Bacia de São Tiago

E finalmente chegou o tal de Doismiledez. Para comemorarmos, nada melhor do que iniciar o ano com uma pedalada. Eu to no DM, mesmo assim driblei a segurança e fui pedalar. Junto levei o Cemin e o Caipa Botox. O destino era incerto, eu só tinha certeza de que iríamos nos perder.

Saída marcada para as 14 horas ali do toldo das ovelhas. Neste horário o Botox já estava lá. Eu cheguei um pouco depois e o Cemin logo apareceu. Tinha perdido por ali, um pedalador da turba da loja picareta, como foi deixado pra traz, resolveu ir pedalar conosco.

Partimos em direção à rótula do Sol, atravessamos ela e seguimos em direção à Monte Bérico. Eu tava com vontade de me perder em uma estrada que passamos seguido, mas nunca entramos para ver onde sai. Mais adiante do relato saberão de qual estrada falo.

E seguimos pelo caminho de sempre, descidão do gringo, volta do Tegão super poluído em diante. Chegamos no início do rio de Pedras e seguimos adiante, a idéia era costear o Tegão até o asfalto de Mato Perso. E seguimos. Logo adiante passamos pela maldita casa do PitBull cego e o cão sarnento tava lá, esperando alguém passar para dar o bote. E deu, fez o Cemin e o estranho sprintarem feito loucos. Eu e o Botox passamos caminhando, o Éder tava armado com uma árvore, hehehe. Deu tudo certo.

Mais adiante reagrupamos e seguimos viagem até que chegamos no asfaltão de Mato Perso. Ou Parque das Águas, como preferirem.

Ali paramos para reagrupar e logo apareceu outro pedalador perdido querendo parceria. Ficamos um tempo decidindo para que lado ir até que decidimos pelo mais certo: SE PERDER, heheheh.

Nesta parte do asfalto, bem na curva, tem uma estradinha que lava ao desconhecido. Descobrimos, pela placa que tem no local, que ela leva para São Tiago. Ora bolas, São Tiago é logo ali, do lado de Mato Perso. Vamos encarar. E nos metemos pela estrada desconhecida.

De início uma estradinha tranquila, com sinais de que carros não passam por ali com tanta frequência. Logo chegamos em uma propriedade e o primeiro impasse surgiu: Para cima ou para baixo?

De longe avistamos uma senhora que gesticulava e gritava. Ainda não sabemos se era indicação para onde seguir ou se estava nos xingando. Não ficamos muito tempo pensando nisso, logo resolvemos subir e tentar descobrir o caminho mais adiante. E que subidinha chata!!! Curta, mas bem ingreme e com muito cascalho. Os gringos adoram casacalho, nunca vi.

Subimos, subimos e subimos, até que chegamos em uma outra bifurcação. Parei e pedi informação para um senhjor, que indicou dois caminhos. Um mais rápido, pelo asfalto e outro mais empolgante, pelas colônias. Só que a tropa já estava adiantada e nem esperaram para saber por onde seguir. Ficamos eu e o Éder pra desvendar a estrada.

No caminho, indo atrás dos demais e sem se preocupar com a estrada, resolvemos parar para umas fotos, pois o caminho precisava ser retratado.

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Plantação de ameixa, pêssego e maçã. Mas não uma plantaçãozinha de nada. Era uma baita plantação. Pomar para todos os lados. E coisa boa pelo visto (e provado).

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Logo adiante o povo nos aguardava ancioso já no asfalto. Eu avisei que tinha outro caminho e que era pra me esperar, hehehe. Fiz a tropa voltar e pegamos outra estradinha. O É der já tava mortaço, um bom tempo sem pedalar, ele não conseguiu acompanhar-nos no resto do pedal e resolveu aboretar a missão, sobrando pros demais desvendarem o mistério de São Tiago

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Na bifurcação onde agora paramos, ficamos conversando um tempo e decidindo por onde ir. Desci até uma casa onde estava uma senhora trabalhando e pedi informação. Ela confirmou o que o outro morador da localidade havia me dito: “Pega a direita depois do pomar grande e depois é só descer todo moRo.”.

