Fantástica Cascata do Carapiaí

Buenas gurizada pedalística. Neste último sábado fizemos um pedal espetacular. Não foi das maiores quilometragens, mas foi ótimo pela baita parceria da tropa do Ezequiel e também pela fantástica localidade visitada.

Marcamos 9 horas ali na ótica amarela. No horário marcado todos estavam lá, 9 pedaladores dispostos a se divertir: Esequiél, Valderes Cabeça, Ricardo, Jair, Luciano, Luis representado a tropa do Zéki e mais eu, Duca e Gaio representando os sombrabikers.

Apresenteções feitas, checagem de material, partimos rumo ao cruzeiro. Adentramos no bairro, passamos pelo penabranca e saimos lá no santo omo bom. Até ali não tece muita emoção, pois é mais saída da civilização, fugir do caos.

Reagrupamos a tropa no posto da rota do sol. Ali onde estacionam os canos da nova barragem.

Do posto seguimos em direção à São Braz, pelo asfalto, para gastar os pneus. Antes de São Braz, pegamos as esquerdas, para entrar em território desconhecido dos SB, aí começou a festa.

Estradas espetaculares, ora estradão de chão batido, larga, ora estradinhas fechadas, que só tem um trilho e graminha. É este o nosso terreno.

Deu até para fazer a feira.

O caminho é “felomenal”, quebradas para todos os lados. O GPS tinha a rota traçada por mim via gluglu érfi, mas o Peixe ia sempre na frente, já que conhecia o caminho e só tava esperando o GPS errar para falar mal de mim, hehehehehe.

Subimos, descemos, subimos e descemos. Até chegar numa igreja que eu nem imagino o nome, pois não tinha nenhuma indicação.

Outros aproveitaram para tomar banho, ou melhor, abastecer as caramingolas de água geladinha, direto da fonte. É o que diziam.

E seguimos, agora é tudo descida. E que descida. Um descidão bacana, bom pra se perder nas curvas e comprar uns terrenos, mas deu tudo certo. Todos chegaram lá em baixo tranquilos, uns mais rápidos outros mais demorados, mas todos chegaram.

E vale todo sacrifício para ir até ali, vale mesmo.

Ficamos um bom tempo aproveitando o lugar.

Comemos uns pastéis que o Cabeça levou em sua marmitex e também comemos quase todas maças e peras que pegamos na “feira”. Até que chegou a hora de voltar.

Corpos bezuntados de protetor solar para proteger do solaço e zarpamos em direção à Fazenda Souza. No início, logo na saída, é um subidão complicado, muita pedra e bem íngreme. Os primeiros metros a maioria subiu empurrando, alguns até conseguiram pedalar.

Ah, quase esqueci, o Ezequiel foi resolveu emprestar seu mel para as mutucas e saiu lá de baixo com umas 30 picada, hehe, mas tá tudo certo com ele, eu acho.

Subimos, subimos e subimos. Sempre com a tropa agrupando nos pontos críticos, jamais se deixa alguém pra trás.

Chegamos em Souza Farm e fomos comer no famoso suspenso. E o que comemos?

Certo que teriamos que comer o chapão banhento. E tava bão demais. A tropa do Ezequiel preferiu só tomar cerveja e ficar de olho na nossa comida, até que veio o picadinho deles. Ficamos com pena dos viventes e doamos nossa salada para ajudar.

E era isso, a volta foi sem susto e sem emoção. Caminho tradicional. Apenas um imprevisto: estourou a corrente de alguém, aí a tropa se separaou. Eu vim embora com o Duca e o Gaio, que ambos tinham compromisso e o restante ficou arrumando a corrente, mas depois chegaram bem.

Mais fotos? Aqui.

Foi um pedal espetacular. Ótima parceria e ótimos lugares novos.

Querem saber onde fica? Não conto.

Sessenta e poucos km de muita diversão. Era isso, até o próximo jaguarada.

Atalho do Maiko Jékissu

‘Cause this is thriller
Thriller night
And no one’s gonna save you
From the beast about to strike
You know it’s thriller
Thriller night
You’re fighting for your life
Inside a killer
Thriller tonight, yeah

Opa, ums pequena homenagem ao grandioso astro de plástico que se foi.

pois bem, neste último final de semana fizemos um pedalzito bala, no frio, muito frio. A tropa se reuniu lá no bóbis, local de sempre. Eu, como não gosto de levantar cedo avisei que esperaria os pedaladores na BR116, na frente da puliça. No horário marcado lá estava eu.

Os demais pedaladores aparecerem em seguida, e logo após mais uma tropa de pedaladores desconhecidos surgiu. conversamos com os caras e tal, e nos depsdimos, um grupo foi para um lado e outro para outro lado. Ficou boa esta frase.

Ah, sim, tava frio, muito frio mesmo. Só louco pra não usar calça neste dia.

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Seguimos pela BR116 em direção a Ana Reques. Entramos por traz em Ana Rech, Uhh… No meio de uma subidinha, atravessando o distrito, estourou a corrente do Zunho. Que maravilha. Baita bosta estes materiais importados. hehehe.

