"Leparcu" dos sequelados

Finalmente um sábado bom para pedalar. E saiu um pedalzito ligeirão. Eu, Cemin, Gaio e Osmar. Partimos as 14:30h (bom horário) em direção à Santa Justina, pelo asfaltão.

Muitos pedaladores pela região. O trânsito de bicicletas estava tumultuado, hehehe.

Chegamos em Santa Justina e o Cemin foi dar uma demonstração de como fazer “leparcu” com a bike nas escadarias da igreja. Coisa linda isso.

Dali descemos em direção ao Carvalho e lá no meio, logo depois da casa dos rotiváilers pegamos as dereita para encurtar o caminho, pois já estava decidido que seria um pedal dos sequelados.

Descidão dos bãos, fazia tempo que não entrava nesta estradinha, quase nem lembrava mais das curvas. E tem uma curvinha bem traiçoeira.

Saimos na estrada da fonte e seguimos em diante. O Cemim e o Osmar se largaram ligeirão na frente e eu fiquei acompanhando o Gaio e falando mal dos outros.

Chegamos em Otávio Rocha, tomamos uma coca básica, conversamos com os gringos e zarpamos pelo caminho mais do que batido.

No descidão do 40, agora que está tudo asfaltado, alguém colocou 76km/h na criança. Eita coisa boa isso.

E chegamos na capelinha do 30. Pedalzito curto, rápido e divertido. Bom para mostrar às pernas que ficar em casa não é nada bom. 50km de alegria. Sem fotos. Falow…

Quase coelhos

Sábado fizemos um pedal atípico. Não, ninguém depilou as pernas. O pedal foi diferente porque foi “ligeirão”. O Testolino precisava estar em casa cedo, bem cedo. Saímos 8:30h da madruga ali do posto da subida do SPA. Eu, Testolino, Everaldo e Ruaro, os pedaladores do dia.

Subimos os SPA, passamos por N. Sra. Da Saúde, descemos até Santa Justina, caminho tranqüilo, asfalto básico já detonado. Sim, asfalto com algumas crateras perdidas no meio da pista.

Fomos sempre no mesmo ritmo, todos agrupados, a única vez que nos separamos foi quando dei uma escapada pra ver se conseguia bater umas fotos da tropa. Ali no final da subida das Chácaras eu fugi e fiquei esperando os demais.

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Agrupamos novamente e fomos até Santa Justina, bem ligeirão, sem perder tempo nem conversar. Chegamos logo em Santa Justina, uma paradinha para retratar o local e logo seguimos.

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Dali descemos pelo tradicional carvalho, morrinho bão de descer, neste dia estava um pouco complicado pois tinha várias costeletas na pista, mas deu pra descer tranqüilo.

Paramos lá na capelinha do garganta para mais umas fotos.

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Óbvio que tinha que retratar o Testa arrumando suas mangas “japonesinhas”.

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Não ficamos muito tempo parados, apenas explicamos o caminho para o Everaldo e para o Ruaro que não conheciam ainda o trajeto e seguimos embora. Passamos pela frente da casa do Garganta e descemos até o Rio Sem Ponte, que agora tem ponte.

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Aqui paramos um pouco mais, para re-hidratar e para retratar nossa passagem pelo local.

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Do Rio agora não tinha saída, era subir ou subir. Mas esta subida já foi bem pior, no início subíamos na coroinha, agora a gente é gente grande, aprendemos a pedalar.

No final da subida, onde tem a casa sem fios de luz fomos recepcionados por um Pastor Alemão que ficou nos cuidando. Logo após passarmos por ele, o querido animal chamou seu outro amigo cão, um pouco menos socializável.

Mas não deu nada, os cães ficaram apenas nos cuidando e nos seguiram por alguns metros.

Seguimos caminho, sempre morro acima, por estradinhas muito conhecidas e já muito pedaladas. Passamos pela Árvore Bucleta para mostrar aos desinformados que isto existe sim. Apenas o Ruaro parou para analisar o material mais de perto, logo seguimos pela estradinha.

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Após um longe trecho só de subida chegamos no topo, no famoso Cartódromo Oval. Ali fizemos uma paradinha pois as pernas estavam um pouco cansadas, o ritmo estava forte neste dia, ninguém se poupou.

Ficamos um tempo na sombra, conversando, falando mal dos outros, principalmente dos pedaladores que não se fizeram presente e tiramos lagumas fotos do local.

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Bom, o tempo tava passando e o Testa tava ficando nervoso. Precisávamos partir. Como era cedo e ainda dava para fazer um pedal mais longo, antes do almoço, resolvemos pegar a descida onde se perde cateye.

Descemos do Cartódromo em direção à encruzilhada da Caveira. Uma descida bala, show de bola, meio traiçoeira, mas se o cara desce na boa, sem bobear é uma descida nota 10.

Lá em baixo a tropa se foi, pois teria outra subida pela frente enquanto eu, o fotógrafo do dia, fiquei tirando algumas fotos de onde nós passamos.

