Quinta-feira, feriado de 7 de setembro, frio, muito frio na cidade. Os termômetros marcavam 10°C e o vento cortante incomodava muito. Mas tudo isso não importa, o que importa é o que interessa, e o que interessa é que fomos pedalar.
Os gigantes se reuniram para pedalar mais cedo, saíram por volta de 8 horas da madrugada. Eu, Testolino e Prona resolvemos ir mais tarde, para aproveitar o pouco de Sol que viria durante o dia.
Nos encontramos então na Igreja da são Pelegrino. Cheguei lá e o o Prona já aguardava, tremendo de frio. Esperamos um pouco, enquanto a temperatura aumentava, já estava marcando 11°C e algumas perigosas passeavam com seus cachórros. Eis que surge o Testolino. conversamos um pouco e nos mandamos.
A vontade era de fazer um pedal curtinho, só pra não passar o dia em branco e estava frio, o que prejudica bastante o rendimento, hehehe. Desculpa de manco é a bengala. Subimos os SPA em direção à Linha 30. Ali descemos o asfáltico até Santa Giustina. O Prona se largou na frente sem medo do vento cortante. Logo atrás foi o Testolino e eu fiquei por último para testar a resistência do vento gelado. E que vento, tinha momentos da descida que foi preciso pedalar para não parar.
Chegamos rapidito em Santa Giustina. Parada estratégica para conversar e decidir por qual caminho seguiríamos. Como já estávamos esquentando resolvemos aumentar o pedal. Seguimos reto pela estrada do Campinho do Matagal. Pegamos a Descida do Carvalho e se largamos morro abaixo. O Prona se mandou novamente, tava com pressa. Logo atrás fui eu, no vácuo. Um pouco depois vinha o Testolino. Aí foi só festa, descidão alucinante. 67km/h naquela encrenca. Passei o Prona quase no finalzito da primeira descida enquanto fazíamos um dual slalon legal, hehehehe. Tinha pouca pedra, bem pouca. E pequenas.
Cheguei na Encruzilhada do Garganta e mão no freio. Logo depois chegou o Prona e o Testolino mais atrás. Aí pegamos a estradinha do Garganta, passamos pela casa dele, pelos parreirais e avistamos a criatura com seus familiares aprontando o parreiral para a próxima safra. Cumprimentamos e seguimos. Pra variar o Garganta estava falando.
Aí tem mais uma descidinha até o Rio Sem Ponte. O Prona não conhecia o caminho e nos largamos morro abaixo novamente num dual slalon. Teve uma curva que o Prona se perdeu e foi pro mato, e eu junto. Corrigimos o traçado, voltamos pra “pista” e seguimos morro abaixo. Passamos por uma tobata e eu só ouvi os dois nativos comentarem: “-Ó os louco aí.” Aquela descidinha é legal.
Aí estávamos chegando perto do Rio Sem Ponte e como eu conhecia o caminho reduzi pra não entrar rio adentro. Só que, bandido que sou, esqueci de avisar o prona para fazer o mesmo e o cara tava muito rápido. O resultado não podia ser diferente: só escutei o travasso no cascalho e quando vejo o Prona já estava caindo dentro do rio. uma cena linda de se ver.
Parei bem na margem onde a água não atinge e ficamos rindo. O Prona se levantou e atravessou o rio empurrando a bike, pra não cair novamente. As pedras estavam muito lisas e o rio estava mais cheio. Bastante perigoso.
Aí chegou o Testolino, o dono da sabedoria dos rios. O cara que entende tudo de travessia de rios e tal. Ele disse, apontando para um local no rio: “-Não, tem que ser por aqui ó. Por aqui não tem erro. Pode vir que é tranqüilo.“. Resultado: outro que foi pra água. E eu de fora, aguardando na margem e apreciando o tombo do Testolino.
O dia estava bem bom para se melhora. Nem tava frio, quase nada. Aí foi minha vez de atravessar. Pensei: “Se eu cair vai ser feio.“. Dei meia volta na estrada para pegar embalo e tentar passar sem pedalar. Clipei os pés e fui. Escolhi um caminho bom, com pedras lisas mas pequenas. Tive que dar duas pedaladas na metade da travessia pra não parar. Mas atravessei sem cair. Que técnica(!), hehe.
Agora acabou a descida e viria a subida. Estradinha muito legal esta. Fechada e limpa. Sem pedras e entulhos no meio do caminho. Ótima de pedalar. o Testolino se mandou na frente. Eu fiquei pra trás e o Prona demorou um pouco mais para subir a primeira parte da subida. Lá em cima, na Casa Sem Fio paramos para as primeiras fotos.
Uma vista do final da primeira subida.

Testolino, o escalador.

Prona, o molhado.

Bassolin bailarina. Que ridícula essas calças. Mas esquentam pra caráleo.

Seguimos adelante. Mais um pedaço plano e bom de pedalar no meio da selva. fiquei para trás batendo fotos enquanto os dois se mandavam pela estrada.

Todas as fotos foram tiradas com o celular, por isso a qualidade não é tão boa. Ou , quem sabe, o fotógrafo não é dos melhores. O Jorge Tadeu não pode ir pedalar desta vez, sobrou pra mim fazer esta mão.

Segui viagem. Logo adiante, no final da segunda parte da subida encontro os dois pedaladores parados, apreciando uma obra da natureza. Ambos estava deslumbrados com a beleza de uma árvore. Fotos foram batidas.