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Enquanto alguns bebiam, outros tentavam dar um jeito na encrrenca, mesmo sem as ferramentes apropriadas. Justo no dia em que ninguém leva chave de corrente a merda quebra. Mas tudo é festa. No meio da mão-de-obra o minubas ligava para o resgate que em seguida apareceu.

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O Minubas chamou o resgate da Servicarga que veio socorrer o zunho e o levou para o Joacir, onde arrumou a bike.

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Enquanto o zunho perdia tempo arrumando a bike a gente perdia tempo num buteco de ana Rech esquentando o esqueleto.

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Não demorou muito e o Zunho logo apareceu. aí começou o pedal de verdade. Partimos Em direção à represa do Faxinal, local bastante conhecido aqui na região, onde muitos vão tomar banho e, consequentemente, morrer afogados. Represa não é lugar para brincar.

Uma foto da tropa unida sobre a represa.

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E outra do nosso amigo Testolino fazendo “muuunnnuálqui”

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Da represa seguimos por estradas desconhecidas até a Cascata do Molina. Deve ser este o nome, não lembro. Até lá, um descidão bala, ótimo pra congelar as pernas dos que estavam sem calça, neste caso, Eu.

Paramos no meio da decida, onde avistávamos a parte superior da cascata e o Zunho resolveu adentrar no mato para nos levar até a gruta da cascata.

Esta foto precisava ser colocada no relato. Sem comentários.

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várias fotos do local foram tiradas, sem flash, hehehehe. algumas ficaram bem interessantes, como esta do Zunho fazendo pose. Hum…

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Depois de um tempo lá em baixo da cascata, onde a vista é bala, voltamos e resolvemos tirar umas fotos lá de cima, pra mostrar onde estávamos.

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E segue o baile.

Retomamos a estrada principal e seguimos viagem, sempre por estradinhas desconhecidas, até chegarmos na rota do Sol. Ali paramos para reprogramar o pedal, pois sempre tem gente que tem compromisso e precisa voltar cedo. hehe

Resolvemos voltar pelo asfalto em direção a Fazenda Souza, foi o que fizemos. No meio da volta, faltando pouco para o trevo que levaria a Fazenda souza, o Zunho resolveu dar uma “atalhada” por mais uma estrada desconhecida.

E que atalho. Subidona fudrida no início, que logo vai acalmando, mas continua judiando. Eu já estava mortaço. Seguimos viagem até encontrar um Cemitério.

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Onde fica isso? Não sei, ali nos comentários deste post os demais pedaladores poderão solucionar este mistério.

Do cimita até Fazenda souza foi um tapa. Rapidinho chegamos no bar onde não tem gelo, nunca. No buteco pedimos o tradicional almoça NA CHAPA, coisa bem boa aquilo. Dá mais pressão no turbo, é ótimo pra volta.

E, pra esquentar o esqueleto, uma cubinha pra acompanhar.

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Depois do almoço fizemos uns 36 segundos de descanso para a digestão e logo retomamos a pedalada de volta pra casa, pela via tradicional. Na volta ainda pegamos uma garoa bem chata que congelou o que ainda não estava congelado. Pedalar é bom demais.

E se foi mais um pedal. Até o próximo. Relato com pressa e sem tempo sai assim, ehehehe. Feito, fui…

Pedal na terra dos Sombra Bikers, by Poti

Olá amiguinhos! Tudo certo por aí? Como vocês devem ter notado (ou não!) fazia tempo que eu não escrevia nada de bom aqui, mas isto se deve ao fato de eu ter ficado 48 dias longe dos pedais por motivos inúmeros que não interessam. Bom, o fato é que neste último sábado fizemos um pedalzito com amigos da capital e o relato foi feito por um deles, o ilustre Poti Campos. Deliciem-se…

“Havia meses que Maurício Borne, o Testa, convocava Fabio Lazzarotto e a mim (Poti) para circularmos na companhia dos Sombra Bikers pelas paragens de Caxias do Sul, na Serra Gaúcha. Entre ciclistas, convites para girar por ruas e estradas têm, em geral, além da intenção de exercício e aventura, o objetivo de passar bons momentos ao lado de amigos, de pessoas com quem simpatizamos ou de se aproximar daquela moça ou rapaz que tanto nos agrada. Um caso especial é quando o convite é para pedalar “lá na minha terra”, pois o anfitrião deseja mais do que a companhia de convivas — ele quer a satisfação de lhe guiar pelas veredas da região que tanto ama.

Nem pense na possibilidade de fazer uma desfeita, exceto se você tiver absoluto desprezo pela criatura. Ou seja, Fabio e eu só tínhamos é de criar vergonha na cara e atender ao chamado do amigo.

No último sábado, 24, com a presença simpática e charmosa de Fabiane Binsfeld, quitamos a dívida e descobrimos o que estávamos perdendo. Fomos recebidos com gentileza, atenção e bom humor singulares por Testa e demais sombras: Roberto Martins Júnior, Gustavo Basso, Gustavo Minuscoli e Douglas Debortolli. No passeio, de 57 quilômetros — o trajeto original, de 80 quilômetros, foi reduzido diante de reivindicação do pica-pau que vos escreve —, percorremos trechos da Rota do Sol e estradas vicinais de Fazenda Souza.

