Pedal da Balsa foi demais

Chuva. Era o que prometia a previsão do tempo na noite que antecedeu o Pedal da Balsa. Inclusive, recebi algumas ligações na manhã do pedal, por volta das 6 horas os mais preocupados me ligaram querendo saber se sairia ou não pedal.

Não estava chovendo, é óbvio que sairia pedal. E saiu. E foi um baita pedal. Pelo que falei com o pessoal, em sua grande maioria desconhecidos deste que vos escreve, o povo gostou bastante que querem repetir a dose.

Como combinado e marcado, pouco antes das 8 horas da manhã a tropa de pedaladores começaou a aparecer no ponto de largada. O que era pra ser um pedalzinho entre amigos só pra se divertir, sem compromisso algum, acabou sendo um pedalzão, onde se pode conhecer novos pedaladores e reunir 36 índios dispostos a se divertir sobre as magrelas.

Zarpamos pontualmente, 8:15h, hehehehe. Subimos em direção aos SPa, descemos a Linha 40, subimos até a Linha 60 onde fizemos a primeira parada para reagrupar, pois já decara teve gente que se mandou na frente e outros que ficaram pra trás na subida fudida do 40.

Povo reagrupado partimos em direção à Nova Pádua, fomos até a Casa Portuquesa, descemos o Morceguinho, cruzamos o asfalto de Otávio Rocha e só paramos lá em cima, no início do novo asfalto (que eu nem tinha idéia de que já existia) de Nova pádua.

Dali foi uma pulo, ou melhor, ou um tombo, pois a descida foi feita com tranquilidade e bem rápida até a parada para descanso em Nova Pádua. Ali aproveitamos para conversar, tirar alguams fotos, comer e beber algo. Aproveitamos também para nos certificar de que a balsa estaria funcionando e, para nossa surpresa, estava, hehe.

Alguns minutos parados e logo partimos em direção à balsa para cruzar o rio das antas. alguns, que já conheciam o local, foram na frente sem passar pelo Belvedere Sonda, local onde a maioria resolveu parar para tirar fotos e apreciar a paisagem. Lá de cima, do mirante, onde se observa o rio das antas e sua nova barragem, conseguimos avistar a tropa que largou na frente, láaaaaaaaaa em baixo, costeando o rio, quase já na balsa.

Do Belvedere Sonda despensamos até a estrada que leva à balsa. No caminho, o primeiro acidente. o alemão Mateus Kamikaze se enroscou com outro pedalador e acabou se espatifando no chão, o que lhe rendeu alguns arranhões e uns cortes no braço, nada mais que isso. Logo continuamos a descida.

E chegamos na balsa. Com oestávamos em muitos pedaladores e desagrupados, a balsa teve que fazer mais de uma viagem, mas nada que atrapalhasse a pedalada.

Do outro lado do rio, uma breve parada para reagrupar e dar início à trilha das aranhas, que já está muito diferente de quando foi pedalada pela primeira vez e já está bastante desbravada, mas, mesmo assim, é um baita pedal, são 8km costeando o rio das antas, com uma paisagem espetacular e sempre em contato com a natureza. Sim, com aranhas também, por isso seu nome.

Bar do Bin, foi ali nossa parada mais demorada. Na ponte de ferro, no pé da subida para Vila Jansen. Ali todos descansaram, comeram, beberam, bateram fotos…

E começou a subida. Asfalto bom de se pedalar, pouco movimento e quase plano, como dizem os mais entendidos, é um “falso plano”, hehehe. Tem muitos pontos que se sobe em média alta, beirando os 30km/h. dá pra subir tranquilo os 11km. É, mais ou menos tranquilo.

Lá em cima, quase no topo, uns 9km além da ponte, paramos para a separação de corpos. Alguns pedaladores, resolveram continuar o pedal pelo asfalto, em direção à Vila Jansem, para depois passar por Farroupilha e se direigir à Caxias do sul. um pedal mais longo, mas mais tranquilo, o que rendeu uns 100km para quem optou por este percurso.

Outros resolveram encarar a trilha e mais mato, para ir por Mato Perso e depois retornar para Caxias. Esta trilha ainda era desconhecida da maioria, por tal motivo muitos preferiram ir por ali. E é uma trilha bala, estrada espetacular, mas com uma subida cruel, hehehe.

E assim foi o pedal da Balsa. Em breve vamos organizar mais alguma coisa e convidar toda tropa dos pedais. Aguardem.

