Gelain com almoço no Gringo

Hoje o dia estva espetacular para pedalar. Durante a semana cancelamos o pedal que faríamos até o Canion Fortleza por causa da péssima previsão do tempo que nos enganou valendo. Aliás, todos sabem minha opinião sobre previsão do tempo: não presta.

Bom, voltando ao pedal de hoje, fizemos um bate e volta até o mirante Gelain, lá no Travessão Alfredo Chaves, interior de Flores da Cunha e Nova Pádua. Fomos eu, Cemin e Duca, os pedaladores índios do dia.

Largamos ali do Mosteiro as 9 e bico da madrugada. Até esperamos um pouco além do normal para ver se aparecia mais alguém, nada. Resolvemos partir. Subimos os SPA, descemos a Linha 40, subimas a ótima subidinha da Linha 40 e seguimos em frente.

Descemos pelo caminho do morceguinho e saímos lá em baixo no primeiro asfalto, cruzamos o local onde se toma banho de barro e seguimos. Passamos pela favela em construção, mais subida, mais subida e mais subida, até sairmos lá em baixo, no outro asfalto, já no ravessão Alfredo Chaves.

Passamos reto pela comunidade e seguimos até o mirante, onde fizemos uma parada para fotos e tal.

Depois de uma bananinha devorada e um litro de água tomado, resolvemos voltar. Agora o destino era o que mais nos motivava a pedalar, pois combinamos de almoçar no Gringo, em Otávio Rocha, pois os dois pedaladores que me acompanhavam nunca pararam lá para comer, o que é lamentável, tive que levar os índios pra conhecer o estabelecimento do Rudi.

E subimos numa pedalada só, todos com pressa, hehehe. Chegamos em Otávio Rocha e fomos direto para o Gringo, encostamos as bikes num canto, arrumamos uma mesa e nos preparamos pro almoço. Ah, mas antes teve limãozinho, óbvio.

Pena que tava quente o treco, se não eu tinha tomado uns dois litros.

Enquanto esperávos para arrumarem uma mesa pra nós, um amigo apareceu.

Depois, foi só senter e se deliciar com o maravilhoso almoço servido no Gringo. É muito bom.

Cemin tava com fome.

O Duca também.

E eu sou gringo, não posso negar. hehe

Bom, depois de toda essa comilança, sentamos ali na frente na calmçada onde ficamos lagartiando um tempo até o estômago voltar ao normal. Depois que as pernas esfriaram bastante (hehe) resolvemos retomar o pedal e voltar pra casa.

Mapinha do trajeto feito.

Foi um pedalzito muito bacana. 65km de muita diversão. Até o próximo.

Polentada da Capital

Antes de começar é preciso dizer: este relato, por ser um dos mais folclóricos já feitos e com o maior número de pedaladores reunidos, foi escrito por mim (Bassolin) com a ajuda dos parceiros Testolino e João Leite.

Vamos lá.

Oi, tudo bem? Que bom, pois aqui está ótimo. Aliás, falando em ótimo, preparem-se para o super relatão do último pedal, realizado neste final de semana. Um pedal espetacular.

Há tempos estávamos negociando com o pessoal de Porto Alegre um pedalzão pra reunir a tropa de lá com a tropa daqui. Quem começou as negociações foi o Testolino, em conversas com o amigo João Leite (Poabikers). Após inúmeras negociações, inúmeros e-mails e ligações, chegamos ao dia do pedal.

Bom, vamos lá, vamos ao que interessa, o pedal em si. Marcamos para sair de um local de fácil acesso, pois o pessoal viria de transporte motorizado para Caxias. Nos reunimos por volta de 9 horas de fronte à igreja da Linha 60. No horário marcado lá estavam todos. Até um pessoal de São Gotardo e região apareceu para pedalar.

Os pedaladores de Caxias se reuniram as 8h da madrugada na antiga Mosteiro e rumamos na maciota até a Linha 60 para esperar os pedaladores de Poa. O pessoal chegou um pouco antes da 9h, escoltados pelo Igor e a patroa.

Enquanto o pessoal desembarcava da van, outros desembarcavam as bikes e outros jogavam conversa fora. Antes de começar a pedalada, várias fotos e muita risada pra começar o pedal em alto estilo, como sempre.

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Pedaladores do dia: Daqui de Caxias os seguintes pedaladores se fizeram presentes: Testolino, Minu, Zunho, Rambo, Valens, Andrius, Marcos e Bassolinovinsky. Da capital vieram Adair, André, Cícero, Cinara, Eco (o japinha), Fabi, João, Lisa, Tatu , Wagner e Zé. Mais um pedalador Marcelo e duas pedaladoras de São Gotardo que eu não sei o nome (sorry!). Além do pastor Igor e a patroa Aline que acompanharam o trajeto de camioneta dando apoio para a galera.

Um detalhe para o adesivo colado na camioneta

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Vários veículos já ostentam em sua lataria tal ornamento. Bom, continuamos…

Antes da largada o Basso deu as instruções ao seu motorista de como chegar até o Trav. Alfredo Chaves. Mas logo vimos que ele era conhecedor da região.

