Bate e volta rampa sul, by Zunho

Bem amigos da rede globo……

NOTA DO EDITOR: Calma, muita calma nessa hora, primeiro preciso salientar que o relato foi escrito pelo Zunho e só foi postado aqui por mim, pois eu não fui pedalar devido ao departamente médico não ter me liberado. Agora vai…

Mais uma vez nos encontramos no bat ponto de encontro posto delta na rótula da perimetral eu zunho ueifi e o Testolino kid, o nosso amigo Bassolino está no departamento médico.

Como sempre, aquela história: Vamos pra onde? Como o Testa tinha compromisso cedo, pensamos numa indiada mais curta. Rampa sul… boa pedida!!!!!!

Se bamdiamo pro lado do bairro cruzeiro com uma passagem breve pela ciclobel do lado do presídio, para consertamos uma câmara de pnéi.

Largamos pelo mesmo lugar, falando mau dos outros e contando umas mentiras quando escutamos um buzinaço quase ensurdecedor. Quem será? Era um cara com um classe A branco, eu o Testa se olhamos. Será que eééé???? E era mesmo, o Pastor Igor com o carro da mais nova!!!!! Hehehehehe, muitos comentários e muitas risadas.

Seguimos firme em direção ao nosso destino. Caminho já bem conhecido, se puxando, até que chegamos na encruzilhada antes da subida da rampa.

Descidona legal, me larguei na frente e o Testolino se largou atrás, uns “s” traiçoeiros e quando avistamos logo adiante uma plantação de cascalho. Sim era uma plantação de cascalho das grandes, tá loco, mas vamos adiante, já íamos pensando: “será que mais adiante, na outra subida os caras colocaram cascalho também”. Dito e feito, neste lugar saiu uma foto pra registrar o cacalhedo.


E uma foto para marcar presença.


Subimos bem apesar das condições da estrada, umas escapadinhas normais, chegamos então ao nosso destino. O visual é deslumbrante.


Não sei como e nem onde, mas o Testa achou uma toca de tatu. Se ele conseguiu tirar o tatu de lá é só ele que pode dizer.


Tomamos um água comemos umas barrinhas, falamos mau dos outros e fizemos uma pequena homenagem ao nosso amigo Basso, que vocês poderão conferir no vídeo postado logo abaixo.

Não demoramos muito, pois o Testa tinha compromisso com a patroa e neste caso não pode se atrasar senão o bicho pega. Hehehe. Enquanto isso, mais algumas fotinhos para marcar nossa passagem pelo local.


Resolvemos fazer a filmagem da descida. Huhuhuuuuu, com aquele cascalho todo. Coisa de louco.

Lá embaixo parei para fazer a filmagem do nosso amigo Testolino, passou a milhão. Faltava pouco para chegar no final da descida quando fui atacado por umas abelhas taradas. Fiadasputa! Ainda furou o meu pnéi traseiro. Que raiva, mas vamo lá, pnéi consertado, agora era subir.

Voltamos pelo mesmo caminho e fizemos uma bela volta, para não perder o ritmo. 54km, vamos ver se próximo findi teremos o Basso de volta, pois o Testa está saindo férias. Era wilson, como diria o Testa e realmente, tenho cada vez mais convicção que “a sombra me fascina”. Zunho Ueifi.

Carrapicho, pedal fenomenal

Antes de começar o relato, preciso adiantar que foi o melhor pedal deste ano. Um espetáculo, simplesmente sensacional. E, desta vez, cheio de fotos.

Combinamos de nos encontrar 8:45h da madrugada para sair um pouco mais cedo e fazer um pedal maiorzinho para nos preparar para o pedal das aranhas que virá em breve. Precisamos nos preparar.

Nos encontramos no Bóbis, local já tradicional. Eu caí já na chegada, a maldita sapatilha não desclipou e fui ao chão. Uma cena linda de ver, ainda bem que era bem cedo e havia pouca gente no local. O resto chegou depois: Testolino, Jorginho, Andrius e Zunior. Faltava só o demente do Igor.

Enquanto esperávamos o Igor algo aconteceu, o Jorginho ficou emocionado e passou mal, tivemos que chamar socorro.


