150 degraus

Tempo chato, previsão estranha, mesmo assim rolou um pedal com os parceiros SombraBikers. Sáimos sábado a tarde, pois o Minubas tinha que laborar de manhã. Logo seria um pedalzito curtinho, e foi, mas show de bola, como sempre.

Saímos ali do Bóbis, por volta de 13:20h, Eu, Testolino, Minubas e Zunho, em direção ao bairro Cruzeiro e BelaVista. Cruzamos a cidade, nos despedimos da civilização e seguimos adiante. Pela estradinha que leva ao Motel Lebunda, agora asfaltada, passamos pelo entroncamento que sai na Rocca, seguimos até a casa dos pais do Izóta.

dali em diante era cminha novo para mim, não sei por onde seguimos, só sei que descemos, descemos e descemos, saímos lá em baixo ao lado da igreja de Galópolis. Uma descida espetaular, com pedras, cotovelos, curvas, buracos, paralelepípedos e muito mais. Até quebramolas havia no meio da descida.

De Galópolis seguimos pela BR em direção à Vila Cristina, andamos um pouco e resolvemos pegar uma subidinha para irmos até a Gruta. Qual gruta? Não sei, pergutem para o Zunho, ou continuem lendo.

Antes de começar a subidinha uma foto para retratar a tropa parada na beira da BR.

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Subimos e subimos. Mais adiante mais uma parada para mais fotos da gurizada e da localidade.

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Não sei o que o Minu está segurando. Bom, deixa assim.

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Seguimos… morro acima, sempre. Até que chegamos na tão falada Gruta. E não é que o lugar era bala. Já na entrada algumas fotos da tropa.

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Largamos as bikes num canto e resolvemos descer para conhecer a gruta. E que descida. Não, não dá para descer de bike, são 150 degraus muito inclinados, que só um acéfalo arriscaria descer.

Mas a visita à gruta vale a pena, o lugar é mesmo muito legal.

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Ah sim, os degraus.

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Coisa linda.

O lugar é organizado, tem até um oratório. Teve gente que prometeu fazer seu casamento ali. E eu irei, mesmo não sendo convidado.

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Bom, tiramos algumas fotos de tudo que vimos e resolvemos voltar. Até porque o Minubas ficou lá em cima cuidando das bikes, não quis descer conosco. Sábia escolha, não teve 150 degraus pela frente.

E tem 150 degraus mesmo, o testa subiu contando, apesar de eu achar que ele meteu um “migué” na contagem, só para fechar com o que estava dito na placa.

Da gruta seguimos adiante, pela estrada que nos levaria até a 3ª Légua, mas antes resolvemos dar mais uma paradinhe para ver a cascatinha da gruta de cima. Uma visão bala.

Bah, é alto o treco.

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Bom, o negócio era seguir viagem, pois o tempo estava ficando curto e os caras cheio de compromissos estavam ficando atrasados.

Só mais uma foto para retratar a paisagem.

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Seguimos sem parar mais, sempre morro acima, até chegarmos na 3ª Légua. Subida tranquila e rápida, mas que esquentaram as pernas. Dali até a civilização foi um pulo, nenhum acontecimento a mais. Fechou 50km, pedalados de forma tranquila e divertida, uma rotina.

Era isso, abraços, tudo de bom…

Galinhas no Paredão

Pra variar, somente eu, Testolino e Zunho nos reunimos para o pedal deste sábado. Alguns não puderam e outras não quiseram, sobrou pra nós enfrentar esta árdua tarefa que é pedalar. Nós, como fiéis pedaladores das sombras, nos encontramos no ponto tradicional, rótula da perimetral norte. 9 da madrugada lá estavam os três mosqueteiros, prontos para a indiada.

Como combinado durante a semana, resolvemos fazer a descida do Paredão novamente, pois ela ainda não havia sido filmada e é uma estrada que merece muito respeito e consideração, é algo alucinante, que vocês poderão conferir mais adiante.

Largamos então em direção ao Bairro Cruzeiro , mas antes passamos no posto para “abastecer” os pnéizis do Testolino e do Zunho que estão sempre vazios, depois, ainda demos uma passadinha na loja nova do Joacir, onde encontramos uma bike colorida, um pedalador e o Joacir, nada mais. Após alguns xingamentos e um papo rápido partimos para nosso pedal, pois não poderíamos demorar, tinha gente com compromisso, hehehe.

