Despencando até o Rio das Antas

Finalmente um sábado sem chuva. Dia bom para pedalar. E fomos. Reunimos uma grande tropa neste último sábado. Não vou citar o nome de todos pois, certamente, esquecerei de alguém. Nos reunimos ali na lona azul do posto do tigre. O pessoal todo chegou antes, como combinado, para que o horário da saída fosse cumprido.

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13:30h zarpamos em direção aos SPA. Dos SPA seguimos pela Linha 30, entramos no atalho do desmanche, descemos o Michelon e saímos na linha 40, caminho já tradicional.

Da linha 40 não tinha muita opção, o negócio era “subir pra cima” e sair lá na linha 60. De onde seguimos Santa Justina. Início do pedal bem rapidão, pois precisávamos chegar logo em Otávio Rocha, onde outro grupo, que saiu pela manhã, nos aguardava.

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Em Otávio rocha agrupamos todo mundo, contei 15 pedaladores, 1 pedaladora e 1 fantasma. A maioria se conhecia, mas muitos eram novos na indiada, mas aos poucos o pessoal foi se enturmando.

Subimos em direção ao cartódromo, mas ali na capelinha saímos do asfalto e quebramos par estrada de chão. Passamos reto pela entrada da descida do manga e adentramos no matagal. Aí começou a festa.

E que festa.

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Trilha, barro, mato, pedras, galhos, valetas, tudo de bom.

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Descidão cruel, muito cruel, até o rio das Antas. A descida foi marcada pelos inúmeros tombos. Quem resolveu descer pedalando caiu, quem resolveu descer empurrando, também caiu.

A descida nada mais é do que um penhasco, a encosta do morro, no vale do rio das antas. Muitos cotovelos no caminho. E lá vem o Nena…

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E lá vem o Cemin…

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Eu tentei descer pedalando quase todo trajeto, mas confesso que foi bem complicado.

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Outros também desceram pedalando. Foi um festival de gritos no meio do mato.

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E tombos…

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Até que chegamos onde não tinha mais descida, pois havia o rio. E para seguir viagem, tínhamos que atravessar. Correnteza judiando.

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Após alguns longos minutos todos atravessaram e chegaram ao outro lado lavados. Todo barro que ficou preso nas bikes durante a descida foi levado pela água do rio das antas. Que sem graça, precisava achar onde sujar a bike novamente.

Reunimos a tropa para mais fotos e pensar que trajeto faríamos dali pra frente, pois tínhamos duas opções: seguir ou voltar, hehehehe.

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De onde estávamos, dá pra olhar pro topo do morro, onde começamos a descida. Um leve desnível.

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Ah, sim, voltando ao assunto de onde poderíamos sujar as bikes novamente, bastou olhar para a subida que vinha pela frente. Que subida!!!

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Foi no empurra-bike mesmo. Ninguém subiu pedalando, até porque é impossível subir aquilo ali pedalando, hehehe. Subidão fudido, com muito barro e pedras no meio do caminho. Esta foi a parte que mais detonou as pernas, durante o pedal inteiro.

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Mas nem tudo estava perdido, após uma lona subida traiçoeira no início, veio a estrada que dava pra pedalar. Apesar de ainda ser bem íngreme, nada que uma coroinha não resolvesse.

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Lá em cima, onde começaram a aparecer as nascentes e vertentes de água, resolvemos parar para nos abastecer e tirar o barro que acumulou durante a subida.

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Reagrupamos toda tropa novamente. Ali na grutinha. Após algumas bolachas, água e um merecido descanso, partimos em direção à nova Pádua, onde fizemos uma parada mais longa para reagrupar e contabilizar os estragos.

Entre mortos e feridos, apenas alguns arranhões e batidas ocasionados durante a descida infernal. Juntamos toda tropa ali na rodoviária da localidade para mais algumas fotos.

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E pra comer cuca, óbvio. Se não o Nena não conseguiria voltar pra casa.

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E a volta foi espetacular. Um tiro só, de Nova Pádua pra Caxias. Separamos o grupo, pois alguns pediram resgate e outros estavam atrasados para os compromissos. Estava ficando tarde mesmo, era certo que chegaríamos a noite em casa.