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Dito e feito, pegamos a direita, ao lado da casa da senhora e começamos a descer. QUE DESCIDA. Será filmada no futuro, pois é daquelas pra ficar guardada. Do lado esquerdo uma parede forrada de plantações, do lado direito um peral igualmente forrado de plantações.

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Descemos, descemos e descemos até que finalmente chegamos na localidade de São Tiago. Já conhecida e visitada em outras pedaladas, mas nunca por este caminho.

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Agora que descobrimos esta estrada, temos que descobrir a outra, que eu quiz parar no meio da decida para ver e não me deixaram, hehehe. Num, futuro próximo, esta estradinha será desvendada também. Tenho quase certeza de que ela nos leva ao Carvalho, mas preciso confirmar. Se for isto mesmo, será um caminho (uma pedalada) espetacular.

Bom, nem paramos muito tempo, o povo estranho tava com pressa e não é acostumado a ficar parando para fotos, conversa e tal. Resolvemos zarpar fora. Os dois estranhos foram na frente, eu fiquei com o Cemin mais pra trás. No início da subidona até o asfalto eu comecei a terminar de detonar meu joelho. Resolvi dar uma de fodão e judiar das pernas.Cheguei lá em cima rapidão, mas as forças terminaram a partir dali e o joelho não foi mais o mesmo depois desta subida. Puta merda, senti que algo estava errado.

Dali, o povo do pedal se dividiu, os dois estranhos que já estavam com pressa e cansados de tanto parar, resolveram seguir em frente no ritmo deles e “se foram-se indo”. Eu e o Cemin ficamos. Voltamos mais devagarito, no ritmo que meu joelho deixava (bosta tripla).

No caminho de volta, pelo asfalto, passamos novamente pela entrada da estradinha antes desconhecida, e um dos estranho estava ali, sentado numa pedra avistando jacarés voadores. Pediu informações de caminhos para a volta dele, dei as informações e seguimos, eu e o Cemin.

Dali pra frente foi um parto, cada pedalada a mais o joelho reclamava, pensei em abortar, mas não iria começar o ano assim. Seguimos em frente. O cemin queria chamar resgate pra mim, eu não deixei, fiz ele ir devagarito comigo, sempre na buena, sem judiar das pernas.

Voltamos pelo rio de pedras e costeando o Tegão, quase o mesmo caminho da ida. No meio da pedalada avistamos uma bacia às margens do Tega. Não uma bacia de lavar roupas, aquelas de plástico, não dessa. Avistamos uma BACIA HUMANA, isso mesmo que vocês leram. Acredito que seja restos de algum infeliz que foi desovado no tegão, só pode.

Continuamos nossa indiada até a Rota do Sol, alguns kms de asfalto e logo estávamos novamente na civilização. Pedalamos até em casa e chegamos sãos e salvos, antes da chuva, para a tristeza dos pedaladores. Mas faz parte, nem sempre São Pedro manda a chuva na hora certa, hehehe.

Foi um pedal bala, pra começar o ano tá mais do que bom, 54km de estradas novas e dores no joelho. Falow.

P.S.: o Éder tá vivo, foi resgatado por um conhecido que passava de caminhão pela estrada por onde voltava. E de noite tomamos umas 35 cervejas para comemorar este pedal, hehehe.

Muita chuva

Barbaridade, como choveu neste sábado. De início era para sair uma pedalada bem interessante, para descobrir uma estradinha nova que nos leva até Mato Perso sem ser pelo asfalto. Sábado pela manhã o povo já começou a ficar preocupado, pois o tempo não estava a nosso favor.

Céu nublado, nuvens negras e vento. Os telefones não paravam, hehehehe. Dos seis pedaladores que confirmaram o pedal na sexta, dois desistiram cedinho. sobraram quatro para a festa.

Próximo ao meio dia, o tempo piorou, começou a chover e chover bastante. Aí os telofones começaram a tocar mais e mais. Éder e Doblinha desistiram, sobrou pra dois índios decidirem a parada: Eu e o Fábio (que consegui trazer para o mundo das MTBs).