Meia arrombada é verdade. Mesmo assim o Prona ficou bem entusiasmado com o que observava.

O Testa foi mais além, tentou arrumar um jeito de chegar mais perto. Procurava por algum “cipó” para se pendurar e escalar a árvore. Ele queria entrar de cabeça nela.

Algumas risadas e seguimos adiante. Agora teríamos mais um pedaço em subida para logo depois um trecho plano. Esta estradinha é show de bola. lugares assim merecem ser preservados.

E seguimos viagem. Depois da subidinha vem a parte plana. Um local de onde dá para ver o outro lado da montanha. A visão do desfiladeiro é bala.

E mais um pedaço da estrada. Agora em uma parte mais aberta, onde o sol já cobria parte do caminho e começava a esquentar.

E chega de moleza, agora viria a pior parte da subida. Um trecho não muito íngreme, mas bem longo. O Testolino novamente se mandou na frente. Eu subi mais atrás e bem depois vinha o Prona. Alí é um local onde não dá para conversar muito, subimos concentrados, cada um mantendo o seu ritmo. Lá no final desta subida tem um descanso, onde paramos para reunir a tropa.
Tropa reunida, seguimos adiante. Agora faltava pouco, estávamos quase no topo. não tinha mais par aonde subir. Nesta última subida o Prona foi ficando para tras. paramos lá no finalzinho da subida para esperar ele, que demorou um pouco para aparecer, mas apareceu. O Testolino voltou um pedaço do caminho para fazer companhia ao Prona e dar mais motivação para ele terminar a subida.

A partir deste ponto não tinha mais pra onde subir. Para qualquer lado que alhássemos estávamos no ponto mais alto. Passamos peloo Cartódromo oval, pela ingreja de Caravágio de não sei que légua e seguimos adiante. Asfáltico na rodovia João Slaviero. Morro abaixo e chegamos em Otávio Rocha.
Era quase uma da tarde e todos estavam com fome. Paramos no já tradicional bar do Gringo para tomar um limãzinho e ver o que tinha para comer.

É bão esse limãozinho. Tem bastante vitamina c.

Mas o que tinha para almoçar, já que era feriado e muita coisa estava fechada na localidade? Ora, na colônia se come bem, muito bem diga-se de passagem. Então, nada de passar mal, já que estamos aqui vamos comer bem. o prato da casa cairia como uma luva.

E almoçamos muitíssimo bem obrigado. Macarrão, salamito frito, queijo na chapa, salada e POLENTA BRUSTOLADA, uma maravilha da culinária colonial.

Que espetáuclo, e o pior de tudo que era bem caro, deu 7 conto por pessoa. Uma facada, hehe. Descansamos um pouco, falamos algumas besteiras, brigamos com o orelhão e nos aquecemos no sol. Nos preparamos para a volta.
E que volta! Ja na saída ums subidinha até a encruzilhada da Linha 60. Agora foi minha vez de subir na frente. As polentas estavam querendo voltar, mas segui firme no meu ritmo. Cheguei na encruzilhada e esperei os outros dois. Demoaram um pouquito então eu aproveitei para fazer uma ligação e avisar a mulé que eu estava vivo, já que o maldido orelhão do gringo não permitiu isso.
O Prona e o Testolino chegaram e nos mandamos adiante. Estrada tradicional de várias pedaladas. Caminho tranquilo e desta vez estava sem aquela montoeira de pedras e cascalho pelo caminho. alguma alma boa pensou nos ciclistas.
Seguimos até linha 60, onde na última vez que passamos estavam preparando para asfaltar. E não é que já estava toda reta asfaltada. Um tapete para pedalar, os viadinhos que devem adorar, ops, os espideiros, hehehe. Dali fomos em direção à linha 40, descidão muito bom. E estava ótimo para descer em alta velocidade, pois não tinha pedra nem cascalho solto na pista. Descemos feito loucos. O Prona novamente na frente, eu logo atrás e o testolino por último.
Chegamos na igreja do 40 e nem paramos, seguimos adiante pela subidinha asfaltada. logo no início da subida caiu a corrente do Prona. Acho que foi tática dele para descansar. Só pode. continuamos morro acima. Eu tinha que fazer jus ao apelido Basmussen, não só por cair escandalosamente-rídículo em descidas mas também por subir na frente, hehehe. E me mandei. Subi na boa, ritmo bom, sem se esguelar.
Subi sem parar para pensar, só me concentrando na pedalada. Chegeu lá em cima com uma boa vantagem dos outros dois, que vierem na maciota conversando e se poupando para a última parte traiçoeira. Esperei uns 5 minutos descansando numa sombra.
Nos reunimos novamente, água para o organismo e perna pra cima. Esta última parte pe bem dificil se o cara não conhece e tá mal acostumado. Começa fraquinha e quando as pernas já estão pedindo arrego a subida inclina mais e piora bastante. Mas subimos tranquilos. Coroinha e só controlando no câmbio traseiro. Novamente o espirito Basmussem me atacou e cheguei bem na frente dos outros dois.
Parada lá na gruta para um último descanso e água para o organismo. Logo depois chegou o Testolino e mais tras o Prona que, segundo ele, já estava no modo sobrevivência há tempos. aí já estávamos em casa, era só descer os SPa, ir até o centro e nos despedir. Foi um pedal bem legal, 53km pedalados, ótimo para um dia tranquilo, um feriado. Estamos prontos para o próximo, ainda mais se tiver uma polentinha brustolada.
That’s all folks!
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