Pedalzito do trabalhador

Terça-feira, feriado mundial do dia do trabalho, fizemos um pedalzito bacana. Inicialmente haviamos marcado para sair pela manhã, mas a novale mexicana que sempre ocorre nas negociações dos pedais (hehe) não permitiu, resolvemos então largas de tarde.

Saímos ali do Mosteiro, subimos os SPA, descemos o 30 e fomos em direção à Santa Justina, sem susto, sem descanso, pois tava muito frio e precisávamos esquentar. Ah, sim, no pedal estava eu, Duca, Zéqui e mais dois amigos pedaladores do Zéqui, um deles exteando sua “moto” nova. Que nave!!!

Ali em Santa Justina uma paradinha pra reagrupar a tropa e decidir por onde iriamos. Eu e o Duca descemos atá a capelinha do garganta, enquanto o Zéqui e os demais resolveram dar uma atalhada pela gruta. Combinamos, sem querer, de nos encontrar em Otávio Rocha.

Seguimos então morro abaixo, no laço, até a gruta, dobramos para o Rio sem Ponte pro Duca conhecer a estrada e seguimos. Agora é só subida, até o final da volta. E que subida! Fazia muito tempo que eu não passava por ali. É muito bala esta estradinha.

Subimos a primeita parte até a Árvore Erótica, onde paramos para umas fotos.

Antes disso o Duca ainda tirou outras fotos, mas não mandou pra eu publicar, acho que ficou com vergonha, hehehe, ou eu não tirei direito, um dos dois aconteceu.

Ali da árvore erótica ainda batemos uma foto da subida que nos aguardava.

Subimos, subimos e subimos, sempre num ritmo muito bom, as pernas estavam estourando. Lá em cima, no primeiro lance plano da estrada, mais uma foto para retratar a passagem e uma vista bala do vale.

E seguimos subindo, agora em um estradão mais largo, onde os carros já andam em velocidades mais elevadas. E chegamos no cartódromo oval. Ali resolvemos descer de volta para Otávio Rocha, sem ir pelo Carvalho, fica pra outra pedalada.

Descemos rapidinho, pela estradinha de terra que passa dentro das propriedades da região, pois descer pelo asfalto iria gastar demais os pneus. Chegamos em Otávio Rocha e achamos o resto da tropa tomando um cotão no armazem da esquina, que fica perto do bar da esquina, barbada de achar.

Ali, paramos, tomamos uma coca também – aliás, devo uma coca 600 pro Duca – e falamos umas bobagens. Estava esfriando, resolvemos levantar acampamento e voltar.

Voltamos pela subida mortal, pelo atalho do milharal, em direção ao sítio da Lagoa. subidinha bala, sem descanso, mas subimos legal, sempre num ritmo bom e estourando as pernas. O Duca tá se puxando, preciso treinar mais, hehehe, ou beber menos na noite anterior, pois neste ponto a cerveja da janta do dia anterior já estava saindo pelos poros.

Láaaaaaaaa no asfalto reagrupamos, andamos um pouco pelo asfalto e pegamos as dereita no atalho do véio louco. Passamos zunindo pela casa dele e eu nem reparei que ele estava lá, com o tacape na mão, esperando alguma alma para ser abatida.

Quase no final do atalho do véio louco eu tomei um banho de barro e água gelada. É… vou me vingar, hehehe.

Na saída do atalho (ou entrada) agora tem uma pontezinha e asfalto. Asfalto é o que mais tem nesta região agora, nossas opções para estes lados estão ficando esgotadas. Seguimos então pra cima, óbvio, pela igrejinha, pra cansar um pouco mais. Subida chara, com bastante pedras e cascalhos, mas subimos bem de novo.

O Duca, pra variar, subiusocando a bota e eu, desta vez, fui ficando pra tras. Mas cheguei.

Pouco depois o resto da tropa também apareceu e despencamos morro abaixo. Teve gente que quis adquirir uns dois terrenos em dois pontos diferente, mas não conseguiu. Ufa!!!