Calma, ele só teve um mal súbito, logo se recuperou e estava pronto para pedalar, heheheh.

E o Igor não dava notícias. Já havia passado das 9 horas e o cidadão não aparecia. Resolvemos ligar para ele. Enquanto isso me aparece o Zunior, com algo estranho no pneu.


Pequeno o estrago. E nada do Igor.

O pessoal estava começando a ficar nervoso até que conseguimos falar com o cidadão. Após alguns vários minutos ele apareceu (bem atrasado) e partimos para o pedal.

De início entramos no Bela Vista, passamos pelo Lê Bond e descemos até o Pateta. Todos locais já conhecidos e bem divulgados nos pedais. Uma estrada sem maiores atrativos até aqui.

Paramos para reagrupar a tropa que estava dispersa na descida e retomar o caminho que faríamos. Quem estava mandando no trajeto era o Jorginho, ele dava as ordens e indicava o caminho.


Enquanto isso o Testolino foi liberar líquido e, com isto, peso.


E o Igor já estava cansado, hehehehe


Do pateta seguimos por uma estradinha nova, desconhecida dos RomarioBikers. Somente o Jorginho e o Andrius conheciam a tal estrada. Resolvemos encarar, caminhos novos sempre são bem-vindos.


Uma estrada longa, larga, que atravessa toda 4ª légua. Em alguns pontos não há nada além de mato, enquanto em outros se avistava alguma casa perdida.


Paramos um pouco adiante, pois avistamos uma estradinha as esquerdas que será desbravada no futuro, ainda mais que ela é cortada por um rio. No verão precisamos atravessa-lo.


E seguimos viagem. A estrada começou a se fechar e a ficar mais inclinada, para baixo. Opa, sinal de uma descida boa. Dito e feito, chegamos ao tal MORRO DO CARRAPICHO. Coisa de louco, descida fantástica.

Largamos eu e o Junior na frente, morro abaixo, vento na cara, pedras, canaletas, barro, túneis de árvores, paisagem fenomenal. Em vários locais a gente observava o belo vale ao nosso lado. Um precipício.

Paramos apenas em uma parte da descida, quase no final dela, para retratar nossa passagem. Sensacional.



Ah, e para esperar o Igor também, pois ele estava com os freios muito apertados, não conseguia descer rápido, hehehe.


Continuamos descendo o Carrapicho, mais uma vez preciso dizer que é uma descida espetacular. Que estrada maravilhosa! Chegamos lá em baixo, não sei onde, só o Jorge sabe o nome dos locais, eu nunca lembro.


Além de pararmos para reagrupar a tropa, resolvemos retratar o local.




E, finalmente, sabíamos onde estávamos e para onde iríamos. Talvez não…


Bom, o Jorginho disse que sabia para onde estava indo, então o seguimos. Logo adiante paramos em outra comunidade para fotografar a igrejota, pois igreja é o que mais tem no interior.


Descemos mais um pouco, sempre pela estrada principal, até porque não havia outra a seguir, até chegarmos onde não dava mais para descer. Diz a lenda que neste ponto é onde se encontram os rios Caí e Piai. Eu duvido…


Mais uma placa para nos localizar e ver que a gente estava bem longe de casa.


Neste local também conhecemos o seu Liki, gente fina, pena que não dava pra entender nada do que ele falava.


Andamos, andamos e andamos. Mais alguns km pedalados e paramos em Nossa Senhora do Rosário não sei de que légua. É tanta légua que o cara acaba se perdendo.

Neste ponto demos uma paradinha pois a tropa estava desunida, alguns muito adiante, outros ficando pra traz. Nos nossos pedais sempre andamos juntos, pois temos que rir uns dos outros e se alguém ficar muito pra traz acaba perdendo a piada.


Após todos no local, uma água tomada, seguimos viagem. Nosso destino, agora revelado e conhecido por todos, era Vila Cristina.

Deste ponto em diante não tem muita graça, é um estradão looooooooongo, sem atrativos, só com muito pó e sem subidas nem descidas, plano completo, só para girar.

Alguns km adiante achamos mais uma placa. Acho que o pedal mais bem informado que já fizemos, pois nunca fotografamos tantas placas.


