Antes de começar é preciso dizer: este relato, por ser um dos mais folclóricos já feitos e com o maior número de pedaladores reunidos, foi escrito por mim (Bassolin) com a ajuda dos parceiros Testolino e João Leite.
Vamos lá.
Oi, tudo bem? Que bom, pois aqui está ótimo. Aliás, falando em ótimo, preparem-se para o super relatão do último pedal, realizado neste final de semana. Um pedal espetacular.
Há tempos estávamos negociando com o pessoal de Porto Alegre um pedalzão pra reunir a tropa de lá com a tropa daqui. Quem começou as negociações foi o Testolino, em conversas com o amigo João Leite (Poabikers). Após inúmeras negociações, inúmeros e-mails e ligações, chegamos ao dia do pedal.
Bom, vamos lá, vamos ao que interessa, o pedal em si. Marcamos para sair de um local de fácil acesso, pois o pessoal viria de transporte motorizado para Caxias. Nos reunimos por volta de 9 horas de fronte à igreja da Linha 60. No horário marcado lá estavam todos. Até um pessoal de São Gotardo e região apareceu para pedalar.
Os pedaladores de Caxias se reuniram as 8h da madrugada na antiga Mosteiro e rumamos na maciota até a Linha 60 para esperar os pedaladores de Poa. O pessoal chegou um pouco antes da 9h, escoltados pelo Igor e a patroa.
Enquanto o pessoal desembarcava da van, outros desembarcavam as bikes e outros jogavam conversa fora. Antes de começar a pedalada, várias fotos e muita risada pra começar o pedal em alto estilo, como sempre.


Pedaladores do dia: Daqui de Caxias os seguintes pedaladores se fizeram presentes: Testolino, Minu, Zunho, Rambo, Valens, Andrius, Marcos e Bassolinovinsky. Da capital vieram Adair, André, Cícero, Cinara, Eco (o japinha), Fabi, João, Lisa, Tatu , Wagner e Zé. Mais um pedalador Marcelo e duas pedaladoras de São Gotardo que eu não sei o nome (sorry!). Além do pastor Igor e a patroa Aline que acompanharam o trajeto de camioneta dando apoio para a galera.
Um detalhe para o adesivo colado na camioneta

Vários veículos já ostentam em sua lataria tal ornamento. Bom, continuamos…
Antes da largada o Basso deu as instruções ao seu motorista de como chegar até o Trav. Alfredo Chaves. Mas logo vimos que ele era conhecedor da região.
Foi dada a largada. Dia perfeito para pedalar. Saímos da igreja do 60 em direção à Santa Justina , caminho tranqüilo, paramos lá na frente na Casa Portuguesa e começamos a primeira descida do dia, em direção ao Morceguinho.
O pessoal estava com fome de pedal. Nem tinham terminados as fotos oficiais de toda turma e já tinha se largando. Na esquina da casa Portuguesa paramos para fazer o primeiro reagrupamento do dia e esperar passar uma pequena carreta com pequena patrola em cima.

Alguns desceram na frente, rapidão, outros nem tanto. Outros foram indo na boa, curtindo o visual da região e, por último, íamos eu, Tatu e a Cínara. Alías, na primeira descida a Cínara já tava com câimbras nos dedos de tanto frear. Hehehe.
Reagrupamos toda tropa pela segunda vez na igreja do morceguinho (São Francisco). Ali paramos para muitas fotos e pro pessoal começar a curtir a paisagem. Alguns goles d’água, algumas bananinhas e seguimos viagem. Agora em direção ao aslfato do 80. Descidão legal, alguns se largaram e outros, novamente, foram devagarito. Novamente lá em baixo, já cruzando o asfalto, reagrupamos.