Agora a subida pra voltar pra casa é sem graça, só asfalto até a civilização, sem sustos. Apenas renomeamos parte da subida, agora ela é conhecida como subida das galinhas escaladoras.

Ali na capelinha do 30 paramos para regrupar e nos despedir da tropa. Foi um pedal bem legal, 58km socando a bota nas subidas, culpa do Duca. Até o próximo.

Maldita curva pra esquerda

Sábado de sol, aluguei um caminhão, pra levar a galera, pra comer feijão… Opa, não é assim que começa! Buenas gurizada dos pedais, mais um relato saindo do forno, quentinho, coisa boa isso.

O dia estava espetacular para uma pedalada com os amigos. Sol, sem vento gelado e sem nuvens. Marcamos de nos encontrar 9 horas da madrugada em frente ao Bosteiro. No horário marcado lá estava a tropa: Minu, Rambo, Sobrancelha, Doblinha, Zunho e Eu. O Testolino não se fez presente pois foi pra Jaguarão comprar alfajor pra revender na capital.

Vamos lá… Subimos os Spa, paramos pra abastecer os penéis como sempre, e chegamos na capelinha do 30. Ali pegamos a descida das esquerdas, para descer até o atalho do desmanche. Entramos no atalho para depois sair lá em baixo, no Michelon, já na linha 40.

A idéia era fazer um pedal semi-curto, pois o Doblinha está começando agora a pedalar conosco e o Valens Sobrancelha ainda está engrenando, não dá pra matar os caras logo no início, hehehe. E também porque queríamos ver algumas estradinhas para um pedal futuro, quando virá mais gente pra cá, mas isto é coisa pro futuro.

Bom, continuamos no 40, subimos o morrinho que agora é a alegria dos espideiros, pois está todo asfaltando. Que bosta. Eu subi na frente e estacionei lá em cima na “casa dos amiguinhos”. Fiquei um tempo esperando a tropa e tirando algumas fotos.

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A foto acima é o final da subidinha e a foto abaixo é o resto da estrada, agora toda asfaltada. Um espideiro feliz da vida passou por nós neste local, cumprimentou e seguiu em frente.

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Após algum tempo apareceram os primeiros pedaladores.

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Ficamos ali na “casa dos amiguinhos” esperando os demais que demoraram um pouco mais para subir, pois a subidinha não é nada agradável pra quem está começando. Enquanto isso “os amiguinhos” apareceram para dar as boas vindas.

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Nesta casa sempre tem muitos, mas muitos cachorros mesmo. Raramente aparece um grande, normalmente é tudo pequenoto e feliz da vida.

Passado mais um tempo o resto da tropa apareceu. O Doblinha já tava morto na primeira subida, sinal de que o pedal teria que ser mais curto e menos judiante, pra não matar o vivente.

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Aproveitamos a parada para tirar uma foto da tropa inteira, para provar que todos estavam no pedal. Vai que tem neguinho que diz que foi pedalar e vai pras malocas tomar umas mais caras, aí sobra pra nós…

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Seguimos viagem em direção ao 60, na cantina pegamos as esquerdas em direção à Santa Justina, caminho tradicional. Andamos até a entrada da reta do milharal, ali fizemos mais uma paradinha para reagrupar a tropa.

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Eu e o Zunho chegamos na frente e logo atrás veio o Minu, seguido pelo Rambo.

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Um pouco depois vinha o Valens e o Doblinha.

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Tropa reagrupada, seguimos em frente. Subimos toda reta do milharal até o milharal, passamos, paramos na encruzilhada e, enquanto não chegava todo mundo pra reagrupar, eu e o Zunho resolvemos descer até o Restaurante pra descobrir umas estradas.

Sempre passei por ali e pensei em achar uma estrada que ligasse aquele local até a descida do 80. No gluglu érti dá pra ver uma semi-estrada, mas nunca arrisquei a ir adiante.