Os Sombra surgiram no final de 2005. Na época, o grupo se chamava Romário Bikers, em referência ao famoso centroavante e terceiro maior artilheiro da Seleção Brasileira. “É que na época, o Romário só ficava na boa durante as partidas, parado, só na sombra”, explica Testa. Depois, a homenagem ao futebolista ficou para trás, mas permaneceu o espírito de pedalar despreocupadamente, na gozação e na sombra. Eles levam isto bem a sério e certamente criaram um estilo raro. Mesmo um pica-pau como eu teve a oportunidade de dar boas gargalhadas durante a expedição por estradas cobertas de brita, muita brita, e subidas que merecem ser chamadas de subidas. Num momento de bobeira, protagonizei o único e cinematográfico tombo da jornada. Deslizando com o corpo sobre a brita, descobri como se faz esfoliação à moda Sombra Bikers.

Entre uma pedalada e outra, fotos. Os sombras vivem um dilema sobre o uso do flash. “Com flash”, diz um. “Sem flash”, insiste outro. Venceu a turma do flash. Minuscoli, o Minu, saca o celular do bolso e faz a foto com clarão, ou melhor, um clarinho que timidamente lembra um flash. Hora do almoço, bateu a fome, e lá fomos nós para um restaurante em Fazenda Souza. Cardápio bem leve: bifes, filés de frango com queijo, ovos fritos, polenta, arroz e salada em quantidade ilimitada. Tudo por um preço tão forte quanto o flash do celular de Minu.

Para abrir o apetite, um isotônico à base de vodka. Depois da refeição diet, mais algumas subidas e descidas com bastante brita e uma passadinha nos pomares de saborosos pêssegos da região para breve degustação. Para finalizar a recepção exemplar, tivemos direito a banho na casa de Testa. Voltamos para Porto Alegre bem limpinhos e com a certeza de que pedalar com amigos, “lá na minha terra”, é outra coisa.”

A galeria de fotos deste pedal está publicada no flickr do Poti, para acessar é só clicar aqui.

Muito perdidos

Calma gente, muita calma nessa hora. A falta de tempo impediu de fazer o relato antes e, principalmente, impede de fazer um relato condizente com a pedalada que fizemos no último sábado.

Saímos só eu e meu cumpadre Testolino. Zunho Rambo, Adnrius, Pastor, Minu, etc, etc, e etc, não podia, não queriam e não foram, hehehe. Sobrou pra nós dois fazer uma pedalada legal e interessante. Não tem fotos no relato, não paramos para tirar nenhuma foto, mas paramos algumas vezes, pois nos perdemos bastante.

Saímos 8:30h ali da tradicional rótula da perimetral Norte. Pegamos a BR116, em direção à Ana Rech, entramos no Castelo. No campinho de futibas dobramos as esquerdas e seguimos em direção à Ana Rech. Neste primeiro trecho de estradão de chão pegamos o primeiro barro do dia. Aquele barro fininho, que gruda muito. que bosta, sujou tudo, hehehe.

Saímos em Ana Rech, seguimos pela Av. Principal que eu nunca sei o nome, descemos até o final do asfalto e entramos as esquerdas, em direção à São Gotard. Bom, aí começamos a nos perder.

Demos várias voltas pela região, indo em direção à cascata do Busin, conhecemos o dono dela, o seu Vitorino, voltamos, dobramos, descemos, subimos… bah, foi um trajeto que fizemos várias voltas, mas não paramos de pedalar.

Passamos por Santa Bárbara e saímos na casa da bola. Paramos para pedir informações e descansar um pouco. Retomamos o pedal e seguimos pela estrada de chão, novamente desconhecida, em direção à Vila Seca.

Andamos uns 9km por esta estrada desconhecida até chegarmos no asfalto da Rota do Sol. Dali foi só seguir adiante e chegar em Vila Seca, onde paramos para descansar e comer a tradicional torrada com pão de X.

Comemos, bebemos, limpamos as bikes, descansamos, falamos mal dos outros e seguimos adiante. A volta foi pelo caminho tradicional, por onde eu me acidentei, até Fazenda Souza. Depois pegamos o asfalto novamente da Rota do Sol e subimos o Castelo para chegarmos de volta à civilização.

Foram 73km pedalados, muito interessante os caminhos novos que descobrimos e que serão desbravados nos pedais futuros. Era isso pessoal, relato curtinho e sem maiores detalhes, só para não passar em branco. Até o próximo.

Estrada do Pica-pau

Foi dada a largada. Esta frase está sendo muito ouvida ultimamente nos pedais. Cada pedal um vídeo novo e muitas risadas a mais. Este úlitimo não foi diferente. Nos reunimos (Eu, Testolino e Zunho) no já tradicional ponto de encontro: rótula da perimetral norte.

Como sempre a gente não sabia para que lado ir, decidimos na hora. Resolvemos dar uma volta até a ponte amarela e depois ir até Souza Farm. Só que está idéia não durou muito tempo.

Como boa parte da descida até o Bar do Véio agora está asfaltada e ruim de pedalar pois perdeu a graça, resolvemos fazer um pedal diferente e pegar uma estrada ainda não desbravada. Logo no início da descida pegamos uma entradinha as esquerdias, coisa que sempre pensamos em fazer mas só desta vez realizamos.

