Four beers in the whorehouse

Voltei. Sim, voltei aos pedais. Após longo período de inatividade ciclística, devido ao probleminha das costas e do ombro, estou de volta. A melhor notícia dos últimos tempos foi que o médico me liberou para pedalar.

E fizemos um pedalzito legal neste último sábado. Sol e calor marcaram o dia. Dia perfeito para uma voltinha básica. 54km de muita diversão e parceria dos amigos. Saímos ali do VGB às 13:30h, eu, Gaio, Cemin e Mamá. Na saída meu pneu dianteiro já apresentava problemas, um rasgo que começou a encher o saco. Ali na subidinha das piscinas nos encontramos com o Testolino e o Everaldo, estavam saindo para uma pedalada lá para os lados de forqueta.

Rumamos em direção à Caravágio, descemos, descemos e descemos. Na ponte pegamos “as dereita” em direção à Mato Perso e seguimos embora, até o asfalto. Neste ponto meu pneu já tinha perdido metade do líquido selante, mas tava firme, hehehe.

Chegamos no posto de Mato Perso e paramos para uma Cerveja e alguns quitutes, só para dar um brilho e meter uma energia pra dentro do organismo.

E o pneu dianteiro finalmente parou de vazar. O selante funcionou. E a cerveja também. Enquanto isso o Gaio se inteirava das notícias da região.

Tava muito quente. O dia merecia uma gelada. Uma não, quatro, pois estávamos em quatro pedaladores.

Voltamos para Caxias pelo asfalto dos espideiros até o cruzamento com a estrada dos romeiros, onde pegamos “as esquerda” para retornar pra casa. Eu já tava cansado, muito tempo sem pedalar, as pernas demoram pra voltar ao normal. Mas agüentei até em casa, hehe.

E foi mais um pedalzito bala. Era isso, e nada mais. Até o próximo.

Pedal da Balsa foi demais

Chuva. Era o que prometia a previsão do tempo na noite que antecedeu o Pedal da Balsa. Inclusive, recebi algumas ligações na manhã do pedal, por volta das 6 horas os mais preocupados me ligaram querendo saber se sairia ou não pedal.

Não estava chovendo, é óbvio que sairia pedal. E saiu. E foi um baita pedal. Pelo que falei com o pessoal, em sua grande maioria desconhecidos deste que vos escreve, o povo gostou bastante que querem repetir a dose.

Como combinado e marcado, pouco antes das 8 horas da manhã a tropa de pedaladores começaou a aparecer no ponto de largada. O que era pra ser um pedalzinho entre amigos só pra se divertir, sem compromisso algum, acabou sendo um pedalzão, onde se pode conhecer novos pedaladores e reunir 36 índios dispostos a se divertir sobre as magrelas.

Zarpamos pontualmente, 8:15h, hehehehe. Subimos em direção aos SPa, descemos a Linha 40, subimos até a Linha 60 onde fizemos a primeira parada para reagrupar, pois já decara teve gente que se mandou na frente e outros que ficaram pra trás na subida fudida do 40.

Povo reagrupado partimos em direção à Nova Pádua, fomos até a Casa Portuquesa, descemos o Morceguinho, cruzamos o asfalto de Otávio Rocha e só paramos lá em cima, no início do novo asfalto (que eu nem tinha idéia de que já existia) de Nova pádua.

Dali foi uma pulo, ou melhor, ou um tombo, pois a descida foi feita com tranquilidade e bem rápida até a parada para descanso em Nova Pádua. Ali aproveitamos para conversar, tirar alguams fotos, comer e beber algo. Aproveitamos também para nos certificar de que a balsa estaria funcionando e, para nossa surpresa, estava, hehe.

Alguns minutos parados e logo partimos em direção à balsa para cruzar o rio das antas. alguns, que já conheciam o local, foram na frente sem passar pelo Belvedere Sonda, local onde a maioria resolveu parar para tirar fotos e apreciar a paisagem. Lá de cima, do mirante, onde se observa o rio das antas e sua nova barragem, conseguimos avistar a tropa que largou na frente, láaaaaaaaaa em baixo, costeando o rio, quase já na balsa.

Do Belvedere Sonda despensamos até a estrada que leva à balsa. No caminho, o primeiro acidente. o alemão Mateus Kamikaze se enroscou com outro pedalador e acabou se espatifando no chão, o que lhe rendeu alguns arranhões e uns cortes no braço, nada mais que isso. Logo continuamos a descida.