Não deu outra, descemos um pouco até umas casas e achamos um pessoal da região que confirmou, tem estrada. E esta estrada liga o milharal até São Francisco. Espetacular, nos próximos pedais desvendaremos este mistério.

Feita a verificação, retornamos à encruzilhada para reagrupar com o resto da tropa. Todos juntos, agora começaria a alegria. Descidão do milharal, coisa linda… Minu, Rambo e Zunho se mandaram na frente, o Valens ficou um pouco pra trás e eu fiquei pra dar apoio moral ao Doblinha. Descemos devagarito até o início do descidão alucinante, aí eu resolvi largar os freios e sentir o vento mais rápido na cara.

No meio da descida, uma pedra “pequena” me impediu de passar dos 71km/h. hehehe. Não deu tempo de desviar ou, se desviasse, estaria ainda rolando pelo barranco. Só deu tempo de tirar a roda dianteira, a traseira foi pro saco, resultado: “paóuwm” (onomatopéia de estouro violento de pneu). Tive que descer uns 70 metros tentando controlar a bike. Primeiro cagaço do dia, PRIMEIRO.

Lá em baixo parei pra ver o estrago, nada demais, apenas uma câmera estourada e um aro com um amassado, coisa que se resolve tranquilamente. A câmera foi trocada em seguida e o aro fica como está, não atrapalha em nada, pois não entortou e nem descentrou a roda.

Toda tropa junta em Otávio Rocha, começamos a repensar o pedal. Tinha gente bem cansada e não daria pra fazer o que havíamos pensado.

Resolvemos encurtar bastante o pedal. Subimos pelo asfalto até o cartódromo. Enquanto eu e o Minu esperávamos o resto da tropa resolvemos bater umas foteens das crianças.

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Em seguida chegaram todos. Aí resolvemos descer os cotovelos da caveira para dar a volta no morro e depois retornarmos até o Gringo. Largamos todos juntos, paramos um pouco abaixo pois eu não lembrava pra qual lado da encruzilhada ficava a caveira.

Assim que o Zunho chegou decidimos descer pela esquerda, que era o lado certo. O Zunho, como sempre, despencou na frente, eu logo atrás, o Rambo um pouco depois e mais os demais seguindo o baile.

Uma curva pra esquerda, uma pra direita, mais uma curva pra direita e… opa, volta, calma, volta roda…

Interrompemos nossa programação para o pronunciamento do Ilmo. Sr.  Bassolinovinsky Tombo Man, presidente da Organização Não Governamental Pedale na Sombra e dentro de 3 minutos voltaremos com nossa programação normal:

Olá meu amigo pedalador. Olá você aí, que está sentado em frente ao computador com vontade de pedalar. Você mesmo, sim, você. Antes de sair de casa para despencar morro abaixo de bicicleta, tem que primeiro aprender a pedalar, não dá pra fazer como uns e outros por aí que saem feito loucos e querem quebrar recordes nas descidas mais alucinantes.

Estes acabam quebrando os dentes. Tem que ter calma, muita calma. Siga meu exemplo, desça devagar, sem pressa.

Eu lembro da última vez que caí de bike. Estava descendo os cotovelos da caveira e numa maldita curva pra esquerda a roda traseira perdeu a aderência, eu perdi o controle da bike, ambos decolamos, a bike foi pra um lado, eu fui pra outro, poeira, muita poeira levantou. Lembro até de ter terminado o tombo correndo, morro abaixo.

Voltamos com nossa programação normal…

É isso mesmo que vocês leram, foi o segundo cagaço do dia. E que cagaço. Felizmente não aconteceu nada de mais grave, o MEU AMIGO LÁ DE CIMA estava de olho em mim e me cuidando. Ainda bem.

A bike não sofreu muito, apenas alguns riscos na pintura e tal, nada demais. Eu estou riscado também, nos braços, nas mãos, no joelho, nas costas, etc… e como arde estas merda. PQP!!!

