Mais um sábado, mais um pedal espetacular. E este foi espetacular ao extremo. Saímos só eu e o Minu, pois o resto da tropa ou não se manifestou, ou não podia. Saí de casa 8:40h, me dirigi ao centro, atravessando o caos matinal do sábado.
O combinado era se encontrar na igreja de São Pelegrino para a missa das 9 horas. No horário combinado o Minu apareceu. Conversamos um pouco, esperamos para ver se mais uma alma penada aparecia e largamos fora.
Partimos em direção à Caravágio, via RS, passamos pelo novo viaduto de bike, e seguimos caminho. Entramos na estradinha dos Romeiros, que está sendo preparada para receber, pasmem, aslfato.
Chegamos em caravágio sem susto algum e rapidão.

Sem susto mais ou menos, pois ali foi onde o minu fez seu primeiro teste real das sapatilhas, hehehe. Primeiro tombo do dia.
Uma foto da igreja para comprovar que estivemos ali.

E colocamos as queridas para descansar um pouco enquanto nós tomávamos água e falávamos mal dos ausentes.

Ficamos uns 5 minutinhos ali observando o movimento até que começou uma missa. Nos dirigimos à frente da igreja e fizemos nossa oração.
Resolvemos voltar. Mas como era cedo, não tínhamos compromisso, as pernas estavam tranqüilas, resolvemos nos perder.
Descemos pelo caminho normal da volta, pela estrada dos romeiros, onde eu coloquei 64km/h na descidinha, hehehe. Os novos sapatos da Katja são ótimos de bãos.
No asfalto paramos para o Minu tomar o seu remédio, que mais parecia um supositório. Na verdade, eu to achando que era um supositório mas ele ficou com vergonha de, bem, vocês sabem…
Não subimos pelo caminho normal, dobramos as esquerdas e continuamos no asfaltinho.
Logo adiante paramos na capelinha. Ali tem uma entrada as dereita que eu sempre quis descobrir para onde ia. Dei a sugestão e o Minu veio, nem pensou duas vezes, já estávamos na estradinha.
Algumas casas, plantações e… fim da estrada. Que bosta. Vamos voltar? Que nada, olha ali, a estradinha segue.
Achamos uma quebrada na estrada, subidinha meia chata, mas seguimos. Logo adiante avistamos um cidadão fazendo os reparos num parreiral, paramos e pedimos informações.
Ele disse que a estrada seguia e poderíamos passar. Agradecemos e seguimos viagem. Mais adiante começou a subida. Puta merda, subidinha mais chata ainda, apontando pra cima. Daquelas que esquentam as pernas só de olhar.

Seguimos viagem, perdidos, sem saber pra que lado estávamos indo, mas sempre pedalando e rindo.
Mais adiante descobrimos uma nova estrada que no futuro será filmada, pois se subir foi espetacular, descer deve ser melhor ainda. Prontamente denominamos de MORRO DAS VACAS ALPINISTAS.

Por que?

Paramos num ponto no meio da subida para registrar algumas fotos e se bobear um pouco.

Será que dá?

Bom, algum tempo parado e as pernas começaram a esfriar, retomamos logo o pedal antes que aparecesse alguém e nos desse um tiro pensando que estávamos roubando as vacas porradonas.
Logo adiante um cotovelo pras esquerdas, mais adiante um pras dereita e outro pras esquerdas. E a subida continuava. Estávamos no topo do morro até que chegamos em uma plantação.
Ah, calma, antes da plantação o Minu caiu ainda duas outras vezes devido ás sapatilhas que não queriam se soltar. Ficou olhando a paisagem e perdeu o controle.

Não tinha mais estrada por onde seguir, só as tradicionais estradinhas de lavouras, por onde passam as tobatas, cachorros e viventes da região.

