desbravado no futuro, em especial a estradinha que passa ao lado da Casa da Tia que nos indicou o caminho certo.

Bom, já que saímos ali e todos estavam com fome, o negócio foi descer até o Gringo e comer a tão falada polenta brustolada, mais uma vez.


Claro, tudo bem acompanhado do limãozinho, que não durou muito tempo na frente do Junior.


Depois disso descansamos, conversamos, falamos algumas bobagens, apreciamos o movimento do local, em especial o movimento de viajantes, tomamos bastante líquido e partimos de volta para casa, pelo caminho tradicional para não matar o Mika.

Foi um ótimo pedal, com estradas novas e muita risada na companhia dos amigos. E muita chuva, hehehe. Até o próximo.