E chegamos na balsa. Com oestávamos em muitos pedaladores e desagrupados, a balsa teve que fazer mais de uma viagem, mas nada que atrapalhasse a pedalada.

Do outro lado do rio, uma breve parada para reagrupar e dar início à trilha das aranhas, que já está muito diferente de quando foi pedalada pela primeira vez e já está bastante desbravada, mas, mesmo assim, é um baita pedal, são 8km costeando o rio das antas, com uma paisagem espetacular e sempre em contato com a natureza. Sim, com aranhas também, por isso seu nome.

Bar do Bin, foi ali nossa parada mais demorada. Na ponte de ferro, no pé da subida para Vila Jansen. Ali todos descansaram, comeram, beberam, bateram fotos…

E começou a subida. Asfalto bom de se pedalar, pouco movimento e quase plano, como dizem os mais entendidos, é um “falso plano”, hehehe. Tem muitos pontos que se sobe em média alta, beirando os 30km/h. dá pra subir tranquilo os 11km. É, mais ou menos tranquilo.

Lá em cima, quase no topo, uns 9km além da ponte, paramos para a separação de corpos. Alguns pedaladores, resolveram continuar o pedal pelo asfalto, em direção à Vila Jansem, para depois passar por Farroupilha e se direigir à Caxias do sul. um pedal mais longo, mas mais tranquilo, o que rendeu uns 100km para quem optou por este percurso.

Outros resolveram encarar a trilha e mais mato, para ir por Mato Perso e depois retornar para Caxias. Esta trilha ainda era desconhecida da maioria, por tal motivo muitos preferiram ir por ali. E é uma trilha bala, estrada espetacular, mas com uma subida cruel, hehehe.

E assim foi o pedal da Balsa. Em breve vamos organizar mais alguma coisa e convidar toda tropa dos pedais. Aguardem.

Ah, sim, fotos tem muitas, na medida que o povo vai enviando vou postando aqui. Por enquanto tem estes links:

Fotos de Bassolinbassolin/picasa
Fotos de J. Wagner Bernardi de PoA – wagnerbernardi/multiply
Fotos de Alexandra de PoA – alexandra/multiply

Quero agradecer a todos pedaladores, conhecidos e desconhecidos, que se fizeram presente, ao povo de Porto Alegre que se desolocou da capital para participar desta indiada. Foi bala, em breve sai outra, ainda melhor.

Xoelho maldito

Eu não ia escrever, até porque este pedal não foi retratado com fotos, apenas asfalto com pneu fininho, coisa sem graça, hehehe. Mas, como meu joelho não parou de doer até hoje, eu precisava relatar alguma coisa.

Sábado, 14 horas, saímos eu e o Maicon (espideiro metido a mtbiker, hehehe) ali de casa. Destino: Mato Perso. Segundo ele, este caminho é muito frequentado pelos espideiros no final de semana e eu, como não sou espideiro, não sei nada destas coisas, resolvi acompanhar o cidadão.

Andar de speed é bem diferente, este ano ainda não havia pedalado com as magrelinhas de pneu fininho. Mas foi um pedal bala, ligeirão, como manda o manual dos espideiros. Eu morri já na ida. ali no trecho onde os veículos automotores não respeitam ninguém, nem mesme eles próprios foi bem complicado. Até o trevo ali em forqueta foi um pedal ruim, pois andar com pneu fininho naquele acostamento, tentando fugir dos carros é uma bosta.

Do trevo de Forqueta até Mato perso foi tranquilo e, como disse o Maicon, é mesmo cheio de espideiro naquele trajeto. Alguns se matando pra fazer média, outros se carneando e outros solitários. Acho que só nós dois estávamos ali perdidos, fora do estilo, pois fizemos um pedal tranquilo, apesar de ser muito mais rápido do que se fosse feito com uma mtb.

Batemos em Mato Perso e voltamos, coisa pouca (48km), só pras pernas não ficarem cheias de teias de aranha mesmo. E o tempo não ajudou, além do frio, tinha momentos que aquela chuvinha finiiiiiinha atrapalhava. Pedalzinho bão, pouca quilometragem mas divertido. Só um problema: me joelho dói. Bosta.