Logo adiante, a civilização, asfalto, caos, carros, caminhões, estávamos chegando em vila Cristina. Passamos pelo pedágio, sem pagar, óbvio.

Confesso que dá uma vontade de parar em alguma cabine do pedágio e perguntar se bicicleta tem que pagar. Seria, no mínimo, interessante ouvir a resposta do cidadão.

Mais alguns metros e paramos para a parada longa do pedal, um descanso para as pernas e para achar algo para enganar o estômago, que há horas estava reclamando.


Todos degustaram um diabólico X salada completo sem salada, quer dizer, CEM MILHO.



Conversamos um pouco, como de costume, demos várias risadas para fazer a digestão e começamos a discutir qual seria o caminho a ser feito para voltar. Sim, a gente precisava voltar e agora era subir tudo que descemos.

Alguns sugeriram subir o Belo, traiçoeiro morro já pedalado algumas vezes. O Jorginho queria fazer algo diferente, então, como ele estava no comando e todos toparam, resolvemos subir pela Rampa Sul. Levantamos acampamento e pegamos a estrada novamente.

Adentramos na estradinha do Jorge e logo no início o Andrius sugeriu um atalho. Seguimos por ele. Uma subida fodástica, complicada, praticamente impossível de subir pedalando. Acredito que tinha uns 95,13° de inclinação aquela encrenca.


Maldita a hora em que fomos acreditar no Jorginho, mas subimos, hehehe. Não teve uma alma que conseguiu subir pedalando a primeira parte da subida, era muito complicado. Ainda quero ver alguém subir aquilo ali pedalando, mas eu não serei.



E não pensem que a subidinha impossível termina logo, nada disso, ela é bastante longa, coisa pra detonar as panturrilhas. Em alguns pontos conseguimos subir pedalando, em outros não. Teve até um local onde fizemos um sprint empurrando as bikes, uma cena linda, hehehe.

Passado o primeiro sufoco da subida, chegamos em um ponto onde ela começa a ficar menos íngreme, acho que agora uns 95,11° de inclinação, e tentamos subir pedalando. Alguns conseguiram, outros continuaram empurrando.

A estrada é complicada, difícil de subir, mas a paisagem e nota 10.


O Igor, que vinha mais atrás já estava mortão e começou a sentir câimbras, muito ruim isso, pois a subida não tinha nem começado.


Parei para dar uma ajuda psicológica e ficamos rindo da situação. Logo adiante parou o Zunior também, que não estava nos melhores dias pois nem tinha ainda melhorado da gripe. Ficamos um pouco ali, descansando para o Igor retomar as últimas forças que ainda restavam.

Continuamos a subida, sempre devagarito. O Igor já estava no modo sobrevivência e não agüentava mais, mas continuou. Nada de se entregar. Até porque, neste ponto nem tem como se entregar, caso se entregue, é comido pelos urubus, pois não tem nem como chamar resgate.

Após muito tempo subindo, finalmente chegamos láaaaaaa em cima, quase na entrada da rampa sul. Mais uma vez o visual mata a pau e faz o cara esquecer o cansaço.



Nas subidas a gente não para tanto para tirar fotos pois é complicado retomar o ritmo, mas sempre que dá, ou paramos para esperar a tropa, algumas fotinhos se fazem necessários.


Sim, até aqui já havíamos sofrido bastante, subido um monte e estávamos recém chegando na entrada da Rampa Sul. Havia muita subida ainda pela frente.


Deste ponto em diante não tiramos mais fotos, não dava mais. Todos estavam cansados e o tempo começou a apertar. Subimos até o pateta rapidão, em alguns momentos eu e o Jorginho fizemos uns sprints para esquentar as pernas. E esquenta mesmo.

O Igor que já estava mal lá no início da subida não agüentou mais, resolveu chamar reforço. Ligou para a mais nova e ela veio lhe resgatar. Combinaram de se encontrar na frente do Motel Lebond. Só não sabemos se de lá foram para algum lugar ou ficaram por ali mesmo, mas no estado que o Igor estava, acho que foram mesmo pra casa.