Estrada interessante, começa com um monte de subida e não para mais. Algumas bifurcações e outras entradinhas que no futuro serão desbravadas. Andamos, andamos, subimos e subimos. Subimos bastante. O que era pra ser descida, se tornou subida, estávamos indo para as nuvens.

Andamos alguns vários e diversos km até chegar num ponto onde não tinha mais para onde subir, era descer e pronto. Paramos, arrumamos a parafernalha e começamos a descer. Em breve colocaremos aqui mais uma edição espetacular filmatória pedalística para que vocês tenham uma idéia do que é a estradinha (na parte da descida) do pica-pau.

Descida boa, com um visual nota 10, alguns cotovelos e terminou, é bem curta mesmo, não dá muito tempo pra pensar. e onde saímos? Na estradinha do Santo Omo Bom, puta merda, agora tínhamos que voltar para pegar novamente a estrada da ponte amarela. voltamos.

Passamos pelos túneis, pelo pastor sem-vergonha e chegamos no bar do véio. Nem paramos, passamos reto e começamos novamente a descer. Agora a descida era mais violenta, longa e interessante, pois não tinha cascalho desta vez e a estrada estava boa para descer.

No início um motoqueiro passou por nós, nos olhamos e pensamos: “Já te buscamos!”

Dito e feito, largamos morro abaixo e descemos alucinadamente. Menos eu, que desci bem devagar, sempre freando, colocando os pés no chão e quase parando nas curvas e buracos. Vocês vão ver no vídeo. hehehe

Lá no primeiro cotovelo da descida já achamos o motoqueiro, ficou na alça de mira. No segundo cotovelo alcançamos ele e depois ultrapassamos no retão. Coidelocorapá!!!

Paramos na ponte, como sempre se para para olhar o rio poluido e o motoqueiro passou por nós com cara de brabou, ou achando que a gente é louco, não sei. Aproveitamos para tirar umas fotinhos.

Zunho, o vendedor de ueifi e cameraman nas horas vagas.

Gurizada medonha.

Bom, depois de algumas fotinhos partimos morro acima. Ums subida que já foi bem pior, que já judiou bastante da gente, desta vez subimos tranquilos. rápidos demais por sinal. tudo isso graças a TV digital que veio para terminar de vez com os problemas do povo brasileiro. Viva o Bréziu.

Após uma longa subida, chegamos na estradinha no moinho abandonado. O zunho não estava legal neste dia, acho que comeu uma buchada de bode no café da manhã e o copo de água lhe fez mal. Paramos na sombra para descansar um pouco, tomar uma água e comer alguma coisa para enganar o estômago.

Ficamos um tempinho descansando, observando a natureza, vendo os imbecis passarem de carro a duzentos por hora e rindo e falando mal dos outros, como sempre.

Após o descanso, mais subida. Mas uma subida que também já foi bem pior, antigamente a gente subia ali na coroinha e sofrendo, desta vez foi na do meio e conversando, hehehe. Óbvio que tudo isso só fo uipossível depois que descobrimos que a copa de 2014 vai ser no braziu, isso mudou as nossas vidas e deu mais ânimo para ultrapassarmos as dificuldades. Viva p bréziu, viva.

Passamos pelo moinho abandonado, que está cada vez mais abandonado, continuamos nossa pedalada até a encruzilhada do Camaldoli e seguimos em frente, em direção a souza Farm. Chegamos no estradão onde os veículos transitam a 390km/h e seguimos nosso pedal.

Carro vai, carro vem, poeira que sobe pedras que nos atingem, chegamos em souza Farm. Paramos no tradicional bar que não tem gelo para comer alguma coisa, descansar e tomar uma cocona, óbvio que acompanhada de uma bela cubinha.

Bom, o Testolino tinha compromisso e precisava estar em casa antes de 15 horas, resolvemos levantar acampamento e seguir viagem. voltamos pelo caminho tradicional: asfaltão, estradinha do capeta até chegarmos na entrada do bairro castelo, aí foi só subir, cruzar o bairro e chegar de volta à civilização.

Como era cedo ainda, pois voltamos rápido e o Testolino tinha tempo de sobra ainda, resolvemos parar num buteco perto da casa dele para tomar uma gelada. Tava quente, isso se fazia necessário.

É nóis.

A pressa é inimiga da perfeição.

O movimento no local está interessante, a natureza é bela e sempre nos presenteia com imagens maravilhosas, mas o tempo estva começando a apertar. Fomos embora, cada um para sua casa e já pensando no próximo pedal. That’s all!!!

Pedal do Susto

E dai pessoal! Sábado rolou mais uma indiada sobre duas rodas dos RomarioBikers. Desta vez o final não foi nada feliz. Um acidente sério ocorreu dando um susto do carvalho na gente, mas graças ao Santo protetor dos pedaladores, que não sei qual é, o Basso saiu apenas com umas raspadas e escoriações nas costas, braços e pernas. Bom, mas vamos falar da parte boa por enquanto.