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Logo a frente mais subida, agora pelo morro da Cachaça. Subimos, subimos e subimos. Eu cheguei lá em cima com as pernas já meio bambas. Mas não paramos, apenas reagrupamos e seguimos viagem. Mais subida.

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Após um longo trecho de subida finalmente chegamos na capelinha do asfalto da rodovia Slaviero, que nos levaria até Otávio Rocha.

Em Otávio Rocha paramos no já tradicional Gringo, onde almoçamos, tomamos o também tradicional limãozinho, jogamos conversa fora e NÃO descansamos.

Isso mesmo, sequer fizemos a digestão já partimos. Pagamos as contas, quase que o Ruaro precisa ficar para lavar a louça, pegamos as bikes e partimos de volta pra casa.

Volta tranquila, pela linha 60, depois linha 40, depois atalhamos pela Cantina Michelon, subimos até a linha 30 e chegamos na capelinha no topo da subida, onde pudemos dar uma descansada nas pernas, pois a subida foi sem respirar. Coisa de louco, quase saltou fora as rótulas.

E se foi mais uma pedalada espetacular com os parceiros. Coisa rápida, mas bem divertida. Até a próxima, que hoje sou eu que to sem voia pra escrever. Falow.

Os Ratão de Mato Perso

Bem amigos da Rede “Grobo”! Mais um pedal nas quebradas dos interiores de Caxias. Época de festa e uva farta na região.

Antes de sair de casa foi uma boa camada de protetor nos braços e pescoção passada pela patroa amada. Somente dois pedaladores, eu e o Bassolin, fizemos a indiada de sábado. Teve pedalador que trocou o interior da serra pelas praias catarinenses e o pilantra nem falou nada…baita pilantra.

As 9h da madrugada nos encontramos nas obras da nova rótula da Perimetral Norte. Rapidamente decidimos descer o Carvalho que fazia tempo que não era descido totalmente, nas últimas descidas na metade a gente quebrou á direita para passar pelo Rio sem Ponte. Então decidiu-se descer o Carvalho, subir até Mato Perso e depois ver o que se fazia.

A primeira parte foi jogo rápido: pegamos a Perimetral até a Mosteiro, subimos os Spa, passamos embaixo da Rota do Sol, pela pizzaria e descemos o asfaltão até Santa Justina. Nessa hora o sol já estava pegando valendo, mas o Sundown Trintão é pra isso. Agora aumenta a diversão pois começou a estrada de chão (rima tipo 1 -1). Descemos o Carvalho que como o nome diz é Soda pra Carvalho. Estava bem complicado o famoso descidão. Haja freio. Não sei se andaram patrolando a estrada ou choveu, sei lá. Só sei que tava foda a descida. Valeta chamando a todo momento. Lá na finaleira depois daquele cotovelo que muitos já foram reto, andaram modificando a estrada, cortaram um pedaço para diminuir uam curva. Vai saber a idéia dos maluco.

Estrada modificada antes da ponte


Eu depois do descidon


Basso vomitando no rio “limpo”

Enquanto estavamos na ponte descansando passou uma camionete com o pessoal passeando da Brigada Ambiental. Esses eu queria saber o quê fazem. O que mais a gente vê pelo interior é: rio sendo poluído sem nenhum controle, desmatamento descarado, lixo descarregado em tudo que é quebrada e por ai vai. É uma baita m…
Mas a indiada segue. Agora tem o subidão fodão até Mato Perso. Subidão violento no começo, calor valendo, suor pigando e aranhas atacando. O Basso disparou um pouco na frente pois o cara tá bem treinado e eu subi mais na maciota fazendo a coroinha trabalhar.

Só na maciota…


Mas essa subida já foi bem mais difícil e logo chegamos em Mato Perso. Calorão do cão! O pessoal daquela vinícola grande ali dos parentes do Basso tava trabalhando a mil. Um caminhão atrás do outro descarregando uva.
Fomos ali no tradicional buteco para bebiricar algo. Isso era 11 e pouco ainda. No buteco, novamente com o layout modificado, pegamos o que tinha de mais gelado: Dois litron de Sukita! Aaaarrrrggghhhh! E nem tava tão gelada assim, mas fazer o que. Começar a beber o troço e a conversar com o Senhor da budega sobre a safra da uva, vinho, preço dos veneno pras parreiras e etc. Na parede tinha uma foto do mesmo senhor dando milho para alguns animais. Eu perguntei se eram cutias, dai ele pegou a foto para mostrar de perto e revelar que era um destemido domador de Ratões do Banhado! Rsrsrs. Sim, ele foi o primeiro homem da região a domar estes terríveis habitantes de costumes noturnos. Segundo ele, levou 6 meses para se aproximar das criaturas. A foto mostrava ele dando milho para um ratão no colo e mais 4 ou 5 ratões ao redor. Baita foto.