Ah, sim, fotos tem muitas, na medida que o povo vai enviando vou postando aqui. Por enquanto tem estes links:

Fotos de Bassolinbassolin/picasa
Fotos de J. Wagner Bernardi de PoA – wagnerbernardi/multiply
Fotos de Alexandra de PoA – alexandra/multiply

Quero agradecer a todos pedaladores, conhecidos e desconhecidos, que se fizeram presente, ao povo de Porto Alegre que se desolocou da capital para participar desta indiada. Foi bala, em breve sai outra, ainda melhor.

Despencando até o Rio das Antas

Finalmente um sábado sem chuva. Dia bom para pedalar. E fomos. Reunimos uma grande tropa neste último sábado. Não vou citar o nome de todos pois, certamente, esquecerei de alguém. Nos reunimos ali na lona azul do posto do tigre. O pessoal todo chegou antes, como combinado, para que o horário da saída fosse cumprido.

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13:30h zarpamos em direção aos SPA. Dos SPA seguimos pela Linha 30, entramos no atalho do desmanche, descemos o Michelon e saímos na linha 40, caminho já tradicional.

Da linha 40 não tinha muita opção, o negócio era “subir pra cima” e sair lá na linha 60. De onde seguimos Santa Justina. Início do pedal bem rapidão, pois precisávamos chegar logo em Otávio Rocha, onde outro grupo, que saiu pela manhã, nos aguardava.

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Em Otávio rocha agrupamos todo mundo, contei 15 pedaladores, 1 pedaladora e 1 fantasma. A maioria se conhecia, mas muitos eram novos na indiada, mas aos poucos o pessoal foi se enturmando.

Subimos em direção ao cartódromo, mas ali na capelinha saímos do asfalto e quebramos par estrada de chão. Passamos reto pela entrada da descida do manga e adentramos no matagal. Aí começou a festa.

E que festa.

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Trilha, barro, mato, pedras, galhos, valetas, tudo de bom.

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Descidão cruel, muito cruel, até o rio das Antas. A descida foi marcada pelos inúmeros tombos. Quem resolveu descer pedalando caiu, quem resolveu descer empurrando, também caiu.

A descida nada mais é do que um penhasco, a encosta do morro, no vale do rio das antas. Muitos cotovelos no caminho. E lá vem o Nena…

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E lá vem o Cemin…

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Eu tentei descer pedalando quase todo trajeto, mas confesso que foi bem complicado.

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Outros também desceram pedalando. Foi um festival de gritos no meio do mato.

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E tombos…

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Até que chegamos onde não tinha mais descida, pois havia o rio. E para seguir viagem, tínhamos que atravessar. Correnteza judiando.

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Após alguns longos minutos todos atravessaram e chegaram ao outro lado lavados. Todo barro que ficou preso nas bikes durante a descida foi levado pela água do rio das antas. Que sem graça, precisava achar onde sujar a bike novamente.

Reunimos a tropa para mais fotos e pensar que trajeto faríamos dali pra frente, pois tínhamos duas opções: seguir ou voltar, hehehehe.

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De onde estávamos, dá pra olhar pro topo do morro, onde começamos a descida. Um leve desnível.

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Ah, sim, voltando ao assunto de onde poderíamos sujar as bikes novamente, bastou olhar para a subida que vinha pela frente. Que subida!!!

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Foi no empurra-bike mesmo. Ninguém subiu pedalando, até porque é impossível subir aquilo ali pedalando, hehehe. Subidão fudido, com muito barro e pedras no meio do caminho. Esta foi a parte que mais detonou as pernas, durante o pedal inteiro.

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Mas nem tudo estava perdido, após uma lona subida traiçoeira no início, veio a estrada que dava pra pedalar. Apesar de ainda ser bem íngreme, nada que uma coroinha não resolvesse.

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Lá em cima, onde começaram a aparecer as nascentes e vertentes de água, resolvemos parar para nos abastecer e tirar o barro que acumulou durante a subida.

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Reagrupamos toda tropa novamente. Ali na grutinha. Após algumas bolachas, água e um merecido descanso, partimos em direção à nova Pádua, onde fizemos uma parada mais longa para reagrupar e contabilizar os estragos.

Entre mortos e feridos, apenas alguns arranhões e batidas ocasionados durante a descida infernal. Juntamos toda tropa ali na rodoviária da localidade para mais algumas fotos.

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E pra comer cuca, óbvio. Se não o Nena não conseguiria voltar pra casa.

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E a volta foi espetacular. Um tiro só, de Nova Pádua pra Caxias. Separamos o grupo, pois alguns pediram resgate e outros estavam atrasados para os compromissos. Estava ficando tarde mesmo, era certo que chegaríamos a noite em casa.

