Testando o Xoelho detonado

Após um longo período sem pedalar por causa do tratamento no joelho, neste último sábado tentei voltar aos pedais. Por ordem médica: SEM FORÇAR.

Havíamos combinado de nos encontrar ali na elevada do bigodudo, caso o tempo estivesse bom. Como o tempo estava incerto, não sabíamos se daria ou não para pedalar sem se molhar e passar frio. Resolvemos cancelar o pedalzito.

Por volta de 13:30h, em casa, vendo TV, recebi a ligação do Fábio para uma voltinha de speed. Eu respondi: Tu tá loco, vai chover. Ele insistiu e fomos, mas de mtb. Em 10 minutos eu já tava pronto e esperando ele ali em casa.

Partimos em direção ao Desvio Rizzo, atravessamos os trilhos, passamos pelos sem-teto e seguimos adiante, pela estrada que liga até Forqueta. De forqueta fomos até Nossa Senhora da Salete, pelo asfalto e lá adiante pegamos as esquerdas para fazer a descida da cascata.

Sempre fizemos este trajeto ao contrário, nunca por este lado. Para quem tava parado e com o joelho detonado, foi até uma boa, pois só tem uma subida pra judiar das pernas.

E que subida, não achei que fosse tão longa, hehehehe. Nas primeiras pedaladas morro acima eu já notei que iria sofrer até chegar no topo, devido ao tempo parado no DM. Mas segui, tranquilito e devagarito, até chegar lá em cima onde o fábio me aguardava cansado de esperar.

Dalil voltamos para o asfalto e de volta para forqueta. Paramos no buteco para tomar uma cueca-cuela e voltamos para casa pela mesma estrada da ida, nos encontrando com os cachorros malditos da casa verde.

Mas foi tudo tranquilo, 48km para testar o joelho. e não choveu, aleluia. Ah, o joelho tá tranquilo, doeu o normal, nada que assuste, agora é retomar o ritmo das pedaladas, ou não, hehe. Até…

Perdidos da selva

Verão, sol forte, calor, muito calor, mulheres semi-nuas nas praias e nós aqui, no meio do mato pedalando. É bão demais isso. Neste último sábado sobrou para os RomarioBikers de plantão fazer jus ao espírito pedalador, fomos só eu e o Testolino.

Nos encontramos no local de sempre, na rótula da perimetral norte, 9 horas eu já estava lá e um pouco depois apareceu o Testolino, sempre atrasado, óbvio. Decidimos de imediato fazer um pedal mais longo, o mesmo trajeto feito no pedal da Viagem ao Centro da Terra.

Partimos então em direção à Forqueta, pelo asfalto. Que coisa mais ruim andar no asfalto, ta loco. Cruzamos a cidade e chegamos até o bairro Desvio Rizzo. De lá seguimos adiante, sempre pelas estradas paralelas à RS122 ou RST453, como preferirem.

Chegamos na Capelinha e paramos para os primeiros retratos do dia.


Da Capelinha seguimos em direção à Forqueta, agora sim, Forqueta mesmo, logo depois passamos por Nossa Senhora da Salete e seguimos adiante, sempre pelo asfalto.

Durante o caminho íamos pensando nas opções do pedal, no trajeto que poderíamos fazer, passamos pela entrada da estradinha do pedal do riso, encontramos dois espideiros e chegamos lá em baixo, onde quase termina o asfalto.

A direita tem a entrada da trilha, que deveria ser a esquerda, mas como a gente é perdido mesmo, era mais certo confiar no contrário do que pensávamos. E entramos na estradinha.


Papo vai, papo vem, seguimos sempre pela mestra estradinha até acharmos uma casa, onde paramos para pedir informações. Após observar que estávamos indo no caminho errado, voltamos e pegamos o caminho certo.

Descidão ao lado de um parreiral. Estrada boa, arrumaram devido ao início da safra de uva, nesta época os gringos ficam tudo loucos. Lá no final da descida achamos um vivente, que estava arrumando o parreiral. Pedimos para ele se poderíamos seguir caminho e também pedimos para onde seguir.

Ele nos indicou a estrada e seguimos morro abaixo. Um descidão bem complicado, praticamente impossível de pedalar. Eu até que tentei descer pedalando, mas em alguns momentos foi bem complicado.


Seguimos sempre pela mesma trilha, até porque não tem para onde ir se não voltar, hehehe.


Quando a mata abriu, avistamos uma clareira, só que também avistamos algo que deixou o Testolino bem feliz.