Eu, o Basso e o Zunior nós encontramos as 8:30 da madrugada ali no posto da rótula da perimetral. Isso era o combinado pelo menos, mas eu me atrasei uns 5min e os outros dois ao invés de ficar no posto, estavam no canteiro embaixo das árvores. Fia das puta… O solzão já estava alto. Como já tínhamos o roteiro combinado, resolvemos fazer aquela indiada até a localidade denominada Apanhador indo pelas estradas de dentro que os outros pedaladores já haviam feito e comentado. Quem vai para a praia via Rota do Sul sabe onde fica Apanhador. É perto do novo presídio, simples.

Calibragem feita nos “peneu” e foi dada a largada. Subimos a perimetral até a BR-116, passando rápido na casa do Zunior pegar a máquina vegetal que ele tinha esquecido e seguimos até a entrada da Rota do Sol. Descemos o morrão do Eberle com um ventão desgraçado. Utilizei a técnica do Prona mas não passei dos 68.8 km/h. Entramos lá embaixo para direita na estradinha do atalho do Marcos.

O primeiro objetivo era chegar em Souza Farm. Pedalzito tranquilo até que a primeira coisa triste do dia aconteceu. Estávamos fazendo uma descida um pouco antes de chegar no asfalto de acesso a Souza Farm e vimos uns 6 filhotinhos de cachorro perambulando pela estrada. Tinha uma caixa perto. Alguma besta que se acha ser humano e nada mais é do que um baita filho da puta, um imbecil que não vale absolutamente nada, abandonou os coitados ali. Que raiva… tah loko. Tinha uma casa perto, espero que os cachorrinhos tenham chegado ali.

Bom, seguidos o baile falando mal do FDP que tinha feito aquilo e elogiando o pessoal que trabalha na SOAMA. Chegamos em Fazendo Souza e nem paramos, atravessamos pela principal e pegamos o asfaltinho para Vila Oliva. Ali onde tem a Igreja do foguete pegamos a estrada de chão que vai até o Apanhador.

Igreja do Foguete…


Depois de registrada nossa passagem por ali, continuamos nossa jornada. As estradas de sábado eram um pouco diferentes do que andamos ultimamente. Eram estradas largas sem muitas descidas ou subidas fortes. Apesar do sol pegando valendo estava muito bom de pedalar sem forçar muito, se xingando, falando bobagens, contando “causos” e quando vimos já estávamos chegando no tal de Apanhador.

Não tinha dado nem 50km ainda. Paramos no primeiro estabelecimento que encontramos (péssima escolha) para tomar uma dose, um cocão e comer uns sandubas horríveis de ruim com catchup vencido. Nem gelo tinha na bodega… tah loko. Nem vou falar o nome do lugar para não ficar chato.

Basso com nossa cuba sem gelo


Na varanda da bodega…


De sobremesa pegamos umas rapaduras. Peguei umas 4 mas só de raiva na hora de pagar disse que só pegamos 2 rapaduras. Uma pequena vingança por ter sido mal atendido e não ter gelo para a cuba.

Bom, alongamos, recalibramos no protetor solar e continuamos a festa. A volta era por uma estrada que ia por dentro pelo outro lado da Rota do Sol até Vila Seca. Logo no começo visitamos as obras do hotel para condenados da justiça que estão fazendo ali mas logo continuamos pedalando. Uma placa me chamou no começo da estrada, olhei meio de canto e falava de obra de alargamento e melhoria da estrada, ou algo assim. Um pouco a frente descobrimos qual era a obra: CASCALHO! A estrada estava minada com cascalhão recém plantado. Puta saco… andar no cascalhão é uma beleza, começando pela barulhera. Se ainda fosse aquele cascalho bem fininho que é bala de andar e dar laço, mas não, era aquele cascalho grande.

Cascalhedo…


Paramos para fazer um registro em vídeo que está ai embaixo mostrando outro fato ocorreu. Um raio da roda traseira do Basso tinha quebrado por causa de uma pedrada. Mas nada que um adesivo tabajara não resolvesse para continuarmos a pedalada.

Video da indiada:

Feito uma gambi e ficou um pequeno espaço na roda.


Seguimos pelo estradão do cascalhão maldito. Aquela região é bonitaça. Paisagem com campos, pequenos morros, araucárias, açudes, vacas silvestres e outros animais. Realmente tem um belo visual por ali. E o cascalhedo logo acabou para a nossa alegria. Chegamos em uma encruzilhada onde paramos para tomar uma água e mais umas fotos.

Registro da localidade.


Zunior, o camera man…


Pegamos o caminho certo e continua o evento. Agora a coisa complicou um pouco pois estávamos em uma estradona de chão larga e tinha um certo movimento. Volta e meia passava um grindo de carro e camionete dando laço, levantando um pózedo desgraçado e respingando pedrada na gente. Miserávis!! Um que outro baixa a velocidade quando passava por nós.

Dai estávamos em um retinha com uma leve inclinação para cima, eu e o Zunior mais na frente, quando ouvimos o Basso gritar: “E veio!!!” Olhamos para trás e… cramenhaaaa! Vinha um cachorrão dos graúdo correndo e latindo como loko. Era um boxer eu acho. Só sei que tinha a boca grande. O Basso Véio passou no laço por nós deixando o animal na cola minha e do Zunior. Aceleramos e o bixo ainda ali quase mordendo o pneu.