Após algumas inúmeras ligações, idas até a janela pra ver como o tempo se portava resolvemos encarar. Bah, foi a saída mais difícil de todos os pedais da história. Decidimos em 10 segundos que iríamos pedalar, mesmo se chovesse.

Na hora da decisão, o tmepo estava tranquilo, feio, mas não estava chovendo. Marcamos de nos encontrar ali no Mosteiro, tradicional ponto de encontro. Cheguei no mosteiro e o Fábio já estava lá, com cara de poucos amigos, pois o tempo não parecia querer nos ajudar. Uma leve chuva voltou a cair.

Bom, como estávamos na rua, não adiantava voltar, o negócio era encarar a chuva mesmo. E fomos.

Camihnho tradicional, saindo de civilização até a rota do sol, par aentrar na estradinha de Monte Bérico. última sibinha de asfalto e… BOMBA, uma água violenta começaou a cair.  Puta merda, aceleramos a pedalada pra tentar achar um abrigo. Achamos uma parada de busão ali ne estradinha mesmo, antes de terminar o asfalto.

Ficamos um bom tempo ali, mais de meia hora, até a chuva dar uma acalmada. O prolema foi que a chuva acalmou mas não muito, em seguida voltou a desabar o céu. Que merda!

Já desasnimados resolvemos desistir e abortar o pedal , não tinha como pedalar naquela água toda. Esperamos mais uns 15 minutos até a chuva dar outra trégua e voltamos pra casa.

Foi o pedal mais alagado de todos, e o mais curto, hehehehe. Deu uns 16km. Na próxima eu ligo pra titio Pedrinho pra saber se vai cair ou não o céu.  Era isso. Falow…

Cadela cega

De antemão já aviso que não tem fotos no relato e muito menos vídeos, pois foi um pedalzito rapidão, só para não ficar em casa esquentando o sofá.

Sábado sobrou pra mim e pro Zunho (o Testa, Minu e alguns outros pedaladores foram fazer uma indiada para os lados de Criúva, em brave tem o relato aqui)  fazer um pedalzito rápido. Nos encontramos sem querer no xópis, ambos fomos levar as muié para fazer compras, coisa boa isso, hehehe. Como estávamos sem nada programado, resolvemos agilizar o pedalzito para a tarde. Almoçamos no xópis e marcamos de sair 14:30h.

Um pouquito depois do horário marcado partimos, ali de casa mesmo, em direção de Monte Bérico, Caravágio, etc. A idéia era fazer uma volta curta e rápida, sem paradas e sem pensar muito, pois no final do dia eu tinha um casório e precisava estar engravatado e pronto para o agito.

Saímos pelo lado do jornal pioneiro, atravessamos o bairro, cruzamos a Rota do Sol e seguimos em direção à Monte Bérico. Dali fizemos o caminho quase que já costumeiro, por onde já passamos inúmeras vezes. Dando a volta no morro, passando pelas terras do gringo (que não é o mesmo de Otávio Rocha), o descidão felomennal até chegarmos na ponte do tombo do Doblinha.

Pegamos as dereita, agora costeando o mal-cheiroso Tega e seguimos embora. Lá na entradinha da Subida das Pedras paramos para repensar o caminho. 5 segundos e logo resolvemos seguir adiante, fazia tempo que não íamos adiante naquela estradinha, nem lembrávamos mais onde saia.

Continuamos pedalando às margens do tegão poluído, dando a volta no morro. Passamos por várias plantações, várias casas, vários cachorros amigos e inimigos, até que encotramos na nossa frente, no meio da estradinha, um cão avantajado, preto, com algumas marcas de judiação.

O cão, que na verdade era uma cadela mistureba de pitbull com boxer viralata e mais alguma outra raça, estava meio que perdida no meio da estrada, sem saber pra que lado ir. Logo persebemos que algo estava errado com o animal: era cego. Puta merda, que bosta.

O bicho não sabia o que fazer, completamente perdidaço. Ao sentir nosso cheiro e nos ouvir tentava atacar mas se perdia. Duas ou três vezes tentou avançar em nós, mas não achou nada, passava sempre reto. Deu pena do animal. Mas, maaaaaaaaaaasssss, ainda bem que era cego, pois seria bem complicado caso não fosse.