Foi dada a largada. Dia perfeito para pedalar. Saímos da igreja do 60 em direção à Santa Justina , caminho tranqüilo, paramos lá na frente na Casa Portuguesa e começamos a primeira descida do dia, em direção ao Morceguinho.

O pessoal estava com fome de pedal. Nem tinham terminados as fotos oficiais de toda turma e já tinha se largando. Na esquina da casa Portuguesa paramos para fazer o primeiro reagrupamento do dia e esperar passar uma pequena carreta com pequena patrola em cima.

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Alguns desceram na frente, rapidão, outros nem tanto. Outros foram indo na boa, curtindo o visual da região e, por último, íamos eu, Tatu e a Cínara. Alías, na primeira descida a Cínara já tava com câimbras nos dedos de tanto frear. Hehehe.

Reagrupamos toda tropa pela segunda vez na igreja do morceguinho (São Francisco). Ali paramos para muitas fotos e pro pessoal começar a curtir a paisagem. Alguns goles d’água, algumas bananinhas e seguimos viagem. Agora em direção ao aslfato do 80. Descidão legal, alguns se largaram e outros, novamente, foram devagarito. Novamente lá em baixo, já cruzando o asfalto, reagrupamos.

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Passamos reto, seguimos adiante, passamos pelo lugar do banho de lama, seguimos até a encruzilhada dos PMs. Em vários pontos alguns pedaladores já paravam para registrar a paisagem. Ali na ponte dos PMs não foi diferente. Fotos tiradas, montamos nas bikes e começamos a subir. Pela frente a subidinha do Manga, para testar as pernas.

Subimos, subimos e subimos. Até lá na encruzilhada da parada de busão, onde os que iam na frente estavam esperando os demais. Novamente reagrupamos. Sempre que alguém ou um grupo se distanciava, os da frente, puxados pelo Testolino e o Zé FBI, controlavam a tropa até a chegada minha e do Tatu, que íamos sempre fechando as porteiras.

O Zé FBI só ia passando rádio para o Tatu indicando os pontos estratégicos do pedal.

Dali foi um tapa até o Travessão Alfredo Chaves, onde combinamos que seria outro ponto de reagrupamento. Parada para água, bananinhas e seguimos adiante. Agora o destino era o Mirante Gelain.

O seu motorista que não lembro o nome já estava ali em uma sombra tirando uma pestana.

Atravessamos o Travessão Alfredo Chaves e caímos a esquerda na estrada de chão que nos leva ao fim do mundo. O grupo ia meio separado neste ponto. Lá atrás só tinha eu, Tatu e a Cínara. Na primeira curva, bem no início da estradinha um Tipo prata dirigido por um imbecil acéfalo em alta velocidade quase atropelou a Cínara, só deu tempo de puxar a bike pro lado pra escapar do animal.

O Tatu passou um rádio pro pessoal lá da frente se cuidar com o cabeça de jaca, parece que ele diminuiu a velocidade e viu a merda que quase fez. Quando estávamos quase na casa abandonada o animal do Tipo prata estava voltando e cruzou novamente por nós. Agora bem devagarito, longe, lá no canto da estrada. Acho que a pedra que estava na minha mão fez efeito.

Quando chegamos na casa abandonada um primeiro incidente: o pessoal da frente estava disperso, uns foram para a esquerda e outros pararam, pois o caminho certo era para a direita. Após alguns instantes de conversa via rádio, gritos e mais gritos, a tropa que foi errado retornou e reagrupamos.

Pois então, eu (Testa) estava mais ou menos no meio da tropa quando cheguei na casa e vi o Rambo indo para o lado errado. Gritei chamando ele, e ele avisou que o pessoal tinha ido para lá. Ele foi chamar o pessoal e também os rádios do Tatu e do Zé FBI entraram em ação. E ficamos ali na sombrinha esperando a galera.

Seguimos todos até o salão do XC do Morceguinho, onde paramos para muitas fotos, água, bananinhas e um descanso. Ah, ali tinha um magrão fazendo peripécias com sua moto ultra potente, louco pra levar um tombo e beijar o chão. Infelizmente saímos logo dali e não vimos se ele caiu realmente, hehehe.

Aqui foi mais uma parada para água pois a coisa começava a ficar quente. Também ali o pessoal terminou com as bananinhas do João. Comida agora só no Gringo.

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Descemos, descemos e descemos, até o Gelain, onde fizemos uma parada mais longa para descansar, comer, beber e dar risada. Lembrando que o Igor e a Aline iam sempre de camioneta da firma na frente ou atrás do grupo para dar um eventual apoio necessário e principalmente tirar fotos.Ficamos ali uns 15min e logo começaram os gritos do João: Vamos lá pessoal! Ele estava ansioso para conhecer as polentinhas brustoladas do Gringo. A tropa se ajeitou nas bikes e começamos a volta até o Trav. Alfredo Chaves.