Geralmente esses cães malditos que sempre nos perseguem pelas quebradas dão um piquezinho atrás latindo e logo param. Esse desgraçado não se comportou assim. Dai o Zunior acelerou mais que eu e pegou a frente, pensei: Porra de cachorro vai vim na minha! Mas o legal foi que o cão sarnento continuou atrás do Zunior… hehehe. Ele passou pelo meu lado e continuo atrás do Zunior e do Basso. Muito legal. Fui desprezado por um cachorro ou ele ficou com medo de mim…. Pior que o animal continuou como loko na cola dos outros dois. Só parou pois vinha uma camionete pela estrada e quase foi atropelado.

Foi muito legal. Alcancei os dois fugitivos de cachorro, falamos mal do dono do cão bandido e continuamos até chegar na entrada da Fazenda Santa Clara. Ali paramos para mais umas fotos e água.

Descansando na porteira.


Logo chegamos em Vila Seca onde paramos para mais um lanche. Torradão e Sprite. A conta deu 14 pilá e nós tinhamos 15 conto no total. Na tampa. Enquanto comíamos, fica passando um carro de som com o cara falando dentro no microfone: “Venha no Mercado Vila Seca, Promoção de Ueifi, aquele biscoitinha sabe, e concorre a um ventilador” Puta saco… Ueifi é foda.

Ainda o cara parou ali para colocar um som pra gente e falar com o Zunior. Isso está tudo documentado em vídeo. Feito o lanche. Já eram umas 14 e bico, largamos em direção a Souza Farm pela estradinha de chão que vai pro dentro onde já passamos algumas vezes em um passado não muito distante.

Agora vem a parte triste da indiada. Em uma descida em curva para a esquerda, o Zunior, pra variar, ia um pouco na frente, eu estava mais por dentro da curva e o Basso vinha pegando velocidade por fora. Pegou tanta velocidade que acabou saindo da estrada e foi andando pela valeta cheia de pedras, galhos e pequenos buracos que geralmente estas estradinhas tem.

Até ai tudo bem pois seguidamente a gente se perde nas curvas e acaba andando um pouco na valeta, mas depois controla a magrela e volta. O azar desta vez é que tinha um baita buraco na valeta, mas era grande mesmo, cabia uma bicicleta dentro. Tinha aquele buracão pois tinha na frente uma pequena estradinha da entrada de uma propriedade que vinha do lado direito e por isso tinha aquele buracão pois colocaram um cano para passar água por baixo.

Eu vi que o Basso abriu demais e tava andando na valeta tentado controlar e voltar. Mas ali foi foda. Ele tava rápido demais. Eu estava meio que do lado dele assistindo tudo quando vi aquele maldito buracão. Eu ainda consegui gritar: “Ó buraco!

Mas não tinha o que fazer. O Basso só teve tempo de dar uma puxada na frente da bike para não cair de frente no buraco, ele meio que voou por cima mas deu a roda da frente no outro lado do buraco, ele voou pra frente e deu uma cambalhota batendo com a cabeça e costas nas pedras e chão.

De canto de olho parecia que tinha ido de rosto no chão. Bah… que cagaço! Eu vendo tudo do lado. Gritei para o Zunior para ele tava mais na frente e não ouviu. Parei achando que o Bassolin tinha se matado mas quando me virei o bixo já estava até se levantando. Estava inteiro perto do que foi o acidente. Meio tonto e com a camisa rasgada no ombro. Nada quebrado no corpo mas com uns arranhões feios nas costas.

Mas o que importava era que ele tava bem de acordo com o que foi a cena. Senão fosse o capacete o pior poderia ter acontecido. CAPACETE É ESSENCIAL! Depois de ver que o Basso tava bem e jogar uma água nos ferimentos, falei para ele sentar e se alcalmar. Eu fui gritar para o Zunior que já estava lá na frente e levou um cagaço quando ouviu do nada meu grito ecoando: JJJJUUUUUUUUNIORRR! Ele nem pensou 2x e voltou. Tah loko…. tah loko.

Ficamos ali mais um pouco se acalmando, olhando se realmente só tinha sido os raspões no Basso, olhando a cena do acidente, o tamanho do buraco e agradecendo que nada mais grave tinha ocorrido.

Depois só que olhamos a bicicleta do Basso, vimos o estrago e a força da paulada. Aparentemente a bike tava normal, suspa e rodas normal… opa… perai olha isso. Porco can! O quadro amassou em quatro lugares. Encolheu o troço. Que cacetada! O Zunior atacou um caminhaozito que passava, explicou a situação e conseguimos uma carona até Fazendo Souza. O Zunior ligou para a patroa pegar o Tanque de Guerra para fazer o nosso resgate. Enquanto isso registramos as imagens do acidente.

Arranhões do Basso…


Arranhões na bike… opa… mais que arranhões…




Fomos até a praça de Souza Farm esperar nossa carona e ainda abalados com o fato. E pra encher o saco ainda tinha uma piazada pergunto o que tinha acontecido. Chegou nosso transporte, carregamos as bikes e voltamos para Caxias. Deixamos o Basso primeiro em casa para alívio da patroa Aldri. Depois fiquei eu em casa e o Zunior seguiu o rumo com a patroa.