Bom, passando o bichano cego, seguimos adiante até acharmos a encruzilhada da capelinha, ali paramos para ver se estávamos no caminho certo. Sim, estávamos. Resolvemos seguir em frente para irmos até o asfalto de Mato Perso.  Chegando no asfalto descobrimos uma nova estradinha, que não sabemos se tem saída, mas que será desvendada numa próxima oportunidade. Está marcada.

Do asfalto fomos até a entrada do parque das águas e resolvemos voltar, o tempo estava apertando. Pegamos o atalho para a Trilha da buceta Molhada e lá fomos nós. Passamos as inúmeras porteiras e adentramos na mata. Como choveu bastante durante a semana, barro era previsto, mas muito barro mesmo, hehehehe. Que maravilha!!!

Todo percurso da trilha com barro e lagoas no meio da trilha e da estradinha. Nunca tinhamos feito a trilha da buceta molhada ao contrário, que agora se chama Trilha da Buceta Invertida, simples assim. bonito isso.

No meio da trilha, ali na porteira tradicional, onde tem aquela famosa placa de aviso aos motoqueiros que deixam as porteiras abertas, notei que o pneu traseiro estava esvaziando. Não estava com vontade de ter que arrumar a encrenca, resolvemos apenas dar um arzinho pra ele aguentar até em casa. Enchi bem o pneu, até virar quase uma pedra e, ao tirar a bomba consegui arrancar a válvula do ventil. ÓTIMO!!! Bom, pelo menos não esvaziou o pneu, hehehehe. Deu pra seguir viagem.

Dali descemos as inúmeras pedras e raizes molhadas, que dão nome a trilha. Localzinho bem complicado, até tentamos descer pedalando, mas estava impossível. A trilha está mais aberta, mas, mesmo assim, é bem complicado descer sobre a bike, não tem condições.

Saindo da trilha voltamos ao estradão e logo já estávamos na estrada dos romeiros. Aí foi um pulo até em casa. Mas antes passamos pela árvore dos travecos, onde tinha um cidadão, que eu acho que é meu vizinho, em seu corsa branco, “pedindo informações” para um ser mulher-de-três-pernas. hehehehe. Tem gente pra tudo. Palamordedio!!!

Após adentrarmos na civilização novamente, chegamos em casa, Pedal curtinho, apenas 42km, mas bem divertido, como sempre. Recheado de emoções e barro. Ah, nossa média só não foi superior a 20km/h porque minhas pernas não deixaram, se dependesse do zunho a gente chegava antes das 5 em casa.

That’s all, folks!

De volta ao mundo

Bem amigos da rede glo… ops, não é isso. Buenas amigos dos pedais. voltamos ao mundo das pedaladas após uma breve parada devido aos inúmeros acontecimentos, imprevistos e acidentes dos últimos dias.

Neste último sábado sobrou para mim e para o testolino um pedalzito light. De leve pois na sexta tivemos uma festa em Bento (no Bangalõ, ótimo lugar por sinal) e as condições pedalísticas para o sábado estavam preocupantes.

O interesse era fazer um pedal até Caravagio, para renovar a proteção divina, abençoar a Katja Loira e dar uma esquentada nas pernas. Mas nada disso foi feito, ainda estamos devendo a visita ao santuário e a conversa com nosso amigo lá de cima.

Fizemos um pedal diferente, por estradas que há tempos não passávamos, lá pelos lados de Monte Bérico e região, estradas ótimas para se pedalar, pois não havia nenhuma alma viva aos arredores.

Não tiramos fotos, não paramos muito (mentira, até paramos, mas não tiramos fotos) para conversar e falar mal dos outros como de costume, pois o tempo era curto e as pernas não estavam nas melhores condições para acelerar e chegar cedo em casa.

No final das contas vimos que o Lóris tá bem ainda, tá tudo igual na região, apenas com o início das obras da pista de teste da Randão, o que agitou um pouco a localidade. No mais tá tudo igual…

Feito o relato. Simples… 50 e poucos km, algumas risadas, nenhum tombo, nenhum pneu furado. Ótimo isso. E a Katja Loira passou no teste. Até o próximo.

