Pedalzito do trabalhador

Terça-feira, feriado mundial do dia do trabalho, fizemos um pedalzito bacana. Inicialmente haviamos marcado para sair pela manhã, mas a novale mexicana que sempre ocorre nas negociações dos pedais (hehe) não permitiu, resolvemos então largas de tarde.

Saímos ali do Mosteiro, subimos os SPA, descemos o 30 e fomos em direção à Santa Justina, sem susto, sem descanso, pois tava muito frio e precisávamos esquentar. Ah, sim, no pedal estava eu, Duca, Zéqui e mais dois amigos pedaladores do Zéqui, um deles exteando sua “moto” nova. Que nave!!!

Ali em Santa Justina uma paradinha pra reagrupar a tropa e decidir por onde iriamos. Eu e o Duca descemos atá a capelinha do garganta, enquanto o Zéqui e os demais resolveram dar uma atalhada pela gruta. Combinamos, sem querer, de nos encontrar em Otávio Rocha.

Seguimos então morro abaixo, no laço, até a gruta, dobramos para o Rio sem Ponte pro Duca conhecer a estrada e seguimos. Agora é só subida, até o final da volta. E que subida! Fazia muito tempo que eu não passava por ali. É muito bala esta estradinha.

Subimos a primeita parte até a Árvore Erótica, onde paramos para umas fotos.

Antes disso o Duca ainda tirou outras fotos, mas não mandou pra eu publicar, acho que ficou com vergonha, hehehe, ou eu não tirei direito, um dos dois aconteceu.

Ali da árvore erótica ainda batemos uma foto da subida que nos aguardava.

Subimos, subimos e subimos, sempre num ritmo muito bom, as pernas estavam estourando. Lá em cima, no primeiro lance plano da estrada, mais uma foto para retratar a passagem e uma vista bala do vale.

E seguimos subindo, agora em um estradão mais largo, onde os carros já andam em velocidades mais elevadas. E chegamos no cartódromo oval. Ali resolvemos descer de volta para Otávio Rocha, sem ir pelo Carvalho, fica pra outra pedalada.

Descemos rapidinho, pela estradinha de terra que passa dentro das propriedades da região, pois descer pelo asfalto iria gastar demais os pneus. Chegamos em Otávio Rocha e achamos o resto da tropa tomando um cotão no armazem da esquina, que fica perto do bar da esquina, barbada de achar.

Ali, paramos, tomamos uma coca também – aliás, devo uma coca 600 pro Duca – e falamos umas bobagens. Estava esfriando, resolvemos levantar acampamento e voltar.

Voltamos pela subida mortal, pelo atalho do milharal, em direção ao sítio da Lagoa. subidinha bala, sem descanso, mas subimos legal, sempre num ritmo bom e estourando as pernas. O Duca tá se puxando, preciso treinar mais, hehehe, ou beber menos na noite anterior, pois neste ponto a cerveja da janta do dia anterior já estava saindo pelos poros.

Láaaaaaaaa no asfalto reagrupamos, andamos um pouco pelo asfalto e pegamos as dereita no atalho do véio louco. Passamos zunindo pela casa dele e eu nem reparei que ele estava lá, com o tacape na mão, esperando alguma alma para ser abatida.

Quase no final do atalho do véio louco eu tomei um banho de barro e água gelada. É… vou me vingar, hehehe.

Na saída do atalho (ou entrada) agora tem uma pontezinha e asfalto. Asfalto é o que mais tem nesta região agora, nossas opções para estes lados estão ficando esgotadas. Seguimos então pra cima, óbvio, pela igrejinha, pra cansar um pouco mais. Subida chara, com bastante pedras e cascalhos, mas subimos bem de novo.

O Duca, pra variar, subiusocando a bota e eu, desta vez, fui ficando pra tras. Mas cheguei.

Pouco depois o resto da tropa também apareceu e despencamos morro abaixo. Teve gente que quis adquirir uns dois terrenos em dois pontos diferente, mas não conseguiu. Ufa!!!

Agora a subida pra voltar pra casa é sem graça, só asfalto até a civilização, sem sustos. Apenas renomeamos parte da subida, agora ela é conhecida como subida das galinhas escaladoras.

Ali na capelinha do 30 paramos para regrupar e nos despedir da tropa. Foi um pedal bem legal, 58km socando a bota nas subidas, culpa do Duca. Até o próximo.

