Trinta e Sete

Sim meus amigos, 37°C neste ultimo sábado de pedal. Era para ter saído um pedalzito bala, mas alguns preferiram ir pela manhã para fugir do calor e outros (eu e o doblinha), preferiram encarar o calor insuportável da savana caxiense.

Marcamos 13:30h na igreja de são Pelegrino, mas saímos de lá depois das 14 horas, pois etava muito quente.  Fizemos um pedalzito estilo romariobiker, que há tempos não saia. Demos a velha e boa volta no Tegão e voltamos pra casa.

Alguns fatos merecem destaque:

  • - parada obrigatória para não ser mordido pelo pitbull cego
  • - cuidado com as “rural” vermelhas pilotadas por bandidos
  • - não tinha gelo pras cubinhas no Lóris

No mais era isso. Só pra relatar e não deixar passar o inferno pedalístico deste último final de semana. só 48km, mas num calor insuportável.

Cadela cega

De antemão já aviso que não tem fotos no relato e muito menos vídeos, pois foi um pedalzito rapidão, só para não ficar em casa esquentando o sofá.

Sábado sobrou pra mim e pro Zunho (o Testa, Minu e alguns outros pedaladores foram fazer uma indiada para os lados de Criúva, em brave tem o relato aqui)  fazer um pedalzito rápido. Nos encontramos sem querer no xópis, ambos fomos levar as muié para fazer compras, coisa boa isso, hehehe. Como estávamos sem nada programado, resolvemos agilizar o pedalzito para a tarde. Almoçamos no xópis e marcamos de sair 14:30h.

Um pouquito depois do horário marcado partimos, ali de casa mesmo, em direção de Monte Bérico, Caravágio, etc. A idéia era fazer uma volta curta e rápida, sem paradas e sem pensar muito, pois no final do dia eu tinha um casório e precisava estar engravatado e pronto para o agito.

Saímos pelo lado do jornal pioneiro, atravessamos o bairro, cruzamos a Rota do Sol e seguimos em direção à Monte Bérico. Dali fizemos o caminho quase que já costumeiro, por onde já passamos inúmeras vezes. Dando a volta no morro, passando pelas terras do gringo (que não é o mesmo de Otávio Rocha), o descidão felomennal até chegarmos na ponte do tombo do Doblinha.

Pegamos as dereita, agora costeando o mal-cheiroso Tega e seguimos embora. Lá na entradinha da Subida das Pedras paramos para repensar o caminho. 5 segundos e logo resolvemos seguir adiante, fazia tempo que não íamos adiante naquela estradinha, nem lembrávamos mais onde saia.

Continuamos pedalando às margens do tegão poluído, dando a volta no morro. Passamos por várias plantações, várias casas, vários cachorros amigos e inimigos, até que encotramos na nossa frente, no meio da estradinha, um cão avantajado, preto, com algumas marcas de judiação.

O cão, que na verdade era uma cadela mistureba de pitbull com boxer viralata e mais alguma outra raça, estava meio que perdida no meio da estrada, sem saber pra que lado ir. Logo persebemos que algo estava errado com o animal: era cego. Puta merda, que bosta.

O bicho não sabia o que fazer, completamente perdidaço. Ao sentir nosso cheiro e nos ouvir tentava atacar mas se perdia. Duas ou três vezes tentou avançar em nós, mas não achou nada, passava sempre reto. Deu pena do animal. Mas, maaaaaaaaaaasssss, ainda bem que era cego, pois seria bem complicado caso não fosse.

Bom, passando o bichano cego, seguimos adiante até acharmos a encruzilhada da capelinha, ali paramos para ver se estávamos no caminho certo. Sim, estávamos. Resolvemos seguir em frente para irmos até o asfalto de Mato Perso.  Chegando no asfalto descobrimos uma nova estradinha, que não sabemos se tem saída, mas que será desvendada numa próxima oportunidade. Está marcada.

Do asfalto fomos até a entrada do parque das águas e resolvemos voltar, o tempo estava apertando. Pegamos o atalho para a Trilha da buceta Molhada e lá fomos nós. Passamos as inúmeras porteiras e adentramos na mata. Como choveu bastante durante a semana, barro era previsto, mas muito barro mesmo, hehehehe. Que maravilha!!!

Todo percurso da trilha com barro e lagoas no meio da trilha e da estradinha. Nunca tinhamos feito a trilha da buceta molhada ao contrário, que agora se chama Trilha da Buceta Invertida, simples assim. bonito isso.