Entramos no Bairro Cruzeiro, mais adiante a Av. França e seguimos caminho. Saimos da civilização, passamos na frente da “pousada” Le Bond, onde as pessoas vão cansar, ao invés de descansar e continuamos nossa pedalada. Logo adiante, onde a prefeitura está “arrumando” a estrada, enchendo de cascalho pois é ano de eleição ocorreu o primeiro semi-problema do pedal. Estávamos indo os três pela estrada esburacada cheia de cascalho quando numa curva surgiu um caminhão da prefeitura a milhão, numa velocidade nada compatível com a estrada e o local.

Eu e o Testolino saímos para um lado da pista e o Zunho para o outro, quase que é atropelado pelo FDP que não conhece as leis de trânsito, o que é bem comum. Xingamos e fizemos gestos obscenos para o cidadão (EU fiz isso) que logo adiante, numa demonstração de alta capacidade e conhecimento de direção, freou o caminhão bruscamente numa estrada estreita e cheia de cascalho.

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Continuamos nossa pedalada, mas pensando que o cidadão iria voltar, ele não voltou, que pena. Seria interessante.

Mais adiante, na mesma estrada cheia de cascalho – um dia ainda escreverei um livro sobre cascalho – o segundo susto do dia. Estávamos descendo quando paramos para tirar umas fotos da estrada, coisa que pouco fazemos ultimamente, pois o pessoal anda meio apressando, hehe. Após tirar algumas fotos íamos retomar a pedalada quando notei algo estranho. Sim, pneu furado, fazia tempo que não furava o pneu da minha bike.

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O resto da tropa. Testolino já brabo.

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Zunho, fingindo ser um cara sério.

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E foi um furo legal, deu até pra utilizar o objeto que atravessou o pneu como palito de dentes. Lindo isso.

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Pneu arrumado, bobagens faladas, seguimos adiante. Agora paramos no trevo que divide a estrada. Seguindo reto vamos para a famosa Rampa Sul, onde os caras “pulam” penhasco abaixo e, para a esquerda, a estradinha que nos leva até o paredão. Neste ponto fizemos a primeira filmagem do dia, testamos técnicas novas e tal. Aí está

[video]http://www.youtube.com/watch?v=2iHlzQqQdqM[/video]

Depois disso paramos na capelinha para olhar os “cateye” e notamos que pela primeira vez em todos os pedais o Testolino foi o mais rápido na descida, 73,8km/h. Eita coisa boa despencar morro abaixo.

Segundo consta no meu arquivo cerebral, esta capela também é SÃO BRAZ, o que não quer dizer nada, mas ajuda a gente a somar mais uma comunidade com o nome de São Braz.

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Bom, daí pra frente é alegria e mais alegria, confiram na Descida do Paredão. Não tem muito o que falar, deliciem-se com esta maravilhosa descida.

[video]http://www.youtube.com/watch?v=Y5p999SyNMQ[/video]

Durante a descida, além de uma galinha suicida se atravessar no meio do caminho, a única coisa ruim foram os riscos que ficaram nos braços, causados pela plantação que não quis sair da frente.

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Apreciaram todas as fotos? Se sim, beleza, pois acabou aqui. Antigamente nossos relatos eram recheados de fotos, agora o povo anda com muita pressa, não dá tempo para parar e fotografar. Mas o baile segue…

Dali em diante foi tranqüilo o pedal, chegamos em Vila Cristina, paramos no Fagundes, pedimos um X cada um e tomamos um refri (Guaraná, pois o Testa não toma Coca, hehehe).

Descansamos um pouco, bem pouco, encontramos outros dois pedaladores e batemos um papo com os caras, enchemos as caramingolas e partimos morro acima, sem fazer a digestão.

A volta foi cruel, é a segunda vez que passo mal voltando de Vila Cristina. Desta vez acho que não ter feito a digestão foi o causador, mas subi. Voltamos pelo maldito Motter, subida que não termina nunca, com sol fervendo o coco.

Precisei parar umas três vezes na subida, pois meu estado não era dos melhores, mas como o Testolino tinha que estar em casa mais cedo eu continuei. Caso contrário eu ficava lá esperando o Zarech, heheheh

Da volta não tem muito o que relatar, sem emoções mais fortes, só o subidão que cansa bastante e logo chegamos na civilização. Não tão logo assim, demoramos bastante para subir, mas chegamos, que é o que importa. Foram 72km muito bem pedalados.