Barro, muito barro.

Antes de começar o relato, preciso avisar que não tem fotos desta vez, pois eu era o único fotógrafo presente no pedal e não estava nem um pouco com vontade de sujar o celular.

Agora vai!

Nos reunimos sábado de madrugada em frente à Igreja de São Pelegrino. Lá estavam Junior, Marcos, Prona, Testolino, Andrius, Amigo do Prona e eu. Não sabíamos para onde ir, nem para que lado começar o pedal.

Seguindo indicações do Prona que quis mostrar serviço ao seu amigo de Porto Alegre, resolvemos abandonar a idéia de irmos até a rampa sul e fizemos um outro trajeto.

Partimos em direção ao Desvio Rizzo, saindo na RS 122, um pouco depois da entrada do Samuara. Andamos uns 200m na contramão graças as peripécias do Prona, que já estava perdido.

O Prona queria mostrar uma trilha para o seu amigo, e tentou descobrir a entrada dela. Só que esta trilha não existe mais, está fechada faz tempo e mesmo eu falando isto para o Prona ele insistiu em tentar achar a trilha. Resultado: tivemos que voltar mais alguns metros na contramão da RS para entrarmos no Samuara.

Descemos pelo asfaltinho até a estrada que leva à Monte bérico, onde entramos e saímos lá em baixo nas pedras soltas, também denominado de Trilha da Buceta Molhada. Descemos um monte, no meio de pedras soltas, barro, poças d’água, galhos e mais barro. A chuva começou a cair, de leve, só para tirar o barro das bikes, nem sequer ficávamos molhados.

Saímos na estrada principal que leva te o clube Parque das águas, onde seguimos reto até Monte Bérico de Foorqueta. Seguimos em direção à São Tiago para descer pelo morrinho dos 80, onde a velocidade mais baixa constatada entre os pedaladores foi de 72km/h e a mais alta 88km/h, mas esta tem que ser descartada pois foi o Zunior que bateu e o cateye dele não marca certo. Hehehe.

De São Tiago o Prona resolveu inventar novamente, pois o bom é se perder, hehehe. Ao invés de descermos até a ponte e depois subir o Carvalho seguimos reto por uma estrada desconhecida.

Tal estrada era bem interessante, até que começou a ficar bem fechada e sem sinais de que por ali passava a civilização. Continuamos adiante até que não tinha mais saída. Porcaria, estrada sem saída é foda, tivemos que voltar.

Então voltamos até a igreja de São Tiago e rediscutimos o caminho. Alguns queriam subir, outros queriam se divertir, foi onde o grupo se separou, indo Marcos, Prona e amigo do Prona para um lado, subir o Carvalho até Santa Justina e outros voltaram para a estrada principal e resolveram ir até Mato Perso, eu estava dentre estes últimos.

Subimos então o morrinho dos 80, os quatro restantes do pedal: Zunior, Testolino, Andrius e eu. Pegamos as dereita e seguimos em direção à Mato Perso, onde paramos para almoçar e dar umas risadas. Ah e falar mal de algumas pessoas que não estavam presentes também, bem coisa de calhorda.

Cada um comeu um xize, tomamos duas coconas, uns Bizes, uns salgadinhos do Carrefour e descansamos um pouco.

Também conversamos com o tiozão dono do buteco que nos avisou: “Vocês vão voltar por Forqueta? Ali ta um lamaçal só. Nem carro passa direito ali. Tem muito barro!”

Oba, disse eu. Barro faz bem, hehehehe.

Estava ficando frio, arrumamos as tralhas e partimos de volta para casa. Seguimos pela estrada principal de Mato Perso, que está sendo “arrumada”, tendo alguns trechos já asfaltados.

O pedal estava ótimo, com pouco barro, algumas poças e um pouco de chuva para refrescar. Continuamos os 4 juntos até que chegamos num ponto da estrada onde o negócio complicou. O barro tomou conta. Mas muito barro mesmo.

Andamos uns 5 km em cima do barro, ladiando, fazendo força, desviando dos buracos maiores. Foi uma pedalada cruel para as bikes. Teve gente que saiu reclamando que ia estragar a bike. Bem coisa de fruta.

