Arco demónho, to ainda com medo. Pòr quê? Vocês verão no decorrer do relato. Nos reunimos para um pedal tardístico neste sábado, 13:30h estavam os três mosqueteiros ali na rótula da perimetrix norte.
A idéia era fazer um pedal diferente, descobrir estradas novas e se perder, óbvio. Partimos em direção à BR-116, entramos na rodovia federal, seguimos até a entrada do Bairro Castelo, ponto de saída para vários pedais.
Descemos o Castelo, seguimos até a Rótula do Sol, até a entrada do Santo Omo Bom, segundo o Testolino, Santo Homem Bom. Meio estranho isso, mas deixa assim, o cara é meio perturbado, hehehe.
Não entramos no Santo Omo Bom, seguimos por mais alguns metros pela Rótula do Sol e entramos mais adiante, em outra estradinha que nos leva até os famosos pêssegos.
Já no início da estradinha pensamos em seguir por outros caminhos que não os de costume. Então entramos no meio de uma plantação para atalhar e chegar em outra estradinha mais a frente. Esta era nova, não sabíamos para onde seguir, mas seguimos sempre em frente, e subindo, pqp.
Subimos um monte, sempre pela mesma estradinha. Passamos por algumas casas, alguns galpões, alguns vários cachorros, um piá brincando e seguimos em frente. Não sabíamos por onde ir ainda, mas estávamos semi-localizados, pois do Aldo do morro onde paramos dava para avistar as outras estradinhas.
Paramos para algumas fotos do local e para testar a potência da câmera digital do celular novo.
Depois das fotos seguimos um pouco mais adiante, até acharmos um local mais aberto de onde poderíamos avistar toda região. Neste ponto paramos para estudar o caminho a seguir, negociar e fazer o primeiro vídeo do dia.
[video]http://www.youtube.com/watch?v=WBF7bY4iy10[/video]
Depois de um bom tempo pensando por onde seguir, resolvemos voltar um pouco, entrar no meio da plantação e se perder. Sim, não era o objetivo principal, mas conseguimos nos perder várias vezes dentro da mesma plantação.
Ficamos um bom tempo andando pra lá e pra cá dentro da plantação do caos sem achar a saída. Avistávamos as estradinhas por onde deveríamos seguir mas não chávamos a saída para elas.
O negócio foi atalhar no meio do mato mesmo. Até acharmos um descidão que no final se cruzava com uma estrada típica da colônia, graminha no meio e sem movimento.
Ó a estradinha aí gente…
Agora o problema era saber pra qual lado ir. Para a esquerda, ou seja, pra baixo, a gente já sabia que iríamos para os lados da igreja de Santo Omo Bom, resolvemos então ir para o outro lado, pra cima.
No meio da subida achamos uma casa da FESTUVA abandonada, coisa sinistra. Seguimos em frente e achamos um córrego e uma pontezinhs. Seguimos adiante, sempre pela mesma estradinha, poia ali não tinha pra onde seguir.
Pedalamos até que o mato a nossa frente começou a ficar estranho. Não fechou não, começou a ficar parecido com algum lugar que já havíamos passado. Dito e feito, saímos no topo da descida anterior, apenas demos a volta no monte, heheheh.
Como avistamos uma estradinha que subia mais um pouco a nossa esquerda, resolvemos seguir por ela e não voltar. Subimos até onde dava, pois a estradinha nos levava de volta à plantação anterior, onde nos perdemos.
Ao menos deu pra ter uma idéia de onde queríamos chegar.
O negócio foi voltar, descer no laço e ir em direção à igreja do Santo Omo Bom. Paramos na igreja para refazer os planos. Como era cedo e não tinha ninguém cansado, resolvemos ir para o lado dos pêssegos e ver se tinha outra estrada para se perder.
E tinha. Andamos uns 50m e já entramos as dereita numa outra subidino judiante. Subimos, subimos, subimos sem saber se tinha saída. Chegamos em uma casa, no outro lado vale. Logo adiante a estradinha continuava e entrava no mato.
E que mato
Aí começou a diversão. Trilha bem complicada, com muita pedra e raiz perdida no meio do caminho. Em alguns pontos foi bem complicado pedalar e o negócio foi empurrar.
Andamos um bom tempo perdidos no meio do mato por esta trilha abandonada até que chegamos na casa da Brucha de Blair, Sim, uma casa abandonada, no meio do nada, caindo aos pedaços.
Além de algumas fotos do matagal, ficamos batendo um papo e analisando a casa. Eu fiquei mais longe, não queria correr o risco de tomar um cagaço caso alguém aparecesse do nada.
Resolvemos fazer a segunda filmagem do dia. Coidelôco!!!
[video]http://www.youtube.com/watch?v=DtCQhCXv3q8[/video]
O negócio tava ficando macabro. Qualquer barulho era pra deixar o cara cagado, resolvemos então seguir viagem. A trilha que nos levou até a casa, abriu um pouco e se transformou numa estradinha meio fechada, mas que dava para pedalar tranqüilo.