Descemos bastante e a estrada estava bem fechada, mas chegamos lá em baixo, onde queríamos chegar. Um ponte onde agora tem várias saídas. Indo para a esquerda é o caminho certo, para baixo, reto, não sabemos se tem saída e para a direita é uma subidona, trilha nova, que resolvemos descobrir.


Subidão legal, no meio do mato, uma estrada boa de pedalar, não é muito fechada e não tem pedras. Pedalamos bastante nela, fomos até lá em cima, paramos no cotovelo e resolvemos desistir. Quem resolveu foi o Testa, pois eu queria ver onde a estrada acabava.

Como o pedal é sempre democrático, fui voto vencido, resolvemos voltar. Agora a subidona se tornou descidona. Puta merda, eu quase caí umas 3 vezes. Mas é bem legal de descer, tem um cotovelo maldito que é bem complicado de ser ultrapassado, mas chegamos lá em baixo tranqüilos.

Retomamos o aminho certo e seguimos viagem, agora era novamente beirando o parreiral, só que o parreiral logo terminou e nós não sabíamos para onde seguir.

Entramos numa estradinha errada, demos uma volta grande e não achamos saída. Resultado; nos perdemos. Voltamos até o ponto inicial e achamos a estrada certa, seguimos por ela até encontrarmos outro parreiral, onde provamos uma uva.


Agora o caminho era barbada, bastava seguir a estradinha do parreiral e achar a saída. Será? Malditos ETs que mudam os parreirais de lugar e transformam as estradas, acabamos saindo no meio de uma plantação e não achamos a estrada. Nos perdemos novamente.


O mais legal de tudo isso é que do ponto onde paramos dava para avistar a estradinha. Láaaaaaaaaaaaaaa em baixo.


Pois é


È mato e verde pra todo lado


Bom, como não tinha muito o que fazer, o batcóptero não poderia ir nos buscar, o jeito foi achar uma saída. Voltamos até o parreiral, pegamos outra entrada, descemos, descemos até achar a estradinha certa.

Após achar a estradinha certa vimos que não era tão difícil assim, bastava saber o caminho, hehehe. Depois de tudo isso, de se perder duas vezes, ficar preso no meio da selva, finalmente achamos uma estrada que nos levaria a algum lugar.

O Testolino queria descer e ir até o Caí, aí fo iminha vez de se impor e dizer que não teríamos perna para voltar. Ele não titubeou e concordou, hehehehe. As pernas falaram mais alto.

Começamos a subida, agora não tinha mais erro, era só seguir adiante, sempre pela mesma estradinha. Será mesmo?

Pedalamos até chegarmos no riozinho famoso que eu não sei o nome. Ali resolvemos limpar as queridas, já que os pneus do Testa traziam junto metade da terra lavrada pelos agricultores. Era uns 15kg a mais de peso nas rodas.

Do riozinho tem duas saídas: seguir pela estrada principal, ou cortar o rio e seguir pela outra. Seguimos pela principal, pois a vontade de se perder novamente havia terminado.

Subimos, subimos e subimos. Ainda bem que o sol tinha dado uma trégua. Quando estávamos semi-cansados resolvemos parar para tomar uma água, comer alguma coisa e descansar um pouco. A subida não estava nem na metade.


Testolino se puxando nas subidas.


Descansamos por alguns instantes e logo retomamos o pedal. Continuamos subindo, subindo e subindo. Sempre pela mesma estrada. Só que esta estrada tem várias saídas, algumas conhecidas, outras que conheceremos num pedal futuro.

Passamos por várias plantações, alguns parreirais brancos, outros com uvas comestíveis. A subida estava quase acabando, mas antes tem um semi-cotovelo, que sempre faz as pernas cansarem.

Testolino vindo…


Testolino se puxando na curvona…


E Testolino se mandando


Enquanto isso eu descansava e tirava fotos da localidade. Ah, óbvio, a Katja descansava também. ela adora aparecer nas fotos.


Dali em diante foi só subir mais alguns km e chegar novamente no asfalto, no mesmo ponto em que paramos para descansar no pedal do riso.

Do asfalto seguimos até Forqueta, sem estresse e sem susto. Paramos numa padaria para comer algo e tomar uma gelada.


Como estávamos meio cansados, resolvemos tomar uma Malze para fazer leite.


E terminou o pedal… Opa ainda não, tem a volta pra casa ainda. Para voltar pegamos a mesma estradinha que fizemos na ida e logo no início o maior incidente do pedal. Um maldito prego se atravessou no meu pneu. Coisa linda. Nem era grande. Nem fez estrago.