Ao entrar na civilização, em meio a buzinaço de carros, ônibus, gritos e caos mental geral, pegamos a perimetral e viemos pra casa. Chegamos todos bem, eu menos bem que os demais, mas prontos para a próxima pedalada, que será no feriadão de sexta-feira, na páscoa, quando iremos descer até a praia pelo meio do mato.

Aguardem, que muita coisa boa vem por aí. Ainda estamos nos adaptando com esta tecnologia nova, com o tempo as coisas ficam no seu devido lugar. That’s all.

Pedal das Chicotadas

Para dar um descanso ao Bassolinoviski, o relato do pedal do sábado é por minha conta. Conseguimos reunir 4 pedaladores no último sábado. Eu, o Basso, o Zunior e o Igor. Outros não podiam e outros foram pedalar para outros lados. O combinado então foi saída as 9h no Bob`s. Eu e o Basso se achamos pelo caminho e chegamos em ponto lá no posto onde o Zunior já nos aguardava juntamente com um pessoalzinho para lá de medonho que viraram a night até aquela hora. Tem loko pra tudo.

Calibrada básica nos “penéi”, o Basso com uns “penéi” azulão cheio do estilo e começamos o pedal. A idéia era fazer uma trilha que vimos outro dia quando subimos de Vila Cristina pela estrada da Capelinha e por baixo das torres de energia, trilha também indicada por outros pedaladores. O Igor nos aguardava na frente da madereira não sei o que no final da avenida França.

O dia estava nublado… sem graça… a temperatura era boa. De manga curta tava bom. Adentramos o bairro Cruzeiro, pegamos a dita Av. França e encontramos o Igor que já estava alongando as pernas fazia meia hora. Parada rápida e seguimos em frente. Passamos o Motel Lebond, o sinistro Portal do Éden, descendo o caminho normal até a 4 légua, onde um pouco depois pegamos a estradinha para a direita. A mesma onde saímos esses dias.

Eu e o Zunior descemos mais na frente. E que descidão show de pelota. Vários trechos com graminha no meio e poucas curvas fechadas. Na finaleira tinha um monte de bosta (adubo) ao lado da estradinha mas uma parte invadiu a mesma, o Zunior um pouco mais na minha frente passou a milhão levantando pó de bosta para todo lado… fia da mãe! Depois a estrada fica mais plana e larga, de terra. Surgiram as primeiras fotos do dia.

O Zunior..


Fotos em movimento…


Igor e Basso chegando…


Eu e o Zunior Meia Bola paramos para esperar o Igor e o Basso que levaram uns 5 minutos para aparecer. A demora foi causada por um problema mecânico na roda dianteira do Basso que começou a aparecer. O bicho freiava e a roda meio que puxava para a esquerda. Sei lá, ele deu uma olhada e seguimos o baile. Logo avistamos a entrada da trilha. Eita! No comecinho tinha um trecho cheio de pedra e empurramos um pouco as crianças, mas foi por uns 10, 15 metros só. Depois a trilha ficou do carvalho. Estradinha fechada pelas árvores, muitas folhas no chão e poucas pedras. Resumindo, uma estradinha perfeita. Fotos de celular mas já pode notar que o lugar era muito bala.

Estradinha fechada com poucos pedaços onde o sol cortava…


Um pit stop para foto…


Depois de umas bolas pedaladas subindo e descendo essa estradinha ela começou a mudar. Apareceram alguns valetões com água e barro das chuvas dos últimos dias. Aí que os pneu Kendão começaram a trabalhar pra valer….hehehe. Alguns pedaços foi preciso sair da bike para passar e tal. E fomos seguindo. Tava bala. Passamos por uma casinha lá no meio do nada. E a pergunta que não queria calar: quem mora ai? como construiram isso aqui? como chegam aqui? Porra, era uma casinha que na frente tem uma trilha fechado para os dois lados. Só a pé, de moto ou, claro, de bicicleta para chegar ali. Mas tudo bem, cadum cadum.

Seguimos passando por um riachinho pedalando e a trilha ia fechando. Começaram as chicotadas! Tah loko, chicotaço de galhos e espinhos nos braços e pernas. No final do pedal parecia que tinhámos apanhado. Chicotaço e uns trechos com valetões de barro possivelmente causados pelos barulhentos de moto, mas conseguimos ir pedalando direto, apenas tinha que sair da bike para pular uns troncos que cortavam a trilha.