Bacia de São Tiago

E finalmente chegou o tal de Doismiledez. Para comemorarmos, nada melhor do que iniciar o ano com uma pedalada. Eu to no DM, mesmo assim driblei a segurança e fui pedalar. Junto levei o Cemin e o Caipa Botox. O destino era incerto, eu só tinha certeza de que iríamos nos perder.

Saída marcada para as 14 horas ali do toldo das ovelhas. Neste horário o Botox já estava lá. Eu cheguei um pouco depois e o Cemin logo apareceu. Tinha perdido por ali, um pedalador da turba da loja picareta, como foi deixado pra traz, resolveu ir pedalar conosco.

Partimos em direção à rótula do Sol, atravessamos ela e seguimos em direção à Monte Bérico. Eu tava com vontade de me perder em uma estrada que passamos seguido, mas nunca entramos para ver onde sai. Mais adiante do relato saberão de qual estrada falo.

E seguimos pelo caminho de sempre, descidão do gringo, volta do Tegão super poluído em diante. Chegamos no início do rio de Pedras e seguimos adiante, a idéia era costear o Tegão até o asfalto de Mato Perso. E seguimos. Logo adiante passamos pela maldita casa do PitBull cego e o cão sarnento tava lá, esperando alguém passar para dar o bote. E deu, fez o Cemin e o estranho sprintarem feito loucos. Eu e o Botox passamos caminhando, o Éder tava armado com uma árvore, hehehe. Deu tudo certo.

Mais adiante reagrupamos e seguimos viagem até que chegamos no asfaltão de Mato Perso. Ou Parque das Águas, como preferirem.

Ali paramos para reagrupar e logo apareceu outro pedalador perdido querendo parceria. Ficamos um tempo decidindo para que lado ir até que decidimos pelo mais certo: SE PERDER, heheheh.

Nesta parte do asfalto, bem na curva, tem uma estradinha que lava ao desconhecido. Descobrimos, pela placa que tem no local, que ela leva para São Tiago. Ora bolas, São Tiago é logo ali, do lado de Mato Perso. Vamos encarar. E nos metemos pela estrada desconhecida.

De início uma estradinha tranquila, com sinais de que carros não passam por ali com tanta frequência. Logo chegamos em uma propriedade e o primeiro impasse surgiu: Para cima ou para baixo?

De longe avistamos uma senhora que gesticulava e gritava. Ainda não sabemos se era indicação para onde seguir ou se estava nos xingando. Não ficamos muito tempo pensando nisso, logo resolvemos subir e tentar descobrir o caminho mais adiante. E que subidinha chata!!! Curta, mas bem ingreme e com muito cascalho. Os gringos adoram casacalho, nunca vi.

Subimos, subimos e subimos, até que chegamos em uma outra bifurcação. Parei e pedi informação para um senhjor, que indicou dois caminhos. Um mais rápido, pelo asfalto e outro mais empolgante, pelas colônias. Só que a tropa já estava adiantada e nem esperaram para saber por onde seguir. Ficamos eu e o Éder pra desvendar a estrada.

No caminho, indo atrás dos demais e sem se preocupar com a estrada, resolvemos parar para umas fotos, pois o caminho precisava ser retratado.

bacst1.jpg

bacst2.jpg

bacst5.jpg

bacst6.jpg

Plantação de ameixa, pêssego e maçã. Mas não uma plantaçãozinha de nada. Era uma baita plantação. Pomar para todos os lados. E coisa boa pelo visto (e provado).

bacst4.jpg

Logo adiante o povo nos aguardava ancioso já no asfalto. Eu avisei que tinha outro caminho e que era pra me esperar, hehehe. Fiz a tropa voltar e pegamos outra estradinha. O É der já tava mortaço, um bom tempo sem pedalar, ele não conseguiu acompanhar-nos no resto do pedal e resolveu aboretar a missão, sobrando pros demais desvendarem o mistério de São Tiago

bacst8.jpg

Na bifurcação onde agora paramos, ficamos conversando um tempo e decidindo por onde ir. Desci até uma casa onde estava uma senhora trabalhando e pedi informação. Ela confirmou o que o outro morador da localidade havia me dito: “Pega a direita depois do pomar grande e depois é só descer todo moRo.”.