Era tanto barro que aumentou o peso das bikes em uns 3kg para cada um. Principalmente para o Testa que usa pneu kendão de trator e segura muito barro. Foi querer falar mal dos michelão, hehehehe.

Passamos pelo trecho embarrado e saímos lá adiante no asfaltinho, no cruzamento da estrada dos Romeiros. Eu e o Zunior queríamos ir pelo Lóris pra casa, mas o Testolino estava nervoso e brabo, com um beiço que raspava no guidão e disse que não iria por ali.

Como saímos juntos tínhamos que chegar juntos. Esta é a idéia. Resolvemos acompanhar o beiçudo pelo asfalto, até o posto em Forqueta, onde as bikes foram lavadas e lubrificadas. O beiço do testa estava diminuindo, mas não muito.

Dali até em casa foi um pulo. Seguimos pelo asfalto da RS453, ou 122, como preferirem, mesmo a contragosto meu. A chuva aumentou um pouco e começou a lavar mais ainda as bikes. Eu tava louco para chegar em casa com ela toda embarrada, pois fui o único que não valei a querida no posto, mas a chuva tirou um pouco da sujeira, hehehe.

Chegando em casa, após 70,65km pedalados, muito barro, cansado, era hora de lavar tudo. Acho que engordei uns 5kg de tanto barro. Até hoje sai pedrinhas de barro dos olhos, hehehe. E a bike não estragou, como disseram alguns. Nada que uma boa lavada e uma lubrificação bem feita não resolva.

Foi um ótimo pedal, como sempre. Até o próximo.

Sol, pó e pedra!

Sábado rolou um pedal dos bão!

A maioria dos pedaladores tinham outros compromissos: uns estavam vendo apartamentos pois vão casar (fechou negócio Bassolino?), outros estavam participando do enduro bike em Taquara (Zaka, que lugar chegaram?), outros estavam viajando em busca de sua cara metade (E ai Zorze!? hehe), outros estavam se preparando para as eleições (que povo de m…) e outros deviam estar ocupados caçando borboleta. Resumindo, só sobrou eu e o Zunior para o pedal sabadiano.

Saímos a tarde pois de manhã fui na Guenoa buscar a Verméééia que passou a semana lá levando um trato. Os freios, que estavam uma bosta, ficaram especial de primeira. Bem curtos e segurando como uma âncora. O Puca, gente boa o cara, fez um trabalho bueno e continuarei levando a criança lá para as manutenções.

Depois de contato telefônico, combinamos a partida para a indiada as 14h saindo lá de casa. O Zunior chegou lá um pouco antes. Enquanto eu terminava os preparativos (protetor solar, água nas caramingolas, checklist na bixacreta e etc), ele ficou se fresqueando com o Terry (o cão da casa) e conversando com a dona Bete (dona da casa).

Tudo pronto, tudo acertado, tudo resolvido e caímos da boca. Antes uma foto dos dois heróis deste pedal. Única foto por sinal, a máquina ficou em casa. Depois, é óbvio que o imbecil aqui se arrependeu.


O sol era daqueles de derreter capacete. Saímos discutindo qual seria o trajeto da pedalada. Bate-volta até o grutão das famosas índias boqueteiras ou bate volta até Caravaggio por vias alternativas. Ficamos com a segunda opção.

Descemos o morrão da “Randão” e pegamos a perimetral as “dereita”. Seguimos batendo aquele papo de sempre, falando mal dos pedaladores ausentes claro, lembrando fatos inusitados do tragolão de sábado passado lá em casa e o sol pegando. É uma bosta andar na perimetral.

Pegamos a rua do jornal Pioneiro, também conhecido como resumo da Zero Hora, e fomos em direção a Monte Bérico. É uma bosta andar no paralelepípedo. Cruzamos o Rota do Sol e seguimos reto, ali no curvão que vai para o Luau finalmente pegamos estrada de chão. Nada como uma estradinha de chão para andar de bike. Com muito pó e a tranqüilidade do interior. Ah coisa boa!