Na volta eu saí na frente com o primeiro grupo, 7 pedaladores cansados e loucos para chegar em casa. Voltamos pelo estradão tradicional, que corta todas as linhas.

Primeiro linha 100, depois linha 80… onde fizemos uma parada obrigatória para um descanso e para arrumar um pneu furado.

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E seguimos adiante, em direção à linha 60. Lá em cima eu parei para esperar a tropa que estava cansada. Aos poucos o povo foi chegando. Só um pedalador ficou pra trás, pois estava “quebradaço”. Como já passei por esta faze, sei que ficar pra trás solito é terrível, fui lá dar uma apoio moral pro cara.

Enquanto isso o povo aguardava na parada de busão onde eu fiz algumas fotos antes da tropa chegar.

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Hehehe

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E mais um pneu furado. Assim deu tempo pro quebrado se recuperar um pouco e ligar para o resgate.

Ali no 60 nos dispersamos. Uns se mandaram e ficamos somente eu, Cemin e o Éder para finalizar o pedal na tranqüilidade. O quebrado foi resgatado.

E chegamos em casa, todos vivos e destruídos. Após um pedal espetacular. Até o próximo…

Os Ratão de Mato Perso

Bem amigos da Rede “Grobo”! Mais um pedal nas quebradas dos interiores de Caxias. Época de festa e uva farta na região.

Antes de sair de casa foi uma boa camada de protetor nos braços e pescoção passada pela patroa amada. Somente dois pedaladores, eu e o Bassolin, fizemos a indiada de sábado. Teve pedalador que trocou o interior da serra pelas praias catarinenses e o pilantra nem falou nada…baita pilantra.

As 9h da madrugada nos encontramos nas obras da nova rótula da Perimetral Norte. Rapidamente decidimos descer o Carvalho que fazia tempo que não era descido totalmente, nas últimas descidas na metade a gente quebrou á direita para passar pelo Rio sem Ponte. Então decidiu-se descer o Carvalho, subir até Mato Perso e depois ver o que se fazia.

A primeira parte foi jogo rápido: pegamos a Perimetral até a Mosteiro, subimos os Spa, passamos embaixo da Rota do Sol, pela pizzaria e descemos o asfaltão até Santa Justina. Nessa hora o sol já estava pegando valendo, mas o Sundown Trintão é pra isso. Agora aumenta a diversão pois começou a estrada de chão (rima tipo 1 -1). Descemos o Carvalho que como o nome diz é Soda pra Carvalho. Estava bem complicado o famoso descidão. Haja freio. Não sei se andaram patrolando a estrada ou choveu, sei lá. Só sei que tava foda a descida. Valeta chamando a todo momento. Lá na finaleira depois daquele cotovelo que muitos já foram reto, andaram modificando a estrada, cortaram um pedaço para diminuir uam curva. Vai saber a idéia dos maluco.

Estrada modificada antes da ponte


Eu depois do descidon


Basso vomitando no rio “limpo”

Enquanto estavamos na ponte descansando passou uma camionete com o pessoal passeando da Brigada Ambiental. Esses eu queria saber o quê fazem. O que mais a gente vê pelo interior é: rio sendo poluído sem nenhum controle, desmatamento descarado, lixo descarregado em tudo que é quebrada e por ai vai. É uma baita m…
Mas a indiada segue. Agora tem o subidão fodão até Mato Perso. Subidão violento no começo, calor valendo, suor pigando e aranhas atacando. O Basso disparou um pouco na frente pois o cara tá bem treinado e eu subi mais na maciota fazendo a coroinha trabalhar.