No meio da trilha, ali na porteira tradicional, onde tem aquela famosa placa de aviso aos motoqueiros que deixam as porteiras abertas, notei que o pneu traseiro estava esvaziando. Não estava com vontade de ter que arrumar a encrenca, resolvemos apenas dar um arzinho pra ele aguentar até em casa. Enchi bem o pneu, até virar quase uma pedra e, ao tirar a bomba consegui arrancar a válvula do ventil. ÓTIMO!!! Bom, pelo menos não esvaziou o pneu, hehehehe. Deu pra seguir viagem.

Dali descemos as inúmeras pedras e raizes molhadas, que dão nome a trilha. Localzinho bem complicado, até tentamos descer pedalando, mas estava impossível. A trilha está mais aberta, mas, mesmo assim, é bem complicado descer sobre a bike, não tem condições.

Saindo da trilha voltamos ao estradão e logo já estávamos na estrada dos romeiros. Aí foi um pulo até em casa. Mas antes passamos pela árvore dos travecos, onde tinha um cidadão, que eu acho que é meu vizinho, em seu corsa branco, “pedindo informações” para um ser mulher-de-três-pernas. hehehehe. Tem gente pra tudo. Palamordedio!!!

Após adentrarmos na civilização novamente, chegamos em casa, Pedal curtinho, apenas 42km, mas bem divertido, como sempre. Recheado de emoções e barro. Ah, nossa média só não foi superior a 20km/h porque minhas pernas não deixaram, se dependesse do zunho a gente chegava antes das 5 em casa.

That’s all, folks!

Vocês vão molhar a camiseta!

Ales!
Era para o Zunior fazer o relato desta vez, mas ele deve estar escrevendo uma linha por dia ou anda muito ocupado mesmo. Então resolvi escrever rapidamente como foi nossa indiada de sábado passado e colocar algumas fotos.

O Zunior passou lá em casa às 9h e encontramos o Marcos as 09:25 na Casa de Pedra. O Douglas que tinha confirmado não apareceu. Deve ter exagerado no trago sexta. Esperamos um pouco e largamos fora. Fomos só nós três porque os outros tinham compromissos. O Bassolin tava sem bike e com problemas de saúde. Vê se melhora logo Rapá!

Pegamos a rua do Pioneiro (resumo da Zero Hora) em direção ao Luau. Lá em Monte Bérico pegamos a estrada de chão da mini pedreira clandestina e descemos até o Tegão. Boa descida. O Marcos quase deu uma roçada no mato em uma curva.

Pegamos a direita lá embaixo depois da ponte e seguimos costeando o rio podre. Tudo estrada já conhecida. Um cachorro alucinado no telhado da garagem de uma casa chamou a atenção dos pedaladores do dia. Parada para a primeira água e ver o animal no seu habitat. O dono não deve gostar muito dele.

Logo seguimos o baile e entramos a esquerda naquela estradinha que tem a “subidinha” calçada. Ali voltou o infernal barulho no meu pedal esquerdo. Tec..tec do caraio! Vou tirar esse pedal, mergulhar na gasolina e tocar fogo para ver se arruma. Subimos na boa. A outra vez foi bem mais difícil.

Seguimos por esta estradinha. Paramos num encruzilhada onde passou por nós uma mulher a cavalo. Bem bonita por sinal. Cena interessante. Ela apareceu do nada. Chegamos no estradão para Mato Perso bem na entrada do Parque das Águas. Após uma conversa decidimos descer pela estradinha do Giocomin até o asfalto de Caravaggio lá embaixo. Pegamos a direita e mais lá na frente pegamos a dita estradinha. Descida show de bola. /O Zunior deu um cagaço num carrocho que foi bonito de ver. O bixo sai correndo na nossa frente como loko. Ele tinha suspensão ativa nas curvas.

Queríamos subir até Caravaggio por estrada diferente que imaginamos que existia. Mas ela não existe. Paramos para conversar com um vivente da região que disse que só tem a estrada normal dos romeiros e a trilha do capeta que já subimos uma vez. Ele disse que trilha tava com bastante mato e tal, mas decidimos subir por ali de novo. Ele só disse: “Vocês vão molhar a camiseta! Uuuhhhaaaahhh” Uma risada macabra que só no interior tu vê.

Metemos pela trilha e tava show de bola. Melhor que a outra vez, mas foi preciso empurrar a magrela em muitos pontos por causa da valetas e pedras soltas. Coisas causadas pelos barulhentos de moto.