Tudo bem, faz parte. Assim a gente aproveitou para descansar mais um pouco, pois sempre é bom parar e apreciar a paisagem, mesmo com um “rótiváiler” na cola do cara.

Pneu arrumado, seguimos viagem, rapidinho até em casa. Entramos na civilização e a alegria terminou, assim como o pedal.

Mais uma vez foi um ótimo pedal, que será refeito no futuro para desbravarmos as estradinhas que fizeram a gente se perder e descobrir novas opções. Até lá…

Se foi o segundo pedal do riso

Foi um passeio bem legal este último Pedal do Riso. O relato a seguir foi feito pelo JorgeOK e publicado lá no site dos SerraBikers, mas eu surrupiei ele porque estava com preguiça de fazer outro e colei ele aqui, tal qual está .

Divirtam-se…

“Viva, a influência do nosso “adevogado” de plantão junto a secretaria para assuntos meteorológicos da eterna administração São Pedro tem dado certo.

Saiu a segunda edição do Pedal do Riso, com tempo ótimo e calor, no rigoroso inverno gaúcho. Até sexta feira havia uma previsão de mais de 15 ciclistas, mas alguns contratempos acabaram reduzindo o número para 9. Alguns serrabikers que haviam ressuscitado, voltaram para a tumba. Outros foram cortados por falta de equipamento obrigatório, diga-se capacete. Teve um que ficou enrolando, se fazendo por causa de um cubo de roda e acabou não comparecendo. Né Alencar?

Marcamos o encontro no “Xópis” as 9:30h. Pontualmente quase todos estavam lá, só faltava o Bassolin. Começou a especulação sobre o atraso dele. No nosso momento chat de sexta a tarde ele estava tentando conseguir um bagageiro para levar os ingredientes necessários para a Cuba dos RomarioBikers, diga-se, caixa de isopor pro gelo, vodka e coca-cola. Esse pessoal aí se dopa pra pedalar. Tá loco! Mas que nada, chegou sem bagageiro. Baita dorminhoco! Aproveitamos para fazer umas fotos caracterizados.


Reunido o povo e saímos “despacito” em direção ao caminho escolhido para o Pedal do Riso. Passamos pelo Desvio Rizzo enquanto o pessoal se conhecia batendo papo. Pedalando lentamente. Desta vez tinha gurias. Aí tudo fica mais bonito.

Logo após o Rizzo, no cemitério, entramos a esquerda, passamos pelo loteamento e fomos pelo atalho até Forqueta. Foi o momento do primeiro contato com o cascalho. Com a trepidação a “caramingola” da Vanessa insistia em cair. Em uma das vezes caiu dentro de uma poça d´água. Aí juntei e levei no bolso da camisa. Acho que misturou a água e deu umas reações estranhas nela. Mas a gente fez que não viu.

Vimos um leão. Alguns dizem que era um cachorro. Mas parecia um leão. Nos reagrupamos junto ao capitel em Forqueta, mas ninguém descobriu qual é o santo. Aí tem uma descida de asfalto de uns 400 metros, duas curvas. A curva lááá em baixo eu gosto sempre de avisar aos mais afoitos, cuidado. É daquelas curvas que começa com um raio e este diminui no final. A gente começa certo a curva e termina na contramão se estiver muito rápido.

Todos passaram ilesos pela curva. Entramos a direita no caminho que leva ao Menino Deus. Descidóóóón com cascalho. Eu, o Testa e a Márcia ficamos pra trás papeando. Em uma curva vimos duas moças na área de escape da estrada. Paramos pra ver se estava tudo bem. Sim, estava tudo bem. A Dani tinha passado reto mas tava inteira. Guria radical!! Havia só o risco da freada no cascalho. A Vanessa aproveitou e fechou uns 3 negócios pelo celular. Ainda bem que havíamos pedido pra sub-prefeitura ampliar a área de escape ali. Santa previdência.

Reunimos o povo novamente na placa de Galinhas na Pista para foto histórica. Só que a placa esta no lugar errado. As galinhas estavam uns 300 metros antes. Tem que explicar pra elas que devem ficar depois da placa.


Daqui a estrada segue relativamente plana passando por algumas propriedades bem cuidadas e cheias de cachorros. Todos presos. Ainda bem. Pessoal foi a frente e eu parei para uma foto mais artística de uma bela casa de estilo italiano, que é a base da colonização da nossa região, aqui no Rio Grande do Sul.