Na volta eu saí na frente com o primeiro grupo, 7 pedaladores cansados e loucos para chegar em casa. Voltamos pelo estradão tradicional, que corta todas as linhas.

Primeiro linha 100, depois linha 80… onde fizemos uma parada obrigatória para um descanso e para arrumar um pneu furado.

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E seguimos adiante, em direção à linha 60. Lá em cima eu parei para esperar a tropa que estava cansada. Aos poucos o povo foi chegando. Só um pedalador ficou pra trás, pois estava “quebradaço”. Como já passei por esta faze, sei que ficar pra trás solito é terrível, fui lá dar uma apoio moral pro cara.

Enquanto isso o povo aguardava na parada de busão onde eu fiz algumas fotos antes da tropa chegar.

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Hehehe

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E mais um pneu furado. Assim deu tempo pro quebrado se recuperar um pouco e ligar para o resgate.

Ali no 60 nos dispersamos. Uns se mandaram e ficamos somente eu, Cemin e o Éder para finalizar o pedal na tranqüilidade. O quebrado foi resgatado.

E chegamos em casa, todos vivos e destruídos. Após um pedal espetacular. Até o próximo…

Aranhas amarelas voadoras

Era uma vez, uma grandiosa equipe de ciclismo que só se preocupava em pedalar para se desestressar. Até que um dia… ops, história errada. Vamos começar novamente.

Alooou pedaladores de plantão!!! Estamos aqui novamente para relatar mais um pedal dos SerraBikers, contanto com a participação da equipe RomarioBikers.

Sábado quente, muito quente. 8 horas da madrugada combinamos de nos encontrar em frente ao Bosteiro. No horário combinado lá estavam Jorge, Testolino, Junior, Prona e eu, Bassolinovinsky, prontos para mais uma indiada divertida sobre os pedais. Nosso objetivo era fazer a famosa e já desbravada TRILHA DAS ARANHAS, um pedal magnífico.

Partimos para o “passeio”. Seguimos em direção aos SPA, pegando de cara uma subidinha para aquecer as pernas. Logo após descemos em direção à Santa Justina, descida para esquentar os freios e testar se está tudo em ordem.

Lá em baixo quebramos as direitas e pegamos o atalho da Casa Portuguesa, estradinha nova para alguns.



O Jorge se mandou na frente, dando pinta de quem iria nos deixar pra trás o pedal inteiro. Subimos e chegamos na tal Casa Portuguesa, pegamos o atalho do Morceguinho e pela primeira vez conseguimos fotografar o violento, feroz e terrível animal.


Continuamos descendo até a Capela de São Francisco, onde paramos para retratar nossa passagem pelo local.


O primeiro incidente aconteceu aqui. O Testolino escorou mal a bicicleta na escada e querida despencou ao chão, quebrando os óculos do animal. Quando ele foi ajuntar a bike percebeu que a roda estava solta, aí sobrou pro mecânico de plantão arrumar a roda do Testa, hehehe.


Esta estrada é um descidão interminável. Logo, os dois kamikazes de plantão sumiram na frente, deixando eu, Testolino e o Jorge pra trás. Encontramos-nos lá no asfalto, estrada que vai para Otávio Rocha, cruzamos e seguimos adiante, em direção à Nova Pádua, sempre pelos caminhos alternativos, nada de asfalto. Antes de chegar no asfalto eu tive a sorte de ser atacado por duas abelhas, sendo que uma delas não contente em me dar uma ferroada, me deu um chupão e se suicidou dentro da minha camiseta.

Seguimos pela bifurcação dos PMS, subimos o morro do Manga e seguimos viagem. Esta subidinha do Manga já foi bem pior, agora é bem mais fácil de ser feita, muito mais tranqüila. Ainda mais quando se vai em bando, conversando e apreciando a paisagem. Tudo é mais fácil. Uma breve escapada minha e do Jorge, o Prona chegou e sentou. Mas tava bem ainda.

E estrada estava calma, nenhum gringo dando laço naquela hora, estavam todos preocupados com a lavoura. E todos ficam contentes quando passamos e os cumprimentamos, alguns olham com ar de desconfiança, mas todos cumprimentam, mesmo que envergonhados. Também, se aparece 5 ETs na frente da minha casa eu ficaria sem jeito igual.


Seguimos estrada adiante, beirando os inúmeros parreirais da região, coisa linda de se ver, início de safra, parreiras crescendo. Que venha o vinho.