Só na maciota…


Mas essa subida já foi bem mais difícil e logo chegamos em Mato Perso. Calorão do cão! O pessoal daquela vinícola grande ali dos parentes do Basso tava trabalhando a mil. Um caminhão atrás do outro descarregando uva.
Fomos ali no tradicional buteco para bebiricar algo. Isso era 11 e pouco ainda. No buteco, novamente com o layout modificado, pegamos o que tinha de mais gelado: Dois litron de Sukita! Aaaarrrrggghhhh! E nem tava tão gelada assim, mas fazer o que. Começar a beber o troço e a conversar com o Senhor da budega sobre a safra da uva, vinho, preço dos veneno pras parreiras e etc. Na parede tinha uma foto do mesmo senhor dando milho para alguns animais. Eu perguntei se eram cutias, dai ele pegou a foto para mostrar de perto e revelar que era um destemido domador de Ratões do Banhado! Rsrsrs. Sim, ele foi o primeiro homem da região a domar estes terríveis habitantes de costumes noturnos. Segundo ele, levou 6 meses para se aproximar das criaturas. A foto mostrava ele dando milho para um ratão no colo e mais 4 ou 5 ratões ao redor. Baita foto.

Também descobrimos a origem do nome da localidade. Resumindo: diz a lenda que os antigos colonizadores italianos foram dividir as terras da região e utilizavam os rios como referência. Ali por perto passam o Rio Tega podrão de um lado e do outro aquele rio que vem de Farroupilha. Os dois desaguam no Rio das Antas. Fica tipo um “V” de cabeça pra baixo. Dai falaram: Daquele rio pra lá vai ser Caxias ou algo do tipo e daquele outro rio pra lá vai ser Farroupilha e etc. Dai sobrou uma grande faixa de terra entre o dois rios, era um mato sem cahorro, um mato perdido. E dai surgiu o nome da região: Mato Perso! Entenderam? Se sim beleza, se não tem que ir lá visitar o senhor, que esquecemos de perguntar o nome, que ele explica melhor.

O papo sobre o comportamento dos ratões de banhado e sobre as origens dos nomes das localidades estava bom mas tinhámos que pegar a estrada. Pegamos o estradão normal de volta em direção a Forqueta. Tem uns pedaços de asfalto, outros de chão, outros de cascalho, outro de semi-asfalto e outros terra batida com alguma máquina que deixa vários círculos no chão e faz pular tudo. Uma beleza para pedalar. Chegamos na entrada da estrada do Parque das Águas e pegamos para a esquerda em direção a Monte Bérico. A mesma estradinha que fizemos ao contrário já algumas vezes que tem lá no começo um subidão pegado, mas hoje ia ser um descidão dos bão! E foi mesmo. Muito bala. tem uma parte que é estrada de pedra que foi violento.

Então paramos em uma pontezita para fazer um vídeo ao amigo Zunho que foi pra praia sem avisar.

Foto do local


Feito o registro, seguimos o rumo de casa. Seguimos costeando o Tegão acima. Profundamente lamentável a sujeira que desce no rio e o cheiro de podre. O lugar é tão bonito, cheio de cachoeirinhas e tal, só que desce um monte de lixo da cidade. O cara fica com muita raiva. Depois subimos a estradinha até Monte Bérico ali perto do Luau e seguimos normal até em casa pela rua do Pioneiro..perimetral e etc. Ainda no meio da subida da “Randão” o Zaka encosta o carro para dar um alô. O pilantrão tinha ido andar de speed de manhã e tava levando a filha na piscina…eita.

Cheguei em casa era umas 14:30 eu acho. Foram uns 55km que pareceram uns 90 por causa do sol. Foi muito bueno. E sábado tem mais.
Forte abraço.

Expedição Anaconda

Março foi o mês em que choveu todos os finais de semana, basta você dar uma olhada nos 4 relatos anteriores e verificar que em todos tomamos banho de chuva e comemos barro.

Este final de semana foi diferente, não choveu, o tempo estava ótimo. Reunimos a tropa de pedaladores no Bóbis para um pedal um pouco diferente. Como em um pedal passado descobrimos um trilha fechada e pensamos em abri-la no futuro, resolvemos pegar os facões e ver se aquela trilha tinha mesmo saída.

Então, lá estavam os fiéis pedaladores, Zunior, Pastor Igor, Andrius Capacete e Yo, Bassolino, armados e prontos para abrir o matagal a faconada.

Conversamos um pouco, olhamos a bike nova do Igor e resolvemos partir em direção ao matagal. Saímos da civilização e entramos na colônia. Descidinha de asfalto no início e depois começa a estrada de chão. Descemos até o Bar do Veio, passamos reto e continuamos descendo.