Parte do João. Esta parte deixamos para o João escrever, para ele ir se acostumando com a idéia de ser um SombraBiker e, também, para termos noção do que o pessoal de porto achou do pedal.

Finalizando a primeira parte do pedal encontramos a Van, nos aguardando exatamente no local combinado, próximo da igreja de Travessão Álvaro Chaves. Logo que chegaram os últimos colegas acompanhados pelo Basso, foi feita a pergunta que já era esperada, pois fora combinado quando da organização do passeio:

“Quem continuará pedalando até Otávio Rocha? Quem embarcará na Van?

Apenas uma colega decidiu embarcar, nossa GAROTA de GRAMADO (veja nota logo abaixo).

Feito isto lá se foi o POA-SOMBRA-BIKERS (sim, claro, a esta altura do campeonato já éramos um grupo só) subindo mais uns trechos e deixando para trás o Travessão. Ainda restavam muitas descidas e subidas, o pessoal já um pouco cansado, mas sempre motivado, ora pelas bobagens e causos (um pausa aqui: estes gringos são piores que pescadores, quando começam a contar causos e mentiras não param mais), ora pelo aroma da polenta do gringo que podia ser sentido a quilômetros de distância.

Por falar em aromas, as dezenas de parreirais pelos quais passamos só não emanavam aquele perfume das uvas, esperado por alguns colegas, porque ainda não estão frutificando e, segundo o Testa, isto deverá acontecer entre janeiro e fevereiro (entenderam a malícia? sim? então vamos colocando na agenda).

Neste trecho de 10 Km aproximadamente, alguns colegas já faziam preces para São Pedro enviar uma chuvinha, quem sabe até um rápido Torózinho, pois o calor era muito. Explico: é que temos uns loucos (um pouco mais acentuados do que todos nós) que preferem um hidro-pedal e, ao que parece, essa estranha, mas muito atrativa tendência adrenalítica, está presente também em alguns exemplares dos Sombras. Buenas, não citaria aqui, em hipótese nenhuma o nome ou qualquer outra característica que revelasse quem seriam estes malucos: ECO e BASSO .

Continuando nossa aventura, já quem nem sombra de chuva, ou melhor sem chuva porque sombra tinha (e eles pareciam se multiplicar naquelas descidas kamikases), fomos comendo (quase que literalmente, pensando no almoço) os poucos Km que restavam.

Finalmente, chegando na pacata e agradável Otávio Rocha, nos dirigimos ao restaurante onde nos esperava o Gringo que, ao nos ver, deve ter pensado:
“Que roubada, estes ciclistas esfomeados vão detonar com meu estoque de polentas, massa caseira e queijinho frito”.

Por falar em queijinho frito Huuuuuuuuuuuuummmmmm, estava supimpa, que delícia.

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Mas não vou falar do almoço, se não acabo me empolgando. Apenas um comentário: Fui esperto e fui sentar perto dos Sombras, pois estes já são clientes do gringo, hehehehehe.

Nota: a Cinara iria para Gramado neste final de semana e, como também gostaria de pedalar conosco no sábado, ela iria se deslocar de Gramado até Caxias, com sua bike embarcada em seu carro. O Testa e o Basso já estavam enviando explicações detalhadas, mapas, cartas geográficas, detalhando as estradas a tomar, seus respectivos estados de conservação, etc. Mas, de última hora nossa colega resolveu ir conosco de Van, a partir de Porto Alegre, pois seu compromisso fora adiado. Os Sombras pensaram que ela era de Gramado mesmo, então ficou assim: A GAROTA DE GRAMADO, que até poderia dar música: “Ela é gaúcha, ela é gaúcha, olha o jeitinho dela pedalar” … MAS AHHHHH, Tom Jobim deve estar se contorcendo no túmulo.

Continuando, já que o João cansou, sobrou pra mim, Bassolin, terminar o relato.

Bom, vamos retomar a pedalada. Depois do almoço, alguns que ainda tinham pernas, resolveram encarar a segunda parte do pedal. Agora desceríamos até o Rio Sem Ponte e subiríamos pela Madereira.

Largamos então em direção ao cartódromo oval, pelo asfalto mesmo, pra não judiar tanto das pernas dos mais cansados. Lá em cima paramos para reagrupar e tirar algumas fotos. Além de preparar os equipamentos para a filmagem.

O Testolino foi na frente comandando o pessoal, o Zunho foi de intermediário filmando a gurizada e eu fiquei lá atrás para avisar os retardatários dos locais problemáticos, curvas, bifurcações, cruzamentos, etc…

Descemos todos tranqüilos, apenas um susto no meio da descida, no curvão do cascalho maldito, onde o Adair caiu. Não foi nada grave, logo estava em pé, apenas alguns arranhões e o susto. Ele caiu quase parando, ainda bem.

Seguimos viagem, morro abaixo, sempre pelas estradinhas do carvalho, passando por locais bem interessantes onde o pessoal parava para tirar fotos.