Também descobrimos a origem do nome da localidade. Resumindo: diz a lenda que os antigos colonizadores italianos foram dividir as terras da região e utilizavam os rios como referência. Ali por perto passam o Rio Tega podrão de um lado e do outro aquele rio que vem de Farroupilha. Os dois desaguam no Rio das Antas. Fica tipo um “V” de cabeça pra baixo. Dai falaram: Daquele rio pra lá vai ser Caxias ou algo do tipo e daquele outro rio pra lá vai ser Farroupilha e etc. Dai sobrou uma grande faixa de terra entre o dois rios, era um mato sem cahorro, um mato perdido. E dai surgiu o nome da região: Mato Perso! Entenderam? Se sim beleza, se não tem que ir lá visitar o senhor, que esquecemos de perguntar o nome, que ele explica melhor.

O papo sobre o comportamento dos ratões de banhado e sobre as origens dos nomes das localidades estava bom mas tinhámos que pegar a estrada. Pegamos o estradão normal de volta em direção a Forqueta. Tem uns pedaços de asfalto, outros de chão, outros de cascalho, outro de semi-asfalto e outros terra batida com alguma máquina que deixa vários círculos no chão e faz pular tudo. Uma beleza para pedalar. Chegamos na entrada da estrada do Parque das Águas e pegamos para a esquerda em direção a Monte Bérico. A mesma estradinha que fizemos ao contrário já algumas vezes que tem lá no começo um subidão pegado, mas hoje ia ser um descidão dos bão! E foi mesmo. Muito bala. tem uma parte que é estrada de pedra que foi violento.

Então paramos em uma pontezita para fazer um vídeo ao amigo Zunho que foi pra praia sem avisar.

Foto do local


Feito o registro, seguimos o rumo de casa. Seguimos costeando o Tegão acima. Profundamente lamentável a sujeira que desce no rio e o cheiro de podre. O lugar é tão bonito, cheio de cachoeirinhas e tal, só que desce um monte de lixo da cidade. O cara fica com muita raiva. Depois subimos a estradinha até Monte Bérico ali perto do Luau e seguimos normal até em casa pela rua do Pioneiro..perimetral e etc. Ainda no meio da subida da “Randão” o Zaka encosta o carro para dar um alô. O pilantrão tinha ido andar de speed de manhã e tava levando a filha na piscina…eita.

Cheguei em casa era umas 14:30 eu acho. Foram uns 55km que pareceram uns 90 por causa do sol. Foi muito bueno. E sábado tem mais.
Forte abraço.

Uma pedra no meio do caminho

Neste último sábado conseguimos pedalar. Reunimos a tropa dos sequelados, aqueles que estavam no departamento médico, para dar uma volta. Até o zunior operado se fez presente, juntamente com o Senhor testolino Gripe Eterna, Igor Namoro Novo e eu, Bassolinovinzky Married.

Como sempre, não tínhamos nada programado, mas queríamos fazer algo mais curto, pois a volta aos pedais sempre é cruel. Nos encontramos no Bosteiro e partimos em direção aos caminhos do 40, 60, 80, 100 e por aí vai. Região bastante pedalada.

Logo após passar pelo Pharras, achamos o Zaka voltando de sua pedalada, estava com pressa. Paramos para dar um olá e tal e retomamos o pedal.

Descemos até Santa Justina, onde fizemos a primeira parada para descansar. Sim, desancamos um pouco após 20 minutos de descida, hauhauahaua. Ah, claro, e tiramos umas fotinhos, pois isto é marca registrada nos nossos pedais.


O Zunior achou um óculos bem legal. Não tinha dono, hehe


O Testolino adora posar para fotos.


Além de nós, as bikes também descansaram um pouco


Este salão é bem famoso.


Chega de descanso e fotos, vamos voltar ao pedal. Pegamos a estradinha que nos leva à descida do Carvalho, seguimos em diante, pois a nossa intenção era descer até o cruzamento anterior ao Rio Sem Ponte.


A descida que tínhamos pela frente é espetacular, vários já foram os que tentaram descer rapidão e se deram mal, outros já encontraram os espinhos e o barranco no meio da descida. Descida do Carvalho, como é conhecida e chamada por nós, maldita descida.

Todos preparados, eu larguei na frente e logo atrás vinham os demais. O Zunior que estava voltando de uma operação delicada, estava calmo ainda, não tinha libertado seu lado kamikaze.


Sobrou pra mim abrir o caminho. E lá fui eu, alucinadamente descendo. Tem gente que não coloca 40km/h nesta descida, alguns colocam 50km/h e já é bastante. Desta vez resolvemos nos superar e quebrar a marca dos 60km/h.

Larguei a milhão e fui descendo, quase sem frear, raramente dava uma cutucada no freio para conseguir vencer as curvas. Resultado: 68,8km/h, no meio das pedras, cascalho, valetas e muito mais. Uma descida espetacular. Cheguei lá em baixo e mostrei o marcador para todos. Novo recorde no carvalho. Dormirei feliz, hehehehe

Na encruzilhada entramos as dereita e seguimos caminho. Sempre com a tropa unida, conversando e falando mal dos outros, outra marca registrada dos nossos pedais. O Zunior começou a soltar seu lado moleque de ser.


Pena que sujou toda relação, hauhauahauahau.