O Igor desviando no valetão com barro…


Trilha fechada…


Igor Véio abrindo caminho…

Tronco de m…


Chega de moleza…


Armadilha…


Teve um trecho que a trilha fechou bastante e começaram alguns incidentes. O Igor foi o primeiro que se entregou dizendo que tinha ido para o chão. Como ele estava por último não vimos. Eu na primeira vez quase fui para o chão, só o Basso viu e riu. Mais adiante eu fui de vez. Engatou um cipó no bar end e pimba. Chão para mim. Logo atrás apareceu o Basso todo embarrado….hehe. Também tinha ido para o chão em uma das valetas. Foram vários quase tombos mas todos vivos seguimos a trilha e saímos em um paraíso abandonado: um velho alambique.

Segundo o Igor faziam cachaça aí…


Eita…


Depois das fotos seguimos a trilha que logo acabou com um descidão dos bons cheio de pedra solta e um cotovelinho no final. Acabava ali a trilha em uma casa que não tinha nenhum sinal de vida. Baita trilha. Esperamos o Igor chegar pois desceu o final da trilha bem devagarito. Paramos para uma água, barrinhas e salgaditos. Falamos umas merdas… nos xingamos… passou um barulhento perdido e depois seguimos.

Agora já era uma estrada normal, seguimos um pouco nela e logo essa estrada se encontrou com a estrada da Rampa Sul um pouco depois da casa do cachorro Helicóptero onde paramos para pegar uma água enquanto o tio da casa segurava o cão que estava solto. Depois ele prendeu o desgraçado que começou a fazer sua manobras radicais. Que cachorro bem burro e chato. Tah loko.

Bom, decidimos voltar dali mesmo e comer algo no bairro Cruzeiro. Eu e o Zunior subimos um pouco na frente e logo atrás o Basso e o Igor. Paramos para reunir a tropa e chegou o Basso, agora os problemas mecânicos estavam piores. A roda meio que estava freiada. Tinha alguma coisa errada que não estava certa ali. Cubo, freio, disco, pastilha… sei la. Tentamos dar uma futricada mas ele teve que seguir o baile assim mesmo. Subimos tudo de volta: 4 légua, Portal do Éden e ali no Motel Lebond pegamos o caminho da direita para sair lá no final do bairro Cruzeiro. Fomos comer um xizoto no Pappy. Ficamos ali um tempo e depois seguimos para casa. Eu, o Basso e o Zunior subimos a BR, e o Igor foi para o lados do Bela Vista.

A indiada toda deu pouco mais de 50km. Pouca coisa mas foi muito legal. Baita trilha. Done.

Carrapicho, pedal fenomenal

Antes de começar o relato, preciso adiantar que foi o melhor pedal deste ano. Um espetáculo, simplesmente sensacional. E, desta vez, cheio de fotos.

Combinamos de nos encontrar 8:45h da madrugada para sair um pouco mais cedo e fazer um pedal maiorzinho para nos preparar para o pedal das aranhas que virá em breve. Precisamos nos preparar.

Nos encontramos no Bóbis, local já tradicional. Eu caí já na chegada, a maldita sapatilha não desclipou e fui ao chão. Uma cena linda de ver, ainda bem que era bem cedo e havia pouca gente no local. O resto chegou depois: Testolino, Jorginho, Andrius e Zunior. Faltava só o demente do Igor.

Enquanto esperávamos o Igor algo aconteceu, o Jorginho ficou emocionado e passou mal, tivemos que chamar socorro.


Calma, ele só teve um mal súbito, logo se recuperou e estava pronto para pedalar, heheheh.

E o Igor não dava notícias. Já havia passado das 9 horas e o cidadão não aparecia. Resolvemos ligar para ele. Enquanto isso me aparece o Zunior, com algo estranho no pneu.


Pequeno o estrago. E nada do Igor.

O pessoal estava começando a ficar nervoso até que conseguimos falar com o cidadão. Após alguns vários minutos ele apareceu (bem atrasado) e partimos para o pedal.

De início entramos no Bela Vista, passamos pelo Lê Bond e descemos até o Pateta. Todos locais já conhecidos e bem divulgados nos pedais. Uma estrada sem maiores atrativos até aqui.

Paramos para reagrupar a tropa que estava dispersa na descida e retomar o caminho que faríamos. Quem estava mandando no trajeto era o Jorginho, ele dava as ordens e indicava o caminho.