Chegamos finalmente no rio sem ponte. Alguns decidiram não encarar a água do rio e passar por cima da semi-ponte que fizeram no local. Outros resolveram atravessar o rio pedalando. E teve ainda o japinha que resolveu passar umas 398 vezes pelo rio, hehehe.

Depois de algumas fotos e muita risada, além de esperar o japinha passar pelo rio mais uma vez, subimos até o Garganta e paramos na capelinha da encruzilhada para reagrupar a tropa e ver se todos estavam bem. Faltava pouco para o fim do pedal.

Começamos a subir, pelo Carvalho mesmo, mas não em direção ao topo, dobramos as esquerdas para pegar a subida da madereira e irmos direto ao destino. No início da subida uma pequenota aranha resolveu passear pela estrada bem na mesma hora que passávamos.

Continuamos subindo, uns mais cansados e indo bem devagar e outros nem tanto. Resolvemos dar uma paradinha no parque da cascata pro pessoal tirar mais fotos, além de aproveitar e descansar um pouco.

Mais subida, agora estávamos quase lá em cima, falta pouco, muito pouco. Uns já empurravam a bike nos trechos mais íngremes. E, finalmente, chegamos em Otávio Rocha novamente, todos cansados mas realizados. Pedal feito.

Reunimos toda tropa no clube esportivo da localidade, onde os da capital tomaram banho (cedido pelo seu Luiz) e algumas cervejas. Nós, os sombrabikers, tivemos que negar a cerveja, pois tinha umas cubinhas bem geladas esperando para serem degustadas.

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Depois de tudo, nos despedimos do pessoal da capital e fizemos nossa pedalada até em casa. E assim termina a pedalada do ano, que reuniu os SombraBikers e o pessoal da Capital. Uma pedalada nota 10. Abraços e até o próximo pedal.

Falow.Como tem muita foto neste pedal, usamos no decorrer do relato apenas algumas para ilustrar alguns momentos. Mas, maaaaaaaaaaass, você pode conferir todas as fotos que foram tiradas no dia da pedalada nos links abaixo.

That’s all!

Abrindo o Rio das Antas

Ta frio aí? Aqui não, quase 5°C, temperatura ótima para congelar. Ainda mais se estiver pedalando. Eita nóis. Sábado rolou um pedalzito espetacular, estradas novas, desconhecidas, alucinantes.

Nos reunimos 8:37h no Bosteiro, eu, Testolino, Zunho e o Rambo, também conhecido como Douglas, mas que não será chamado pelo nome, pois isso não pode acontecer, hehehe.

Não estava tão frio, estava semi-frio, nem precisamos usar calça, foi de bermuda mesmo. E ainda teve gente que arriscou ir só de camiseta. Estes caras da fronteira são ginetes, hehehe.

Largamos em direção aos Spa, subimos tranqüilos, conversando, todos sempre juntos. Descemos a Linha 30, pegamos uma chuvinha no início, mas nada que assustasse muito, pois estávamos bem protegidos.

Descemos e descemos, até o atalho que nos leva ao atalho da casa Portuguesa, sim, muitos atalhos, todos bem conhecidos e que já foram tratados em outros pedais. Subimos até a casa Portuguesa rapidão, pra esquentar as pernas. Lá em cima apenas uma paradinha rápida para reagrupar a tropa e seguimos viagem pela estrada do Morceguinho.

Passamos pela casa do morceguinho e ele não apareceu, deve ter congelado com o frio, só pode.

Mais adiante uma breve parada para os primeiros retratos do dia. Nestes dias de pedalada congelante tem poucas fotos, pois não dá para ficar parando toda hora, o cara congela fácil fácil.

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A gurizada toda: Testolino King, Zunho Ueifi, Rambo Pelotense e Bassolino Kid

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Da capela em diante é uma descidinha rápida até a estrada asfaltada que cruza a região e leva até Nova Pádua. Eu nunca lembro o nome das localidades por onde passamos, aí tive que pedir ajuda ao mestre Testolino para lembrar que paramos na localidade denominada Travessão Alfredo Chaves.

Passamos reto, cruzamos o centro da vila e seguimos adiante, pelo mesmo caminho feito no último pedal até o Belvedere Gelain. Passamos pela Casa Abandonada, seguimos em frente, uma chuvinha chata ameaçou perturbar novamente e chegamos na encruzilhada do Cu Largo.

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O Testolino estava com calor. E ainda brincou de Beavis and Butthead: “I am cornolho.”

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Seguimos viagem, sempre pela estrada principal, não entramos em nenhuma outra estradinha para não se perder, hehehe.

Pedalamos sempre unidos, conversando e falando mal dos outros, além de, é claro, dar muita risada. Mais adiante toca o meu celular e eu paro pra atender, os demais seguem caminho. Após a ligação, me mando e nos reagrupamos novamente.

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O local onde estávamos é bem alto, no topo da serra, dá pra ver o vale lá em baixo. Região muito bonita e que no futuro será totalmente desbravada, pois tem muitas estradinhas para estes lados, ótimas para se perder. Além de ter um visual espetacular.