Chegamos na madeireira e paramos para negociar o caminho. Resolvemos não entrar e subir até o Cartódromo, pois as pernas não estavam no melhor estado pedalístico. Seguimos caminho até otávio Rocha, para posteriormente almoçarmos no Gringo. Acho que ele estava com saudades de nós e das bicicletas, pois fazia tempo que a gente não pedalava para aqueles lados.

Almoçamos, bebemos e demos risada. Ficamos um tempo descansado e retomamos o pedal. Assim que saímos e Otávio Roca começou a chuviscar. Uma chuva fraca, mas com o frio que fazia, tava incomodando.

Subimos num ritmo bom, apesar das pernas estarem cansadas. Todos estavam cansados pois ultimamente os pedais andavam escassos. Chegamos no 60 e nem paramos, seguimos reto, em direção ao 40.

Na descidona do 40, que está sendo preparada para receber asfalto, havia muita pedra solta e a estrada estava bem ruim. Na frente ia o Junior, agora já mais solto e voltando ao ritmo Kamikaze, logo atrás eu, depois o Testolino e um pouco mais atrás o Igor.

Descíamos bem, numa velocidade rápida, até que POWW! PSSSSSSSSS. Uma pedra no meio do caminho. No meio do caminha havia uma pedra, e das grandes. O junior acertou ela em cheio, jogou ela em cima de mim. Estourou o pneus, entortou o aro e rasgou minha sapatilha, onde bateu a pedrinha, hehehe.


Fomos obrigados a parar bem no meio da descida, coisa ruim, pois estávamos descendo legal. Arrumamos o pneu do Junior, mas o aro não teve jeito, o negócio foi continuar com o freio dianteiro raspando.


Apesar do susto, continuamos. Descemos até o 40, passamos reto na igreja e começamos a subir novamente. Lá em cima, quase no final do asfalto o pelotão estava reunido, eu ia na frente quando o pastor Igor resolveu dar uma investida e chamou pro Sprint. As pernas ferveram. Foi legal. Apesar do tempo parado a Katja se portou bem no sprint e chegou na frente, hehehe.

Subimos o Zanrosso, chegamos nos SPA e retornamos a civilização. Um pedal curto, coisa de 50km, mas ótimo para retomar o ritmo das nossas pedaladas, pois o importante é se divertir. Até o próximo.

Labirinto do Carvalho

O frio chegou. Este último sábado tivemos a oportunidade de receber o espetacular inverno serrano, que chegou com tudo. 8 horas da madrugada e 8°C, ótimo isso. Lá estamos nós, Bassolino, Zorze, Marcos Gretchen e Testolino, subindo os SPA para mais um pedal.

A idéia era se perder, descobrir algumas estradas novas que ainda não foram desbravadas ali pelos lados do Travessão Carvalho. Subimos os SPA, caminho normal, descemos a linha 30 até Santa Justina, sempre pelo asfalto para sair logo do vento, estava muito frio.

No meio deste caminho tive que parar para arrumar o penei que estava querendo fugir do aro. Puta merda, se aquilo sai do aro ia ser um baita tombo, já que a velocidade nesta parte do pedal é bem alta. Penei arrumado, seguimos viagem.

Chegamos em Santa Justina, nem pensamos, passamos reto, descemos o Carvalho até a metade, na entrada da estrada que leva à Otávio Roca paramos para negociar o caminho.

Como estava frio, gelado, ventando e ainda era bem cedo e o Sol não ajudava a esquentar, optamos por desviar do Rio Sem Ponte para não congelar. Pegamos a estrada que leva até Otávio Roca e seguimos caminho.

Pedalamos até a madeireira, onde entramos as esquerdas para seguir pela subida do “que legal turma”. Neste ponto começamos a pensar em alternativas para o pedal. Descobrir estradas novas era o objetivo.


Esta pose do Jorge é completamente suspeita. Ah, sim, fotos tiradas com o novo celular do Testolino, já que minha digital está com preguiça de funcionar direito.

Seguimos caminho até a primeira bifurcação. Paramos nela para pensar para onde seguir e onde poderíamos sair. Seguindo pelo caminho normal, sairíamos no Cartódromo Oval. Resolvemos entrar as esquerdas para dar a volta no morro.


Estradas novas, muito bala. Pedalamos bastante, subimos mais ainda. Chegamos em outra bifurcação e não sabíamos para onde ir. Resolvemos descer desta vez. Uma descida show de bola. Em um pedal futuro virará subida.

Continuamos com o pedal, sem saber para onde estávamos indo. Alguns tinham idéia, outros nem queriam saber para onde ir, heheheh. Chegamos em outro ponto onde paramos para retratar a nossa passagem e mostrar as inúmeras estradinhas que a região possui.


Para todos os lados existem estradas. E quase todas se ligam.


Chegamos em mais uma bifurcação, seguimos reto, na outra entramos as esquerdas, seguimos reto, na próxima entramos a direita, seguimos reto e assim por diante. Em várias estradas entramos e tivemos que voltar, pois não havia saída.

Continuamos o pedal até chegarmos num trevo no meio do nada, e com um poste no meio da pista, ótimo para ser alvo de um maluco sem freios.