Chegou o inverno

Demorou mas apareceu. O relato estava semi-pronto, faltavam apenas alguns detalhes para ser colocado no ar, como as fotos por exemplo. Mas aí está, apreciem com moderação.

O inverno parece que chegou, ele começou neste último sábado, dia 21, no mesmo dia em que somente eu e o Zunho tivemos coragem de pedalar. Mains ninguém acompanhou, ficaram com medinho do frio, hehehe. E foi um pedalzito dos bão, curto e sem sustos.

De início saímos em direção ao Bairro Cruzerio, descemos os paralelepípedos do Pena Branca, seguimos em direção à descida do veio. No início da descida resolvemos pegar uma entradinha as esquerdas, já entramos ali mas fomos para outro lado, desta vez a vontade era de se perder.

E nos perdemos. Não sabíamos para que lado ir. Azar, o que importa é pedalar.

cotmor1.JPG

Andamos um monte, sempre pensando para que lado seguir quando nos deparávamos com algumas encruzilhadas. Passamos por várias placas que não indicavam nada, bom para ajudar a se perder.

Passamos por uma propriedade com alguns cachorros nada amistosos. O medo tomou conta do pedal, mas seguimos adiante, os cães estavam aprisionados, ainda bem.

Após alguns minutos perdidos, andando por uma estradinha espetacular, sem movimento algum, com bastante barro e plana, chegamos num local conhecido, o trevo da descida dos cotovelos da morte. Bem lá em cima.

Da li fizemos algumas fotos. O nosso cameraman se preparando para a filmagem.

cotmor3.JPG

A estradinha por onde viemos

cotmor4.JPG

Eu, com frio, óbvio, tava 3°C e com um chuvisqueiro danado.

cotmor5.JPG

Bom, nada de ficar muito tempo parado, arrumamos o equipamento, testamos e descemos morro abaixo. Descidinha curta, mas muito legal. Curtam…

[video]http://www.youtube.com/watch?v=fQf6IXWGaZ8[/video]

Lá em baixo, na já denominada encruzilhada dos cães torcedores, resolvemos voltar. Pegamos as dereita, em direção ao bar do veio e seguimos viagem. Caminho já bem curtido este, padalamos várias vezes por aí.

Chegamos no veio e mais um susto: asfalto. Sim, agora a subida, ou descida, como preferirem, do bar do veio está sendo asfaltada. Acreditamos que logo logo a descida até a ponte amarela também estará.

cotmor7.JPG

Que bosta!!!

cotmor9.JPG

O negócio foi encarar o asfalto mesmo. Mas ainda falta um pouco pra estragarem de vez nossa alegria, vai demorar uns dias ainda para asfaltarem tudo. Enquanto isso o negócio é aproveitar.

Subimos rapidinho, até porque estava frio e não paramos para tirar fotins. No meio da subida tem um bom trecho ainda sem asfalto, coisa linda, ótimo isso, os espideiros não descerão ali, hehehe. Acho que este trecho foi deixado assim de propósito.

Bom, sem churumelas, estávamos quase no final da subidona, asfaltada, quando notamos que tem uma entradinha as dereita, no meio de algumas casas. Sem pensar muito, entramos…

Passamos no meio de algumas casas, o irmão do morceguinho nos acompanhou por alguns metros, latindo feito passarinho. Coisa mais linda aquilo, que bicho engraçado. E pior que queria meter medo, hehehe.

Logo depois das casas começa um subidão, puta merda, as pernas esquentaram, bastante. Não é muito longa, mas é bem íngreme, dá pra cansar e até perder a pedalada se o cara vem meio moscão. Mas subimos legal, sem conversar, só na concentração, coisa rara de acontecer.

Lá em cima, uma outra casa, cercada, passamos do lado e seguimos viagem. Logo adiante outras entradinhas que não levavam a nada, só ao matagal, obviamente que serão desbravadas no futuro.

Chegamos no topo do morro novamente, paramos para tomar uma água, analisar a região, observar as possíveis pedaladas futuras e dar uma olhada numas trilhas novas.

cotmor11.JPG

Agora era morro abaixo novamente, mas sem saber onde que iríamos sair. Tínhamos apenas idéia e um pequeno senso de localização que nos ajudava a acreditar que não estávamos perdidos.

cotmor10.JPG

Começamos a descer devagarito, mas logo soltamos os freios, pois descida é bem legal. Me arrependo de não termos filmado ela, mas voltaremos a pedalar por ali em breve, aí faremos a filmagem deste trecho.