Passado o susto, a poeira baixou, o povo que vinha atrás já estava rindo do tombo e o Zunho já tinha se acalmado. Agora era hora de repensar mais uma vez o pedal. Eu queria continuar por onde havíamos pensado, mas fui voto vencido. Resolvemos subir de volta pelos cotovelos até o Cartódromo. Muito bom subir todo torto, apenas com uma mão no guidão, ótimo isso.

Do cartódromo descemos até o Gringo, onde paramos, lavei os machucados e sentamos para almoçar o tradicional e espetacular almoço do gringo.

Ah, ainda tive que escutar a garçonete dizer: “Antes de sair pra pedalar tem que aprender a andar de bicicleta.”. Puta saco, eu mereço…

Uma Foto da tropa, agora mais calma e quase de barriga cheia.

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Após o almoço ficamos ali lagartiando como sempre no sol. Coisa boa fazer isso, jogar conversa fora com os amigos. De barriga cheia ainda por cima.

O Doblinha que tava semi-morto achou o meio de transporte pra volta.

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Não, ele não voltou de Recolhe, voltou pedalando. Devagar e quase morrendo, mas voltou pedalando.

E eu também, mesmo todo rasgado e sangrando.

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Preciso tomar mais groselha esta semana, ou Vinho, pra recompor o sangue que perdi.

Dali em diante foi a volta normal, descidão do 40, agora com asfalto, subidão do zanrosso, também tudo asfaltado, sem muitas emoções, pois asfalto não tem nada de emocionante.

Chegamos todos vivos e bem em casa. Prontos para uma nova pedalada. Deu uns 50km apenas, mas foi uma pedalada muito bala, como sempre são as pedaladas com os amigos. Era isso. Até a próxima, sem tombos.

Reencontro e calça jeans

Após um longo período de um mês sem conseguir unir os SombraBikers, fizemos neste último sábado o pedal do reencontro. A última vez que pedalamos juntos foi na descida para a praia.

Tradicionalmente, nos encontramos na rótula da perimetral. Quer dizer, era pra gente se encontrar ali, por volta de 10 horas, mas o Testolino estava se atrasando muito e eu e o Zunho resolvemos ir de encontro à ele.

Na subida da Randão já achamos o vivente. Cumprimentos e tal e cosa, alguns xingamentos e tal, coisa básica dos nossos pedais, partimos par a pedalada do dia.

Saímos em direção à BR116, seguimos até a “rótula do sole”, descemos o Eberle, pegamos as dereita e entramos no Santo Omo Bom. Descidinha calma, tranqüila, pra conversar e falar mal dos outros.

Lá em baixo pegamos as esquerdas e começamos a suar. Subidona dos Pêssegos pra deixar o vivente ligado, pra suar em dias frios.

Uma fotin do topo da subida…

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…onde paramos pro Testolino roubar uns cáquis de liga.

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Notem que de um lado é um milharal violento e de outro plantação absurda de caquis. E onde estão os pêssegos?

Pois é, tem bastante caqui, hehehe.

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Paradinha rápida e retomamos o pedal, pois não poderíamos ficar muito tempo parado conversando, tinha gente com pressa e com compromisso na parte da tarde.

Largamos em direção à São Braz, rapidão. Lá em cima, na frente da igreja, apenas umas fotos e uma parada rápida para arrumar o equipamento para a filmagem.

Ah, antes de chegar lá em cima passamos por um por um pedalador da região, com uma full, na subida foi fácil passar ele, hehehe. E uma tobata carregada de caquis passou por nós.

Mais adiante passamos novamente a tobada.

Voltando ao rumo certo do relato, da igreja de São Braz, descemos em direção à “pentabifircação”. Na saída a tobata passou por nós novamente, mas logo depois passamos por ela, logo antes da “pentabifircação”.