O resto da tropa continuou sua indiada até a civilização. Chegamos todos cansados, exaustos, mas felizes de ter feito um ótimo pedal. Um pedal sensacional. Quase fechou os 80km, quase. Eu devia ter dado umas voltas na quadra antes de entrar em casa, mas estava cansado, fica pra próxima. That’s all, folks.

Bate e volta 2x na Rampa Sul

Sábado os pedaladores estavam todos enrolados. O Bassolin em função do apartamento, tem ficar tudo pronto pois o dia “D” é sábado que vem. O Igor ia ajudar o pai. Tentei contato com outros pedaladores mas não tive sucesso. O jeito foi fazer uma indiada sólito.
A Verméééia estava nos trinks pois tinha ficado mais uns dias lá no Puca. O Basso e o Igor fizeram o frete para mim. Valew gurizedo. Tô devendo umas cubas pra vcs. A magrela estava limpinha e tudo funcionando bem. O câmbio dianteiro ficou perfeito. Decidi fazer um bate e volta até a Rampa Sul. Fazia uns 3 sábados que não andava devido a outros eventos, esse pedal seria uns 50km e achei que seria tranquilo. Só achei mesmo….cabeça de ovo!

Bom, tava meio friozoto e foi necessário utilizar as calças de bailarina, X-Thermo recém adquirido, corta-vento e etc. Sai de casa era quase 14h e estava uns 12° eu acho. Parada no posto do Bobs para calibrar os pneus e segui em frente. Fui num ritmo tranquilo passando por todos lugares e elementos conhecidos daquela estrada: Motel Lebond, Portal do Eden, curva do Zunior, buteco do Pateta e cachorro em cima do pedrão. Dei uma paradinha rápida naquela encruzilhada que vai para a descida do paredão se entrar a esquerda e continuei na principal para a Rampa Sul. Ali começa aquela descidona alucinante. Muito bala. Quase morri umas três vezes. Lá mais no final da descida passei a milhão pela casa do cachorro helicóptero. Descobri que ele tem um comparsa agora, esse tava solto. Ele veio na minha, eu estava bem rápido ali e ele nem chegou muito perto, mas já estava desclipando e preparando as “garas” da sapatilha. Depois do descidão, voltei a andar naquele ritmo mais tranquilo e fui tirando as fomosas fotos em movimento.
Estradita…


Aperfeiçoando a técnica…

Paisagem show de pelota…

Tem uma antena ali em cima que é onde tenho que chegar…

Cheguei na estradinha que sobe até a Rampa, baixei para a famosa coroinha e fui. Puta saco! Não lembrava como era tão fudida essa subidinha. E tava com cascalho brotando. Tem um tiro curto no começo, depois dá uma aliviada, mas em seguida tem uma subida bem chata. Mas nada que uma primeirinha não resolva. Fiquei com raiva pois naquele trecho onde tem, ou melhor tinha, eucaliptos dos dois lados, lugar onde eu e o Zorze presenciamos um tufão uma vez, algum FDP derrubou todas árvores do lado de cima.

Que merda…desmatamento…

Deixei a raiva de lado e segui até a Rampa. Ainda tinha uma subidinha até lá. Fui indo devagarito pensando na vida e etc. Coisas que o cara faz quando pedala sozinho. Cheguei na dita cuja e pra variar nenhuma alma.

Chegando na Rampa…

Só eu e os urubus que ficam pairando por ali. O lugar é muito legal.

Baita vista…

Eu tinha que aparecer em alguma…

Tirei meus óculos, tomei uma água, dei uma lavada no nariz, dei um mix olhando a vista e descansei um pouco. Eram 15:40 e resolvi me mandar. Mais uma olhada na vista e caí da boca. Descidão bueno até a estrada “principal”. Agora vi que tem uma placa indicando a estrada da Rampa que eu não tinha visto antes. E também notei outra coisa. Cadê meus óculos!? Caraiiiiiiiii…..deixei lá na Rampa…eita burro…. Pensei e resolvi voltar. Sim, subir tudo aquilo de novo. O óculos eu paguei 15 pilá mas ele é muito bom para pedalar e tal. Eu lá fui eu. Subi tudo de novo até lá. Comecei a sentir as pernas duras e doendo. Cheguei lá e tava ali o animal no lugar que deixei.