Chegamos ao asfalto que vem de Nsa Sra da Salete e reagrupamos. Alguns aproveitaram para comer uma barrinha de cereal e ficamos batendo papo e assistindo um pessoal de Porto Alegre que estava ali com Skates Long Board para Stand Up e Street Luges.

O cara do Street foi fazer um teste, sob o olhar crítico dos bikers, uma vez que tem que carregar o veículo para poder descer. Tsk, tsk. E sem proteção nenhuma no teste. Enquanto o cara subia eu pedi para um deles: – Como é que freia?
Resp: - Ahh põe os pés no chão.

Hummm… com essa resposta eu desci da bike e fui para trás dela. Estávamos parados na curva, bem onde a força centrífuga jogaria o cara se ele errasse. O cara subiu uns 80 metros, deitou no treco e “se veio”. Adivinha! O eixo tava muito apertado e ele não tava conseguindo fazer a curva. Fui abrindo, abrindo e abrindo e colocou os pés no chão para frear. Cruzes! Que coisa mais feia e desengonçada. Felizmente não atropelou ninguém e não foi atropelado. Só parou porque bateu no pneu de um carro que havia parado para esperá-lo descer. Que fiasco! Depois desta cena achamos melhor ir embora. A Vanessa fechou mais 2 negócios.

Fomos até o fim do asfalto, uns 300 metros abaixo e seguimos descendo a encosta direita de um belo vale, cheio de parreirais que nesta época do ano estão em fase de dormência. Parecem secos. Mas ainda assim uma bela imagem. Eu alcancei o pessoal da frente e dei uma escapadinha para fazer umas fotos de frente para o povo.



Pessoal no fim da subida sempre acompanhados da equipe médica.


Chegamos a Cantina da Pipa Vermelha. Uma boa pausa para várias fotos e conversa descontraída. Ótimo momento de falar e fazer bobagens. A Vanessa fechou mais dois negócios pelo celular aqui. O Marcelo resolveu dar uma de São Francisco demonstrando amor pelos animais.


Agora tem gente que é muito chique pra fazer fotos. Olha essa aí.


Nós estamos preocupados com o Testa. Olha o que o Bassolin escreveu no Primeiro Pedal do Riso: “O Testolino também chegou um pouco depois, mas não é porque está sem andar, ultimamente ele tem passado por problemas psicológicos e anda gastando muita energia durante a noite.

Pois é! Estamos preocupados que estes distúrbios psicológicos estejam se agravando. Olhem a seqüência de fotos a seguir.


1) Ele não pode ver um buraco que já vai enfiando a cabeça. Acho que é síndrome de avestruz.
2) Só pensa na “bibida”, tem sonhos e delírios com imensas pipas de inox cheias de trago.
3) Bom, esta nem vou comentar, tirem as suas conclusões.

Acho que nem Freud explica isso. Testa tu só vai pedalar com a gente de camisa de força da próxima vez. Não interessa, aprende a pedalar com os braços presos.

Após um longa parada seguimos ainda morro abaixo. Passei o mata-burro sem problemas e chegamos no arroiozinho. Eu, o Bassolin e a Daniela ficamos mais para trás batendo papo, falando de comidas e andando devagarito. Quando chegamos os outros já haviam passado. A Dani foi na frente e no meio do arroio quase parou de pedalar, mas aos gritos incentivadores do Bassolin de pedala Dani, pedala Dani ela passou sem ter que por o pé na água.


Aí foi a vez do Bassolin.


Porra! Bassolin, mais devagar senão a máquina nem te pega tchó!

Percebemos que faltava a foto artística da cachoeirinha e o Bassolin atravessou o arroio de volta pra me dar apoio moral. É que o lugar vale a pena de tão bonito.


Feita a foto fomos até a parte de cima do arroio onde tem a cachoeira. Uma subidinha bem chata de escalar. Mas o visual vale a pena. Reunimos o povo todo para uma foto. A Vanessa não fechou nenhum negócio aqui porque não tinha sinal no celular.


Ueeebaaaaaaa agora é só morro acima até a escolinha. Nem todos ficaram tão felizes assim. Tínhamos uma subida de uns 3km até o asfalto. Já passava do meio dia, sem panela no fogo e barriga vazia.