Paramos para pensar onde estávamos e logo percebemos que a estrada era conhecida, estávamos um pouco acima do rio sem ponte. Que maravilha, não estávamos mais perdidos. Agora o caminho era conhecido.


No trevo pegamos as dereita e começamos a subir o morro do rio sem ponte. O caminho que fizemos até este ponto já tem nome: Desvio do Rio Sem Ponte. Mais além vamos fazer ele ao contrário para memorizar bem todas as bifurcações. Não são poucas.

Quase no final da subida, pouco antes de chegarmos na Igreja e no Cartódromo oval tem uma entrada as esquerdas. Não pensamos duas vezes, entramos para ver onde iria sair.

Descemos, descemos e descemos, sempre pela mesma estrada. Podíamos observar ao longe uma vila, ou uma cidade, ou um município, ou uma megalópole. Não sabíamos o que era, mas era algo com casas.

Agora estávamos novamente perdidos, mas com a impressão de estar indo para o lado certo. Entramos em diversas outras bifurcações para ver onde saiam todas. Poucas tinham continuação, a maioria tinha 100m, 200m e logo acabava em alguma casa ou plantação. O negócio era voltar e continuar na estrada “principal”.

Após alguns km pedalados, vários descidos, chagamos em outro ponto conhecido. O poste da caveira. Local onde paramos em outro pedal para pedir informações a uma moradora. Novamente estávamos de volta ao pedal sem estarmos perdidos.

Demos a volta no Morro do Carvalho, acredito que passamos por quase todas as estradinhas que têm ao seu redor. É um verdadeiro labirinto. O bom é que todas estradas se ligam, é muito difícil não achar uma saída, hehehe.

E a pedalada continuou, agora era morro acima. Tínhamos pela frente a subida da Cachaça.


Uma subidinha longa e chata, mas que foi vencida tranquilamente, com direito até a um “sprint” meu e do Marcos no finalzito da subida, o que fez esquentar bastante as pernas.

O Jorge já estava lá nos esperando e o Testolino vinha um pouco atrás, fotografando a paisagem.


Chegamos todos na capelinha da Rodovia Slaviero. Agora era só descer até Otávio Roca para tomar um limãozinho e comer a super power ultra turbo mega plenta brustolada. E foi o que fizemos.

O Marcos tinha compromisso e não ficou para almoçar conosco, partiu de volta para a civilização. Nós, eu, Jorge e Testa, ficamos para degustar o belo almoço servido no Gringo.

Após o almoço, uma hora de descanso para o estômago. As pernas já estavam frias, resolvemos voltar. Voltamos pelo caminho tradicional, pela Linha 40. No descidão do 40 pegamos muito movimento, pois tinha inauguração das obras na rodovia. Coidelôco.

Notamos que daqui uns tempos vai ser ruim pedalar ali, pois será tudo asfaltado, acabando com a nossa alegria. E chegamos na civilização, após um pedal cheio de idas e vindas, várias estradas descobertas e que futuramente serão novamente exploradas.

Até o próximo.

Com graminha no meio é melhor

Pedal combinado na sexta-feira. Marcamos para as 9 horas na frente da igreja de são Pelegrino para nos encontrarmos e partirmos rumo à benção da bici rosa-escuro do Testolino. Cheguei na igreja e lá estava o Prona, pronta para algumas escaladas num ótimo dia para pedalar. Pouco depois chegou o Testolino. Mais ninguém apareceu, partimos. Desta vez não contamos com a presença dos gigantes, pois os mesmos faram fazer um pedal mais longo, coisa de alucinado, hehehe.

Partimos pelo caminho tradicional dos RomarioBikers. Subidinha dos SPA para aquecer as pernas, depois uma longa descita até Santa Justina. é bom descer ali, uma descida interminável, boa para pegar um vento e despencar morro abaixo.

Rapidinho chegamos a Santa Justina. Fizemos uma paradinha bem rápida par atomar água e nos mandamos em direção à Descida do Carvalho. Adentramos no morro e o Prona se mandou na frente. eu mais atras tentando alcança-lo e o Testolino um pouco depois. Na retinha antes da bifurcação do rio Sem Ponte o “catái” marcou 68km/h, o coisa boa essa. continuamos descendo até a Ponte do Rio Limpo.

Na passagem pelos famosos espinhos que evitam acidentes veio algumas lembranças em mente e fui mais deagarito. A única coisa que eu conheço que não cai duas vezes no mesm olugar é raio, então foi melhor reduzir e ir com mais cuidado naqule maldito cotovelo. No penúltimo cotovelo o Prona foi reto, testou a área de escape, hehehehe.

Uma paradinha na ponte para tomar uma água e começamos a subida interminável. De início sugeri fazermos outro caminho, pegar a estrada para São Tiago, mas não aceitaram minha sugestão e subimos para Mato Perso. Uma subida boa. Antigamente´eu dizia uma subida cruel, agora já é uma subida boa de se fazer. Subi como manda a regra, na frente, hauahuahauahua, sempre na coroa do meio, só controlando a pedalada, até que lá em cima, antes do cotovelinho me cai a corrente entre os raios e o cassete. Porra cacete!!! Parada rápida para arrumar e seguimos.