Desgraçado…

Peguei o cara, descansei de novo e logo me arranquei. Descidão de novo e parei para registrar a placa nova.

Quem quiser conhecer tem placa indicando agora…

Olhei no cateye. Eram 16:20 quase. Perdi uns 40 minutos nessa brincadeira. Logo segui o baile. Comecei a me preocupar por vários motivos: 1. a volta tem bastante subida. 2. As pernas estavam se entregando. 3. Estava esfriando cada vez mais. 4. O sol estava baixando. Mas fui indo na buena. Aquele descidão da vinda agora é um subidão interminável. As pernas entraram no famoso “modo sobrevivência”. As coxas véias doendo tipo bixo. Puxei da pochete um powergel que estava ali faz tempo. Ainda daqueles que o Zunior me deu no aniversário do ano passado. Era bom, de frutas tropicais. Detonei o powergel e meti uma água para ver se dava uma reanimada nas pernas. Passei pela casa do cachorro helicóptero..hehe. O animal vem late tipo bixo, vem correndo, o fio da coleira estica e…..uuueeelllaaaa…cachorro helicóptero! O comparsa dele estava deitadaço e nem levantou dessa vez.

O ritmo era cada vez menor e a coroinha foi solicitada várias vezes. Eu ia passando pelas casas da região e só vendo a fumacinha das chaminés saindo. Nessas o cara se pergunta: o que estou fazendo aqui? frio de rachar..pernas doendo…devia estar em casa tomando uma cubinha e vendo futebol! Mas tenha força irmão. A situação estava preta, mas fui na maciota, até porque não teria outro jeito. A parte de cima das coxas parecia que ia estourar. Cheguei no bairro Cruzeiro e já estava bem escuro. As pernas véias no limite. Acho que forcei demais depois de uns dias parado. O frio estava foda também. Acho que isso também piorou as coisas. Subi a BR me arrastando. O relógio ali na frente do HG marcava 6°. Eita frio…. Subi em primeirinha todo morro da Randon. Ah..cheguei em casa vivo. Quase sem pernas mas cheguei. Mas o que vale é pedalar.

E vamos lá gurizedo…. feito o carreto!

Pedal dos Farrapos

Sábado levantei cedo, 8 da madrugada estava de pé. Tomei um nescau tradicional, duas bananinhas e fui arrumar as tralhas para o pedal do dia. Katja preparada, tralhas arrumadas, fantasia pronta, aquecimento e me mandei de casa rumo ao Bob’s, ponto de encontro determinado para este pedal.

Ao sair de casa um ventinho cortante me atrapalhava. Desci a Julio, entrei na Av. Itáli e subi a Sinimbu até o ponto de encontro. O vento cortante piorava a cada pedalada. Talvez fosse porque estava um dia (um pouco) frio para pedalar SÓ de camisa, sem corta-vento nem jaqueta. Mas acho que não, pois os termômetros marcavam 7°C, estava ótimo.

Cheguei no Bob’s e avistei por lá o Jorge e o Zunior me aguardando. Ambos estava completamente encasacados. Com luvas de dedo longo, aqueta, manguitos, corta-vento, calça de bailarina e toda vestimenta própria para dias muito frios. E eu só de bermuda e camiseta.

Batemos um papo e esperamos o último pedalador, o Testolino, que chegou atrasado. Deve ter demorado porque ficou tentando colocar as calças de bailarina. logo que ele chegou, arrumei um jornal para usar como corta-vento, coloquei por baixo da camiseta, e nos mandamos, rumo à Rampa Sul.

Antes de sair o Testa fez questão de avisar ao Jorge para nunca mais deixar em casa sua bolsinha “ecomotion”. Avisou também que o guidão do Jorge é bem bonito, isso, inclusive, ele ressaltou e falou com um certo tom humorista. E é bonito aquele guidão. Né Jorge?

E adentramos no Bairro Cruzeiro e fizemos a primeira parada do trajeto. Paramos ali na Agafarma para dar oi pra sogra do Testa. hehehe. E seguimos viagem. De início já enfrentamos uma parte do caminho com plantação de cascalho. Que terrível que é pedalar no cascalho.