Empurramos as bikes na primeira subidinha beeem ruim de pedalar. Acho que só o Andrius subiu pedalando do começo ao fim. Maaazzzahhh guri! Eu tentei mas meu nível de concentração estava baixo. Dei 3 pedaladas e desisti. O Junior foi até o meio, perdeu a pedalada e fez o quase impossível. Conseguiu arrancar ali. Maazzaaah Zunior. O Testolino levou o primeiro tombo por conta das sapatilhas de encaixe, infelizmente longe dos nossos olhos. Huahuahuahua

A Dani chegou em cima já meio mal das pernas. Nada que um gel e água não ajude. Encontramos os outros que estavam comendo ameixas na beira da estrada e seguimos morro acima.

Passamos pela casa do cachorro seqüelado e pegamos água. Chegando no asfalto e fizemos uma longa parada para descanso e alimentação. Muuuuitas bobagens e fotos. Tivemos farta distribuição de pirulitos após o “almoço”. A Vanessa fechou mais 1 negócio aqui.

Falando nisso. O que dá a mistura de um Bassolin com um pirulito? Aaaaeeee isso mesmo, um Bassolito.


O Junior executou a Dança da Caramingola pra gente ver.



Teve gente que saiu de si de tanto rir com a dança da Caramingola do Junior. Precisou uma sessão de exorcismo com o pastor Abraão.


Antes de sair fizemos as fotos das equipes participantes. Equipe Fuji representada pelo Andrius.


Equipe Kona representada pelo Testolino e pelo Junior.


Equipe Scott representada pelo Bassolin e Marcelo.


Equipe Caloi representada pela Márcia, Vanessa, Daniela e o bendito fruto Jorge. Sem dúvida a mais bela equipe.


Saimos agora pelo asfalto para o retorno ao lar. Passamos por Nsa Sra da Salete e fizemos uma parada em Forqueta para mais um descanso e hidratação. Tomamos 4 litros daquele refri de cola, comemos pão de queijo e o Junior encheu os bolsos com os biscoitos de amostra grátis da padaria.

Olha que lindo, 3 centésimos de segundo antes elas estavam comendo de boca aberta. Na hora da foto saiu esse biquinho bonitinho. Imagem é tudo.


Olhem bem a esquerda nessa foto, atrás do Bassolin. Acho que tem uma manifestação ectoplasmática. Uma criança e uma mulher. BrrRrrR Que medo. Esse lugar é assombrado.


Feito o lanche fomos para o último trecho de asfalto pela RS 122 até Caxias do Sul. No caminho foi preciso fazer uns alongamentos para espantar as câimbras que queriam se manifestar. No finzinhozinho tivemos uma baixa. Faltando meia dúzia de quilômetros a Márcia achou melhor chamar o resgate. Teve uma queda acentuada de rendimento. Tá certo, não tem necessidade de se matar. A parte mais difícil e exigente ela cumpriu. Agora era só o pedal dentro da cidade.

Na entrada da cidade nos despedimos vitoriosos. Quem veio pedalando até o xópis center passou dos 45Km. Rimos, nos divertimos. Todos foram solidários sempre e os mais preparados fisicamente acompanharam pacienciosamente os que estão querendo se aventurar pelo mundo das bikes.

Agora aguardemos o Terceiro Pedal do Riso no próximo com um novo roteiro. Abraços a todos.”

Viram nem foi tão difícil assim. No próximo esperamos mais pedaladores dispostos a mandar embora o estresse e dar um monte de risada. Ah, sim, as câmbras faze mparte do tratamento. Até lá…

O resgate do soldado Zarech

Todas as previsões do tempo vistas durante a semana passada, mas todas mesmo, indicavam chuva para sábado. Assim, encaminhamos um e-mail para São Pedro “pedindo” para que revisse seus conceitos e não nos mandasse chuva, pois queríamos pedalar. Mesmo assim as previsõe não mudaram. Algumas até indicavam uma melhora, com chuva apenas no final da tarde de sábado. Resolvemos arriscar.

Pedal confirmado, 9 horas todos na igreja de São Pelegrino para o encontro. Eu, Andrius, Jorge, Testolino e Zaka lá estávamos. O Zunior apareceu fantasiado de gente e disse que não poderia ir pedalar, pois tinha que trabalhar. O Cesar estava atrasado porque furou duas vezes seu pneu antes de ir pedalar, hehehe. Esperamos.

Todos reunidos e partimos para a indiada do século. Quem sabia o destino era apenas o Zaka, que não nos avisou para não assutar, garanto. Eu gripado e o Testolino com o joelho doído. Mas fomos.