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Bom, dali em diante o caminho era desconhecido, apenas sabíamos pelo que conseguimos visualizar no gluglu érti, que também não nos ajuda muito, mas dá pra ter uma idéia.

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Seguimos caminho, sempre pela estrada principal. De início achávamos que iríamos apenas descer, mas nos enganamos, pois tinha alguns trechos, quase todos, de subidinha chata,

Paramos numa casa para pedir informações, pra falar a verdade era só pra jogar conversa fora com os viventes da região, pois é difícil alguém passar uma informação correta quando à distâncias, mesmo assim o Testolino insistiu em perguntar, hehehe.

O Tiozão da casa disse que não tinha saída a estrada, que chegava no rio das antas e depois tinha que atravessar para sair pra Antônio Prado.

Não tem saída? Oba, estávamos no caminho certo.

E começou a descida. E que descida! Se não foi a melhor já feita, está entre as melhores, pois foi espetacular. Descidão do demo, com trechos bastante críticos, mas bem divertida, deu até pra colocar 63,7km/h, hehehehe.

Apreciem com moderação.

[video]http://www.youtube.com/watch?v=UWMoMPQztwM[/video]

Depois desta espetacular descida ao inferno, depois de ter quase se encontrado com o chifrudo, depois de detonar os freios do Testolino, o negócio era voltar, pois em frente não dava mais pra ir.

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Eu juro que tentei abrir o rio, mas não funcionou

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Todo mundo quis parar para tirar foto e marcar sua presença do fim do mundo, à beira do rio das antas, mas como eu sou egoísta só coloquei a minha foto, hehehe.

Só o Testolino não desceu e tirou fotos no rio, ele estava preocupado com a distância que nos encontrávamos da civilização e preferiu ficar em um ponto mais visível, pra que as equipes de resgate não tivessem muito trabalho para nos encontrar.

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Voltamos um pouco pela trilha e paramos no descampado que tem logo acima. Acreditamos que ali os caras param para acampar quando vão caçar os elefantes da região.

Ah, aqui vai uma solicitação aos caçadores, motociclistas, bicicletistas e todos transeuntes que freqüentam as matas, trilhas, estradinhas e locais remotos: LEVEM O SEU LIXO DE VOLTA, BANDO DE FILHO DE PAI CORNO.

Putaqueopariu, é revoltante isso. Achamos latas de cerveja, sacos plásticos, garrafas de vidro, um monte de sujeira no local. Este povo não tem jeito mesmo, somente a extinção desta raça resolve os problemas da humanidade.

Feito o desabafo, seguimos com o nosso relato tradicional.

Enquanto o Testolino e o Zunho ficavam trepando as árvores para pegar Vergamota e comer, eu e o Rambo resolvemos desbravar outra trilha que avistamos.

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Entramos na trilha devagarito, pois não sabíamos se o satanás estava ali ou não. De início a estradinha é tranqüila, com dois trilhos e mato pra todo lado. Depois ela vai fechando cada vez mais, mas sempre fica o trilho por onde podemos passar.

Andamos uns 800 metros trilha adentro, paramos e voltamos, pois não queríamos separar a tropa, andamos sempre juntos. No futuro desceremos até ali novamente para ver onde sai esta estrada, nem que saia no rio como a outra, hehehe.

Voltamos e comemos umas Vergamotas com os outros pedaladores. Descansamos um pouco, testei o celular e por incrível que pareça, tinha sinal. Ou seja, no inferno também pega celular.

Em alguns momentos até o Sol apareceu, não sei porque, mas perecia mais um sinal vindo de Alguém lá de cima, avisando a gente pra voltar, pois estávamos muito perto do capeta.

Arrumamos as tralhas e voltamos. Sim, por onde descemos. Se vocês conseguiram observar no vídeo, a descida é fantástica, mas a subida é cruel.

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Lá de baixo a gente imaginava como seria bom estar lá em cima.

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O Testolino e o Rambo largaram na frente, subiram antes. Eu e o Zunho ficamos um pouco pra trás, pois paramos para arrumar minha corrente que resolveu cair entre o K7 e a roda. Coisa boa isso.

Passado o sufoco, resolvemos tirar umas fotins do lugar.

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Subimos devagarito, em vários pontos quase impossíveis de pedalar o negócio foi empurrar.

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A subida toda foi assim, em alguns trechos dava pra pedalar, em outros tinha que empurrar, muito íngreme e as pernas estavam cansadas. Mas indo com a gurizada e conversando o negócio fica divertido.

Lá em cima, no último cotovelo sofri um apagão. Coisa ruim isso. Resolvemos parar, descansar e meter um sal pra dentro do organismo, pois estava pedindo.

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E finalmente chegamos ao topo da serra, onde os dois outros pedaladores nos aguardavam.

Dali em diante foi uma volta tranqüila, não paramos mais e fomos num ritmo bom, apesar das pernas estarem pedindo água.