Aí saímos da civilização e começamos a entrar nas colônias. Passamos pela frente do Motel Lebond e notamos que ao lado, um pouco depois, tem o “Portal do Eden”, local propício para gravações de filmes de terror. O Testa inclusive marcou bem o local para voltar uma outra oportunidade e entrar pelo portão. Seguimos adiante mas antes de começarem as descidas os demais Pedaladores quiseram parar e registrar uma foto onde mostrasse que eu era o único índio do pedal.


Depois que riram bastante de mim seguimos viagem, em direção à São Francisco da 4ª Légua. Morro abaixo é uma maravilha. Sim, é uma maravilha pra quando não está frio e sem a vestimenta apropriada para o vento. Que terrível. Não sabia se descia devagar para não pegar vento ou se descia rápido para chegar lá em baixo e me esquentar logo. Nesta hora complicou. Resolvi descer rápido, é mais emocionante.

Seguimos mais um pouco até encontramos uma árvore sócia dos AA. Notem que ela estava caminhando à beira do barranco, deve ter escorregado e caiu.


Continuamos o caminho pela mesma estrada, sempre na principal. Passamos por diversas bifurcações, locais que no futuro serão desbravados. Chegamos então em São João da 4ª Légua, passamos o ginásio de esportes, a igreja e o buteco onde não se pode permanecer armado. Paramos um pouco adiante para que o Jorge descansasse um pouco. Aproveitamos e tiramos mais fotos.


Além das fotos dos pedaladores, o Jorge sempre gosta de retratar a civilização antiga. Muito bem cuidada esta casa de pedra. Merecia uma foto.


Partimos em direção a São José da 4ª Légua. É muito santo em uma légua só. Estávamos bem protegidos por, no mínimo, três santos: São João, São José e São Francisco. Podíamos abusar nas descidas.

Num descidão muito bom de pedalar o Zunior se largou na frente. Me mandei na cola dele, seguido, um pouco mais de longe pelo Testolino e pelo Jorge. Na metade da descida tive que parar para resgatar a caramingola que tentou se suicidar. Aí foi mão nos freios até parar, estávamos numa velocidade um pouco alta. Parei, voltei uns 40m, resgatei a caramingola e me mandei morro abaixo para alcançar os demais que sumiram.

Me encontrei com eles quase no final da descida, onde me aguardavam rodeados de inúmeros “amiguinhos” latindo feito loucos. Um deles tinha uma certa habilidade para escalar pedras.


Como tem cachorro nesta estrada. Em questão de minutos podemos encontrar no mínimo uns 30. Nos reagrupamos e partimos adiante. Agora começava uma subidinha meia chata. E não é que um “amiguinho” gostou tanto de nós que veio fazendo “companhia” até o meio da subida.

Porcaria, que cachorro chato aquele. Montei na bici e o bicho veio. Aí tentei dar uma escapada mas ele seguia no meu calcanhar, latindo endoidecidamente. Alcancei o Testolino e deixei ele fazendo companhia pro animal, que não cansou. Nos seguiu por um bom tempo, sempre na nossa cola, latindo e ameaçando. Graças a Deus os bichanos não têm cérebro, pois eu tava cansando na subida e se ele tivesse um pouco de paciência era só esperar eu cansar para dar o bote.

Paramos um pouco adiante para umas fotinhos e para descontrair um pouco, além de observar a bela paisagem do local. Notem a estrada lááááá em baixo, sinal de que estávamos num pouco relativamente alto.


Segundo o Testa, ele tinha visto um caminhão ali na estrada, e que o motorista tava de lentes. O Testa tem visão biônica.


Seguimos viagem, agora era subida pela frente, sem descanso. Próxima parada: Rampa Sul, local onde os alucinados saltam de paraglider e assemelhados. E nos mandamos morro acima.

Já de início a subidinha dá mostra de que não será fácil de ser vencida. Começa bem tranqüila, dá pra ir na coroa do meio, dá um descanso e depois piora, e piora muito. Eu larguei na frente, coroa do meio e perna queimando. O Primeiro lance da subida foi barbada, depois tentei vencer o seguinte sem baixar pra coroinha (como aconselhado pelo Jorge). Não deu, pedalei uns 5m e as pernas pediram reforço, aí a solução foi baixar pra coroinha, ser ultrapassado pelo Jorge e pelo Testolino e subir na manha.