Passamos pelo Desvio Rizzo, descemos, descemos, descemos e descemos. Depois subimos e subimos. Passamos por Forqueta até chegarmos no esfalto que leva pra Nossa Senhora da Saleta. Uma encruzilhada. Aí o primeiro problema. Neste ponto estávamos em dois grupos de três pedaladores. O grupo da frente era onde ia o Zaka que sabia o caminhho e o grupo que vinha mais atraz tinha eu, Jorge e Testolino, que não sabiam o caminho a ser seguido. Ainda nos asfalto, um ponto para ser marcado e retratado.


Paramos na encruzilhada com um dilema: Foram pra cima ou para baixo? Os três resolveram descer um pouco pra ver se encontravam os demais. Descemos até uma oura bifurcação e não achamos ninguém. Até fui um pouco mais além pra ver se via alguém. Nada. Fizemos meia volta e subimos. O Jorge se mandou na frente, eu e o Testolino subimos na manha. Meus pulmões deram o primeiro sinal de que não aguentariam a volta. Cramento, tava foda de respira. A gripe detona o cara.

Chegamos lá no final da subida, ao lado da igreja de Nossa Senhora da Salete e o Jorge nos aguardava, mas só o jorge, nada dos outros. Eu me atirei no chão e pensei em desistir. Tava muito ruim de respirar e eu só iria atrapalhar os demais. Descansei um pouco e resolvi ir adiante.

Aí voltamos por onde viemos para ver se achávamos os três quera nos esperando em alguma encruzilhada. Descemos até lá na encruzilhada novamente e lá estavamo os outros, nos esperando. Nesta descida a Katja alcançou seu recorde: 75km/h.


Nos reunimos novamente e partimos. Eu junto, não desisti, fui além. Até porque nesta parte do caminho é só descida e pra baixo todo santo ajuda, é barbada, nem precisava respirar, hehe. Basta cuidar dos animais que atravessam o caminho, é simples.


Pedalamos por mais alguns km até chegar na localidade de Menino Deus. O caminho que leva até lá é muito legal. Estrada bem de interior, só os trilhos dos pneus no chão, árvores de um lado e penhasco do outro.


Além de uma sequência interminável de parreirais e algumas casas solitárias pelo caminho. Pra quem gosta de pedalar por estradas no meio das colônias é um espetáculo. Seguimos adiante.


Continuamos na mesma estrada de sempre. Haviam algumas bifurcações, algumas levam de volta ao asfalto, outras para lugares desconhecidos, mas seguimos sempre na principal. Paramos para tomar um dopping violento. Aqui não se usa EPO. Em terra de gringo se mete vinho nas veias.


Ficamos para trás batendo fotos enquanto o Zaka e o César se mandaram. Eles deviam estar putos da cara com nosso atraso, mas agora entenderão e garanto que soltarão uma gargalhada onde quer que estejam.




Todos reunidos novamente e seguimos adiante. Sempre pela estrada principal. Passamos pela casa do Seu Barbante, paramos, não havia ninguém, só o cheiro de comida saindo do forno. Que maravilha! Quando estávamos saindo e voltando à nossa pedalada, saiu pela porta da casa a esposa do Seu Barbante. Aí não teve jeito. Voltamos

Em seguida a familia inteira apareceu. Seu Barbante, os filhos e até os cachorros vieram nos recepcionar. Gente muito simpática e querida. Ficamos conversando por alguns instantes. O Jorge já conhecia eles de outro pedal feito. A coversa estava boa mas precisávamos partir. Retomamos o rumo e logo adiante nos reunimos com os que estavamo lá na frente nos esperando. O Zaka estava com cara de poucos amigos, hehehehe. Mas faz parte.


Algumas paradas ainda para retratar momentos ímpares e também para comer umas “berga” de casca solta.



Descemos mais um pouco, e o primeiro imprevisto do pedal surgiu. Pneu furado do César. De quem mesmo? Sim, do César. E ele já havia trocado duas vezes o pneu antes do pedal, logo não tinha mais câmera reserva. Mas o chapolin estava presente, dei minha câmera pra ele e fizemos a troca. Só que o pneu também estava rasgado. Arrumamos e seguimos.


Dali pra frente eu não conhecia mais o trajeto, acho que só o Zaka sabia onde iriamos sair. Seguimos. Uma descida espetacular. Saímos lá em baixo, no pé da serra. Forqueta Baixa. Isso depois de pedalar por mais de 50km. Tudo estava fechado, parecia tudo abandonado. Acredito que todos estavam se escondendo dos ETs que surgiram. Não achamos nenhum lugar para parar, descansar e comer alguma coisa.