bacst11.jpg

Dito e feito, pegamos a direita, ao lado da casa da senhora e começamos a descer. QUE DESCIDA. Será filmada no futuro, pois é daquelas pra ficar guardada. Do lado esquerdo uma parede forrada de plantações, do lado direito um peral igualmente forrado de plantações.

bacst13.jpg

bacst15.jpg

Descemos, descemos e descemos até que finalmente chegamos na localidade de São Tiago. Já conhecida e visitada em outras pedaladas, mas nunca por este caminho.

bacst16.jpg

Agora que descobrimos esta estrada, temos que descobrir a outra, que eu quiz parar no meio da decida para ver e não me deixaram, hehehe. Num, futuro próximo, esta estradinha será desvendada também. Tenho quase certeza de que ela nos leva ao Carvalho, mas preciso confirmar. Se for isto mesmo, será um caminho (uma pedalada) espetacular.

Bom, nem paramos muito tempo, o povo estranho tava com pressa e não é acostumado a ficar parando para fotos, conversa e tal. Resolvemos zarpar fora. Os dois estranhos foram na frente, eu fiquei com o Cemin mais pra trás. No início da subidona até o asfalto eu comecei a terminar de detonar meu joelho. Resolvi dar uma de fodão e judiar das pernas.Cheguei lá em cima rapidão, mas as forças terminaram a partir dali e o joelho não foi mais o mesmo depois desta subida. Puta merda, senti que algo estava errado.

Dali, o povo do pedal se dividiu, os dois estranhos que já estavam com pressa e cansados de tanto parar, resolveram seguir em frente no ritmo deles e “se foram-se indo”. Eu e o Cemin ficamos. Voltamos mais devagarito, no ritmo que meu joelho deixava (bosta tripla).

No caminho de volta, pelo asfalto, passamos novamente pela entrada da estradinha antes desconhecida, e um dos estranho estava ali, sentado numa pedra avistando jacarés voadores. Pediu informações de caminhos para a volta dele, dei as informações e seguimos, eu e o Cemin.

Dali pra frente foi um parto, cada pedalada a mais o joelho reclamava, pensei em abortar, mas não iria começar o ano assim. Seguimos em frente. O cemin queria chamar resgate pra mim, eu não deixei, fiz ele ir devagarito comigo, sempre na buena, sem judiar das pernas.

Voltamos pelo rio de pedras e costeando o Tegão, quase o mesmo caminho da ida. No meio da pedalada avistamos uma bacia às margens do Tega. Não uma bacia de lavar roupas, aquelas de plástico, não dessa. Avistamos uma BACIA HUMANA, isso mesmo que vocês leram. Acredito que seja restos de algum infeliz que foi desovado no tegão, só pode.

Continuamos nossa indiada até a Rota do Sol, alguns kms de asfalto e logo estávamos novamente na civilização. Pedalamos até em casa e chegamos sãos e salvos, antes da chuva, para a tristeza dos pedaladores. Mas faz parte, nem sempre São Pedro manda a chuva na hora certa, hehehe.

Foi um pedal bala, pra começar o ano tá mais do que bom, 54km de estradas novas e dores no joelho. Falow.

P.S.: o Éder tá vivo, foi resgatado por um conhecido que passava de caminhão pela estrada por onde voltava. E de noite tomamos umas 35 cervejas para comemorar este pedal, hehehe.

Despencando até o Rio das Antas

Finalmente um sábado sem chuva. Dia bom para pedalar. E fomos. Reunimos uma grande tropa neste último sábado. Não vou citar o nome de todos pois, certamente, esquecerei de alguém. Nos reunimos ali na lona azul do posto do tigre. O pessoal todo chegou antes, como combinado, para que o horário da saída fosse cumprido.

antas001.jpg

13:30h zarpamos em direção aos SPA. Dos SPA seguimos pela Linha 30, entramos no atalho do desmanche, descemos o Michelon e saímos na linha 40, caminho já tradicional.

Da linha 40 não tinha muita opção, o negócio era “subir pra cima” e sair lá na linha 60. De onde seguimos Santa Justina. Início do pedal bem rapidão, pois precisávamos chegar logo em Otávio Rocha, onde outro grupo, que saiu pela manhã, nos aguardava.

antas002.jpg

Em Otávio rocha agrupamos todo mundo, contei 15 pedaladores, 1 pedaladora e 1 fantasma. A maioria se conhecia, mas muitos eram novos na indiada, mas aos poucos o pessoal foi se enturmando.