Seguimos nessa estradinha de Monte Bérico que tem um descidão dos bueno. Eu e o Basso já havia subido aquilo umas duas vezes, mas descido foi a primeira vez. O Zunior, claro, se largou na frente. Acho que ele é louco. Eu fui mais devagar e mantendo uma certa distância. O descidão é bom mesmo. As vezes o Zunior dava umas pegadas no freio que levantava um pó desgraçado, mas era bom que sinaliza quando tinha alguma curva mais perigosa. Por sinal, tem uma curvinha ali pra esquerda que se os freios estão meia boca, o cara vai reto na valeta, mato, pedras e etc. Seria um acidente bonito de se ver.

Lá embaixo, passamos uma pontezita e tem dois caminhos. Que eu me lembre, a esquerda sai ali perto da sede do Círculo e depois na estrada normal dos romeiros para Caravaggio. A direita era caminho novo pra mim, mas o Zunior conhecia e falou que era legal. E fomos por ali. Subidita no começo depois alivia geral.

Estávamos andando ali na buena e tal, quando avistamos vindo lá frente uma tobata com dois nativos da região em cima e na frente vinha o cusco. Quando ele nos viu, ficou alucinado e veio correndo em nossa direção. Ele precisava fazer uma geometria pois a traseira tava puxando para a direita. Veio que parecia o demônio encarnado em um cão, deu umas duas latidinhas e parou. Passamos pelos viventes da tobata e seguimos o baile.

Esta estrada é legal, vai costeando o arroio Tegão. Nós mesmo comentamos, se o rio não fosse poluído seria um lugar muito lindo. Tem cachoeiras e pedras. Mas pena que o cara vê descendo na cachoeira pneus, garrafas, pernas, párachoque de carro, braços, pedaço de geladeira entre outros.

Depois pegamos uma estradinha a esquerda e o Zunior já avisou: “Baixa marcha ai!”. Puta saco, já senti o drama: vinha “subidon” pela frente. Começamos a subir e subir. E a subida cada metro ia ficando mais forte. Pra ter uma idéia, tem uma parte que a estrada é meia que calçada com umas pedras tipo de rio. Subida complicada em curva, se o cara perde o ritmo da pedalada pode cair meio feio. A coroinha já estava sendo utilizada desde lá debaixo. Baixei a cabeça, concentrei e segui num ritmo bom. O Zunior vinha um pouco mais atrás. E fomos subindo…subindo…subindo. E o sol castigando. Enfim chegamos numa encruzilhada.

Parada na sombra para meter uma água. Ali, as esquerdas ia sair lá para os lados da chácara do Valens, acho que naquela estradinha do lado do cemitério, reto sai na estrada de Mato Perso perto do parque das águas e as “dereita” não sei. Nós seguimos reto. Logo chegamos no estradão e metemos na estrada do parque das águas. Tem uma descida até o parque com umas curvas largonas e depois umas subidas.

Passamos por uma casa que tinha vários tipos de aves: galinha, avestruz ou ema, galinha de angola, patos, marrecos e umas outras galinhas pretas meio estranhas. Sei lá né. Se o cara gosta bom pra ele.

Teve uma hora que tinha uma semi-descida com uma casa a esquerda populada por muitos cães. Cramenha….tinha uns 10 pelo menos. Primeiro vieram uns dois ou três pequenotos latindo enlouquecidamente, aqueles que servem de sirene para os grandes. Até ai a gente tava andando normal, mas a quadrilha foi aumentando em quantidade e no tamanho das “crianças”. Até que avistamos um grandão, estilo capa preta, vinha babando como louco. Essa foi a hora de dizer: “Acelera!” E largamos aumentando a velocidade para fujir da cachorrada. Tá loko! Como tem cachorro nos interior. Acho que tem mais cachorro do que gente.

Seguimos e mais a frente enfrentamos mais uma subidinha. No final da subida parei para esperar o Zunior e senti que eu tava meio malexo. O sol tava soda. Me senti meio fraco, semi-tonto e meio que querendo porquear. De manhã eu já não tinha passado muito bem. Vulcões em erupção dentro da barriga. Sentamos ali para passar o mal-estar. Um descanso de uns 10 minutos, água, um envelope de carbway gel e umas besteiras faladas. Pronto! Tô novo.