Esses ETs fazem cada coisa!!!


O Zaka e o César resolveram então seguir adiante até o asfalto para ver se lá havia algum lugar para dar uma parada e descansar. Fomos todos juntos e eu pensado: “ah, sim, o asfalto que leva de volta para Forqueta, nem pedalamos tanto assim”. Pedalamos mais um bocado, o calor agora estava judiando, pois são Pedro não mandou a chuva mas mandou o sol. Estava muito quente, eu gripado e cheio de roupa, uma combinação que não dá muito certo. Parei para descansar e junto pararam o Testolino e o Andrius. Tirei um pouco de roupa, muita água tomada e seguimos no nosso ritmo. Devagar e sem pressa.

Lembram do asfalto? Ledo engano o meu, era o asfalto de Vale Real. Estávamos muito longe de casa, hehehehehe. Mas paramos num buteco beira de estrada. Tomamos vários litros de cueca-cuela, torradas com ovo, fritas e tudo que ajudasse na recuperação dos sequelados. Eu em especial. Neste ponto resolvi abandonar a prova, eu não estava legal, só iria atrapalhar os demais.


O Testolino estava com dores no joelho, devido a uma porrada de um jogo de “bosquete”, então, como romariobiker que é, resolveu ficar e me fazer companhia. O Andrius também ficou. Então, ficamos os três sequelados e os outros três gigantes se mandaram.

Daqui pra frente existem duas histórias, para conferir a história pedalada, basta acessar SerraBikers e para conferir o Resgate do soldado Zarech basta acessar RomarioBikers.

Como você está no RomarioBikers, basta continuar lendo, hehehe. E daqui pra frente não tem mais foto, só relato e emoção.

Com a separação do grupo, ficamos eu, Testolino e Andrius às margens da rodovia de Vale Real esperando por um resgate. Pensamos em Voltar de busão, até esperamos pelo mesmo, que nunca passava. Fomos então em busca de um frete.

Apareceu um piá do nada e disse que um tio, do primo, do vizinho, do pai dele tinha um caminhão e nos daria carona. Gente boa o piá, tava de bici também, hehehehe. Fomos até a casa do tal cidadão, chegando lá o cara disse que levaria a gente de camioneta, mas cobraria. Ok, sem problema a gente paga, mas quanto?

Aí surgiu a mulé do cara pra atrapalhar. Começou com 100 conto, disse que queria 150 e tal. Quase mandei ela tomá no cu, mas fiquei quieto, pois estava em terreno alheio. O cara então, meio indeciso disse cinquentão. Olhamos pra ele, e dissemos bye. Por 50 conto eu vou com a bici nas costas até Caxias. E voltamos pra estrada.

Decidmos ir até o pedágio, era pertinho e lá tem posto de gasolina, restaurante, o pedágio em si, alguém iria nos ajudar. Alguma alma nos ajudaria, certamente.

No caminho paramos em uma mercearia onde tinha um mercedinho parado na frente. Chamamos o dono para ver se fazia um frete até Caxias. Apareceu um cidadão com cara de quem tomou 46 garrafas de vinho e disse: - Má non dá, eu faço frete sim, mas não tenho carteira de motorista. Non dá.

Foi o segundo cidadão que quase mandei tomá no cu em menos de 10 minutos. Eu tava ficando nervoso.

Pegamos o asfalto e seguimos até o pedágio. Chegamos lá era 15:50h. Pegamos o desvio, paramos na entradinha e começamos a parar e pedir carona para todos os viventes com veículos capazes de nos transportar. Nada, alguns nem olhavam.

Fomos no posto pedir carona e lá também ninguém tinha caminhão, ninguém sabia, ninguém podia. Eita gente imbecil. Então ficamos na parada do busão esperando alguma alma penada que pudesse nos ajudar. Pedimos informação sobre o horário do busão pra umas 10 pessoas, cada uma dava uma resposta diferente, hehehee. Este povo é muito bem informado, tá loco!

Era quase 17 horas quando apareceu um senhor que também iria pegar o busão pra Caxias. Eu já tinha perdido as esperanças de que alguém nod faria um frete. Será que o povo tem medo de ciclistas? Só pode. Chegamos a cogitar subir a serra pedalando mesmo. Era pouca coisa, e asfalto, mas era uma subida perigosa, sem acostamente e com muitos caminhões. Desistimos.