Eu e o Zunior íamos na frente, paramos na primeira subida para esperar os demais. Reunimos e seguimos adiante, sempre devagarito, conversando e falando mal dos que não foram pedalar.

Ao chegar no meio da descida, onde tem a entradinha as esquerdas, paramos para avisar os outros dois e que não passassem reto. Reunimos novamente a tropa.


Entramos na estradinha que passa por algumas casas e várias lavouras. É plantação de maça, caqui, amora, uva, bergamota, jaca, etc… uma variedade sem fim.


Continuamos estrada a dentro, sempre de olho na bela paisagem do local. Um vale muito bala.


Chegamos no local onde a estrada começa a fechar. Na entrada da estradinha tem uma casa abandonada, que deve ser utilizada na época da colheita de uva. Óbvio que paramos para retratar a nossa passagem.


E entramos no matagal. No início não é tão fechado, ainda dá para perceber no chão, os dois trilhos dos pneus das tobatas. Mas logo adiante o mato fecha, fica quase impossível passar. Aí então largamos as bikes, pegamos os facões e resolvemos começar a trabalhar.


Foi um trabalho cruel. Na frente ia o Zunior Duente abridor de trilha e o Pastor Igor. Logo atrás, eu e o Andrius fazíamos o trabalho das mulas mancas, levando as bikes de todos. Mas foi muito divertido, mais divertido ainda foi quando o Zunior deu uma facana numa árvore e o Igor gritou: “Olha o vespeiro!”. Que espetáculo. Mato nada fechado, quase nada!


Não sei o quanto andamos no meio do mato abrindo trilha, derrubando árvore e chutando cogumelos, mas sei que andamos bastante, até chegarmos na maldita cachoeira que no outro pedal escutávamos o barulho.

Era um córrego de nada, mas fazia um barulho imenso, dava a impressão que estávamos perto de uma baita cachoeira. Do outro lado do riozinho podíamos ver que tinha estrada, o mato estava mais aberto e notamos que dava para prosseguir. Resolvemos ir adiante, passar pelo rio e continuar nossa epopéia.

Para mostrar como é difícil e cruel o trabalho de mula manca carregadora de bike e, também, para homenagear o Testolino que neste dia estava fazendo as vezes de chapa e ajudando na mudança de quem manda, fizemos este vídeo.

Foi um momento ímpar. E seguimos adiante. Guardamos os facões, pois a estrada não estava mais fechada. Era um mato alto, mas que dava para pedalar tranqüilo.


Andamos uns 200m e chegamos numa lavoura. Paramos para pensar por onde ir, pois nesta lavoura tinha, no mínimo, três estradinha para seguir.


Resolvemos ir pelo pior lado, para cima, óbvio, pois reza a lenda que é melhor subir e estar errado, do que descer e depois ter que voltar subindo. E começou a subida. Sempre no meio da lavoura, costeando a montanha até chegarmos numa cerca. Sinal de civilização. Ou não!

Passamos a cerca e continuamos subindo. E subindo. Avistamos outra cerca, passamos e logo adiante uma casa. Oba, estávamos perdidos mas alguém iria ajudar.

Paramos para cumprimentar os moradores da região, pedimos informações e seguimos adiante. Segundo o cidadão da casa, a estrada que leva até São José era “logo ali”, só que este logo ali demorou a aparecer.


Saímos do meio do mato e adentramos numa estrada típica da região, chão batido, plantações aos lados e trilho de grama no meio. Um espetáculo. Andamos um pouco, e chegamos num “cotovelo”.

Este cotovelo era apenas o início de uma longa subida, forte, íngreme e bem cansativa. Barbaridade, descobrimos a pior subida da região, que coisa de louco! E ainda não era 11 horas da manhã, o sol estava torrando o capacete. Mas subimos, devagarito.

Lá pelas tantas, no meio da interminável subida, o Igor que vinha um pouco atrás para e grita “uma cobra, vocês não viram a cobra?”. Eu e o Zunior que íamos na frente paramos e voltamos para ver o animal.


E era uma cobra mesmo, media uns 140 metros hehehe, estava na estrada por onde passamos. Alguém deve ter passado por cima dele e nem viu.