Um sobe e desce interminável. Num desses “desce”, foi registrado um novo recorde de velocidade da turma. O Junior desceu a 78 Km/h no estradão de cascalho, seguido bem de perto do Prona, com velocidade semelhante. Depois Basso e Testa e pra variar o Jorge por último. Até que chegamos em Nova Pádua.


De cara paramos em frente à casa da Dona JENOVEVA para que o Jorge pudesse deixar escapar seu lado gay e retratar o jardim da casa, tendo como modelo para as fotos o Testolino.


Conversamos um pouco com a dona da casa e nos despedimos, paramos um pouco adiante para fazer o primeiro lanche do dia no mercado do município. Enquanto eu, o Prona e o Junior providenciávamos suprimentos o Jorge e o Testolino ficaram tirando algumas fotos. Antes de seguir até o pitstop o Testa foi tirar uma coisa que lhe estava incomodando por dentro.



Reunimos a tropa e descansamos um pouco. Comemos alguma coisa, tomamos uma cueca-cuela e falamos algumas besteiras para descontrair.

Reabastecemos as caramingolas, alongamos as pernas e levantamos acampamento, mas antes nos munimos de suprimentos coloniais para não passar fome durante o longo pedal.

Nosso destino agora, pelos nossos planos era o Belvedere Sonda, ponto turístico da região, localizado próximo ao Rio das Antas de onde se observa a bela paisagem dos montes que ladeiam as margens do rio. Uma paradinha para comprovar nossa passagem pelo local onde muitos se perdem.


Seguimos adiante pela direita, agora tem um trecho de asfalto, poucos km até pegar a esquerda no “chón” de novo. Cruzamos pela estrada que está sendo asfaltada. Um caminho ótimo de ser percorrido de bicicleta. Basta observar a foto.


Seguimos novamente em direção ao Belvedere Sonda, passamos por um cidadão ensinando seu filho a pilotar uma tobata, coisa típica da região. E finalmente chegamos. Avistamos de cara uma excursão de “moças” no local, heheheh e conhecemos a dona PEPA, que é a guia e a pessoa que cuida do local. O Testolino fez amizade com ela, uma amizade bem forte eu diria. Até ganhamos um queijo e pão caseiro colonial. Muito bom.


Ficamos um bom tempo no local, até que o pessoal da excursão foi embora e liberou o mirante para que nós usássemos para tirar algumas fotos da região.



Retratamos também a imagem dos pedaladores sombras.


Chega de papo, um “ciao” para a dona Pepa e nos mandamos, morro abaixo. Era hora de descer em direção a balsa, não estávamos nem na metade do caminho.

Saímos e demos a volta por trás do belvedere. Tem uma estradinha tinhosa que leva até a principal que desce até a balsa. O Jorge se foi na frente. Mas não porque estava rápido, é que ficamos esperando ele se posicionar no primeiro cotovelo pra fazer umas fotos neste ponto crítico.

Um descidão do capeta, com dois cotovelos cruéis, onde o Prona foi reto e levou o Junior com ele. O Jorge estava lá em baixo pronto para fotografar a cena, mas preferiu se proteger dos dois kamikazes e acabou nem fotografando nada, hehehe.

A estrada tem uma inclinação forte antes do cotovelo, cheia de pedras e degraus. O pneu traseiro vem pulando e fica difícil de frear. O Prona veio por dentro e o Junior por fora. Só que o Prona não conseguiu fazer a curva e passou reto, levando o Junior com ele. Corrigida a trajetória os dois seguiram despencando morro abaixo. Em seguida eu e o Testa.


Paramos e esperamos o Jorge guardar a máquina e seguimos descendo. Bastante cascalho e descida forte. Ruim seria encontrar um trator subindo. Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa tinha um trator subindo. Nada grave, deu pra passar.

Chegamos então na estrada principal, saímos deste atalho dos cotovelos e agora pegaríamos a estrada até a balsa. Mais uma descida interminável e esta eu conhecia, mas nunca havia passado por ela de bike, só de carro. Como ainda não tínhamos feito nenhum vídeo alucinante, resolvi filmar a descida e o resultado vocês podem conferir abaixo.

Após uma longa descida, quase 3 tombos, dores na mão direita, cheguei até onde estavam os demais, me esperando e esperando a balsa que estava do outro lado do rio esperando algum veículo motorizado para atravessar o rio.


Não demorou muito e apareceu um “golo”, a balsa então veio até nosso encontro e pudemos atravessar o rio.


Teve gente que quis pilotar a balsa e acabou atrapalhando o serviço dos caras.