Após um bom tempo andando pra lá e pra cá, completamente perdidos no meio de mais uma plantação e inúmeras estradinhas, achamos um vivente. Ele nos explicou por onde ir, não entendemos nada e nos perdemos novamente.
Mas saímos de novo na mesma estradinha que chegamos no topo do morro, só que agora resolvemos ir adiante, seguir por ela mesma.
Andamos uns 50 metros e escutamos uma matilha de cães raivosos sedentos por pernas de ciclistas. Eu gelei, o Minu parou, ficamos estáticos, pois não havia o que fazer a não ser respirar.
Quando os cachorrinhos estavam já no nosso lado veio um grito lá de longe, de cima de uma tobata. “Paaaaaaaarrrrrrrrrraaaaaaaaaaaaaa…” e todos pararam.
Era o dono dos bichos do mal. Eles se acalmaram e fomos conversar com o vivente. Fomos nada, conversamos a distância, pois ninguém queria se mexer dali, hehehe.
Após alguns instantes de conversa os bichos se acalmaram e se dispersaram, chegamos mais perto dos agricultores e estabelecemos um diálogo. Conversamos um pouco, pedimos informações e eles nos mostraram a estrada por onde seguir.
Fácil, fácil, tendo educação e respeito pelo que é dos outros tudo fica mais fácil. Nos despedimos e seguimos caminho, mas os cachorros não nos esqueceram e continuaram latindo, hehehe.

Chegamos no final da estradinha por onde o cidadão mandou seguir. Havia uma bifurcação e nenhuma das duas aparentava ser transitável. Seguimos pela esquerda e rapidamente notamos que não era por ali, pois nos enroscamos num arame no meio do gramado alto.
Voltamos e seguimos pelo outro lado, não tinha estrada, não tinha trilho, só gramado e plantação… e um banhadão também.
Andamos alguns metros e chegamos em outra propriedade e novamente uma manada de cachorros nos recebeu. Paramos como anteriormente e aguardamos as feras se acalmarem.
Ficamos ali, estáticos, até que apareceu um vivente. Devia ser o dono das terras, e os cachorrinhos queridos se acalmaram e nos esqueceram.
Nos apresentamos, conversamos com o Seu Bertuol e já fizemos amizade, estamos liberados para passar ali outras vezes, sempre que precisar. Segundo o Minu ele nos convidou até pra almoçar. Hehe. O minu achou o lugar interessante.

Explicamos que novamente estávamos bem perdidos e ele nos deu a dica. Estávamos perto de onde queríamos chegar, na estrada que levava ao clube Parque das Águas, segundo seu Bertuol ela logo ali depois da curva.
Curva? Estrada? Onde?

Bom, nos despedimos, agradecemos e seguimos o conselho da mente sábia do campo. E deu certo, andamos mais aulguns metros e chegamos em lugar conhecido. Saímos do meio do mato direto na estradinha que leva ao clube. Espetacular.

Demos alta volta, nos perdemos, descobrimos outras estradinhas, subimos e saímos ali, na estradinha conhecida. Que maravilha. Este caminho está marcado, será feito no futuro, pelo lado inverso, para podermos descer e filmar a descida das VACAS ALPINISTAS.
Dali até o clube foi um tapa, sem susto mesmo, pois acho que a partir do quase terceiro tombo o Minu começou a pegar as manhas dos engates dos pés e não caiu mais.
Passamos pelo clube, abandonado, e seguimos. A subida agora está mais cruel do que nunca, pois está calçada. Paralelepípedos e mais paralelepípedos. Coisa bem ruim de subir. Quando chegamos no cotovelão lá em cima eu agradeci.
Saímos da estrada e pegamos o asfalto, sim, agora está tudo asfaltado ali, acredito que o asfalto tenha chegado em Mato Perso, em uma outra oportunidade vamos vonferir.
A fome bateu, aí fomos até Forqueta Beach para comer algo. Paramos num buteco, pedimos o tradicional limãozinho e comemos um X. Encontramos ali também um grande amigo. Sir Dailor Santos, que estava chegando de viagem.

Após um tempinho de conversa deixamos ele ir embora e sentamos para almoçar.

E tomar o limãozinho.

Descansamos um pouco, rimos dos viventes mais estranhos que habitam este planeta e estavam no mesmo buteco que nós e resolvemos partir de volta pra casa.
Voltamos pela estrada de dentro de Forqueta, para não pegar o asfalto e o tumulto da RS. Chegamos em Caxias tranqilos, sem maiores sustos.
Nos despedimos e cada um seguiu pro seu lado. Deu 63km pra mim, foi um pedal espetacular, com direito a muita diversão, como sempre. Até o próximo.
Gostar disso:
Seja o primeiro a gostar disso post.