Essa trilha é show de bola. Temos que descer ela na próxima vez. Ela sai em uma casa e depois no final do subidão para Caravaggio

Chegamos em Caravaggio pensando em comer aquelas torradas buenas de sempre, mas a moça informou que tava sem torradeira. Baita saco! Ficamos só no sanduba mesmo. Ficamos na budega mais ou menos uma hora. Falamos com alguns barulhentos que chegaram ali, mas fora no restaurante do lado. Falamos com uma veio e um veio. Segunda ela, ele era americano e andava de bike no passado. Ele olhou nossas crianças e disse quase morrendo: “Eu conheço dessas ai!” Mas antes de morrer eles foram embora. Ah, e a mulher perguntou se a gente era estrangeiro. Uauahauahuaha…

Bom, depois voltamos pela estrada normal dos romeiros em um ritmo bom. Cheguei em casa ai pelas 16h eu acho. Foram 69km e uns quebrados. Pedalzinho bom e sem barro desta vez.

E era wilson. Enchi o saco de escrever.

PowerCuba em ação

Sol, muito sol no côco. Assim começa mais um pedal dos RomarioBikers. Galera reunida em frente ao “Mosquiteiro” preparados para mais uma indiada sem destino. 10 da madrugada deste sábado, horário de saída.


Destino: Mato Perso Segunda Edição, mas agora com uma variação de caminho pelas estradas de Caravagio, passando por Nossa Senhora das Dores e arredores. Após a primeira descidinha asfaltada até Santa Giustina uma parada para fotos do estacionamento de bikes.


Ah, e para pegar água no cemitério. Sim, no cemitério mesmo.


Depois disso, chega de asfalto. Agora é só poeira no descidão do Carvalho. O descidão separa os homens das criançass, como já foi dito no último pedal. Aqui é pra gente grande, hauhauahaua. Sair do trilho e cair fora da pista é muito comum. Eu que o diga… Como todo bom kamikaze o negócio é descer no laço e se preparar lá em baixo para tirar fotos dos que ainda não chegaram.


Na metade da dascida, uma paradinha pra reunir a tropa e ver se estavam todos inteiros.


Lá em baixo, no fim da descida do Carvalho, a ponte que passa sobre o rio Tega, que continua lindo, cheio de espumas e pouco poluido, quase nada. Uma fotinho na ponte para registrar o momento e a turma toda reunida.


Agora acabaram as descidas. Acabou a brincadeira. Acabou a festa. Começou o sofrimento, a angústia, a subida que não termina nunca.


Uma paradinha no meio da subida, numa sombra, claro, para esperar o Gaio e tomar uma água. 11:20 da manhã, o sol tava comendo nossos cérebros.


E mais subida.


Depois de tanto subir, uma parada pra descansar lá em Mato Perso. Tomamos uns 5 litros de Sprite, comemos uns biluzitos, umas porcarias e powergel para recarregar as energias, pois mais subidas nos aguardavam.


Descansamos e partimos. Logo na saída de Mato Perso um imprevisto: Estrada interrompida para obras. E agora, o que faríamos? Como todo bom índio do pedal resolvemos ir adiante. Ali na placa não diz se está interrompida para o trânsito de bicicletas. E seguimos adiante.


E seguimos pela estrada cheia de pó, pedras e buracos. Coisa ótima de pedalar. Não tem fotos deste pedaço do percurso, tinha muito sol e os fotógrafos estavam preocupados com as subidas.

Entramos na estrada que leva a Linha 30 e depois nos leva à Nossa Senhora das Dores. Uma descida muito boa para descansar as pernas e cansar os braços. Este trajeto não conhecíamos. E tem ums subida interminável, na qual tivemos que parar pois o Minu não aguentada de tanta câimbra.

E seguimos adiante. Acabamos saindo lá no aslfatinho que cruza a estrada dos Romeiros Caravagioanos. Ali, foi só pegar as esquerdas e “subir pra cima”. E mais subida. Após a longa subida, mais uma parada pra reagrupar todo mundo e descansar o esqueleto.


Alguns descansavam mais do que o esqueleto.


Estávamos quase em casa, pouca distância nos separava do centro de Caxias, coisa de uns 15km. Seguimos então pela estrada dos romeiros até o já consagrado Bar do Loris onde fizemos a última parada para descansar, apreciar os pingos de chuva que caiam sem molhar e tomar uma cubinha “fraca” para recarregar o organismo.


Depois disso foi só chegar em casa, ver a kilometragem e se atirar em qualquer lugar que desse para descansar.

Saldo do pedal: 61km, nenhum pneu furado, muita água tomada, muita risada, muita diversão, todos cansados e sequelados, mas prontos para o próximo pedal. Ah, pra quem quiser ver todas as fotos do pedal, basta clicar AQUI que tem tudo o que fotografamos. As fotos gicarão aí até o próximo pedal. E era isso… até a próxima.