Chegamos novamente pelo Travessão Alfredo Chaves, paramos para comer alguma coisa e descansar um pouco, já havia passado das 2 horas da tarde e estávamos bem cansados e com fome.

Paramos no único buteco da região, compramos um pacote de pão, queijo, presunto, salgadinhos, uma cocona e alguns grostolis para repor as energias.

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Ficamos um tempo descansado e logo em seguida seguimos viagem. Subimos pela estrada do morceguinho, mesmo cainho que fizemos na ida. Tava todo mundo cansado, esgualepado e a subida não é tão simples, ela é bem chata.

Subi na frente, quase perdendo as pernas, logo atrás vinha o Zunho e fechando a tropa o Testolino e o Douglas. Lá em cima, na casa portuguesa reunimos todos novamente.

Entramos na estrada principal em direção à linha 60, descemos o asfalto do 40 e subimos o Zanrosso, que logo logo estará asfaltado também. Dali até os SPA foi um tapa.

E terminou mais uma pedalada fenomenal, espetacular. Cada um seguiu pra sua casa. 84km muito bem rodados, com a diversão de sempre. Era isso, até o próximo.

Mais um passeio até o Belvedere Gelain

Mais um final de semana sem chuva, mais um pedal. Desta vez repetimos o mesmo caminho de um pedal passado, um passeio até o Bevedere Gelain, só para dar uma esticada nas pernas, fazer 70km e voltar ao ritmo, pois no último final de semana só choveu.

Nos encontramos as 8:30h da madrugada em frente ao já tradicional ponto de encontro: Bosteiro. Lá estavam Pastor Igor, Raquel (amiga do Jorginho), Roberto (outro amigo do Jorginho), filho do roberto (mais outro amigo do Jorginho), o próprio Jorginho e chegando na área, Eu, Testolino e Zunior para agitar o pedal.

Subimos os SPA e descemos em direção à Santa Justina, entramos na capelinha que nos leva ao atalho do desmanche, caminho já muito pedalado. Saímos lá em baixo na cantina Michelon e seguimos rumo à subida do 40, agora quase toda asfaltada, uma lástima isso.


Alguns sprints na subida, pra testar as pernas do Pastor Igor e nada de novidade no pedal. Lá em cima paramos para reagrupar a tropa. Continuamos pela estradela até a encruzilhada da linha 80.


Resolvemos descer até o Belvedere pela estradinha da famosa Casa Portuguesa, ou também conhecida como estradinha do morceguinho, um local também já muito desbravado.


Paramos na capelinha para reagrupar a tropa e para os mais cansados tomarem água.


De lá seguimos caminho morro abaixo, até o asfalto que cruza a estradinha e leva até Otávio Rocha. Passamos pelo asfalto e continuamos caminho. Agora uma subidinha pra aquecer as pernas. Depois mais uma descidinha e já estávamos no outro asfalto, o que nos leva até Nova Pádua. Cruzamos o asfalto e adentramos na vila que eu nunca sei o nome.

Lá o pessoal preferiu parar num buteco e comer alguma coisa. Eu achei estranho, pois nem tínhamos feito 30km e era cedo ainda, mas fui junto. Pedal em grupo é todos juntos.

Após alguns goles de coca, algumas mordidas em bolachas ruins, picolés e tal, levantamos acampamento em direção ao tal Belvedere. Na estradona principal íamos eu e o Zunior puxando a fila, bem na quebradinha as esquerdas, pra entrar na estradinha que nos leva até o belvedere quase um acidente. O gurizão que vinha logo atrás não ouviu que era pra entrar as esquerdas e passou reto, quase levando quem estava na sua frente junto.

Teve gente que precisou parar no meio da subida para tirar uma foto em seu habitat natural.


Caminho livre, bom de pedalar, uma subidinha tranqüila. Seguimos sempre juntos até o belvedere, chegando lá uma parada maior para todos apreciarem a região e descansar um pouco.



Uma foto pra marcar a passagem dos parceiros de pedal.


Chega de papo, vamos voltar. Emprestei a Katja pro Igor testar e eu vim pedalando a bike dele. Completamente diferente o treco, ta loco. Na pistinha do XC do morceguinho parei para esperar o Igor e desfazer a troca. Seguimos caminho pela mesma estrada em que fomos até o belvedere. Sem sustos.

Mudamos o caminho apenas no asfalto que leva até Otávio Rocha, entramos todas as dereita e seguimos pelo asfaltinho até Otávio Rocha. Em Otávio Rocha todos já sabem onde é a parada principal e já tradicional dos pedais, no GRINGO, óbvio.

Paramos, comemos bastante como sempre, descansamos e conversamos. Desta vez não ficamos muito tempo descansando, pois eu tinha compromisso e resolvemos levantar acampamento antes do normal. Na frente de todos saíram a Raquel e seu parceiro.

Como a dupla saiu na frente não combinamos por onde seria a volta, o que causou um certo problema. A Raquel foi alcançada e o seu parceiro, o Roberto, seguiu por um caminho diferente daquele que faríamos, ocasionando um desencontro.