Passamos reto, seguimos adiante, passamos pelo lugar do banho de lama, seguimos até a encruzilhada dos PMs. Em vários pontos alguns pedaladores já paravam para registrar a paisagem. Ali na ponte dos PMs não foi diferente. Fotos tiradas, montamos nas bikes e começamos a subir. Pela frente a subidinha do Manga, para testar as pernas.
Subimos, subimos e subimos. Até lá na encruzilhada da parada de busão, onde os que iam na frente estavam esperando os demais. Novamente reagrupamos. Sempre que alguém ou um grupo se distanciava, os da frente, puxados pelo Testolino e o Zé FBI, controlavam a tropa até a chegada minha e do Tatu, que íamos sempre fechando as porteiras.
O Zé FBI só ia passando rádio para o Tatu indicando os pontos estratégicos do pedal.
Dali foi um tapa até o Travessão Alfredo Chaves, onde combinamos que seria outro ponto de reagrupamento. Parada para água, bananinhas e seguimos adiante. Agora o destino era o Mirante Gelain.
O seu motorista que não lembro o nome já estava ali em uma sombra tirando uma pestana.
Atravessamos o Travessão Alfredo Chaves e caímos a esquerda na estrada de chão que nos leva ao fim do mundo. O grupo ia meio separado neste ponto. Lá atrás só tinha eu, Tatu e a Cínara. Na primeira curva, bem no início da estradinha um Tipo prata dirigido por um imbecil acéfalo em alta velocidade quase atropelou a Cínara, só deu tempo de puxar a bike pro lado pra escapar do animal.
O Tatu passou um rádio pro pessoal lá da frente se cuidar com o cabeça de jaca, parece que ele diminuiu a velocidade e viu a merda que quase fez. Quando estávamos quase na casa abandonada o animal do Tipo prata estava voltando e cruzou novamente por nós. Agora bem devagarito, longe, lá no canto da estrada. Acho que a pedra que estava na minha mão fez efeito.
Quando chegamos na casa abandonada um primeiro incidente: o pessoal da frente estava disperso, uns foram para a esquerda e outros pararam, pois o caminho certo era para a direita. Após alguns instantes de conversa via rádio, gritos e mais gritos, a tropa que foi errado retornou e reagrupamos.
Pois então, eu (Testa) estava mais ou menos no meio da tropa quando cheguei na casa e vi o Rambo indo para o lado errado. Gritei chamando ele, e ele avisou que o pessoal tinha ido para lá. Ele foi chamar o pessoal e também os rádios do Tatu e do Zé FBI entraram em ação. E ficamos ali na sombrinha esperando a galera.
Seguimos todos até o salão do XC do Morceguinho, onde paramos para muitas fotos, água, bananinhas e um descanso. Ah, ali tinha um magrão fazendo peripécias com sua moto ultra potente, louco pra levar um tombo e beijar o chão. Infelizmente saímos logo dali e não vimos se ele caiu realmente, hehehe.
Aqui foi mais uma parada para água pois a coisa começava a ficar quente. Também ali o pessoal terminou com as bananinhas do João. Comida agora só no Gringo.

Descemos, descemos e descemos, até o Gelain, onde fizemos uma parada mais longa para descansar, comer, beber e dar risada. Lembrando que o Igor e a Aline iam sempre de camioneta da firma na frente ou atrás do grupo para dar um eventual apoio necessário e principalmente tirar fotos.Ficamos ali uns 15min e logo começaram os gritos do João: Vamos lá pessoal! Ele estava ansioso para conhecer as polentinhas brustoladas do Gringo. A tropa se ajeitou nas bikes e começamos a volta até o Trav. Alfredo Chaves.
Parte do João. Esta parte deixamos para o João escrever, para ele ir se acostumando com a idéia de ser um SombraBiker e, também, para termos noção do que o pessoal de porto achou do pedal.
Finalizando a primeira parte do pedal encontramos a Van, nos aguardando exatamente no local combinado, próximo da igreja de Travessão Álvaro Chaves. Logo que chegaram os últimos colegas acompanhados pelo Basso, foi feita a pergunta que já era esperada, pois fora combinado quando da organização do passeio:
“Quem continuará pedalando até Otávio Rocha? Quem embarcará na Van?
Apenas uma colega decidiu embarcar, nossa GAROTA de GRAMADO (veja nota logo abaixo).
Feito isto lá se foi o POA-SOMBRA-BIKERS (sim, claro, a esta altura do campeonato já éramos um grupo só) subindo mais uns trechos e deixando para trás o Travessão. Ainda restavam muitas descidas e subidas, o pessoal já um pouco cansado, mas sempre motivado, ora pelas bobagens e causos (um pausa aqui: estes gringos são piores que pescadores, quando começam a contar causos e mentiras não param mais), ora pelo aroma da polenta do gringo que podia ser sentido a quilômetros de distância.
Por falar em aromas, as dezenas de parreirais pelos quais passamos só não emanavam aquele perfume das uvas, esperado por alguns colegas, porque ainda não estão frutificando e, segundo o Testa, isto deverá acontecer entre janeiro e fevereiro (entenderam a malícia? sim? então vamos colocando na agenda).
Neste trecho de 10 Km aproximadamente, alguns colegas já faziam preces para São Pedro enviar uma chuvinha, quem sabe até um rápido Torózinho, pois o calor era muito. Explico: é que temos uns loucos (um pouco mais acentuados do que todos nós) que preferem um hidro-pedal e, ao que parece, essa estranha, mas muito atrativa tendência adrenalítica, está presente também em alguns exemplares dos Sombras. Buenas, não citaria aqui, em hipótese nenhuma o nome ou qualquer outra característica que revelasse quem seriam estes malucos: ECO e BASSO .
Continuando nossa aventura, já quem nem sombra de chuva, ou melhor sem chuva porque sombra tinha (e eles pareciam se multiplicar naquelas descidas kamikases), fomos comendo (quase que literalmente, pensando no almoço) os poucos Km que restavam.
Finalmente, chegando na pacata e agradável Otávio Rocha, nos dirigimos ao restaurante onde nos esperava o Gringo que, ao nos ver, deve ter pensado:
“Que roubada, estes ciclistas esfomeados vão detonar com meu estoque de polentas, massa caseira e queijinho frito”.
Por falar em queijinho frito Huuuuuuuuuuuuummmmmm, estava supimpa, que delícia.