Subimos em direção ao cartódromo, mas ali na capelinha saímos do asfalto e quebramos par estrada de chão. Passamos reto pela entrada da descida do manga e adentramos no matagal. Aí começou a festa.

E que festa.

antas003.jpg

Trilha, barro, mato, pedras, galhos, valetas, tudo de bom.

antas004.jpg

Descidão cruel, muito cruel, até o rio das Antas. A descida foi marcada pelos inúmeros tombos. Quem resolveu descer pedalando caiu, quem resolveu descer empurrando, também caiu.

A descida nada mais é do que um penhasco, a encosta do morro, no vale do rio das antas. Muitos cotovelos no caminho. E lá vem o Nena…

antas005.jpg

E lá vem o Cemin…

antas006.jpg

Eu tentei descer pedalando quase todo trajeto, mas confesso que foi bem complicado.

antas007.jpg

Outros também desceram pedalando. Foi um festival de gritos no meio do mato.

antas008.jpg

E tombos…

antas009.jpg

Até que chegamos onde não tinha mais descida, pois havia o rio. E para seguir viagem, tínhamos que atravessar. Correnteza judiando.

antas010.jpg

antas011.jpg

Após alguns longos minutos todos atravessaram e chegaram ao outro lado lavados. Todo barro que ficou preso nas bikes durante a descida foi levado pela água do rio das antas. Que sem graça, precisava achar onde sujar a bike novamente.

Reunimos a tropa para mais fotos e pensar que trajeto faríamos dali pra frente, pois tínhamos duas opções: seguir ou voltar, hehehehe.

antas012.jpg

De onde estávamos, dá pra olhar pro topo do morro, onde começamos a descida. Um leve desnível.

antas013.jpg

Ah, sim, voltando ao assunto de onde poderíamos sujar as bikes novamente, bastou olhar para a subida que vinha pela frente. Que subida!!!

antas014.jpg

Foi no empurra-bike mesmo. Ninguém subiu pedalando, até porque é impossível subir aquilo ali pedalando, hehehe. Subidão fudido, com muito barro e pedras no meio do caminho. Esta foi a parte que mais detonou as pernas, durante o pedal inteiro.

antas015.jpg

Mas nem tudo estava perdido, após uma lona subida traiçoeira no início, veio a estrada que dava pra pedalar. Apesar de ainda ser bem íngreme, nada que uma coroinha não resolvesse.

antas016.jpg

Lá em cima, onde começaram a aparecer as nascentes e vertentes de água, resolvemos parar para nos abastecer e tirar o barro que acumulou durante a subida.

antas017.jpg

Reagrupamos toda tropa novamente. Ali na grutinha. Após algumas bolachas, água e um merecido descanso, partimos em direção à nova Pádua, onde fizemos uma parada mais longa para reagrupar e contabilizar os estragos.

Entre mortos e feridos, apenas alguns arranhões e batidas ocasionados durante a descida infernal. Juntamos toda tropa ali na rodoviária da localidade para mais algumas fotos.

antas019.jpg

antas018.jpg

E pra comer cuca, óbvio. Se não o Nena não conseguiria voltar pra casa.

antas020.jpg

E a volta foi espetacular. Um tiro só, de Nova Pádua pra Caxias. Separamos o grupo, pois alguns pediram resgate e outros estavam atrasados para os compromissos. Estava ficando tarde mesmo, era certo que chegaríamos a noite em casa.

Na volta eu saí na frente com o primeiro grupo, 7 pedaladores cansados e loucos para chegar em casa. Voltamos pelo estradão tradicional, que corta todas as linhas.

Primeiro linha 100, depois linha 80… onde fizemos uma parada obrigatória para um descanso e para arrumar um pneu furado.

antas021.jpg

E seguimos adiante, em direção à linha 60. Lá em cima eu parei para esperar a tropa que estava cansada. Aos poucos o povo foi chegando. Só um pedalador ficou pra trás, pois estava “quebradaço”. Como já passei por esta faze, sei que ficar pra trás solito é terrível, fui lá dar uma apoio moral pro cara.