Enquanto isso o Testolino foi liberar líquido e, com isto, peso.


E o Igor já estava cansado, hehehehe


Do pateta seguimos por uma estradinha nova, desconhecida dos RomarioBikers. Somente o Jorginho e o Andrius conheciam a tal estrada. Resolvemos encarar, caminhos novos sempre são bem-vindos.


Uma estrada longa, larga, que atravessa toda 4ª légua. Em alguns pontos não há nada além de mato, enquanto em outros se avistava alguma casa perdida.


Paramos um pouco adiante, pois avistamos uma estradinha as esquerdas que será desbravada no futuro, ainda mais que ela é cortada por um rio. No verão precisamos atravessa-lo.


E seguimos viagem. A estrada começou a se fechar e a ficar mais inclinada, para baixo. Opa, sinal de uma descida boa. Dito e feito, chegamos ao tal MORRO DO CARRAPICHO. Coisa de louco, descida fantástica.

Largamos eu e o Junior na frente, morro abaixo, vento na cara, pedras, canaletas, barro, túneis de árvores, paisagem fenomenal. Em vários locais a gente observava o belo vale ao nosso lado. Um precipício.

Paramos apenas em uma parte da descida, quase no final dela, para retratar nossa passagem. Sensacional.



Ah, e para esperar o Igor também, pois ele estava com os freios muito apertados, não conseguia descer rápido, hehehe.


Continuamos descendo o Carrapicho, mais uma vez preciso dizer que é uma descida espetacular. Que estrada maravilhosa! Chegamos lá em baixo, não sei onde, só o Jorge sabe o nome dos locais, eu nunca lembro.


Além de pararmos para reagrupar a tropa, resolvemos retratar o local.




E, finalmente, sabíamos onde estávamos e para onde iríamos. Talvez não…


Bom, o Jorginho disse que sabia para onde estava indo, então o seguimos. Logo adiante paramos em outra comunidade para fotografar a igrejota, pois igreja é o que mais tem no interior.


Descemos mais um pouco, sempre pela estrada principal, até porque não havia outra a seguir, até chegarmos onde não dava mais para descer. Diz a lenda que neste ponto é onde se encontram os rios Caí e Piai. Eu duvido…


Mais uma placa para nos localizar e ver que a gente estava bem longe de casa.


Neste local também conhecemos o seu Liki, gente fina, pena que não dava pra entender nada do que ele falava.


Andamos, andamos e andamos. Mais alguns km pedalados e paramos em Nossa Senhora do Rosário não sei de que légua. É tanta légua que o cara acaba se perdendo.

Neste ponto demos uma paradinha pois a tropa estava desunida, alguns muito adiante, outros ficando pra traz. Nos nossos pedais sempre andamos juntos, pois temos que rir uns dos outros e se alguém ficar muito pra traz acaba perdendo a piada.


Após todos no local, uma água tomada, seguimos viagem. Nosso destino, agora revelado e conhecido por todos, era Vila Cristina.

Deste ponto em diante não tem muita graça, é um estradão looooooooongo, sem atrativos, só com muito pó e sem subidas nem descidas, plano completo, só para girar.

Alguns km adiante achamos mais uma placa. Acho que o pedal mais bem informado que já fizemos, pois nunca fotografamos tantas placas.


Logo adiante, a civilização, asfalto, caos, carros, caminhões, estávamos chegando em vila Cristina. Passamos pelo pedágio, sem pagar, óbvio.

Confesso que dá uma vontade de parar em alguma cabine do pedágio e perguntar se bicicleta tem que pagar. Seria, no mínimo, interessante ouvir a resposta do cidadão.

Mais alguns metros e paramos para a parada longa do pedal, um descanso para as pernas e para achar algo para enganar o estômago, que há horas estava reclamando.


Todos degustaram um diabólico X salada completo sem salada, quer dizer, CEM MILHO.



Conversamos um pouco, como de costume, demos várias risadas para fazer a digestão e começamos a discutir qual seria o caminho a ser feito para voltar. Sim, a gente precisava voltar e agora era subir tudo que descemos.

Alguns sugeriram subir o Belo, traiçoeiro morro já pedalado algumas vezes. O Jorginho queria fazer algo diferente, então, como ele estava no comando e todos toparam, resolvemos subir pela Rampa Sul. Levantamos acampamento e pegamos a estrada novamente.