Paramos numa pequena vila no meio da descida. Algumas casas, um pavilhão, parada de busão, casas velhas. Coisas bem típicas da região

cotmor12.JPG

E retomamos a pedalada, sempre pra baixo. Descemos, descemos e descemos. Até que saímos onde? Onde? Sim, do lado do bar do veio, hehe. Bem na frente da igreja, no início da subida asfaltada, que já havíamos subido no mesmo dia.

Bom, o negócio foi subir novamente, dar a segunda volta e seguir pra casa. Paramos na subida para tirar uma foto de algo que nunca paramos para reparar. A estrada que leva até a ponte amarela, vista lá de cima.

cotmor14.JPG

Dali até o bairro cruzeiro foi um tapa, subimos rapidão, passamos pela ignorante concentração de veículos automotores que não respeitam ciclistas e fomos almoçar no pequeno.

Lá, apenas mais algumas fotinhos pra mostrar que estava tudo certo.

cotmor15.JPG cotmor16.JPG

Ah, sim, não podemos esquecer de homenagear nosso novo mascote, o Mr. Foca Laranja, hehehe.

cotmor17.JPG

Era isso, pedal curtinho mas bem divertido. 38km de muito frio. Até o próximo. Com neve.

Chuva, frio e mais chuva

Neste final de semana não teve pedal. O tempo não nos ajudou. Muito frio, muita chuva. Começou a chover ainda na sexta-feira e até agora não parou. Uma chuva chata, fina, gelada, que impede a prática do ciclismo divertido.

Mas não se apavorem, nos próximos dias sai um pedal interessante e com muita animação. Para não perder a alegria, fiquem com uma piadinha:

Mariazinha chegou em casa e disse para sua mãe:
- Mamãe, mamãe, o Joãozinho me mostrou o pinto.
- É minha filha, e como ele é?
- Parece um amendoim…
- Um amendoim? Por que, ele é pequeninho ?
- Não né mãe, ele é salgadinho!

Era isso…

Frio, muito frio.

Já havíamos pedalado com frio, mas com o frio que fez no último sábado foi algo inédito. Temperatura de 3°C, mas com o vento gelado batendo no corpo a sensação térmica era de -35°C. Um frio muito gelado, muito mesmo. Coisa pra índio véio.


O jeito foi se encher de roupa. Eu parecia uma cebola mascarada de tanta camada de roupa que estava usando.


Mas, como todo bom gringo pedalador, não poderíamos deixar nosso parceiro Zunior na mão, pois o mesmo estava com os anos em festa e iria patrocinar um almoço no Gringo para nós.


Como sempre, não sabíamos para qual lugar seguir, mas sabíamos que deveríamos parar no Gringo para almoçar e comemorar o aniversário do Zunior. Subimos os SPA, devagarito para não suar, pois o frio era grande.

Seguimos adiante, para baixo agora, para testar os corta-vento. Descidona cabulosa até Santa Justina, o frio cortava, congelava, fazia chorar. O vento era tão gelado que nem lágrimas saiam dos olhos, saia pedaços de gelo. Foi cruel.

Pelo asfalto seguimos caminho, sempre devagarito e os três juntos, pedalando sempre para não esfriar as pernas e aproveitando ao máximo os poucos momentos de sol.

Chegamos lá em baixo na casa do cachorro maldito, logo após os pêssegos que o Minu adora. Pegamos as dereita para subir e sair na Casa Portuguesa. Subimos, subimos e subimos, devagarito, sem se esforçar e suar muito, pois depois viria outra descida e o corpo iria congelar novamente.

Passamos a casa portuguesa e seguimos adiante, pela descida do Morceguinho. Passamos na casa do morceguinho e ele não apareceu, acho que congelou, só pode. Mais adiante descobrimos uma outra espécie de morceguinho, mas este estava com frio, nem correu conosco, apenas deu duas latidas e parou.

Paramos uma vez para tirar umas fotinhos em São Francisco. Não dava para parar muito, pois estava muito frio.


Esta é a estradinha de onde viemos. Ótima para pedalar, sem movimento e sem cascalho para atrapalhar.


Uma breve visão da paisagem que avistamos lá de cima. Um vale bem legal.