Nós seguimos todos pelo mesmo caminho, em direção à encruzilhada do 80, enquanto ele seguiu pelo asfalto de Santa Justina. Paramos no atalho da casa Portuguesa para decidir o que fazer.

O Jorginho resolveu voltar por onde viemos e depois pegar o asfalto de Santa Justina para encontrar o Roberto, eu desci pelo atalho da casa portuguesa para encontra-los lá na frente e reagrupar a tropa, enquanto os demais seguiriam pela estrada normal até linha 80.

Eu disse seguiriam, pois logo que eu entrei no atalho e despenquei morro abaixo o piá, que é filho do Roberto resolveu vir junto, sem saber o caminho, nisso o Zunior veio atraz dele para garantir que não se perdesse.

Aí aconteceu o segundo problema do dia: o piá caiu, se arrebentou numa curva e não dava mais pra ele no pedal. Nesta hora eu já estava lá em baixo no asfalto me encontrando com o Jorginho e sem encontrarmos o Roberto. Resultado, saímos em um grupo e voltamos em 4 grupos. Lamentável isso.

No final das contas, o piá voltou de carona, deixou o Zunior pra trás, sem avisar ninguém, seguiu pra casa, seu pai também foi pra casa, a Raquel foi pra casa solita também e os demais ficaram lá na capelinha sem saber o que fazer.

Como eu tinha compromisso e estava ficando tarde, resolvi partir pra casa, seguido pelo Testolino e pelo Igor. Aí o Jorginho resolveu voltar o caminho e buscar o Junior para que ele não voltasse solito.

Deu tudo errado, mas todos estão bem, o Zunior ta legal e pronto para outro pedal, assim como os demais pedaladores. Mas, no próximo pedal a regra do pedal em grupo será seguida: saem todos juntos e voltam todos juntos. Era isso, até lá.

Morcegos comem polenta

Exatamente 8 horas da madrugada e toca despertador. Levanto-me abro a janela para dar uma olhada no tempo. Abro os olhos e vejo que não está nada bom: nublado, vento e frio. Mesmo assim não poderia negar o pedal combinado com o Testolino, tomei um nescauzão, bananinhas, umas bolachinhas, arrumo as tralhas e me mando para São Pelegrino.

Já na saída tive que retornar para casa, o frio estava pior do que eu tinha imaginado e tinha vendo, muito vento. Voltei para buscar a jaqueta e me larguei novamente morro abaixo. Cheguei em São Pelegrino e logo após apareceu o Testolino, esperamos alguns minutos para ver se mais alguma alma viva aparecia para pedalar e, como ninguém apareceu, nos mandamos embora.

A idéia era fazer um pedal até o Mirante Gelain e voltar. Partimos então pelo caminho tradicional: SPA – L40 – L60. Na subidinha da Linha 40 paramos para tirar uma foto de uma estradinha que não sabemos par aonde vai e também para fotografar uma moradora da região.



Passamos pela casa do cachorro de poucos amigos, seguimos pela reta asfaltada até a encruzilhada. Dali pegamos as esquerdas até a casa Portuguesa, onde dobramos para começar a descidinha.

Logo na saída passamos por algumas casas e eu estava um pouco a frente do Testolino, quando escutei um barulho e o Testolino dizendo: “Olha lá, olha lá!”

Virei para traz para ver o que era, não vi nada, mas escutava um latido. Olhei para o chão e vi um micro cachorro preto, prontamente apelidado de Morceguinho. Era uma mistura de formiga, com cachorro, com morcego. E o bicho veio na direção do meu calcanhar. Parei e o bicho recuou, hehehe. Tentei me aproximar mas ele fugia, chamei e nada. Dava pra pegar ele, colocar no bolso e levar pra casa, mas ele fugia.

Seguimos viagem morro abaixo agora. E descemos, descemos e descemos mais. Eu ia na frente e pouco antes conversávamos sobre a “curvinha” que tinha lá em baixo, onde o Jorge nos esperou uma vez para não passarmos reto. Não adiantou muito lembrar da curva, pois eu esqueci, hehehehe. Ainda bem que os freios são bons.

Passamos pela Capela de São Francisco e seguimos viagem, ainda pra baixo até chegarmos no cruzamento com o asfalto.


Cruzamos o asfalto, voltamos para a estrada de chão, que tinha mais cascalho que chão de pedreira, passamos pela frente do Parque da Fazenda do Banho de Barro onde o Testolino tirou uma fotin.


Seguimos adiante, passamos pela subida do Coelho. Após uma retinha bala, típica da região, com parreirais ao lado e matagal do outro.


Um trecho em subida, bem legal de pedalar.


Neste ponto, durante algumas conversas, lembramos do Mika Chato que ainda não comprou sua bicicleta e fica perturbando no grupo, aí batemos uma fotinho pra ele.