Nos despedimos no bicho e continuamos nossa cruel indiada. Logo adiante fomos obrigados a parar para descansar um pouco. Todos estavam cansados, paramos para tomar uma água, comer umas porcarias e dar uma folga às pernas. Ninguém esperava uma subida destas.


Após alguns minutos de descanso e muita bobagem falada, resolvemos voltar a pedalar. Continuamos nossa subidinha até chegarmos no topo, no céu. Estávamos nas nuvens, pois subimos demais. Para todos os dados que olhávamos só víamos descida, não tinha mais por onde subir, hehehe.

Como não sabíamos onde estávamos, seguimos adiante, sempre pela estrada principal, até chegarmos num ponto conhecido, a famosa PENTABIFURCAÇÃO, local de passagem de outros inúmeros pedais. Esta tal “pentabifurcação, é um local onde 5 estradas se encontram, por isto este nome.

Paramos para discutir o rumo que pegaríamos, pois agora estávamos num local que conhecíamos. Nossa idéia era ir até souza Farm e dar a volta no Eberle, mas o Igor estava atrasado e, para não deixar o amigo solito, voltamos pelo caminho mais rápido. Pegamos a descidoooooooooona até a Igreja de São José da 6ª Légua.

Que descida espetacular! O zunior se largou na frente como de costume. Eu larguei logo atrás, seguido pelo Andrius e o Igor. Logo na segunda curva já nos distanciamos dos demais. O Zunior é meio louco nas descidas e eu tentei acompanhar o cidadão. Perdi o contato com ele numa curvinha onde precisei frear para não passar reto, como o Prona sempre faz.

Chegamos lá em baixo após uma descida espetacular, paramos para esperar os outros dois que chegaram em seguida. Descansamos, tomamos uma água e pegamos a estrada novamente.


Agora era uma subidinha tranqüila até o Bar do veio, onde chegamos logo e fizemos uma parada mais longa para repor as energias. Comemos umas porcarias e tomamos uma Cueca-Cuela, além de dar umas risadas. Ah, enquanto isso o Pastor Igor estava em tratativas com quem manda para negociar o número de chibatadas que levaria ao chegar em casa atrasado.

Nos despedimos do veio, que não estava mais no bar, reabastecemos as caramingolas e pegamos a estrada. Uma longa subida até o Bairro Cruzeiro. Mas subimos tranqüilos, nenhum imprevisto e chegamos todos bem na civilização.

Entramos na cidade, deixamos o Igor em casa e fomos comer um xize no Pequeno, onde ficamos conversando por mais um bocado de tempo e depois cada um foi para seu lado.

Mais uma vez foi um ótimo pedal, com direito a diversos arranhões nos braços e nas pernas devido ao matagal fechado. Foram 46km de muita diversão. Até o próximo.

Renascimento

Último pedal do ano. Ainda conseguimos reunir 5 bravos pedaladores para um passeio rapidinho e sem frescura. 9 horas da madrugada nos encontramos em frente à igreja de São Pelegrino: Eu, Jorge e Prona. No horário marcado partimos para o encontro dos outros dois pedaladores que nos aguardavam mais adiante: Andrius e Douglas.

Chegamos no posto onde os dois nos aguardavam, conversamos um pouco, decidimos o caminho a seguir e partimos.

De início ninguém sabia para onde ir, só o Andrius, que parecia estar meio perdido. Fomos seguindo o cidadão por onde ele ia. Cruzamos o São Caetano até chegarmos na localidade de São Marquinhos, onde paramos para retratar a passagem da tropa pelo local.


O caminho era novo para a maioria dos pedaladores então o Andrius indicou por onde seguir e partimos. Logo na saída da igreja tem um descidão do capeta. O Prona despencou na frente, pra variar. Uma descida curta, mas bem complicada de ser feita, com duas curvas traiçoeiras. Mas descemos todos bem, ou melhor, quase todos.

Chegamos todos lá em baixo e só faltava um: o Jorge. Ele normalmente desce mais devagar que os demais, apreciando a paisagem, mas desta vez estava demorando muito. Esperamos um pouco e o cidadão apareceu, com cara de brabo, pneu no chão. Primeira parada da tarde.