Começamos a ligar para todos que conhecemos que tem camionete, caminhão, charrete, cariola, etc… Ninguém podia ir nos resgatar. Eis que lá no fundo do desvio do pedágio surge um furgão do SUPERMERCADO ZARECH. Nem precisamos nos atirar na frente dele, bastou um sinal de “carona” que o motora prontamente parou.

Fui conversar com ele e pedi a carona. Aproveitei e já pedi quanto cobraria, pois me acostumei mal com o véio nó cego dos 50 conto. Ele olhou pra mim e disse rindo: - Embarca as bicicletas ali atrás e sentem aí no segundo banco que eu levo vocês.

Era a salvação. A arca de noé. O nosso sofrimento acabara. Embarcamos as bikes dentro do furgã e fomos junto delas. Nem queríamos sentar confortáveis nos bancos do furgão, ficamos lá atras com as queridas. Subimos a serra cambaleando para os lados, quase chamando o “tio Hugo” nas curvas, mas chegamos.

Serei eternamente grato ao SUPERMERCADO ZARECH, Os próximos xuras da gurizada, trago, carne, o que precisar, comprarei lá.

O motora me largou ali na entrada de Caxias, no posto da BR116. Neste ponto os sequelados se separaram. O o andrius foi pela perimetral e o Testolino seguiu mais um pouco adiante de carona, descendo mais “perto” da casa dele.

Eu desembarquei e me mandei pra casa. Pedalar foi um martírio. Após o frete ainda consegui algumas forças para ir até em casa. Foram quase 5 km de sofrimento, hehehe. Não via a hora de chegar em casa e me jogar em algum canto. E cheguei, pedalando.

Foi um baita pedal, pena que nosso estado físico não permitiu concluir o pedal “pedalando” ele inteiro. Mas o trajeto é espetacular.

Resumo:
73km pedalados
28km na carona da van do SUPERMERCADO ZARECH
3 pneus furados, sendo dois antes de sairmos, heheh
Nenhum tombo
8 bergamotas roubadas

Era isso, até o próximo pedal, que será o PEDAL DO RISO SEGUNDA EDIÇÃO, dia 12 de agosto de 2006. Todos estão convidados. Horário e local de saída será definido durante esta semana e será amplamente divulgado.

Fui…

Cãimbras, suor, tombos e diversão

O Sol estava de “raxá o coco” neste sábado, mas mesmo assim não cancelamos o pedal e partimos rumo à mais uma indiada ciclística. Reunimos a gurizada em frente à igreja de São Pelegrino e saimos de lá perto das 14 horas. Seguimos pelo Desvio Rizzo, Forqueta até Nossa Sra. da Salete. Neste trajeto uma subidinha para perturbar as pernas.


Da igrejota em diante uma descidona de asfáltico, bom pra pegar um vento na cara enquanto o Sol judiava da gente. Lá em baixo uma entradinha pras dereita, saimos na trilha das pedras soltas, muita pedra solta. Aí o primeiro acidente. Consegui dar uma pirueta com a Bike, coisa linda. Após, tentei continuar a descida enquanto o Testolino batia fotos e quase o atropelei, quase!


E continuamos a descer. Descemos mais, e mais, e muito mais. O capeta está lá nos aguardando, pois a descida não terminava. O centro da terra estava próximo. Acabou a descida das pedras, dobramos as esquerdas onde um pessoal mais kamikase nos aguardava e seguimos caminho.


Parada para tomar uma agua e repor energias.


Agora começaria a parte boa do pedal: a interminável subida. Sim, pois depois de tanto descer teríamos que subir. E subimos. Que subida judiante.


Ela não é tão íngreme, mas é longa. Mas a vista do local é impressionante. Muito bala mesmo.


Algumas paradas no meio da subida se fizeram necessárias.


Outras paradas maiores, nas quais paramos para tirar fotos, comer uva e dar umas risadas.


Depois de tanta parada no meio da subida mais uma parada para reunir toda turma antes da despedida final do dia. então, turma reunida defronte a igreja de Nossa Sra. da Salete.


Após isso foi voltar para casa, uns mais rápidos, pois tinham compromisso e outros mais tranquilos ainda pararam nom buteco de bêbados em Forqueta City para tomar uma cueca-cuela. E voltamos para casa. Só 62,34km, um pneu furado, um câmbio torto, um óculos perdido (mas recuperado), 183 litros de água, solaço e muita diversão com os amigos.