Enquanto isso o povo aguardava na parada de busão onde eu fiz algumas fotos antes da tropa chegar.

antas022.jpg

Hehehe

antas023.jpg

E mais um pneu furado. Assim deu tempo pro quebrado se recuperar um pouco e ligar para o resgate.

Ali no 60 nos dispersamos. Uns se mandaram e ficamos somente eu, Cemin e o Éder para finalizar o pedal na tranqüilidade. O quebrado foi resgatado.

E chegamos em casa, todos vivos e destruídos. Após um pedal espetacular. Até o próximo…

Os Ratão de Mato Perso

Bem amigos da Rede “Grobo”! Mais um pedal nas quebradas dos interiores de Caxias. Época de festa e uva farta na região.

Antes de sair de casa foi uma boa camada de protetor nos braços e pescoção passada pela patroa amada. Somente dois pedaladores, eu e o Bassolin, fizemos a indiada de sábado. Teve pedalador que trocou o interior da serra pelas praias catarinenses e o pilantra nem falou nada…baita pilantra.

As 9h da madrugada nos encontramos nas obras da nova rótula da Perimetral Norte. Rapidamente decidimos descer o Carvalho que fazia tempo que não era descido totalmente, nas últimas descidas na metade a gente quebrou á direita para passar pelo Rio sem Ponte. Então decidiu-se descer o Carvalho, subir até Mato Perso e depois ver o que se fazia.

A primeira parte foi jogo rápido: pegamos a Perimetral até a Mosteiro, subimos os Spa, passamos embaixo da Rota do Sol, pela pizzaria e descemos o asfaltão até Santa Justina. Nessa hora o sol já estava pegando valendo, mas o Sundown Trintão é pra isso. Agora aumenta a diversão pois começou a estrada de chão (rima tipo 1 -1). Descemos o Carvalho que como o nome diz é Soda pra Carvalho. Estava bem complicado o famoso descidão. Haja freio. Não sei se andaram patrolando a estrada ou choveu, sei lá. Só sei que tava foda a descida. Valeta chamando a todo momento. Lá na finaleira depois daquele cotovelo que muitos já foram reto, andaram modificando a estrada, cortaram um pedaço para diminuir uam curva. Vai saber a idéia dos maluco.

Estrada modificada antes da ponte


Eu depois do descidon


Basso vomitando no rio “limpo”

Enquanto estavamos na ponte descansando passou uma camionete com o pessoal passeando da Brigada Ambiental. Esses eu queria saber o quê fazem. O que mais a gente vê pelo interior é: rio sendo poluído sem nenhum controle, desmatamento descarado, lixo descarregado em tudo que é quebrada e por ai vai. É uma baita m…
Mas a indiada segue. Agora tem o subidão fodão até Mato Perso. Subidão violento no começo, calor valendo, suor pigando e aranhas atacando. O Basso disparou um pouco na frente pois o cara tá bem treinado e eu subi mais na maciota fazendo a coroinha trabalhar.

Só na maciota…


Mas essa subida já foi bem mais difícil e logo chegamos em Mato Perso. Calorão do cão! O pessoal daquela vinícola grande ali dos parentes do Basso tava trabalhando a mil. Um caminhão atrás do outro descarregando uva.
Fomos ali no tradicional buteco para bebiricar algo. Isso era 11 e pouco ainda. No buteco, novamente com o layout modificado, pegamos o que tinha de mais gelado: Dois litron de Sukita! Aaaarrrrggghhhh! E nem tava tão gelada assim, mas fazer o que. Começar a beber o troço e a conversar com o Senhor da budega sobre a safra da uva, vinho, preço dos veneno pras parreiras e etc. Na parede tinha uma foto do mesmo senhor dando milho para alguns animais. Eu perguntei se eram cutias, dai ele pegou a foto para mostrar de perto e revelar que era um destemido domador de Ratões do Banhado! Rsrsrs. Sim, ele foi o primeiro homem da região a domar estes terríveis habitantes de costumes noturnos. Segundo ele, levou 6 meses para se aproximar das criaturas. A foto mostrava ele dando milho para um ratão no colo e mais 4 ou 5 ratões ao redor. Baita foto.