A subidinha judia, tem que ir com calma, não adianta querer se afobar pois é muito longa e com pontos bem íngremes. O negócio é ir levando ela devagarito, sem pressa. Após transposta a subida judiante tem mais um pedaço em subida, mais leve, onde dá pra subir tranqüilo na coroa do meio. não tão tranqüilo assim, mas dá pra subir, hehehe.

Chegamos no topo, chegamos na famosa Rampa Sul. A vista do é espetacular, pena que algumas pessoas estragam a foto.


Aproveitamos que o dia estava ótimo, descansamos, apreciamos a paisagem, batemos várias fotos e demos muita risada.


Lá no fundo, no outro lado, é o Ninho das Águias, outro pondo de onde os alucinados decolam sem asas. Estes três aí, dependurados na beira do precipício não tiveram infância.


A conversa estava boa, as fotos cada vez mais legais, mas precisávamos voltar. O Jorge sugeriu descermos até o Caí e voltar pelos famosos “cotovelos”. Só que tanto eu quanto o Testolino não podíamos demorar muito na volta, e este trajeto levaria muito mais tempo para ser feito. Voltamos então pelo mesmo caminho por onde fomos.

Agora aquela subidinha judiante se transformou em uma descidona alucinante. Eu e o Junior nos largamos morro abaixo seguimos pelos outros dois pedaladores. O Zunior começou a escapar e eu fui ficando pra trás. Tentei buscar o bicho mas quase que os Santos precisam vir me buscar. Bem na última curvinha eu quase fui reto. Passado o susto me encontrei com o Zunior logo adiante, no final da descida há uma casa e lá estava ele reabastecendo a caramingola. Esperamos os outros dois pedaladores e nos mandamos.

Largamos os 4 juntos, mas eu fui ficando para trás, as pernas ainda não haviam esquentado. O Jorge Ex-ecomotion começou a se distanciar, deixando para traz o Testolino e o Zunior, e mais atrás ainda, eu. Mantive uma distância de uns 30m dos demais e fui subindo.

Nesta subida, que antes era descida, é o local onde mais existe cachorros soltos no universo. Aquela cachorro preto que na vinda nos seguiu estava lá, nos esperando, pronto para dar o bote. Tinha também o Cão Helicóptero, um cachorro de porte médio, o único preso em corrente. Também pudera, o cão era do demo, dava pulos alucinantes mesmo preso na coleira, o que o fazia dar voltas e mais voltas. Uma cena engraçada, boa para perder a concentração na subida.

Lá em cima, quase no finalzito desta subida mais longa, dei um gás e alcancei os demais. Ou será que me esperaram? Na dúvida é melhor dizer que eu me esforcei pra alcançá-los. Paramos no buteco onde não se pode permanecer armado para comer alguma coisa. Não tinha nada, só porcarias e trago. Pedimos uns salgadinhos, umas rapaduras e uma dose de ródka para os RomarioBikers, pois ninguém é de ferro.

Conversamos mais um pouco, descansamos e fizemos amizade com o Pateta, uma criatura sem noção, que deixou todos bem animados.


Chega de descanso, vamos pra casa, se não a janta será um X e não o combinado xurras. Na saída do buteco tem um parquinho de diversões, aí as crianças se divertem.


Depois disto foi só subir, subir e subir. A volta é muito boa de se fazer. Muito mais subidas do que descidas, mas subimos todos bem, num ritmo bom e sempre juntos. O Jorge as vezes dava umas escapadas (por causa do guidão) mas logo nos reuníamos.

Chegamos então novamente no bairro cruzeiro, de volta à civilização, ao barulho, ao caos, ao desrespeito com os ciclistas. Como tem motorista imbecil neste mundo. Eita gentinha estressada.

Nos despedimos ali no trevo da BR e cada um foi para seu lado. Foi um ótimo pedal. É muito bom pedalar com gente que se preocupa mais em se divertir. 58km cravados no cateye com uma ajudinha ao chegar em casa, claro, pra arredondar né. Até o próximo pedal.