E a estradinha para onde seguimos. Uma descida alucinante. Notem que ali no início da descida tem um cemitério, hehehe, acho que é pro cara “criar” coragem e largar os freios.


Daqui em diante foi sem outras paradas. Descemos até o asfalto que liga Flores da Cunha à Otávio Rocha. Seguimos tranqüilos o nosso pedal, até chegarmos no Gringo. Era quase meio dia e o frio se mantinha.


Nos aprochegamos, sentamos e pedimos o tradicional limãozinho para dar uma esquentada no organismo.


Após, almoçamos, rimos, bebemos, comemos, provamos, nos alimentamos e conversamos bastante sobre diversos assuntos não ligados ao mundo pedalístico, óbvio.

Também aproveitamos para dar as felicitações cabíveis ao nosso amigo Zunior, presenteando-o com um maravilhoso saco que amendoim.


Os amendoins não duraram muito tempo, foram logo detonados por todos. Mas nada supera o poder do queijinho frito. É bão demais este treco, hehehe, dá um gás pras pernas que só vendo… É todo teu Jorginho…


Após o almoço fomos sentar no sol para fazer a digestão, igual jacaré, só esperando as presas passarem. Ficamos um tempo lagartiando no sol e depois nos mandamos, ainda estava frio, apesar do sol forte.

Seguimos caminho em direção à Santa Justina, mas logo na saída de Otávio Rocha resolvemos mudar o pedal, dobramos as esquerdas e subimos a subida do impossível. Vimos que não era impossível subir, mesmo com frio e barriga cheia. Subimos devagarito, tranqüilos, até a reta do milharal.

Da reta do milharal seguimos em direção à linha 60, dobramos em direção à linha 40 e iríamos começar a descer.

Antes da descida até avisamos o Zunior para ter mais cuidado com as pedras que se jogam na frente dos ciclistas, visto que da última vez que ele passou por ali aconteceu um acidente.

Largamos os freios e estávamos descendo quando notamos algo terrível, absurdamente contra as normas do MTB: o asfalto chegou à descida do 40. Sim, agora não temos mais curvas perigosas e cheias de pedras e buracos para desviar. Não teremos mais emoção da descida do 40, em breve estará tudo asfaltado, as obras estão adiantadas. O jeito foi descer sem se divertir.

Chegamos lá em baixo, nem paramos e continuamos a pedalada, pra cima agora, até chegarmos de volta nos SPA. Tudo sem parar para não esfriar. E acabou o pedal, chegamos no local de sempre, na civilização onde, bom vocês já sabem, termina o respeito e começa o caos e a sobrevivência dos ciclistas.

Foi um pedal gelado, congelante, frio, mas como sempre bem divertido na companhia dos amigos. Até o próximo, com temperaturas ainda mais baixas. Feito!

Pedal dos Farrapos

Sábado levantei cedo, 8 da madrugada estava de pé. Tomei um nescau tradicional, duas bananinhas e fui arrumar as tralhas para o pedal do dia. Katja preparada, tralhas arrumadas, fantasia pronta, aquecimento e me mandei de casa rumo ao Bob’s, ponto de encontro determinado para este pedal.

Ao sair de casa um ventinho cortante me atrapalhava. Desci a Julio, entrei na Av. Itáli e subi a Sinimbu até o ponto de encontro. O vento cortante piorava a cada pedalada. Talvez fosse porque estava um dia (um pouco) frio para pedalar SÓ de camisa, sem corta-vento nem jaqueta. Mas acho que não, pois os termômetros marcavam 7°C, estava ótimo.

Cheguei no Bob’s e avistei por lá o Jorge e o Zunior me aguardando. Ambos estava completamente encasacados. Com luvas de dedo longo, aqueta, manguitos, corta-vento, calça de bailarina e toda vestimenta própria para dias muito frios. E eu só de bermuda e camiseta.

Batemos um papo e esperamos o último pedalador, o Testolino, que chegou atrasado. Deve ter demorado porque ficou tentando colocar as calças de bailarina. logo que ele chegou, arrumei um jornal para usar como corta-vento, coloquei por baixo da camiseta, e nos mandamos, rumo à Rampa Sul.

Antes de sair o Testa fez questão de avisar ao Jorge para nunca mais deixar em casa sua bolsinha “ecomotion”. Avisou também que o guidão do Jorge é bem bonito, isso, inclusive, ele ressaltou e falou com um certo tom humorista. E é bonito aquele guidão. Né Jorge?

