De antemão já aviso que não tem fotos no relato e muito menos vídeos, pois foi um pedalzito rapidão, só para não ficar em casa esquentando o sofá.
Sábado sobrou pra mim e pro Zunho (o Testa, Minu e alguns outros pedaladores foram fazer uma indiada para os lados de Criúva, em brave tem o relato aqui) fazer um pedalzito rápido. Nos encontramos sem querer no xópis, ambos fomos levar as muié para fazer compras, coisa boa isso, hehehe. Como estávamos sem nada programado, resolvemos agilizar o pedalzito para a tarde. Almoçamos no xópis e marcamos de sair 14:30h.
Um pouquito depois do horário marcado partimos, ali de casa mesmo, em direção de Monte Bérico, Caravágio, etc. A idéia era fazer uma volta curta e rápida, sem paradas e sem pensar muito, pois no final do dia eu tinha um casório e precisava estar engravatado e pronto para o agito.
Saímos pelo lado do jornal pioneiro, atravessamos o bairro, cruzamos a Rota do Sol e seguimos em direção à Monte Bérico. Dali fizemos o caminho quase que já costumeiro, por onde já passamos inúmeras vezes. Dando a volta no morro, passando pelas terras do gringo (que não é o mesmo de Otávio Rocha), o descidão felomennal até chegarmos na ponte do tombo do Doblinha.
Pegamos as dereita, agora costeando o mal-cheiroso Tega e seguimos embora. Lá na entradinha da Subida das Pedras paramos para repensar o caminho. 5 segundos e logo resolvemos seguir adiante, fazia tempo que não íamos adiante naquela estradinha, nem lembrávamos mais onde saia.
Continuamos pedalando às margens do tegão poluído, dando a volta no morro. Passamos por várias plantações, várias casas, vários cachorros amigos e inimigos, até que encotramos na nossa frente, no meio da estradinha, um cão avantajado, preto, com algumas marcas de judiação.
O cão, que na verdade era uma cadela mistureba de pitbull com boxer viralata e mais alguma outra raça, estava meio que perdida no meio da estrada, sem saber pra que lado ir. Logo persebemos que algo estava errado com o animal: era cego. Puta merda, que bosta.
O bicho não sabia o que fazer, completamente perdidaço. Ao sentir nosso cheiro e nos ouvir tentava atacar mas se perdia. Duas ou três vezes tentou avançar em nós, mas não achou nada, passava sempre reto. Deu pena do animal. Mas, maaaaaaaaaaasssss, ainda bem que era cego, pois seria bem complicado caso não fosse.
Bom, passando o bichano cego, seguimos adiante até acharmos a encruzilhada da capelinha, ali paramos para ver se estávamos no caminho certo. Sim, estávamos. Resolvemos seguir em frente para irmos até o asfalto de Mato Perso. Chegando no asfalto descobrimos uma nova estradinha, que não sabemos se tem saída, mas que será desvendada numa próxima oportunidade. Está marcada.
Do asfalto fomos até a entrada do parque das águas e resolvemos voltar, o tempo estava apertando. Pegamos o atalho para a Trilha da buceta Molhada e lá fomos nós. Passamos as inúmeras porteiras e adentramos na mata. Como choveu bastante durante a semana, barro era previsto, mas muito barro mesmo, hehehehe. Que maravilha!!!
Todo percurso da trilha com barro e lagoas no meio da trilha e da estradinha. Nunca tinhamos feito a trilha da buceta molhada ao contrário, que agora se chama Trilha da Buceta Invertida, simples assim. bonito isso.
No meio da trilha, ali na porteira tradicional, onde tem aquela famosa placa de aviso aos motoqueiros que deixam as porteiras abertas, notei que o pneu traseiro estava esvaziando. Não estava com vontade de ter que arrumar a encrenca, resolvemos apenas dar um arzinho pra ele aguentar até em casa. Enchi bem o pneu, até virar quase uma pedra e, ao tirar a bomba consegui arrancar a válvula do ventil. ÓTIMO!!! Bom, pelo menos não esvaziou o pneu, hehehehe. Deu pra seguir viagem.
Dali descemos as inúmeras pedras e raizes molhadas, que dão nome a trilha. Localzinho bem complicado, até tentamos descer pedalando, mas estava impossível. A trilha está mais aberta, mas, mesmo assim, é bem complicado descer sobre a bike, não tem condições.
Saindo da trilha voltamos ao estradão e logo já estávamos na estrada dos romeiros. Aí foi um pulo até em casa. Mas antes passamos pela árvore dos travecos, onde tinha um cidadão, que eu acho que é meu vizinho, em seu corsa branco, “pedindo informações” para um ser mulher-de-três-pernas. hehehehe. Tem gente pra tudo. Palamordedio!!!
Após adentrarmos na civilização novamente, chegamos em casa, Pedal curtinho, apenas 42km, mas bem divertido, como sempre. Recheado de emoções e barro. Ah, nossa média só não foi superior a 20km/h porque minhas pernas não deixaram, se dependesse do zunho a gente chegava antes das 5 em casa.
That’s all, folks!
Gostar disso:
Seja o primeiro a gostar disso post.