Estávamos tão distraídos, pedalando e conversando que passamos reto da entrada onde deveríamos dobrar. Seguimos adianta e paramos em uma casa para pedir informações. Quando pedimos para onde ia a estrada à senhora que estava na casa já vimos que não iria ajudar, pois ela aparentava saber menos que a gente. Voltamos até a encruzilhada da parada e entramos no caminho certo.

Agora era uma subida interminável que vinha pela frente. Passamos pelo cruzamento dos PM e seguimos pelo morro do Manga. Desta vez não tinha o Manga lá, mas havia um parente dele descendo, até cumprimentamos o cidadão, mas não paramos para tirar fotos. Não foi por falta de vontade, hehehe.

E chegamos novamente num cruzamento com o asfalto. Agora com o asfalto que leva à Nova Pádua, próximo da cantina do Seu Antônio. Paramos para negociar o caminho e pedir informações aos viventes da região.

Um cidadão que estava no parquinho com uma gatinha era morador da capital e estava ali de passeio, não ajudou em nada. Aí resolvi atacar dois nativos que estavam num trator, indo para a lavoura.


Enquanto isso o Testolino tentava ligar para o Tele Informações para ver se descobria onde ficava o tal Mirante Gelain.


Após descoberto o caminho seguimos adiante. Logo na entrada da estradinha de chão que leva até o mirante paramos um vivente para novamente pedir informações. Eu sei que pedir informação sobre km para pessoas que não andam de bicicleta é complicado, mesmo assim o Testolino insistiu em perguntar.

Não deu outra, a resposta do cidadão foi a seguinte:”O, ta pertinho, dá uns 2km até lá. Logo depois da curva ali tem a baixadinha, depois a subida e pega as dereita. É fácil.”

Até que o cidadão não errou de tão feio, só na km, pois o trajeto é este mesmo que ele falou. Até paramos nos entroncamentos onde tinha placa para retratar a nossa passagem.



E, após algumas subidas, descidas e mais subidas, finalmente chegamos no tal Mirante Gelain. Deixamos as bicicletas descansando enquanto fomos tirar algumas fotos do local.


Aproveitamos para descansar também.


Uma foto do penhasco onde tem a cascata que os “espertão” fazem rapel. Inclusive tinha uns seres lá em baixo, só que na foto não aparece nada.


Uma foto do rio das andas, lá em baixo, no pé do desfiladeiro.


E uma foto do desfiladeiro. Muito legal esta imagem.


O papo tava legal, descansamos bastante e resolvemos voltar. Marcamos a quilometragem para ver quantos km dava CERTO do mirante até o asfalto, pois ninguém nos informou corretamente. Uns diziam 15, outros 20, outros 4 e outros ainda diziam 2km. No final das contas descobrimos que dá 5km, ou seja, ninguém nos informou certo, hehehe.

Pegamos a estrada e voltamos, pelo mesmo caminho. Passamos na frente de um Salão Comunitário que não havíamos visto na ida e fizemos a primeira filmagem de XC dos RomarioBikers, denominada Crós Cáuntri da Igreja, sendo que não tinha igreja no local. Ah, sim, para ver o vídeo basta clicar no link abaixo. Foi espetacular.

Chegamos novamente no asfalto, cruzamos e pegamos a mesma estrada que fizemos na ida. Agora a subida do Manga se transformou em descida do Manga. E que descida! Paramos uma única vez para tirar uma fotinho de uma ex-aranha.


Passamos a plantação de cascalho e chegamos no asfalto que vai á Otávio Rock, pegamos as direita em direção ao distrito onde servem a melhor polenta brustolada da região, que seria o nosso almoço.


Claro que não poderia faltar o tradicional. Limãozinho, o revitalizador de energias.


Comemos bastante, desta vez até sobremesa teve: sagu. Comemos demais, isto sim, ficamos uma hora fazendo a digestão. O Testolino se atirou na calçada e quase dormiu. Eu me encostei num canto e fiquei apreciando o (nenhum) movimento do local.

As pernas já estavam bem frias e o estômago ainda estava cheio, mesmo assim resolvemos levantar acampamento. Eu queria fazer a volta pelo Rio Sem Ponte e subir o Carvalho, só que as condições corporais não ajudavam. Resolvemos então voltar pela linha 40 mesmo.

A volta foi lenta, num ritmo bem mais devagar que na ida, até porque tínhamos tempo e estávamos cansados e com as pernas duras. Também não paramos para tirar fotos porque este caminho já foi bastante fotografado.

Chegamos na Igreja da Linha 40 e começamos a subir. Nada de novo na região que merecesse um pedaço no relato, apenas o imbecil de moto subindo e descendo o morro a, no mínimo uns 100km/h. Se o cidadão descuida em algum momento os moradores estariam até agora procurando os pedaços dele. Que imbecilidade!!!

Na subida do Zanrosso viemos bem, sem parar, sem descansar, sem chamar a coroinha. Não paramos nem para jogar pedras nos cachorros. E foi mais um pedal espetacular. 76km pedalados, muita diversão e bastante pó. Até o próximo.