E adentramos no Bairro Cruzeiro e fizemos a primeira parada do trajeto. Paramos ali na Agafarma para dar oi pra sogra do Testa. hehehe. E seguimos viagem. De início já enfrentamos uma parte do caminho com plantação de cascalho. Que terrível que é pedalar no cascalho.

Aí saímos da civilização e começamos a entrar nas colônias. Passamos pela frente do Motel Lebond e notamos que ao lado, um pouco depois, tem o “Portal do Eden”, local propício para gravações de filmes de terror. O Testa inclusive marcou bem o local para voltar uma outra oportunidade e entrar pelo portão. Seguimos adiante mas antes de começarem as descidas os demais Pedaladores quiseram parar e registrar uma foto onde mostrasse que eu era o único índio do pedal.


Depois que riram bastante de mim seguimos viagem, em direção à São Francisco da 4ª Légua. Morro abaixo é uma maravilha. Sim, é uma maravilha pra quando não está frio e sem a vestimenta apropriada para o vento. Que terrível. Não sabia se descia devagar para não pegar vento ou se descia rápido para chegar lá em baixo e me esquentar logo. Nesta hora complicou. Resolvi descer rápido, é mais emocionante.

Seguimos mais um pouco até encontramos uma árvore sócia dos AA. Notem que ela estava caminhando à beira do barranco, deve ter escorregado e caiu.


Continuamos o caminho pela mesma estrada, sempre na principal. Passamos por diversas bifurcações, locais que no futuro serão desbravados. Chegamos então em São João da 4ª Légua, passamos o ginásio de esportes, a igreja e o buteco onde não se pode permanecer armado. Paramos um pouco adiante para que o Jorge descansasse um pouco. Aproveitamos e tiramos mais fotos.


Além das fotos dos pedaladores, o Jorge sempre gosta de retratar a civilização antiga. Muito bem cuidada esta casa de pedra. Merecia uma foto.


Partimos em direção a São José da 4ª Légua. É muito santo em uma légua só. Estávamos bem protegidos por, no mínimo, três santos: São João, São José e São Francisco. Podíamos abusar nas descidas.

Num descidão muito bom de pedalar o Zunior se largou na frente. Me mandei na cola dele, seguido, um pouco mais de longe pelo Testolino e pelo Jorge. Na metade da descida tive que parar para resgatar a caramingola que tentou se suicidar. Aí foi mão nos freios até parar, estávamos numa velocidade um pouco alta. Parei, voltei uns 40m, resgatei a caramingola e me mandei morro abaixo para alcançar os demais que sumiram.

Me encontrei com eles quase no final da descida, onde me aguardavam rodeados de inúmeros “amiguinhos” latindo feito loucos. Um deles tinha uma certa habilidade para escalar pedras.


Como tem cachorro nesta estrada. Em questão de minutos podemos encontrar no mínimo uns 30. Nos reagrupamos e partimos adiante. Agora começava uma subidinha meia chata. E não é que um “amiguinho” gostou tanto de nós que veio fazendo “companhia” até o meio da subida.

Porcaria, que cachorro chato aquele. Montei na bici e o bicho veio. Aí tentei dar uma escapada mas ele seguia no meu calcanhar, latindo endoidecidamente. Alcancei o Testolino e deixei ele fazendo companhia pro animal, que não cansou. Nos seguiu por um bom tempo, sempre na nossa cola, latindo e ameaçando. Graças a Deus os bichanos não têm cérebro, pois eu tava cansando na subida e se ele tivesse um pouco de paciência era só esperar eu cansar para dar o bote.

Paramos um pouco adiante para umas fotinhos e para descontrair um pouco, além de observar a bela paisagem do local. Notem a estrada lááááá em baixo, sinal de que estávamos num pouco relativamente alto.


Segundo o Testa, ele tinha visto um caminhão ali na estrada, e que o motorista tava de lentes. O Testa tem visão biônica.


Seguimos viagem, agora era subida pela frente, sem descanso. Próxima parada: Rampa Sul, local onde os alucinados saltam de paraglider e assemelhados. E nos mandamos morro acima.