Na “pentabifurcação pegamos uma das estradas da esquerda, a única que sobe. Desta vez resolvemos fazer a subida da calça jeans ao contrário, o que resultou na “descida da calça jeans”.

O Zunho não conhecia esta estrada, logo a decisão foi acertada. Uma descida rápida, sem sustos e bem interessante.

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No final da descida um cascalhedo nos aguardava na ponte. Um mar de cascalhos, coisa ótima para cair.

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Dali seguimos até o Bar do Veio, como era cedo ainda e tínhamos tempo resolvemos dar mais uma voltinha. Descemos até a Ponte Amarela.

Na descida o Zunho empurrou um Palio, não passou, mas ficou na cola dele até lá em baixo, hehehe. Se tivesse luz alta na bike, deveria estar ofuscando os olhos do motora do veículo.

Lá na ponte, algumas fotos, uma mariola e muita risada.

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Estão vendo estas pedras? Pois bem, quase que o Zunho foi parar ali em baixo. O cidadão se distraiu quando estava “dando ré” para pegar o melhor ângulo para as fotos e tomou um susto ao se desequilibrar.

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Uma fotinho das máquinas.

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E seguimos morro acima. Voltamos de lá de baixo rapidão, num ritmo mais forte do que o de costume. Tudo por culpa do Testa, que anda pedalando demais em Porto e quer fazer a gente cansar nos nossos pedais.

Chegamos novamente no Bar do Veio, o Testolino parou para fazer o que sempre faz nos pedais: lavar o nariz. Coisa bem gay isso, mas tudo bem.

Seguimos adiante, morro acima, sempre, chegamos no asfalto, sempre conversando e pedalando forte. Mazah, SombraBikers pedalando forte. Hauahuahaua.

Voltamos rapidão para a civilização, adentramos nos malditos paralelepípedos do Cruzeiro, subimos, passamos o bairro, paramos pro Testa dar um oi para a muié, que estava passeando com seu veículo e seguimos.

Nesta hora já estava chovendo, e chovendo água fria, muito fria. O frio pegou de vez. Paramos numa lancheria bem mais ou menos, entramos, largamos as bikes num canto e pedimos o tradicional “da casa” acompanhado de uma cocona.

Almoçamos, falamos umas besteiras e partimos. O frio estava cruel, as pernas travaram e quem estava sem proteção contra o frio se ralou, hehe.

Fomos todos pra casa, não lembro quantos km deu, acho que uns 47km, mais ou menos, bem feitos, pedalados num ritmo mais rápido do que o de costume. Mas com a mesma diversão de sempre.

Era isso, até o próximo. Prometo que o próximo relato sairá com mais calma, mais fotos e mais palavrões, pois este foi feito as pressas porque o Leão estava chamando. That’s all.

Testando a rótula

Sábado refugamos o convite dos pedaladores profissionais para fazermos um pedal mais tranquilo. O Testolino tava voltando de várias seções de fisioterapia no joelho e não queria forçar. Bem coisa de viadinho mesmo, daqui uns dias vai estar querendo andar de speed.

Levantei cedo, tomei um nescauzão violento, bananinhas e fui arrumar as coisas e conferir se tudo estava ok para o pedal. Naquela hora, 7:45h da madrugada, o vento parecia querer derrubar a casa. Fui lá fora olhar o tempo e não gostei muito. O céu estava nublado, em alguns lugares estava bem escuro, pronto para desabar água. E o vento que não dava trégua. Mas combinamos de ir pedalar e iríamos pedalar.

Tudo pronto para o pedal me mandei de casa, saí era 8:40h da madrugada, em direção à Igreja de São Pelegrino, local do encontro. Fui bem devagarito, apreciando o movimento (que não existia naquela hora) da manhã. Ninguém nas ruas, só eu e o vonto. E que vento!