E cruzamos o rio. Agora estávamos próximos da trilha das aranhas assassinas. Pegamos a estrada e seguimos adiante.


Estava tudo tranqüilo, até que paramos na primeira placa que avistamos para conferir o nosso destino, eis que o Junior se descuida e proporciona o primeiro tombo da tarde.


Quase foi flagrado na hora H, pois eu estava pronto para tirar uma foto da placa, mas foi por pouco mesmo.

Como vocês podem observar na placa, é um local perigoso, impróprio para banho e fomos lá conferir o tal CACHOEIRÃO.


Espetacular, a água chega lisinha até as pedras até que entra de encontro com as inúmeras crateras de pedras e proporciona um espetáculo aos visitantes.


Algumas fotos artísticas outras não, e resolvemos seguir viagem. Pegamos as bikes e retomamos nosso rumo. Voltamos para a trilha das aranhas bandidas e começamos a perceber que algo estava errado, pois não havia aranha nenhuma no local. Alguém deve ter avisado elas para ficarem em casa. Só pode.

Em compensação, o que tinha de borboleta era algo impressionante. Andamos mais um pouco e paramos novamente para mostrar ao Junior onde os malucos descem o cachoeirão de bote.


Junior, ta vendo a seta amarela ali? Ta vendo? É ali que os caras pulam. Hehehe

Continuamos pela estrada das aranhas, que prontamente foi chamada de estrada do pula-pula, de tanta valeta e buraco que tinha. São alguns km no meio do mato, costeando o rio das antas, sempre pedalando, fugindo dos buracos, pois de aranhas não precisava.

O Jorge caiu, eu caí, mais alguém deve ter caído, vários foram os semi-tombos, mas continuamos, até chegarmos num rio que desce a montanha para se encontrar com o rio das antas, formando uma pequena cascata.


Enquanto os mais afoitos já estavam lá na frente retratando a paisagem, eu que havia caído fiquei para trás, junto do Prona que parou para arrumar o olho, sim, o olho. Mas chegamos e nos reunimos com a tropa.


Neste ponto estávamos quase no final da estrada, mas ainda faltavam alguns km e mais alguns atrativos, como pedras, mais valetas, mais árvores na pista e rios para serem cruzados.


Até que, finalmente, após um bom tempo de pedalada no meio do mato fugindo das borboletas amarelas comedoras de cérebro de ciclistas, chegamos na PONTE DE FERRO, local onde as pessoas desmioladas que fazem rafting se reúnem para pegar os botes e descer o rio.

Achamos um canto, desembarcamos das bicicletas e descansamos. Era praticamente a metade do pedal, 50km até o momento e todos estavam desgastados. Paramos para comer alguma coisa, suprimentos coloniais, etc.. Ah, e tomar muita água, pois o calor estava judiando.


Ficamos um bom tempo descansado, conversando e olhando o pessoal do rafting. Um pessoal bem estranho, heheh.

Acredito que ficamos mais de uma hora parados, então era hora de retomar o pedal e, como havíamos descido bastante até ali, agora precisávamos subir. E que subida!!!

Despedimos-nos da ponte e começamos a subir. São 16km de subida. Com o calor que estava fazendo, refletindo no asfalto, subir foi algo interessante e judiante.


Na frente íamos eu e o Jorge, num ritmo bom, sempre aumentando a velocidade, até que fomos ultrapassados pelo Junior que começou a se distanciar.

Aí o Jorge disse: “-Calma que ele vai diminuir.” E seguimos sempre no nosso ritmo, os dois lado a lado pedalando forte. Eu tava morrendo, mas começamos a chegar no Junior, que foi diminuindo e ultrapassado.

Nosso ritmo estava muito alto para o meu condicionamento, mas fui subindo junto do Jorge. Até que o Testolino deu uma puxada no ritmo dele e nos alcançou, nos passou e fugiu. Mais uma vez o Jorge teve calma e continuamos no nosso ritmo.

A subida estava ficando mais íngreme, nossa velocidade começava a baixar, mas aos poucos a gente se aproximava do Testolino. Chegamos nele, passamos e minhas pernas começaram a dar sinais de cansaço, muito cansaço.

Andamos mais alguns metros e resolvemos parar. Na única sombra da estrada, no valetão ao lado paramos para descansar e tomar uma água. Ficamos nós três quanto o Junior vinha lá em baixo, mais devagarito até que chegou também.

Começamos a ficar preocupados com o Prona que não aparecia. Ele estava há um bom tempo sem pedalar e esta indiada era meio grande pra ele, mas índio veio tem que sofrer. Estava ficando tarde e o Jorge resolveu descer para buscar o Prona, enquanto eu, o Testa e o Jr continuamos o pouco que faltava da subida. Até que chegamos.