Já de início a subidinha dá mostra de que não será fácil de ser vencida. Começa bem tranqüila, dá pra ir na coroa do meio, dá um descanso e depois piora, e piora muito. Eu larguei na frente, coroa do meio e perna queimando. O Primeiro lance da subida foi barbada, depois tentei vencer o seguinte sem baixar pra coroinha (como aconselhado pelo Jorge). Não deu, pedalei uns 5m e as pernas pediram reforço, aí a solução foi baixar pra coroinha, ser ultrapassado pelo Jorge e pelo Testolino e subir na manha.

A subidinha judia, tem que ir com calma, não adianta querer se afobar pois é muito longa e com pontos bem íngremes. O negócio é ir levando ela devagarito, sem pressa. Após transposta a subida judiante tem mais um pedaço em subida, mais leve, onde dá pra subir tranqüilo na coroa do meio. não tão tranqüilo assim, mas dá pra subir, hehehe.

Chegamos no topo, chegamos na famosa Rampa Sul. A vista do é espetacular, pena que algumas pessoas estragam a foto.


Aproveitamos que o dia estava ótimo, descansamos, apreciamos a paisagem, batemos várias fotos e demos muita risada.


Lá no fundo, no outro lado, é o Ninho das Águias, outro pondo de onde os alucinados decolam sem asas. Estes três aí, dependurados na beira do precipício não tiveram infância.


A conversa estava boa, as fotos cada vez mais legais, mas precisávamos voltar. O Jorge sugeriu descermos até o Caí e voltar pelos famosos “cotovelos”. Só que tanto eu quanto o Testolino não podíamos demorar muito na volta, e este trajeto levaria muito mais tempo para ser feito. Voltamos então pelo mesmo caminho por onde fomos.

Agora aquela subidinha judiante se transformou em uma descidona alucinante. Eu e o Junior nos largamos morro abaixo seguimos pelos outros dois pedaladores. O Zunior começou a escapar e eu fui ficando pra trás. Tentei buscar o bicho mas quase que os Santos precisam vir me buscar. Bem na última curvinha eu quase fui reto. Passado o susto me encontrei com o Zunior logo adiante, no final da descida há uma casa e lá estava ele reabastecendo a caramingola. Esperamos os outros dois pedaladores e nos mandamos.

Largamos os 4 juntos, mas eu fui ficando para trás, as pernas ainda não haviam esquentado. O Jorge Ex-ecomotion começou a se distanciar, deixando para traz o Testolino e o Zunior, e mais atrás ainda, eu. Mantive uma distância de uns 30m dos demais e fui subindo.

Nesta subida, que antes era descida, é o local onde mais existe cachorros soltos no universo. Aquela cachorro preto que na vinda nos seguiu estava lá, nos esperando, pronto para dar o bote. Tinha também o Cão Helicóptero, um cachorro de porte médio, o único preso em corrente. Também pudera, o cão era do demo, dava pulos alucinantes mesmo preso na coleira, o que o fazia dar voltas e mais voltas. Uma cena engraçada, boa para perder a concentração na subida.

Lá em cima, quase no finalzito desta subida mais longa, dei um gás e alcancei os demais. Ou será que me esperaram? Na dúvida é melhor dizer que eu me esforcei pra alcançá-los. Paramos no buteco onde não se pode permanecer armado para comer alguma coisa. Não tinha nada, só porcarias e trago. Pedimos uns salgadinhos, umas rapaduras e uma dose de ródka para os RomarioBikers, pois ninguém é de ferro.

Conversamos mais um pouco, descansamos e fizemos amizade com o Pateta, uma criatura sem noção, que deixou todos bem animados.


Chega de descanso, vamos pra casa, se não a janta será um X e não o combinado xurras. Na saída do buteco tem um parquinho de diversões, aí as crianças se divertem.


Depois disto foi só subir, subir e subir. A volta é muito boa de se fazer. Muito mais subidas do que descidas, mas subimos todos bem, num ritmo bom e sempre juntos. O Jorge as vezes dava umas escapadas (por causa do guidão) mas logo nos reuníamos.

Chegamos então novamente no bairro cruzeiro, de volta à civilização, ao barulho, ao caos, ao desrespeito com os ciclistas. Como tem motorista imbecil neste mundo. Eita gentinha estressada.

Nos despedimos ali no trevo da BR e cada um foi para seu lado. Foi um ótimo pedal. É muito bom pedalar com gente que se preocupa mais em se divertir. 58km cravados no cateye com uma ajudinha ao chegar em casa, claro, pra arredondar né. Até o próximo pedal.