Vira bike, tira roda, desmonta pneu, tira câmera, aquela história toda. O Jorge queria fazer tudo sozinho e parecia guri de primeira viagem, apavorado com a situação, quase apanhando do pneu. Eí eu resolvi ajudar para ver se não tinha nenhuma mosca morta dentro do pneu.


Como não estava achando o furo do pneu resolveu mergulhar o mesmo no córrego que tinha ao lado da estrada.


E nada de achar o furo…


Depois de meia hora procurando o furo e não achando o mesmo, fez até o Prona tirar a câmera dele pra emprestar, resolveu colocar de volta tudo no lugar pois não havia furo nenhum.

Nada de furos, pneu de volta no lugar, enchido e vamos voltar ao pedal. Mas antes retratamos a passagem pelo local para futuras investidas neste caminho.


Montamos nas bikes e continuamos a descer. Andamos uns 100m e ouvimos um grito. Era o Jorge novamente, agora o pneu havia saído do aro. Quem mandou deixar ele fazer tudo sozinho? Quem? Hehehe


Paramos, montamos a roda direito desta vez, enchemos e fomos embora. Descemos e descemos. Eu só tava esperando alguém falar do caminho que teríamos que fazer na volta.

E continuamos descendo. Aí pegamos um caminho espetacular. Na minha opinião é a melhor descida já feita. Antes de entrarmos de vez nesta estradinha e descer, paramos para mais fotos.


Esta descida é show de bola, coisa de louco. Cheia de cascalho na pista, mesmo assim foi muito boa de ser feita. Tem que ter bastante cuidado para não ir reto nos barrancos ou desfiladeiro abaixo, mas dá pra descer bem rápido.

E descemos muito, mas muito mesmo. Saímos lá em baixo, no meio do Belo, pouco acima dos malditos cotovelos.


Este ponto une a subida do Belo, também conhecida como Estrada dos Imigrantes que segundo o Jorge foi por ali que começou Caxias do Sul, e o Travessão Lucia Iob, por onde descemos e que futuramente será desbravado com mais calma.


Paramos para várias fotos e para descansar um pouco. O Sol estava matando, todos estavam cansados e com fome, principalmente eu. Tomamos bastante água, conversamos um pouco, eu briguei com uma aranha que tentou me aprisionar e seguimos em frente. Agora não tinha mais descida, era subir ou subir.

Quando voltamos para a estrada, prontos para subir o Douglas avisa: Pneu furado. Eita maravilha, mais um.


Mas o guri é rapidão, em 10 segundos já tinha tirado a roda, tirado o pneu, tirado a câmera e estava esperando para trocar. Aí o Prona ofereceu a câmera semi-nova-remendada dele que o Jorge não usou. Em mais 10 segundos e já estava tudo no lugar, pneu cheio e pudemos voltar ao pedal. Guri rápido este. Jorge, faz umas aulinhas com ele, heheheh.

A subida estava judiando. Eu estava bem cansado, pernas fracas e o sol comento o cérebro. Subimos bastante, mas subimos tranqüilos. Na frente ia ao Douglas e o Jorge, um pouco mais atrás o Andrius e fechando as porteiras eu a o Prona conversando.


Algumas paradas para fotos e reagrupar a tropa e sempre seguíamos morro acima. Até chegarmos em São Luiz da 3ª Légua, onde paramos para reabastecer as caramingolas e tomar um banho rápido na torneira.


A água estava ruim, mas a sede era pior. Ninguém resistiu.


Subimos mais um pouco, passamos por São Pedro da 3ª Légua, logo em seguida por Nossa Senhora das Graças e voltamos para o asfalto, de volta á civilização.

Antes de entrar de vez na cidade vazia devido às festividades e feriado de final de ano, paramos par amais uma foto que deu nome a este pedal.


Depois disso foi só entrar na cidade e voltar para casa. Foi um pedal rapidinho, coisa para ser feita outras muitas vezes. Também foi o pedal de despedida da Maria Cristina. Foi um pedal para fechar o ano de bem com a vida. Abraços, um ótimo ano de 2007 para todos e que neste ano tenhamos ainda mais pedais pela frente.