Também descobrimos a origem do nome da localidade. Resumindo: diz a lenda que os antigos colonizadores italianos foram dividir as terras da região e utilizavam os rios como referência. Ali por perto passam o Rio Tega podrão de um lado e do outro aquele rio que vem de Farroupilha. Os dois desaguam no Rio das Antas. Fica tipo um “V” de cabeça pra baixo. Dai falaram: Daquele rio pra lá vai ser Caxias ou algo do tipo e daquele outro rio pra lá vai ser Farroupilha e etc. Dai sobrou uma grande faixa de terra entre o dois rios, era um mato sem cahorro, um mato perdido. E dai surgiu o nome da região: Mato Perso! Entenderam? Se sim beleza, se não tem que ir lá visitar o senhor, que esquecemos de perguntar o nome, que ele explica melhor.

O papo sobre o comportamento dos ratões de banhado e sobre as origens dos nomes das localidades estava bom mas tinhámos que pegar a estrada. Pegamos o estradão normal de volta em direção a Forqueta. Tem uns pedaços de asfalto, outros de chão, outros de cascalho, outro de semi-asfalto e outros terra batida com alguma máquina que deixa vários círculos no chão e faz pular tudo. Uma beleza para pedalar. Chegamos na entrada da estrada do Parque das Águas e pegamos para a esquerda em direção a Monte Bérico. A mesma estradinha que fizemos ao contrário já algumas vezes que tem lá no começo um subidão pegado, mas hoje ia ser um descidão dos bão! E foi mesmo. Muito bala. tem uma parte que é estrada de pedra que foi violento.

Então paramos em uma pontezita para fazer um vídeo ao amigo Zunho que foi pra praia sem avisar.

Foto do local


Feito o registro, seguimos o rumo de casa. Seguimos costeando o Tegão acima. Profundamente lamentável a sujeira que desce no rio e o cheiro de podre. O lugar é tão bonito, cheio de cachoeirinhas e tal, só que desce um monte de lixo da cidade. O cara fica com muita raiva. Depois subimos a estradinha até Monte Bérico ali perto do Luau e seguimos normal até em casa pela rua do Pioneiro..perimetral e etc. Ainda no meio da subida da “Randão” o Zaka encosta o carro para dar um alô. O pilantrão tinha ido andar de speed de manhã e tava levando a filha na piscina…eita.

Cheguei em casa era umas 14:30 eu acho. Foram uns 55km que pareceram uns 90 por causa do sol. Foi muito bueno. E sábado tem mais.
Forte abraço.

Com graminha no meio é melhor

Pedal combinado na sexta-feira. Marcamos para as 9 horas na frente da igreja de são Pelegrino para nos encontrarmos e partirmos rumo à benção da bici rosa-escuro do Testolino. Cheguei na igreja e lá estava o Prona, pronta para algumas escaladas num ótimo dia para pedalar. Pouco depois chegou o Testolino. Mais ninguém apareceu, partimos. Desta vez não contamos com a presença dos gigantes, pois os mesmos faram fazer um pedal mais longo, coisa de alucinado, hehehe.

Partimos pelo caminho tradicional dos RomarioBikers. Subidinha dos SPA para aquecer as pernas, depois uma longa descita até Santa Justina. é bom descer ali, uma descida interminável, boa para pegar um vento e despencar morro abaixo.

Rapidinho chegamos a Santa Justina. Fizemos uma paradinha bem rápida par atomar água e nos mandamos em direção à Descida do Carvalho. Adentramos no morro e o Prona se mandou na frente. eu mais atras tentando alcança-lo e o Testolino um pouco depois. Na retinha antes da bifurcação do rio Sem Ponte o “catái” marcou 68km/h, o coisa boa essa. continuamos descendo até a Ponte do Rio Limpo.

Na passagem pelos famosos espinhos que evitam acidentes veio algumas lembranças em mente e fui mais deagarito. A única coisa que eu conheço que não cai duas vezes no mesm olugar é raio, então foi melhor reduzir e ir com mais cuidado naqule maldito cotovelo. No penúltimo cotovelo o Prona foi reto, testou a área de escape, hehehehe.

Uma paradinha na ponte para tomar uma água e começamos a subida interminável. De início sugeri fazermos outro caminho, pegar a estrada para São Tiago, mas não aceitaram minha sugestão e subimos para Mato Perso. Uma subida boa. Antigamente´eu dizia uma subida cruel, agora já é uma subida boa de se fazer. Subi como manda a regra, na frente, hauahuahauahua, sempre na coroa do meio, só controlando a pedalada, até que lá em cima, antes do cotovelinho me cai a corrente entre os raios e o cassete. Porra cacete!!! Parada rápida para arrumar e seguimos.