Novamente andamos um bom tempo no meio do mato, perdidos sem saber se estávamos indo para o norte ou para o sul, mas seguíamos em frente. Chegamos numa bifurcação logo adiante, eu peguei as dereita e vi que a estrada se fechava mais e descia. Resolvemos seguir pelo outro lado.
Saímos no meio de uma plantação desconhecida, mais uma. Avistamos alguns agricultores fazendo a reforma das plantas e fomos lá pedir informações e, também, óbvio, mostrar que a gente tava ali de passagem e não para tumultuar as terras deles.
Estabelecemos um contato inicial, conversamos com os viventes e pedimos para onde deveríamos seguir, pois dali dava para avistar a igreja de São Braz. Nos indicaram seguir adiante, pelo meio da plantação.
Bom, já que eles mandaram, a gente obedeceu, até porque estávamos na propriedade deles. Seguimos caminho.
Logo adiante saímos numa outra estradinha, pegamos as dereita para ir em direção à São Braz, mas não conseguimos. Achamos outra estradinha e seguimos por ela.
Subida, mais subida. Estávamos pedalando no meio do mato até que a estradinha abriu, dava pra ver legal onde estávamos e saímos na plantação de Caquis mais conhecida da região. Bem no meio dela, logo após os pêssegos. Que espetáculo, descobrimos mais um atalho.
Paramos para memorizar o local e seguimos adiante. Mas como a pedalada do dia era de se perder e descobrir estradinhas novas, resolvemos entrar em outra estradinha logo adiante.
Entramos novamente no meio de uma plantação, numa semi-trilha que saia em outra estradinha colonial. Agora era descidão. Descidão dos bons, pra ir rápido e sem frear.
Largamos os três juntos, alucinados, lá em baixo o Junmior gritou:
“Oooolhaaaaaaaaaaaa o riiiiiiiiiiiioooooooooooo…”
Puta merda, um rio no meio da estrada. E aparentava estar fundo e tinha uma correnteza razoável. O zunho foi o primeiro a passar, apressado. Logo depois foi o Testa, aí demorou mais que parto natural de trigêmeos. Óbvio que isto foi filmado.
[video]http://www.youtube.com/watch?v=23Obmx-Nm40[/video]
Depois foi minha vez. Passamos o rio e seguimos adiante. Nova subidinha e primeiro acidente do dia. Eu estava tracionando pra subir e rindo do Testa ao mesmo tempo. O pneu escorregou, não consegui soltar o pé e fui pro chão. Um tombo bem besta. Apenas uma dor fudida no cotovelo e uma bucetinha aberta na perna. Nada de mais.
Levantei e seguimos adiante. Andamos mais um pouco até que avistamos uma estrada conhecida. Era a estradinha da igreja de São Braz. Aí já estávamos em local conhecido.
Paramos para uma água e descansar um pouco. Eu parei para revisar o cotovelo e a perna que estava sangrando.
ó onde paramos, ó!
E o tempo tava fechando
Dali subimos até a igreja, passamos reto e descemos numa carnificina tradicional. Chegamos na penta-bifurcação, passamos reto, pegamos as dereita pra descida alucinante.
Antigamente era alucinante, agora passa muito carro por ali e alargaram a estrada. Ainda bem, pois lá no meio da descida quase que eu e o Testolino se enrosquemo.
Dali até o Veio foi um tapa, sem demora. Paramos apenas para tomar alguma coisa. Só tinha guaraná Sorriso Diet.
Bom, acabou o pedal, pois daqui pra frente foi subir se carneando pelo asfalto até a entrada do Cruzeiro. Eu a eo Zunho subimos na frente esquentando as pernas e logo atrás vinha o Testolino.
Pelos meus clculos subimos em menos de 15 minutos, coisa absurda pro nosso estilo de pedalar. Hehehe. Bom era quando demorávamos uma hora pra subir, hehehe.
Entramos no Bairro Cruzeiro, chegamos na civilização e o caos começou a atrapalhar o dia. Pegamos a BR para irmos em direção aos nossos lares, entramos na ruazinha de sempre, em direção à rótula, fomos fechados propositalmente por um baita filho de um pai corno andando em seu Astra Bordô modelo antigo.
Bem filho da puta este cara, fechou o Zunho e fomos atrás, ele teve sorte da sinaleira não ter fechado, teve muita sorte. Mas apertou o boró quando viu que e gente foi atrás, hehehe. Cagão.
Bom, chegamos na rótula, demos umas risadas, alguns gritos e nos despedimos. Cada um foi para um lado e se foi mais um pedal espetacular. Deu só 38 km, mas foram muito bem pedalados. Até o próximo.
