Cheguei na ingreja e aguardei pela chegada do Testolino. Em seguida chegou o Testolino e nos mandamos. Resolvemos fazer o trajeto básico de Santa Justina. Subimos os Pavilhões, pegamos a estradinha da linha 30, quebramos ali na cantina para atravessar o barranco e irmos em direção à linha 40.

Subimos o “morrinho” da linha 40 na boa. Eu dei uma escapada na frente pra ver até onde eu aguentava num ritmo mais forte. Não durou muito tive que diminuir e aguardar o testolino, hehehe. Aí subimos devagarito, falando besteira e cuidando pra não cair fora a rótula do joelho do Testa. Na subida encontramos duas espécimes fêmeas típicas da região, que nem olharam pra nós. Acho que ficaram com medo.

Lá no topo paramos pro Testolino tirar a jaca (não tava frio) e tomar uma água. Subimos bem mais rápido do que o normal. Aquele morrinho já foi bem pior.

Partimos em direção à linha 60 e descobrimos o novo asfalto. Agora, desde a encruzilhada da linha 60 até o início da reta está sendo asfaltado. Está praticamente tudo pronto pra última camada da pista. tá um tapete pra andar. E em pleno sábado estavam em obras. Seguimos em frente.

Na encruzilhada pegamos o caminho normal, as esquerdas. Seguimos até a entrada do restaurante e entramos na Reta do Milharal. Observamos que estão desmatando tudo por ali. Nem o milharal existe mais. As árvores estão deitadas na beira da pista. Que absurdo. Passamos a entrada do milharal e seguimos adiante. Lá na frente entramos as esquerdas na estradinha ainda não denominada que é um atalho para Otávio Rocha. Uma estradinha boa de pedalar, estreita, sem pedras e que passa no meio de várias casas e vários parreirais. Saímos lá na entrada de Otário Broca na subida sem saída.

Pegamos as esquerdas e começamos a voltar. Já na subidinha um carretão passou por nós. Eu cogitei a idéia de buscarmos ele na subida, mas o Testa refugou. Imagienm dois bicicleteiros alcançarem uma tobate na subida, ia ser lindo de ver. Mas o bom meso é subir devagar e ser ultapassado por um olho do cu num fiat Doblô (carro de olho do cu) no laço jogando pedras pra todos os lados. Deu vontade de parar e devolver as pedras para ele.

Continuamos subindo pela mesma estradinha. Na encruzilhada pegamos as direita para irmos a Santa Justina e voltarmos pelo asfáltíco. O tempo nessa hora estava piorando. O céu estava mais escuro e o vento parou. Sinais de catástrofe pedalística.

Chegamos em Santa Justina e demos uma paradinha pro Testolino alongar as pernas e tomarmos uma água. Segundo ele o joelho estava bão e não dava sinais problemáticos. Sentimos pingos, era hora de levantar acampamento. Agora a subida seria feita em muito menos tempo do que o normal, a chuva era iminente.

E viemos bem no asfaltinho, subimos tranquilos, em alguns pontos eu dei umas escapadas pra fazer as pernas esquentarem, hehehe. Quase já na linha 30 passamos por um pica-pau com uma Giant NRS. Cumprimentamos o cara, falamos duas besteiras e seguimos. Lá no finalzinho da subida olhei pra tras pra ver onde estaria o Testolino e avisto o pica-pau quase nos alcançando. Não, isso não pode acontecer. Força nos pedais, hehehe. Me esguelei na subida mas escapei.

Já na linha 30 diminuí bastante o ritmo e esperei o Testolino, aí subimos os últimos metros devagarito e conversando. E logo atrás o pica-pau. Ele nos alcançou ali na pizzaria e fomos conversando até Nossa Senhora da Saúde, onde paramos para fazermos ligações. E o pedalador giantesco sem capacete se mandou.