Cheguei em Mato Perso, logo depois chegou o Testolino e um pouco mais atras apareceu o Prona que veio na maciota pois estava sem pedalar faz tempo. paramos, descansamos, recalibramos a água nas caramingolas e partimos.

Na saída de Mato perso fomos em direção à linha 30 de Farroupilha, entramos pelas terras da vinícoloa que não vou dizer o nome pois não faço merchan, hehe, e seguimos adiante. uma estradinha ainda não conhecida, com graminha no meio, ótima para pedalar. Estas estradas do interior, de colônia mesmo, com graminha no meio e só o trilho pros pneus são as melhores.

descemos, subimos, descemos e subimos. aí subimos, subimos e subimos. Passamos pela estrada que leva ao Parque das àguas e seguimos reto até o asfaltinho. Uma paradinha para esperar os demais e reagrupar a tropa e seguimos morro acima. Uma subida tranquila, quase plano, só que com um vento danado. Cheguei na ponte e procurei uma sombrinha para esperar os outros dois pedaladores.

Todos reagrupados, agora seria a hora da verdade. Esta subidinha da ponte do asfalto até o topo do morro em Caravágio é cruel. Ela começa bem inclinada, dá um descanso e no final, quando as pernas já estão fracas ela piora, e muito.

Coroinha acionada e vamos lá. Morro acima pra aquecer. Segundo o Testolino eu subi com pressa, mas não, eu tava testando as pernas, pra ver até onde elas aguentavam. e aguentaram bem, subi tranquilo até lá em cima, senti uma fisgana na perna quando fiz um esforço maior, mas coisa poca, logo parou.

E chegamos em Caravagio. Bassmussen em primeiro, Testolino um pouco depois, um gordinho com uma Scale 60 um tempo depois e, subindo na maciota, o Prona. Esse gordinho da scale 60 já haviamos encontrado oua vez, no bar do véio. ficou ali no buteco conversando conosco. Desta vez foi igual, paramos no bar em Caravagio e ele ficou ali batendo um papo e apreciando nossas torradas.

Uma longa parada para descansar, tomar uma Sprite, comar umas 10 torradas com pão colonial, falar algumas besteiras, quebrar um copo, xingar uns barulhentos de moto, sendo que dois eram meus conhecidos.

Fomos para o Sol pegar um bronze e aquecer um pouco, pois na sombra estava ficando frio, aí apareceu um véio com uma Van Mercedez, véia pra burro, daquelas quadradas. Tava ele e o filho na van. Estacionaram a encrence e o motor tava fervendo. Abriram a tampa do radiador e aquilo parecia um vulcão em erupção. Quase tomamos um banho. Depois o cara ainda coloca uns 38 litros de água e perde a tampa e fica xingando o filho. hauhauahua. Que cena linda!

Chega de risada, chega de Sol. Fomos pegar e benção pra bici rosa-escuro do testa e partimos de volta pra casa. Agora pela estrada normal dos romeiros. Já na primeira descida fui obrigado a ultrapassar duas motos que estavam a meio por hora. Passei zunindo… Parei lá em baixo na ponte para esperar os outros dois pedaladores. Nos unimos novamente e agora era morro acima.

Este morro sempre me judiou, desta vez eu judiei dele. Eu tava endiabrado neste sábado, testei as pernas até o limite. Como seria a última subida forte do dia resolvi encarar mais um desafio. coroa do meio, 4ª marcha atras e pernas fazendo força. Nada de descanso. Foi cansativo, mas muito bom. São nestas horas que o cara percebe que pode pedalar mais, mas isso não é coisa de RomarioBiker. lá em cima parei para esperar os demais, pois pedalar solito é ruim.

Dali em diante foi mais um trajeto tradicional. Bar do Loris, com direito a gritos para o mesmo, descidão do Samuara, subidinha tranquilo até o asfalto. Depois subimos pelo Mart Center até chegarmos em casa. foi um pedal muito bom. Pra mim, que neste pedal era o que morava mais perto, deu 69km. Uma distância razoável, mas um passeio bem agradável com os amigos. Até o próximo.

Power polenta brustolada

Quinta-feira, feriado de 7 de setembro, frio, muito frio na cidade. Os termômetros marcavam 10°C e o vento cortante incomodava muito. Mas tudo isso não importa, o que importa é o que interessa, e o que interessa é que fomos pedalar.

Os gigantes se reuniram para pedalar mais cedo, saíram por volta de 8 horas da madrugada. Eu, Testolino e Prona resolvemos ir mais tarde, para aproveitar o pouco de Sol que viria durante o dia.

Nos encontramos então na Igreja da são Pelegrino. Cheguei lá e o o Prona já aguardava, tremendo de frio. Esperamos um pouco, enquanto a temperatura aumentava, já estava marcando 11°C e algumas perigosas passeavam com seus cachórros. Eis que surge o Testolino. conversamos um pouco e nos mandamos.