Adentramos na estradinha do Jorge e logo no início o Andrius sugeriu um atalho. Seguimos por ele. Uma subida fodástica, complicada, praticamente impossível de subir pedalando. Acredito que tinha uns 95,13° de inclinação aquela encrenca.


Maldita a hora em que fomos acreditar no Jorginho, mas subimos, hehehe. Não teve uma alma que conseguiu subir pedalando a primeira parte da subida, era muito complicado. Ainda quero ver alguém subir aquilo ali pedalando, mas eu não serei.



E não pensem que a subidinha impossível termina logo, nada disso, ela é bastante longa, coisa pra detonar as panturrilhas. Em alguns pontos conseguimos subir pedalando, em outros não. Teve até um local onde fizemos um sprint empurrando as bikes, uma cena linda, hehehe.

Passado o primeiro sufoco da subida, chegamos em um ponto onde ela começa a ficar menos íngreme, acho que agora uns 95,11° de inclinação, e tentamos subir pedalando. Alguns conseguiram, outros continuaram empurrando.

A estrada é complicada, difícil de subir, mas a paisagem e nota 10.


O Igor, que vinha mais atrás já estava mortão e começou a sentir câimbras, muito ruim isso, pois a subida não tinha nem começado.


Parei para dar uma ajuda psicológica e ficamos rindo da situação. Logo adiante parou o Zunior também, que não estava nos melhores dias pois nem tinha ainda melhorado da gripe. Ficamos um pouco ali, descansando para o Igor retomar as últimas forças que ainda restavam.

Continuamos a subida, sempre devagarito. O Igor já estava no modo sobrevivência e não agüentava mais, mas continuou. Nada de se entregar. Até porque, neste ponto nem tem como se entregar, caso se entregue, é comido pelos urubus, pois não tem nem como chamar resgate.

Após muito tempo subindo, finalmente chegamos láaaaaaa em cima, quase na entrada da rampa sul. Mais uma vez o visual mata a pau e faz o cara esquecer o cansaço.



Nas subidas a gente não para tanto para tirar fotos pois é complicado retomar o ritmo, mas sempre que dá, ou paramos para esperar a tropa, algumas fotinhos se fazem necessários.


Sim, até aqui já havíamos sofrido bastante, subido um monte e estávamos recém chegando na entrada da Rampa Sul. Havia muita subida ainda pela frente.


Deste ponto em diante não tiramos mais fotos, não dava mais. Todos estavam cansados e o tempo começou a apertar. Subimos até o pateta rapidão, em alguns momentos eu e o Jorginho fizemos uns sprints para esquentar as pernas. E esquenta mesmo.

O Igor que já estava mal lá no início da subida não agüentou mais, resolveu chamar reforço. Ligou para a mais nova e ela veio lhe resgatar. Combinaram de se encontrar na frente do Motel Lebond. Só não sabemos se de lá foram para algum lugar ou ficaram por ali mesmo, mas no estado que o Igor estava, acho que foram mesmo pra casa.

O resto da tropa continuou sua indiada até a civilização. Chegamos todos cansados, exaustos, mas felizes de ter feito um ótimo pedal. Um pedal sensacional. Quase fechou os 80km, quase. Eu devia ter dado umas voltas na quadra antes de entrar em casa, mas estava cansado, fica pra próxima. That’s all, folks.

Primeira Indiada do Ano

E sábado rolou a primeira aventura bicicletística de 2007.

Dei uma espiada no tempo quando acordei sábado, estava nublado, meio friozinho, não chovia e parecia que não ia chover. Depois de toda preparação costumeira, eu sai de casa ai pelas 08:45 em direção ao posto do Bob’s onde seria o local de encontro da gurizada para o pedal. Eu sai de casa com o tempo nublado e seco, cheguei no posto encharcado. É, já na descida do morro da “Randão” a chuva começou. Já vi que a Verméééia ia se sujar. Ela estava tininda depois de ficar no SPA (Guenoa) por uns dias. Que espetáculo…

No posto reunimos os pedaladores do dia: Eu, Zorze, Zunior, Prona, Andrius, Douglas e o Mika chato. O Basso tava dodói e não apareceu. O Prona estava de bike nova. Uma Kona das buena com suspa full, estilo dojão.

Bike Nova do Prona….


Gurizada Pronta.


