Ta frio aí? Aqui não, quase 5°C, temperatura ótima para congelar. Ainda mais se estiver pedalando. Eita nóis. Sábado rolou um pedalzito espetacular, estradas novas, desconhecidas, alucinantes.
Nos reunimos 8:37h no Bosteiro, eu, Testolino, Zunho e o Rambo, também conhecido como Douglas, mas que não será chamado pelo nome, pois isso não pode acontecer, hehehe.
Não estava tão frio, estava semi-frio, nem precisamos usar calça, foi de bermuda mesmo. E ainda teve gente que arriscou ir só de camiseta. Estes caras da fronteira são ginetes, hehehe.
Largamos em direção aos Spa, subimos tranqüilos, conversando, todos sempre juntos. Descemos a Linha 30, pegamos uma chuvinha no início, mas nada que assustasse muito, pois estávamos bem protegidos.
Descemos e descemos, até o atalho que nos leva ao atalho da casa Portuguesa, sim, muitos atalhos, todos bem conhecidos e que já foram tratados em outros pedais. Subimos até a casa Portuguesa rapidão, pra esquentar as pernas. Lá em cima apenas uma paradinha rápida para reagrupar a tropa e seguimos viagem pela estrada do Morceguinho.
Passamos pela casa do morceguinho e ele não apareceu, deve ter congelado com o frio, só pode.
Mais adiante uma breve parada para os primeiros retratos do dia. Nestes dias de pedalada congelante tem poucas fotos, pois não dá para ficar parando toda hora, o cara congela fácil fácil.

A gurizada toda: Testolino King, Zunho Ueifi, Rambo Pelotense e Bassolino Kid

Da capela em diante é uma descidinha rápida até a estrada asfaltada que cruza a região e leva até Nova Pádua. Eu nunca lembro o nome das localidades por onde passamos, aí tive que pedir ajuda ao mestre Testolino para lembrar que paramos na localidade denominada Travessão Alfredo Chaves.
Passamos reto, cruzamos o centro da vila e seguimos adiante, pelo mesmo caminho feito no último pedal até o Belvedere Gelain. Passamos pela Casa Abandonada, seguimos em frente, uma chuvinha chata ameaçou perturbar novamente e chegamos na encruzilhada do Cu Largo.

O Testolino estava com calor. E ainda brincou de Beavis and Butthead: “I am cornolho.”

Seguimos viagem, sempre pela estrada principal, não entramos em nenhuma outra estradinha para não se perder, hehehe.
Pedalamos sempre unidos, conversando e falando mal dos outros, além de, é claro, dar muita risada. Mais adiante toca o meu celular e eu paro pra atender, os demais seguem caminho. Após a ligação, me mando e nos reagrupamos novamente.


O local onde estávamos é bem alto, no topo da serra, dá pra ver o vale lá em baixo. Região muito bonita e que no futuro será totalmente desbravada, pois tem muitas estradinhas para estes lados, ótimas para se perder. Além de ter um visual espetacular.

Bom, dali em diante o caminho era desconhecido, apenas sabíamos pelo que conseguimos visualizar no gluglu érti, que também não nos ajuda muito, mas dá pra ter uma idéia.

Seguimos caminho, sempre pela estrada principal. De início achávamos que iríamos apenas descer, mas nos enganamos, pois tinha alguns trechos, quase todos, de subidinha chata,
Paramos numa casa para pedir informações, pra falar a verdade era só pra jogar conversa fora com os viventes da região, pois é difícil alguém passar uma informação correta quando à distâncias, mesmo assim o Testolino insistiu em perguntar, hehehe.
O Tiozão da casa disse que não tinha saída a estrada, que chegava no rio das antas e depois tinha que atravessar para sair pra Antônio Prado.
Não tem saída? Oba, estávamos no caminho certo.
E começou a descida. E que descida! Se não foi a melhor já feita, está entre as melhores, pois foi espetacular. Descidão do demo, com trechos bastante críticos, mas bem divertida, deu até pra colocar 63,7km/h, hehehehe.
Apreciem com moderação.
[video]http://www.youtube.com/watch?v=UWMoMPQztwM[/video]
Depois desta espetacular descida ao inferno, depois de ter quase se encontrado com o chifrudo, depois de detonar os freios do Testolino, o negócio era voltar, pois em frente não dava mais pra ir.