Mas não vou falar do almoço, se não acabo me empolgando. Apenas um comentário: Fui esperto e fui sentar perto dos Sombras, pois estes já são clientes do gringo, hehehehehe.
Nota: a Cinara iria para Gramado neste final de semana e, como também gostaria de pedalar conosco no sábado, ela iria se deslocar de Gramado até Caxias, com sua bike embarcada em seu carro. O Testa e o Basso já estavam enviando explicações detalhadas, mapas, cartas geográficas, detalhando as estradas a tomar, seus respectivos estados de conservação, etc. Mas, de última hora nossa colega resolveu ir conosco de Van, a partir de Porto Alegre, pois seu compromisso fora adiado. Os Sombras pensaram que ela era de Gramado mesmo, então ficou assim: A GAROTA DE GRAMADO, que até poderia dar música: “Ela é gaúcha, ela é gaúcha, olha o jeitinho dela pedalar” … MAS AHHHHH, Tom Jobim deve estar se contorcendo no túmulo.
Continuando, já que o João cansou, sobrou pra mim, Bassolin, terminar o relato.
Bom, vamos retomar a pedalada. Depois do almoço, alguns que ainda tinham pernas, resolveram encarar a segunda parte do pedal. Agora desceríamos até o Rio Sem Ponte e subiríamos pela Madereira.
Largamos então em direção ao cartódromo oval, pelo asfalto mesmo, pra não judiar tanto das pernas dos mais cansados. Lá em cima paramos para reagrupar e tirar algumas fotos. Além de preparar os equipamentos para a filmagem.
O Testolino foi na frente comandando o pessoal, o Zunho foi de intermediário filmando a gurizada e eu fiquei lá atrás para avisar os retardatários dos locais problemáticos, curvas, bifurcações, cruzamentos, etc…
Descemos todos tranqüilos, apenas um susto no meio da descida, no curvão do cascalho maldito, onde o Adair caiu. Não foi nada grave, logo estava em pé, apenas alguns arranhões e o susto. Ele caiu quase parando, ainda bem.
Seguimos viagem, morro abaixo, sempre pelas estradinhas do carvalho, passando por locais bem interessantes onde o pessoal parava para tirar fotos.
Chegamos finalmente no rio sem ponte. Alguns decidiram não encarar a água do rio e passar por cima da semi-ponte que fizeram no local. Outros resolveram atravessar o rio pedalando. E teve ainda o japinha que resolveu passar umas 398 vezes pelo rio, hehehe.
Depois de algumas fotos e muita risada, além de esperar o japinha passar pelo rio mais uma vez, subimos até o Garganta e paramos na capelinha da encruzilhada para reagrupar a tropa e ver se todos estavam bem. Faltava pouco para o fim do pedal.
Começamos a subir, pelo Carvalho mesmo, mas não em direção ao topo, dobramos as esquerdas para pegar a subida da madereira e irmos direto ao destino. No início da subida uma pequenota aranha resolveu passear pela estrada bem na mesma hora que passávamos.
Continuamos subindo, uns mais cansados e indo bem devagar e outros nem tanto. Resolvemos dar uma paradinha no parque da cascata pro pessoal tirar mais fotos, além de aproveitar e descansar um pouco.
Mais subida, agora estávamos quase lá em cima, falta pouco, muito pouco. Uns já empurravam a bike nos trechos mais íngremes. E, finalmente, chegamos em Otávio Rocha novamente, todos cansados mas realizados. Pedal feito.
Reunimos toda tropa no clube esportivo da localidade, onde os da capital tomaram banho (cedido pelo seu Luiz) e algumas cervejas. Nós, os sombrabikers, tivemos que negar a cerveja, pois tinha umas cubinhas bem geladas esperando para serem degustadas.

Depois de tudo, nos despedimos do pessoal da capital e fizemos nossa pedalada até em casa. E assim termina a pedalada do ano, que reuniu os SombraBikers e o pessoal da Capital. Uma pedalada nota 10. Abraços e até o próximo pedal.
Falow.Como tem muita foto neste pedal, usamos no decorrer do relato apenas algumas para ilustrar alguns momentos. Mas, maaaaaaaaaaass, você pode conferir todas as fotos que foram tiradas no dia da pedalada nos links abaixo.
That’s all!
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