Basso chegando inteiro em casa…


Foi um baita susto pois quem viu o buraco e eu que vi tudo, sabia que poderia ter sido realmente feia a coisa. Mas no fim dos males o menor. Bicicleta tem como arrumar mas o corpo do índio não. Lembrei do dia que fomos até Caravaggio e pedimos uma bênção para um padre lá. Com certeza a Santa olhou para o Basso sábado. E segue o baile. Daqui uns dias ele se recupera e volta para o mundo das indiadas pedalísticas. T+!

Aranhas, ursos, gazelas e pastores

Vocês, ao lerem o títulos do pedal, devem estar pensando que fomos pedalar em algum zoológico mas não é nada disso, isto é apenas para dar uma idéia do que encontramos neste último pedal. Vamos lá…

Era para termos ido pedalar no feriado de 7 de setembro, mas eu estava mortaço e liguei para o Zunior avisando que iria no sábado, o mesmo concordou em adiar, marcamos o pedalzito então para o sábado.

Sábado de madrugada, 9 horas em ponto chego no Bóbis e lá o Zunior já estava me esperando. Neste momento o celular dá sinal de mensagem recebida: “Não vou. – JorgeOK”. Com a desistência e furada (hehe) do Jorge e a ausência dos demais que foram viajar, sobrou para os dois fiéis pedaladores encararem a indiada solitos, e que indiada.

No local de encontro, estacionados em frente ao Bóbis já começam a aparecer os bichos do pedal. Uma enorme aranha carnívora estava passeando pelo meu pneu traseiro. Terrível isto…


Como não precisávamos esperar por mais ninguém, visto que mais nenhum pedalador se apresentou para ir junto neste dia, partimos, só que lembramos que faltava algo: bomba. Sim, estávamos sem bomba, caso furasse um pneu teríamos que encher assoprando, o que não seria nada bom.

Resolvemos então mudar o destino do pedal, o que era para ser uma baita pedalada pelo paredão, resultou em uma rota alternativa de 75km. O que foi até bom, pois se fossemos apenas eu e o Zunior descer o paredão poderia acontecer algo errado. Dois kamikazes descendo como loucos e sem ninguém pra resgatar de um acidente não é o ideal.

Pegamos e BR116 em direção à Ana Rech, fomos até o Joacir (mecânico, vendedor, depilado…) da Estação Bike. Lá chegamos e fomos atendidos pelo mesmo, que prontamente nos chamou de ursos, devido ao fato de NÃO depilarmos as pernas, coisa que viadinho faz todos os dias.

Falamos algumas bobagens com o Joacir, mentimos um pouco, pegamos uma bomba emprestada e seguimos caminho. O Joacir indicou uma saída para o bairro Castelo, logo ao lado da sua loja, mas avisou que era um penhasco para descer. E era mesmo.

De cara largamos os freios para descer, pegamos uma curvinha que não dava para ver se a estrada continuava ou terminava o mundo, uma socada nos freios, poeira, pedras para os lados, aquela coisa toda, escandalosa, mas seguimos caminho, precipício abaixo até atravessarmos o bairro e sairmos lá em baixo na Rota do Sol, mais precisamente no Santo Detergente.

Entramos na estradinha do santo e seguimos caminho, passamos pelos túneis e, ao cruzar a descida que leva a São José o primeiro sprint do dia. Mas não foi um sprint comum, motivado pela alegria de sentir as pernas esquentando, este foi proporcionado por um pastor alemão que estava de tocaia, no cantinho de uma moita, só esperando uma alma perdida para atacar.

E o bicho veio abras de nós como louco, parecia esfomeado, ensandecido, querendo a qualquer custo nos alcançar, mas nós, como bons fugitivos de cães não nos entregamos, até porque não seria agradável parar. Foi difícil, mas o bicho cansou, após uns 300 metros ele desistiu, ainda bem, pois as pernas começaram a cansar.

Depois do susto passamos pelo Bar do Veio e resolvemos descer até a Ponte Amarela para pegar um vento na cara e descansar as pernas. Descanso nada, mais uma carnificina na descida. Fazia tempo que não pedalávamos por ali e resolvemos testar a descida e ver se continuava boa para dar um laço. As curvas continuam no lugar.

Chegamos lá em baixo na ponte e paramos para umas fotinhos e retratar as pedras, como sempre.



Tomamos uma água e resolvemos mudar o pedal novamente, estávamos com vontade de nos perder. Decidimos subir em direção à Gruta das Índias e depois pegar o atalho do Moinho.

Dito e feito. Subimos num ritmo mais rápido do que o costume, sem parar, coisa que não podemos contar, pois vão achar que estamos começando a gostar de subir, hehehe. Mas foi uma subida boa, bem agradável, o tempo estava bom, com sol mas tinha bastante sombra pra ir tranqüilo e conversando, ah, claro, falando mal dos que não estavam presente.

Após alguns km de subida finalmente chegamos na entrada do atalho do moinho Assombrado, ou Abandonado, como preferirem. Mais umas fotinhos para marcar a passagem no local.