Dali seguimos até Vila Jansen, ponto de parada para reagrupar, tomar um (foram dois) sprite bem gelado e recalibrar as pernas. O Prona estava bem cansado, assim como o Testolino, que se desgastou demais na subida do asfalto.


Revisão geral nas bicis, óleo na corrente, caramingolas abastecidas e retomamos o pedal, num ritmo mais lento .Tinha mais 4km de subida até a estrada que vai para Caravagio. Lá em cima, tem uma parada de busão, onde o Jorge, o Junior e eu paramos para esperar os dois retardatários que vinham na maciota.

Reagrupamos, os dois estavam sequelados, deitamos no chão mesmo e resolvemos dar um tempo para as pernas. Ficamos um bom tempo descansado, teve gente que quase dormiu, hehehe, mas precisávamos continuar, Tinha mais uns 30km até em casa, heheheh. Estávamos todos cansados, por isto poucas fotos deste ponto em diante.

Pegamos a estrada que leva até Caravagio, um caminho bom de ser feito, com descidas longas e no final um subidão pra pagar os pecados e pedir a bênção pra Santa. No meio da subida uma paradinha para mostrar a estrada e ao fundo o topo do santuário.


Até que chagamos todos em Caravagio. Esta seria a última parada da tarde, comemos uma torrada cada uma, mais uma cueca-cuela e recuperamos as últimas energias que ainda existiam nas pernas.


O caminho agora era o tradicional, nada de novo, só alguns buracos novos na estrada, pedras soltas e coisas do tipo, mas nada apavorante.

Na primeira subida da volta o Prona ficou novamente pra trás, estava no modo sobrevivência faz tempo. Lá no topo da subida eu me despedi dos demais, pois estava (bastante) atrasado para o aniversário da minha irmã. Resolvi dar um laço até em casa, até que as pernas agüentassem.

E agüentaram, bati meu recorde de tempo neste caminho, cheguei no Mart Center quase vomitando os pulmões, mas cheguei. Dali até em casa é um pulo, quando cheguei em casa a primeira coisa que fiz foi ligar para o Prona e ver se precisava de resgate. Liguei para os outros três pedaladores também, mas nenhum atendia, sinal de que estavam pedalando.

Dei uma mangueirada na bici pra tirar a sujeira, tomei um banho e fui buscar a mulé que já devia estar bufando com a minha demora, heheheh.

Todos vivos, todos cansados, mas todos com a sensação de dever cumprido. Foi um pedal ESPETACULAR, que merece reprise. Três tombos, muito calor, muito suor, muita borboleta e nenhuma aranha, mas muita diversão. Abraços e até o próximo.

Seu antônio, te amo!

Mais um sábado ótimo para fazer aquela pedalada com os amigos. Levantamos cedo, 8:50 já estávamos todos prontos em frente à igreja de São Pelegrino. Eu, Zaka, Jorge, Testolino, Junior e Andrius. Antes da saída o tradicional papo da manhã e uma olhada na bici nova do Junior, uma belezura de bicicleta.

Trajeto definido, tempo de pedalada estipulado e partimos em direção aos SPA. Lá subimos em direção à Nossa Senhora da Saúde e descemos até Linha 30. Na linha 30 pegamos o atalho do desmanche onde (quase) ocorreu o primeiro acidente.

Este atalho é uma estradinha colonial típica da região, com os trilhos para se pedalar e pedra pra evitar o pó. Ela cruza uma montanha e sai em outro asfalto, o da linha 40, por onde seguiríamos. Na última descida do atalho estavam na frente o Junior e o Zaka, descendo a milhão, quando um Kadet resolveu entrar na pista. O que se viu foi só poeira. Eu que vinha logo atrás chamei nos freios para não subir em cima do carro.

Passado o susto entramos novamente no asfalto e seguimos até a igreja da Linha 40. Passamos reto e encaramos a primeira subida. O Zaka e o Jorge se mandaram na frente, puxando o pelotão. Eu e o Andrius subimos lá atrás, conversando e controlando as pedaladas. Foi uma subida tranqüila, aquele morrinho já foi beeeeeeem pior. Lá no alto paramos para um papinho e logo seguimos adiante, até a encruzilhada da Linha 60, onde agora é tudo asfaltado, infelizmente.