Como o nosso pedal foi rápido, ligamos para alguns amigos que haviam combinado de almoçar no Felippis para bater um papo e tomar algumas doses de veneno. Combinamos com eles para nos esperarem e nos mandamos. A chuva começou. Agora era perna pra casa. Nos despedimos ali no mosteiro e me mandei numa pedalada só. Nunca fiz o trejeto do Mosteiro até em casa tão rápido. Tudo culpa da chuva.

No final, estávamos todos reunidos no Felippis olhando a “paisagem”, a “natureza”, falando mal dos outros, falando besteira e tomando algumas doses de veneno com a gurizada. Foi um pedal tranquilo mas bem mais rápido do que o normal dos RomarioBikers. No próximo prometemos ir mais devagar.

Era isso, até o próximo pedal… sem chuva eu espero.

40 caminhos novos

Antes de mais nada, preciso xingar o Testolino, pois ainda não aprendeu a colocar imagens direito aqui nessa bagaça. Porras (goleiro da Costa Rica) Testolino, diminui as fotos ao menos, caraio. Ficaria melhor, mais leve e não ocuparia tanto espaço do blogger. E também não te deixaria nervoso por não dar mais para colocar fotos. Animal de teta.

Bom, vamos lá. Foi um ótimo pedal neste último sábado, como já relatado pelo Testolino. Estava friozinho. Não muito frio, uns 15 graus. Isso na hora que saímos, pois quando voltamos parecia estar 0 grau, hehehe.

Partimos em direção ao já consagrado trajeto bate-volta Santa Giustina. Desta vez fomos por outro caminho, subimos o 40 como relatado pelo Testolino e procuramos caminhos novos.

Esta estradinha é nova no nosso percurso. Como muitras outras descobertas nesta tarde fria, mas muito boa para pedalar. Encontramos até novos amigos neste dia.

Estes amigos não são daqueles iguais ao que o Testolino postou, pois este é amigo mesmo. Nem chegou perto, ficou só cuidando de longe e observando o que faríamos.

Mais adiante do caminho, observamos outra estrada nova. Sim, uma subida. O coisa boa!!!

Também paramos para várias fotos e poses em locais inusitados. Um parreiral, por exemplo, já que tem “poucos” deste por esta região.

No mesmo caminho, o Testolino parou a frente de um bostejo, pra quem não conhece, é nada mais nada menos que um monte de bosta. Pode ser conhecido pelos mais fresco, também como monte de adubo.

Saindo da estrada tradicional, entramos pela estradinha que leva ao Restaurante do Lago. Nunca tínhamos entrado ali. É uma estrada tranhquila. reta e sem muitas bifurcações. Isso no início, pois depois de uns 200m tem mais entradinha do que estrada, hehe. Fomos seguindo as placas para tentar encontrar o tal restaurante. Não achamos, mas demos de cara com um precipício.

Voltando, após deixarmos o precipício pra traz, encontramos um local ideal para filmes de terro. Um milharal. Óbvio que tivemos que passar por ele.


Saindo do milharal, não queríamos coltar pelo mesmo caminho. Fomos um pouco mais adiante na estrada até uma outra encruzilhada. Indicado por dois “seres” que avistamos na estrada, pegamos as esquerda, esperando sair em Otário Rock.

E não é que saímos mesmo. Uma estradinha muito boa de pedalar esta. Estreita, sem movimento, sem pedras. Só chão batido, rodeada de parreirais e mais parreirais. Todos secos.

De Otário Rock voltamos por Santa Giustina, pelo caminho normal de sempre. Lá na igrejinha deixamos as queridas descansando um pouco, pois elas não são de ferro, são de alumínio.

Agora o caminho era tranquilo, só subida. Mas uma subida boa de fazer, tudo asfalto. O tempo tava piorando, começou a esfriar e resolvemos partir. Mas antes disso, não podíamos deixar o taquaral sem uma foto.

Este taquaral sempre foi o sonho do Testolino, hehehe. Foi um ótimo pedal. Até o próximo. Em ritmo de Copa do Mundo… Viva a Suécia! VIVA!!!