Depois de todo mundo ter dado uma babada na bike do Prona, conversamos sobre o trajeto e foi decidido descer até o rio Caí pelo descidão do Paredão que só o Zorze conhecia, almoçar em Vila Cristina e voltar pelos famosos Cotovelos do Belo. E foi dada a largada… Seguimos para o bairro Cruzeiro, fizemos um breve pit-stop na Agafarma para dar um beijinho na patroa e seguimos o baile em direção a São Virgílio. E o detalhe: a chuva continuava.

Entramos na estrada de chão e começou a ficar bom o troço. Chuva, barro e bicicleta. Combinação perfeita para o cara se sujar muito. Logo no começo o primeiro imprevisto. O pneu dianteiro do Zunior foi para o saco. Parada no lado do motel Lebond para arrumar o troço.

Enquanto uns trabalham… outros tiram fotos e ficam incomodando…


Pneu com câmara nova e continuamos a aventura. Chuva e barro não é nada bom para a saúde das bicicletas. Logo minha corrente ficou sem óleo, suja e barulhenta. Tentei tirar um pouco da sujeira com uma nova ferramenta em uma de nossas paradas.

Limpou um monte.


Continuamos descendo em direção a Rampa Sul, mas no meio do caminho pegamos uma quebrada para “as esquerdas”. De cara um descidão dos bons sem muitas curvas. Eu coloquei 70.1 km por hora nessa descida. Muito bala. É bala se o cara cair também… O Zunior disse que colocou 78km por hora, mas a gente já sabe que é mentira e o cateye dele tá marcando tudo errado… hehe.

Paramos para mais uma foto em uma igrejinha. Tá loko! O que mais tem nos interiores são igrejinhas deste tipo e cachorros que odeiam ciclistas. Igrejita de São Braz… segunda que conheço com o mesmo nome…


Seguimos para a descida do Paredão. Uma estradinha muito bonita que é ao lado de um paredão. Com graminha no meio é bão…


Paredon…


Depois começa uma descida alucinante e cheia de cotovelos. O Zorze viado não avisou que era complicada a descida. No primeiro cotovelo quase todo mundo foi reto, mas tinha uma área de escape boa. Eu vinha mais atrás e fui reto também depois de fritar os pneus. Peguei uma valeta na área de escape e fui para o chão. Primeiro tombo com a Vermééia. Tombo besta, pois já estava quase parando e tentei voltar para estrada sem parar. Mas só um arranhão na perna e segue o baile. O Zorze ouviu a barulhera que eu fiz e parou para ver o que houve. Nada de grave e continuamos.

Ferimento…


Que descida loka. Muito foda. O Basso ia gostar. Depois do susto eu desci mais na maciota. O cara se largar em estrada desconhecida é pedir para ir para a valeta. No início de cada cotovelo eu e o Jorge só via as marcas das travadas dos outros pedaladores…

Muito legal. Várias acabavam fora da estrada no mato… hehehe.
Depois dessa descida show de bola, chegamos no Rio Caí. Fomos para a direita costeando o rio até a BR-116. Andamos um pouco na BR, passamos no pedágio sem pagar e encostamos ali no posto em Vila Cristina. Todo mundo embarrado: pedaladores e bicicletas. Antes da bóia, aproveitamos para dar uma lavadinha nas queridas, tirar um pouco de barro e tal.

Cara limpa…

Bando de porco…


Lavando a magrela…


E ela tava brilhando até as 9h da manhã…


Tomamos um limãozinho para não perder o costume e comemos uns torradões de primeira.

Zunior tomando um limãozinho… Será!?!?

Andrius cachaceiro…


Caraiii… e tava boa essas torradas…


Ficamos mais de uma hora ali falando merda e vendo o que acontecia no posto. Depois eu consegui um óleo para dar uma lubrificada nas queridas, pois a situação tava feia. Meio pinguinho de óleo em cada elo da corrente e tudo se resolveu. Prontos para encarar a subida dos famosos Cotovelos do Belo.

A chuva já tinha parado fazia um bom tempo e temíamos pegar sol na subida. O Zorze fez uma balaca e trocou as lentes dos seus óculos estilo Alien. Passagem novamente pelo pedágio, fomos advertidos pela guria, pois era para passar pelo lado. Ela que se f… Pegamos a estrada para Feliz e logo pegamos a estrada de chão à direita para iniciar a subida de volta á Caxias. E que subida… É a uma das subidas mais fodantes que subi, senão for a mais. Tem uns 8 cotovelos, sendo que tem um cotovelo em “S”.