Neste ponto decidimos mudar o trajeto antes estipulado, pensamos mais no estômago do que nas pernas. Da encruzilhada seguimos reto, em direção à Linha 80. um descidão cabuloso, cheio de cascalho solto, pronto para derrubar os desavisados. Pela primeira vez desci um morro com um misto de medo e cuidado em demasia. Não larguei na descida, fui devagarito, segurando nos freios, pois os pneus não estavam me passando confiança. Nem um pouco. Preciso providenciar a troca deles urgentemente.


E chegamos na Linha 100. Nos reunimos novamente e batemos mais umas fotinhos para dar risada depois.


Dali pra frente era subida pra encarar. Já nos primeiros metros tive que parar, ligações no celular importantes. O Testolino também recebeu ligações, mas era do Balboa, um amigo nosso convidando para ir almoçar, hehehehe. Ligações respondidas, seguimos adiante.


Subimos, subimos e subimos. Depois descemos. Passamos o famoso “tobogan” e seguimos adiante. Saímos lá em baixo, na estrada que leva à Nova Pádua e que eu ainda não sei o nome.

Continuamos pedalado e pedalando. Sempre todos juntos, alguns concentrados, outros perdidos e outros falando besteira para animar o pedal, pois se é pra pedalar sem se divertir tem um outro grupo que sai do centro, perto de uma loja tradicional da cidade que segue este estilo.

Seguíamos todos pelo asfaltinho, em direção ao Travessão Alfredo Chaves, passando por diversas cantinas, que na região tem muitas, quando, mais do que de repente, passa por nós um Micro ônibus da Prefeitura de Flores da cunha, cheio, mas lotado de mulheres. Eu contei umas 96 mulheres dentro do veículo. O Micro passou por nós buzinando e quando vimos elas estavam abanando e mandando beijinhos para nós. Retribuímos a saudação pois não somos mal-educados.

Mais adiante o Micro parou numa cantina e nós paramos também, hehehe. Nos dirigimos para onde estavam desembarcando todas as beldades e descobrimos, falando com a senhora Fátima Ortiz que todas aquelas moças eram candidatas à Rainha da Fenavindima 2007. Que maravilha!


Por alguns minutos ficamos por ali mesmo, tirando fotos com as candidatas e conversando. Imaginem um pelotão de 6 ciclistas que já havia pedalado mais de 30km por estradas de chão e poeira ao lado destas moças. Tudo cheiroso e limpinhho. Teve gente que chegou a tirar o óculos para mostrar seus olhos azuis.

O Jorge, cabeção que é, deixou guardada a digital e não tirou fotos delas, então, a foto que temos, foi tirada pela Fátima e que nos encaminhou via e-mail. Todas foram muito gente fina, até nos convidaram para a festa da escolha da Rainha que acontecerá dia 21 de outubro, nos pavilhões do Parque da Vindima Elóy Kunz. (feito o merchan)

O papo com as garotas estava muito bom, mas as pernas estavam esfriando. Enquanto elas entravam na cantina do Seu Antônio, nos nos despedimos das meninas. E partimos, aos gritos de “Seu Antônio, te amo!”, sumimos na estrada. Foi a parada mais bonita que já fizemos. Eu disse bonita.

E chegamos então no Travessão Alfredo Chaves. Uma paradinha para o Zaka mostrar por onde se vai para chegar até o mirante Gelain e para tirar mais algumas fotinhos. Olhamos o tempo e pensamos no almoço e na volta. Aí pegamos um atalho. Resolvemos encurtar o caminho, pois tinha gente com compromisso importante e que não poderia se atrasar, hehehe. Eu.


Cortamos a estrada em direção a Otávio Rocha. No início quase nos perdemos em uma bifurcação, mas orientados por uma moradora da região pegamos o caminho certo.

Tudo estava calmo, tranqüilo, pedal num ritmo bom, média boa e seguíamos estrada adiante. Na bifurcação seguinte, por indicação da senhora, pegamos as esquerdas, para sair na estrada que leva a Otávio Rocha. Um descidão pela frente. No meio dela o Junior se mandou e eu o segui, deixando os demais pra trás.

Passamos por um cidadão cambaleando na estrada. Acho que tomou algumas doses além da conta, hehehe. Ele deve ter pensado que éramos ETs, com certeza.

Continuamos descendo, a milhão, quando logo adiante, na bifurcação seguinte, onde está sendo preparado o terreno para ser asfaltado daqui uns 46 anos, avistamos um carro da polícia parado na estrada e dois policiais, um com a “estchópa” apontada para nós. O freio foi exigido novamente. Eu cravei a mão nos freio, quando vi o policial apontando a arma. Cramento, que cagaço!!!