Eu juro que tentei abrir o rio, mas não funcionou

Todo mundo quis parar para tirar foto e marcar sua presença do fim do mundo, à beira do rio das antas, mas como eu sou egoísta só coloquei a minha foto, hehehe.
Só o Testolino não desceu e tirou fotos no rio, ele estava preocupado com a distância que nos encontrávamos da civilização e preferiu ficar em um ponto mais visível, pra que as equipes de resgate não tivessem muito trabalho para nos encontrar.

Voltamos um pouco pela trilha e paramos no descampado que tem logo acima. Acreditamos que ali os caras param para acampar quando vão caçar os elefantes da região.
Ah, aqui vai uma solicitação aos caçadores, motociclistas, bicicletistas e todos transeuntes que freqüentam as matas, trilhas, estradinhas e locais remotos: LEVEM O SEU LIXO DE VOLTA, BANDO DE FILHO DE PAI CORNO.
Putaqueopariu, é revoltante isso. Achamos latas de cerveja, sacos plásticos, garrafas de vidro, um monte de sujeira no local. Este povo não tem jeito mesmo, somente a extinção desta raça resolve os problemas da humanidade.
Feito o desabafo, seguimos com o nosso relato tradicional.
Enquanto o Testolino e o Zunho ficavam trepando as árvores para pegar Vergamota e comer, eu e o Rambo resolvemos desbravar outra trilha que avistamos.

Entramos na trilha devagarito, pois não sabíamos se o satanás estava ali ou não. De início a estradinha é tranqüila, com dois trilhos e mato pra todo lado. Depois ela vai fechando cada vez mais, mas sempre fica o trilho por onde podemos passar.
Andamos uns 800 metros trilha adentro, paramos e voltamos, pois não queríamos separar a tropa, andamos sempre juntos. No futuro desceremos até ali novamente para ver onde sai esta estrada, nem que saia no rio como a outra, hehehe.
Voltamos e comemos umas Vergamotas com os outros pedaladores. Descansamos um pouco, testei o celular e por incrível que pareça, tinha sinal. Ou seja, no inferno também pega celular.
Em alguns momentos até o Sol apareceu, não sei porque, mas perecia mais um sinal vindo de Alguém lá de cima, avisando a gente pra voltar, pois estávamos muito perto do capeta.
Arrumamos as tralhas e voltamos. Sim, por onde descemos. Se vocês conseguiram observar no vídeo, a descida é fantástica, mas a subida é cruel.

Lá de baixo a gente imaginava como seria bom estar lá em cima.

O Testolino e o Rambo largaram na frente, subiram antes. Eu e o Zunho ficamos um pouco pra trás, pois paramos para arrumar minha corrente que resolveu cair entre o K7 e a roda. Coisa boa isso.
Passado o sufoco, resolvemos tirar umas fotins do lugar.

Subimos devagarito, em vários pontos quase impossíveis de pedalar o negócio foi empurrar.

A subida toda foi assim, em alguns trechos dava pra pedalar, em outros tinha que empurrar, muito íngreme e as pernas estavam cansadas. Mas indo com a gurizada e conversando o negócio fica divertido.
Lá em cima, no último cotovelo sofri um apagão. Coisa ruim isso. Resolvemos parar, descansar e meter um sal pra dentro do organismo, pois estava pedindo.

E finalmente chegamos ao topo da serra, onde os dois outros pedaladores nos aguardavam.
Dali em diante foi uma volta tranqüila, não paramos mais e fomos num ritmo bom, apesar das pernas estarem pedindo água.
Chegamos novamente pelo Travessão Alfredo Chaves, paramos para comer alguma coisa e descansar um pouco, já havia passado das 2 horas da tarde e estávamos bem cansados e com fome.
Paramos no único buteco da região, compramos um pacote de pão, queijo, presunto, salgadinhos, uma cocona e alguns grostolis para repor as energias.

Ficamos um tempo descansado e logo em seguida seguimos viagem. Subimos pela estrada do morceguinho, mesmo cainho que fizemos na ida. Tava todo mundo cansado, esgualepado e a subida não é tão simples, ela é bem chata.
Subi na frente, quase perdendo as pernas, logo atrás vinha o Zunho e fechando a tropa o Testolino e o Douglas. Lá em cima, na casa portuguesa reunimos todos novamente.
Entramos na estrada principal em direção à linha 60, descemos o asfalto do 40 e subimos o Zanrosso, que logo logo estará asfaltado também. Dali até os SPA foi um tapa.
E terminou mais uma pedalada fenomenal, espetacular. Cada um seguiu pra sua casa. 84km muito bem rodados, com a diversão de sempre. Era isso, até o próximo.
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