E uma fotinho do início da subida. Assim que tirei a foto escutamos um barulho de um carro despencando morro abaixo. Era um tiozão com sua senhora, dentro de um opalão dourado, cosia linda, acho que era um comodoro, não vi direito, só vi poeira.


Guardamos as tralhas e começamos a subir, devagar, pois esta subida judia das pernas. É curtinha, mas em alguns pontos bem íngreme, mas conseguimos subir tranqüilo, sempre os dois juntos e conversando para enganar o cansaço das pernas.

Passamos pelo moinho, seguimos caminho, até chegar na encruzilhada que vai ao Camaldolli.


Após uma seção de fotos seguimos caminho, nosso destino agora seria Souza Farm, pois queríamos dar uma aumentada no percurso.

Saímos das estradinhas tradicionais da região e entramos agora no estradão que leva até Fazenda Souza, ou Vila Oliva, ou sei lá onde, é tudo a mesma estrada, cheia de carros apressados e gente que não tem respeito, mas seguimos caminho.

A estrada não tem muitos atrativos, é um retão, um subidão, um descidão, um retão, um subidão e um descidão, e assim por diante, sem emoções mais fortes. a maior emoção é quando passa um carro por nós atirando pedras.


Como já tínhamos uns 40 e poucos km nas pernas e o sol começava a pegar de verdade, resolvemos procurar uma sombra para parar um pouco e dar uma descansada nas pernas.

Paramos por uns 10 minutos, tomamos bastante água, comemos uns salgados via Carrefour, um chocolate do Zunior, conversamos e presenciamos uns 15 carros passando a 280km/h na estrada de chão. Este povo é muito apressado, ta loco…


Como o sol estava ficando mais forte, era perto de meio dia, nada melhor que um protetor solar para não torrar o pescoço e os braços. Passado o besuntado, partimos novamente. Andamos alguns km e numa subida um pouco mais forte senti que algo estava errado com a minha bike.

A criança parecia estar travada. Sei que as pernas não estavam lá 100%, mas não podia já estar morto e sem forças já neste ponto do pedal. Algo não estava certo.

Parei, olhei tudo, nada errado. Girei a roda dianteira e nada, girei a traseira e… puta que pariu, roda travada, não dava nem meia volta. Culpa do calor. Quando paramos as bikes ficaram no sol e o flúido do freio esquentou demais e dilatou, fazendo travar a roda traseira, que é a que deixo o freio no limite. Nada que uma simples regulagem de pressão não resolvesse.

Agora estava tudo certo, não tinha mais nada me segurando, era hora de dar laço até Souza Farm. E nos mandamos, última descidona antes do asfalto e despencamos. O Zunior se mandou na frente mas eu seguia logo atrás. Na primeira curvinha ela abriu demais e eu passei por dentro da curva. Coisa linda aquela descida.

Se não fosse por um Fiet e uma moto que nos atrapalharam em uma curva, dava pra embalar e subir o outro lado sem pedalar, hehehehe. Mas, infelizmente não deu e tinha bastante cascalho do lado de fora, coisa não muito agradável numa curva, mas superável, mesmo que todo torto e saindo de traseira, hehe.

E, após uma subida chata e com bastante pó, chegamos no asfaltinho que nos levaria até Fazenda Souza. Lá chegando notamos que muitos já sabiam que estaríamos por ali naquele dia e se prepararam para nos receber.


Entramos na avenida principal, só tem uma, e fomos até o famoso e ruim bar suspenso, onde paramos para almoçar. Comemos um xizão, tomamos uma cocona e ligamos para o Testa nos informar como estava a situação em constantina. Depois da comida deu um sono danado, normal.

Neste mesmo dia tinha prova de ciclismo na localidade, era prova das Gazelas, pessoal que anda com as pernas depiladas, mas não vimos nenhuma perdida por ali, estavam se carneando em algum lugar do asfalto.

Fomos até a praça central para ter mais informações sobre a prova. Não descobrimos nada. Só descobri que eu nunca chego em primeiro lugar, em prova alguma. Mas ainda vou conseguir, estou treinando pra isso.


Sentamos nos bancos da praça, descansamos um pouco, fomos rodeados de uma piazada que havia participado de uma prova de ciclismos para crianças. Ficamos uma meia hora escutando “o tio, o que é isso?”, “o tio, tu pedala?”, “o tio, eu sou melhor que ele.”, “o tio, deixa eu dar uma volta na tua bicicleta?” e assim por diante.

Quando a nossa paciência já estava esgotada e as pernas descansadas resolvemos pegar a estrada e voltar pra casa.

A volta foi sem graça, caminho chato, asfalto até a entrada do Bairro Castelo, mesmo local que saímos no início do pedal. Dali em diante é sempre igual, subidão até a BR e estávamos em casa. Ou melhor, primeiro passamos pela civilização, local onde, vocês já sabem, começa a sobrevivência para os ciclistas.

Foi mais um espetacular pedal, esperamos que no próximo mais gente se faça presente e o Jorginho não fique brabinho por não termos ido pedalar com ele no feriado de 7 de setembro. A gente teve que ir marchar, por isso faltamos… Até o próximo.