A vontade era de fazer um pedal curtinho, só pra não passar o dia em branco e estava frio, o que prejudica bastante o rendimento, hehehe. Desculpa de manco é a bengala. Subimos os SPA em direção à Linha 30. Ali descemos o asfáltico até Santa Giustina. O Prona se largou na frente sem medo do vento cortante. Logo atrás foi o Testolino e eu fiquei por último para testar a resistência do vento gelado. E que vento, tinha momentos da descida que foi preciso pedalar para não parar.

Chegamos rapidito em Santa Giustina. Parada estratégica para conversar e decidir por qual caminho seguiríamos. Como já estávamos esquentando resolvemos aumentar o pedal. Seguimos reto pela estrada do Campinho do Matagal. Pegamos a Descida do Carvalho e se largamos morro abaixo. O Prona se mandou novamente, tava com pressa. Logo atrás fui eu, no vácuo. Um pouco depois vinha o Testolino. Aí foi só festa, descidão alucinante. 67km/h naquela encrenca. Passei o Prona quase no finalzito da primeira descida enquanto fazíamos um dual slalon legal, hehehehe. Tinha pouca pedra, bem pouca. E pequenas.

Cheguei na Encruzilhada do Garganta e mão no freio. Logo depois chegou o Prona e o Testolino mais atrás. Aí pegamos a estradinha do Garganta, passamos pela casa dele, pelos parreirais e avistamos a criatura com seus familiares aprontando o parreiral para a próxima safra. Cumprimentamos e seguimos. Pra variar o Garganta estava falando.

Aí tem mais uma descidinha até o Rio Sem Ponte. O Prona não conhecia o caminho e nos largamos morro abaixo novamente num dual slalon. Teve uma curva que o Prona se perdeu e foi pro mato, e eu junto. Corrigimos o traçado, voltamos pra “pista” e seguimos morro abaixo. Passamos por uma tobata e eu só ouvi os dois nativos comentarem: “-Ó os louco aí.” Aquela descidinha é legal.

Aí estávamos chegando perto do Rio Sem Ponte e como eu conhecia o caminho reduzi pra não entrar rio adentro. Só que, bandido que sou, esqueci de avisar o prona para fazer o mesmo e o cara tava muito rápido. O resultado não podia ser diferente: só escutei o travasso no cascalho e quando vejo o Prona já estava caindo dentro do rio. uma cena linda de se ver.

Parei bem na margem onde a água não atinge e ficamos rindo. O Prona se levantou e atravessou o rio empurrando a bike, pra não cair novamente. As pedras estavam muito lisas e o rio estava mais cheio. Bastante perigoso.

Aí chegou o Testolino, o dono da sabedoria dos rios. O cara que entende tudo de travessia de rios e tal. Ele disse, apontando para um local no rio: “-Não, tem que ser por aqui ó. Por aqui não tem erro. Pode vir que é tranqüilo.“. Resultado: outro que foi pra água. E eu de fora, aguardando na margem e apreciando o tombo do Testolino.

O dia estava bem bom para se melhora. Nem tava frio, quase nada. Aí foi minha vez de atravessar. Pensei: “Se eu cair vai ser feio.“. Dei meia volta na estrada para pegar embalo e tentar passar sem pedalar. Clipei os pés e fui. Escolhi um caminho bom, com pedras lisas mas pequenas. Tive que dar duas pedaladas na metade da travessia pra não parar. Mas atravessei sem cair. Que técnica(!), hehe.

Agora acabou a descida e viria a subida. Estradinha muito legal esta. Fechada e limpa. Sem pedras e entulhos no meio do caminho. Ótima de pedalar. o Testolino se mandou na frente. Eu fiquei pra trás e o Prona demorou um pouco mais para subir a primeira parte da subida. Lá em cima, na Casa Sem Fio paramos para as primeiras fotos.

Uma vista do final da primeira subida.


Testolino, o escalador.


Prona, o molhado.


Bassolin bailarina. Que ridícula essas calças. Mas esquentam pra caráleo.


Seguimos adelante. Mais um pedaço plano e bom de pedalar no meio da selva. fiquei para trás batendo fotos enquanto os dois se mandavam pela estrada.


Todas as fotos foram tiradas com o celular, por isso a qualidade não é tão boa. Ou , quem sabe, o fotógrafo não é dos melhores. O Jorge Tadeu não pode ir pedalar desta vez, sobrou pra mim fazer esta mão.


Segui viagem. Logo adiante, no final da segunda parte da subida encontro os dois pedaladores parados, apreciando uma obra da natureza. Ambos estava deslumbrados com a beleza de uma árvore. Fotos foram batidas.


Meia arrombada é verdade. Mesmo assim o Prona ficou bem entusiasmado com o que observava.


O Testa foi mais além, tentou arrumar um jeito de chegar mais perto. Procurava por algum “cipó” para se pendurar e escalar a árvore. Ele queria entrar de cabeça nela.


Algumas risadas e seguimos adiante. Agora teríamos mais um pedaço em subida para logo depois um trecho plano. Esta estradinha é show de bola. lugares assim merecem ser preservados.