Paramos todos e tentamos estabelecer um diálogo, mas não foi possível. Nós estávamos com pressa e o cidadão armado não parecia estar num dia feliz. Nem o instigamos e engatilhar a 12, pois o corta-vento não é feito de kevlar, hehehe.

Seguimos adiante e voltamos ao asfalto que leva à Otávio Rocha. Aí começou a carnificina. O Jorge tentou escapar e o Zaka fui atrás, buscou o animal e ambos seguiram morro acima num ritmo bem mais forte que os demais. Logo atrás subimos eu e o Zunior com sua bici nova, conversando e falando mal dos outros. E, um pouco mais atrás o Testolino e o Andrius.

Chegamos então em Otávio Rocha e paramos no já consagrado Bar do Gringo. Local de muitas risadas e da Power Polenta Brustolada. Agora era hora de descansar as pernas e entupir o estômago, mas claro, antes pedimos um limãozinho generoso para molhar o bico.


Teve gente que ficou feliz só de ver o copo. E tava muito boa… os RomarioBikers, mesmo andando com os gigantes, não poderiam deixar de tomar um power líquido refrescante.


E todos provaram do veneno, até o Andrius.


Almoçamos muito bem. Uma refeição para recolocar as pernas em ordem, ou não: salada, pão colonial, queijo frito, salamito, tortéi, macarrão e a maravilhosa power polenta brustolada. Tudo isso e ainda tinha chuleta, que nunca pedimos pois endurece muito as pernas e a volta seria cruel.


Ficamos um bom tempo parados ali no Bar do Gringo após o almoço, conversando, falando besteira, discutindo sobre nossas camisetas que ficaram terríveis e outros assuntos pertinentes ao mundo do pedal. Ou não!


Ah, um assunto especial que foi tratado neste pós almoço foi que, de repente, o Jorge sai do Bar com uma cara de espanto que parecia ter visto um fantasma, sentou do meu lado e disse:

– Tem um senhor ali no bar reclamando que tem umas pessoas falando mal do local na internet, que até trocam o nome da cidade para Otávio Brocha. Eles estão brabos com isso.

Eu não acreditei no que ele falou. Mas se tem alguém falando da cidade eles deveriam é agradecer, pois estão DIVULGANDO a cidade, seja do jeito que for, mesmo falando o nome errado, tipo Otário Rock e similares, tudo é divulgação e bom pra cidade. E que o Bar do Gringo sempre foi bem falado, inclusive a maravilhosa polenta brustolada ninguém comenta, disso não reclamam… ora pois!!!

Passou uma hora, uma hora e meia e as pernas estavam prontas para a volta. Só as pernas, pois o estomago dos que exageraram na comida estava pesado ainda. Largamos de volta pra casa, subindo em direção à encruzilhada de santa Justina, pegando as esquerdas para irmos em direção à Linha 60.

Eu larguei na frente, subi rapidão, pois se eu fico pra trás não iria agüentar subir o morro. Lá em cima nos reagrupamos, eu, Junior, Andrius e o Jorge. Pedalamos num ritmo rápido, apesar do almoço ainda estar descendo. Olhamos para trás e não avistávamos mais os outros dois. Vixi Maria, pro zaka ficar pra trás algo aconteceu!!!

Que nada, só ficaram pra trás pois vieram mais devagarito. Um pouco adiante paramos para esperar os demais e pro Junior resolver um pequeno probleminha que teve por causa do banco novo. Trincou…

Reagrupamos e seguimos em direção à Linha 40. Descidão do capeta pela frente. O Junior se mandou na frente e eu fui atrás. Tentei alcançar o animal durante a descida mas não teve jeito. O bicho desce rápido, alucinado. Mesmo eu sendo kamikaze não consegui pegar o cidadão. Foi uma descida muito legal. Ainda bem que não vinha nenhum carro subindo.

Na igreja do 40 nos reagrupamos para subirmos todos juntos. Aí é o mesmo pedal de sempre, subidinha tranqüila pela frente, nada demais. Só ali no Zanrosso é que dois cães de porte avantajado avançaram em nós. E ainda por cima caiu a corrnte do jorge na subida. Que maravilha. Eu parei para tocar pedras nos animais (os cães, hehehe) e depois continuamos subindo. Pela primeira vez fiz aquela subida sem descer pra coroinha. Eita coisa boa.

Descemos os SPA e no Mosteiro nos separamos, indo cada um para sua casa. Foi um ótimo pedal, curtinho, mas muito bom. 58km pedalados e muita alegria. Até o próximo.