Cheguei em Mato Perso, logo depois chegou o Testolino e um pouco mais atras apareceu o Prona que veio na maciota pois estava sem pedalar faz tempo. paramos, descansamos, recalibramos a água nas caramingolas e partimos.

Na saída de Mato perso fomos em direção à linha 30 de Farroupilha, entramos pelas terras da vinícoloa que não vou dizer o nome pois não faço merchan, hehe, e seguimos adiante. uma estradinha ainda não conhecida, com graminha no meio, ótima para pedalar. Estas estradas do interior, de colônia mesmo, com graminha no meio e só o trilho pros pneus são as melhores.

descemos, subimos, descemos e subimos. aí subimos, subimos e subimos. Passamos pela estrada que leva ao Parque das àguas e seguimos reto até o asfaltinho. Uma paradinha para esperar os demais e reagrupar a tropa e seguimos morro acima. Uma subida tranquila, quase plano, só que com um vento danado. Cheguei na ponte e procurei uma sombrinha para esperar os outros dois pedaladores.

Todos reagrupados, agora seria a hora da verdade. Esta subidinha da ponte do asfalto até o topo do morro em Caravágio é cruel. Ela começa bem inclinada, dá um descanso e no final, quando as pernas já estão fracas ela piora, e muito.

Coroinha acionada e vamos lá. Morro acima pra aquecer. Segundo o Testolino eu subi com pressa, mas não, eu tava testando as pernas, pra ver até onde elas aguentavam. e aguentaram bem, subi tranquilo até lá em cima, senti uma fisgana na perna quando fiz um esforço maior, mas coisa poca, logo parou.

E chegamos em Caravagio. Bassmussen em primeiro, Testolino um pouco depois, um gordinho com uma Scale 60 um tempo depois e, subindo na maciota, o Prona. Esse gordinho da scale 60 já haviamos encontrado oua vez, no bar do véio. ficou ali no buteco conversando conosco. Desta vez foi igual, paramos no bar em Caravagio e ele ficou ali batendo um papo e apreciando nossas torradas.

Uma longa parada para descansar, tomar uma Sprite, comar umas 10 torradas com pão colonial, falar algumas besteiras, quebrar um copo, xingar uns barulhentos de moto, sendo que dois eram meus conhecidos.

Fomos para o Sol pegar um bronze e aquecer um pouco, pois na sombra estava ficando frio, aí apareceu um véio com uma Van Mercedez, véia pra burro, daquelas quadradas. Tava ele e o filho na van. Estacionaram a encrence e o motor tava fervendo. Abriram a tampa do radiador e aquilo parecia um vulcão em erupção. Quase tomamos um banho. Depois o cara ainda coloca uns 38 litros de água e perde a tampa e fica xingando o filho. hauhauahua. Que cena linda!

Chega de risada, chega de Sol. Fomos pegar e benção pra bici rosa-escuro do testa e partimos de volta pra casa. Agora pela estrada normal dos romeiros. Já na primeira descida fui obrigado a ultrapassar duas motos que estavam a meio por hora. Passei zunindo… Parei lá em baixo na ponte para esperar os outros dois pedaladores. Nos unimos novamente e agora era morro acima.

Este morro sempre me judiou, desta vez eu judiei dele. Eu tava endiabrado neste sábado, testei as pernas até o limite. Como seria a última subida forte do dia resolvi encarar mais um desafio. coroa do meio, 4ª marcha atras e pernas fazendo força. Nada de descanso. Foi cansativo, mas muito bom. São nestas horas que o cara percebe que pode pedalar mais, mas isso não é coisa de RomarioBiker. lá em cima parei para esperar os demais, pois pedalar solito é ruim.

Dali em diante foi mais um trajeto tradicional. Bar do Loris, com direito a gritos para o mesmo, descidão do Samuara, subidinha tranquilo até o asfalto. Depois subimos pelo Mart Center até chegarmos em casa. foi um pedal muito bom. Pra mim, que neste pedal era o que morava mais perto, deu 69km. Uma distância razoável, mas um passeio bem agradável com os amigos. Até o próximo.