E seguimos viagem numa parte boa: famoso descidão do parque das Águas. Adivinha quem se largou na frente no melhor estilo kamikase? Nem vou falar. No meio da descida, após perder de vista o Zunior lá na frente, tive certeza: O Zunior é loko da cabeça! PQP! O cara se largou naquela descida. Tá loko. Se uma vaca desorientada cruza a estrada sem olhar para os lados antes, my God, acho que o Zunior atravessava a famigerada.

Chegamos lá embaixo no asfáltico que seguindo sai lá na ponte tradicional e subida dos romeiros. Mas estávamos desbravando caminhos novos. Queríamos subir até o santuário por outro caminho. Vimos uma estradinha, depois da parada de bus, na qual esses dias eu já havia pedido umas informações se realmente subia até Caravagio.

No início da estrada tinha uns nativos carregando um caminhão de moranguinho. Pedimos se aquela estrada realmente subia até Caravaggio. Após realizarmos a tradução do que eles disseram, concluímos que subia. Eles falaram que tinha muita pedra, que os caras sobem de moto e tal. Que era para pedir mais informações em uma casa laranja. Se moto vai, bicicleta também vai.

Reabastecemos de água na casa deles e seguimos. Chegamos na tal casa laranja, por onde se ia pra Caravaggio. Eles apontaram para uma estrada ou melhor trilha que passava do lado debaixo da casa. Já ficando meio desconfiados nós seguimos por ali.

Era uma trilha. Bastante mato mas por enquanto estava pedalável. Aos poucos a trilha ia fechando e as dúvidas surgindo. Será que era por aqui mesmo? E aquela outra estrada que vimos do lado do morro? Bom era tarde. “Fomos indo” por ali. Tava legal até a grama começar acabar e vira pedregulho. Tentamos ao máximo seguir pedaladando mas não deu.

A trilha é muito bala mas por causa dos malditos barulhentos de moto a trilha fica cheia de valetas e pedras soltas. Não tinha saída. Subimos empurrando as magrelas. E que subida do capeta! Mas o visual é bonita. Um trilha no meio do mato e parreirais. E dê-lhe empurra as queridas no meio daquelas pedras soltas. E tinha pedra valendo. No final tivemos que deixar passar 3 barulhentos estragadores de trilha.

Chegamos a uma casa onde haviam alguns viventes. Logo perguntei: Seguindo aqui que chega na praia? A reposta veio: “Oh, que bom que fosse com esse caloron que tá fazendo”. Demos risada e seguimos a estradinha do lado da casa deles. Saímos lá na finaleira do morrão dos romeiros. Antes da última subida forte e curta, claro, pra que descer se pode subir mais… porra. Não era bem ali que pretendíamos sair, era para ser numa estradinha mais ali em cima, mas tudo bem. Estávamos no santuário.

Paramos no mesmo buteco das torradas do outro dia. Tinha uma mesa com arigó e uma “coisinha” interessante. Hehe. Pegamos um Spritão e ficamos descansando. O sol faz o cara cansar 3x mais que o normal… tah loko! Apareceram mais um fdp e umas outras “coisinhas” por ali. Mas já era quase cinco horas e tínhamos que voltar.

“Larguemo” fora então. O sol já tava mais fraco e estava ótimo. Pernas em ordem. Voltamos num ritmo bom pelo caminho normal dos romeiros. Volta tranqüila. Eu o Zunior estávamos bem das pernas. Em outros tempos eu estaria ligando para o Zarech fazer um frete. Vi a patroa passando de carro ali na entrada de Caxias. Vida boa indo passear no shopping hein.

Eu e o Zunior viemos juntos até a rótula da perimetral ali do Sagrada Família. O Zunior seguiu reto para a casa e eu dobrei a esquerda para encarar o meu desafio de todo final de pedalada: o morro da “Randão”. Eita! Mas subi tranqüilo.

Cheguei em casa inteiro era mais de 18:30h. Foram 58km e uns quebrado. Muito bom. Sol valendo. Bike cheia de pó. E é bão!

Bom, quem leu tudo isso pode se considerar paciente. E era isso. A segunda de caos já foi.