E seguimos viagem. Depois da subidinha vem a parte plana. Um local de onde dá para ver o outro lado da montanha. A visão do desfiladeiro é bala.


E mais um pedaço da estrada. Agora em uma parte mais aberta, onde o sol já cobria parte do caminho e começava a esquentar.


E chega de moleza, agora viria a pior parte da subida. Um trecho não muito íngreme, mas bem longo. O Testolino novamente se mandou na frente. Eu subi mais atrás e bem depois vinha o Prona. Alí é um local onde não dá para conversar muito, subimos concentrados, cada um mantendo o seu ritmo. Lá no final desta subida tem um descanso, onde paramos para reunir a tropa.

Tropa reunida, seguimos adiante. Agora faltava pouco, estávamos quase no topo. não tinha mais par aonde subir. Nesta última subida o Prona foi ficando para tras. paramos lá no finalzinho da subida para esperar ele, que demorou um pouco para aparecer, mas apareceu. O Testolino voltou um pedaço do caminho para fazer companhia ao Prona e dar mais motivação para ele terminar a subida.


A partir deste ponto não tinha mais pra onde subir. Para qualquer lado que alhássemos estávamos no ponto mais alto. Passamos peloo Cartódromo oval, pela ingreja de Caravágio de não sei que légua e seguimos adiante. Asfáltico na rodovia João Slaviero. Morro abaixo e chegamos em Otávio Rocha.

Era quase uma da tarde e todos estavam com fome. Paramos no já tradicional bar do Gringo para tomar um limãzinho e ver o que tinha para comer.


É bão esse limãozinho. Tem bastante vitamina c.


Mas o que tinha para almoçar, já que era feriado e muita coisa estava fechada na localidade? Ora, na colônia se come bem, muito bem diga-se de passagem. Então, nada de passar mal, já que estamos aqui vamos comer bem. o prato da casa cairia como uma luva.


E almoçamos muitíssimo bem obrigado. Macarrão, salamito frito, queijo na chapa, salada e POLENTA BRUSTOLADA, uma maravilha da culinária colonial.


Que espetáuclo, e o pior de tudo que era bem caro, deu 7 conto por pessoa. Uma facada, hehe. Descansamos um pouco, falamos algumas besteiras, brigamos com o orelhão e nos aquecemos no sol. Nos preparamos para a volta.

E que volta! Ja na saída ums subidinha até a encruzilhada da Linha 60. Agora foi minha vez de subir na frente. As polentas estavam querendo voltar, mas segui firme no meu ritmo. Cheguei na encruzilhada e esperei os outros dois. Demoaram um pouquito então eu aproveitei para fazer uma ligação e avisar a mulé que eu estava vivo, já que o maldido orelhão do gringo não permitiu isso.

O Prona e o Testolino chegaram e nos mandamos adiante. Estrada tradicional de várias pedaladas. Caminho tranquilo e desta vez estava sem aquela montoeira de pedras e cascalho pelo caminho. alguma alma boa pensou nos ciclistas.

Seguimos até linha 60, onde na última vez que passamos estavam preparando para asfaltar. E não é que já estava toda reta asfaltada. Um tapete para pedalar, os viadinhos que devem adorar, ops, os espideiros, hehehe. Dali fomos em direção à linha 40, descidão muito bom. E estava ótimo para descer em alta velocidade, pois não tinha pedra nem cascalho solto na pista. Descemos feito loucos. O Prona novamente na frente, eu logo atrás e o testolino por último.

Chegamos na igreja do 40 e nem paramos, seguimos adiante pela subidinha asfaltada. logo no início da subida caiu a corrente do Prona. Acho que foi tática dele para descansar. Só pode. continuamos morro acima. Eu tinha que fazer jus ao apelido Basmussen, não só por cair escandalosamente-rídículo em descidas mas também por subir na frente, hehehe. E me mandei. Subi na boa, ritmo bom, sem se esguelar.

Subi sem parar para pensar, só me concentrando na pedalada. Chegeu lá em cima com uma boa vantagem dos outros dois, que vierem na maciota conversando e se poupando para a última parte traiçoeira. Esperei uns 5 minutos descansando numa sombra.

Nos reunimos novamente, água para o organismo e perna pra cima. Esta última parte pe bem dificil se o cara não conhece e tá mal acostumado. Começa fraquinha e quando as pernas já estão pedindo arrego a subida inclina mais e piora bastante. Mas subimos tranquilos. Coroinha e só controlando no câmbio traseiro. Novamente o espirito Basmussem me atacou e cheguei bem na frente dos outros dois.

Parada lá na gruta para um último descanso e água para o organismo. Logo depois chegou o Testolino e mais tras o Prona que, segundo ele, já estava no modo sobrevivência há tempos. aí já estávamos em casa, era só descer os SPa, ir até o centro e nos despedir. Foi um pedal bem legal, 53km pedalados, ótimo para um dia tranquilo, um feriado. Estamos prontos para o próximo, ainda mais se tiver uma polentinha brustolada.

That’s all folks!