Os caras chegaram a tirar o capacete pra subir…


O Zorze escalador se largou na frente e o resto da gurizada subiu na manha. Fizemos paradas para descansar, empurramos um pouco e conseguimos chegar lá em cima onde o Zorze nos esperava. Reunimos todos ali para continuar a subida que agora era mais light. Antes o Jorge deu uma meditada com uma pedra na cabeça para tentar absorver a inteligência dela.

Alien cabeça de pedra…


Ele tem outro por dentro e fica nas costas…


O Mika tentou voltar de carona mas o Véio negou dizendo que levava só a bicicleta pois ele era muito chato.


Depois da subida de matar, pegamos a subida mais light e chegamos na 6ª légua ou 4ª légua… sei lá. Mais um pit-stop para pegar água e reunir a galera. O Zorze aproveitou e fez umas fotos de mais uma igrejinha da região. Quase não tem dessas pela serra… Sábado passamos por umas oito. Outra igrejinha.


Galera semi-acabada depois da subida…


Bom, eu já estou de saco cheio de escrever, então vou apressar as coisas. Desse ponto pedalamos mais um pouco até uma budega com um “ótimo” atendimento. Cramenha! Que véia grossa. Tomamos mais uma cueca-cuela e largamos fora. Chegamos em Caxias lá pelos lados da garagem da Visate. E ai começou a dispersão da gurizada. O Douglas foi o primeiro pois mora ali perto. Mais adiante o Andrius. Pegamos a Perimetral e lá na Feltrin o Prona e o Mika se foram. O Zorze se foi lá na Bosteiro. Eu e o Zunior continuamos pela Perimetral e lá no posto Ipiranga cada um seguiu seu rumo.

Foi um baita pedal para começar o ano. Com chuva e bastante barro. E a tal subida dos cotovelos foi superada mas deixou suas marcas nas pernas. Estão um pouco doloridas e semi-duras até agora. Foram 71,5kms de indiada. Ainda cheguei em casa e lavei a Verméééia juntamente com os apetrechos. Minha mãe “adorou” ver o estado da minha roupa.

Então era wilson. Valeu gurizada. E sábado tem mais…

O resgate do soldado Zarech

Todas as previsões do tempo vistas durante a semana passada, mas todas mesmo, indicavam chuva para sábado. Assim, encaminhamos um e-mail para São Pedro “pedindo” para que revisse seus conceitos e não nos mandasse chuva, pois queríamos pedalar. Mesmo assim as previsõe não mudaram. Algumas até indicavam uma melhora, com chuva apenas no final da tarde de sábado. Resolvemos arriscar.

Pedal confirmado, 9 horas todos na igreja de São Pelegrino para o encontro. Eu, Andrius, Jorge, Testolino e Zaka lá estávamos. O Zunior apareceu fantasiado de gente e disse que não poderia ir pedalar, pois tinha que trabalhar. O Cesar estava atrasado porque furou duas vezes seu pneu antes de ir pedalar, hehehe. Esperamos.

Todos reunidos e partimos para a indiada do século. Quem sabia o destino era apenas o Zaka, que não nos avisou para não assutar, garanto. Eu gripado e o Testolino com o joelho doído. Mas fomos.

Passamos pelo Desvio Rizzo, descemos, descemos, descemos e descemos. Depois subimos e subimos. Passamos por Forqueta até chegarmos no esfalto que leva pra Nossa Senhora da Saleta. Uma encruzilhada. Aí o primeiro problema. Neste ponto estávamos em dois grupos de três pedaladores. O grupo da frente era onde ia o Zaka que sabia o caminhho e o grupo que vinha mais atraz tinha eu, Jorge e Testolino, que não sabiam o caminho a ser seguido. Ainda nos asfalto, um ponto para ser marcado e retratado.


Paramos na encruzilhada com um dilema: Foram pra cima ou para baixo? Os três resolveram descer um pouco pra ver se encontravam os demais. Descemos até uma oura bifurcação e não achamos ninguém. Até fui um pouco mais além pra ver se via alguém. Nada. Fizemos meia volta e subimos. O Jorge se mandou na frente, eu e o Testolino subimos na manha. Meus pulmões deram o primeiro sinal de que não aguentariam a volta. Cramento, tava foda de respira. A gripe detona o cara.

Chegamos lá no final da subida, ao lado da igreja de Nossa Senhora da Salete e o Jorge nos aguardava, mas só o jorge, nada dos outros. Eu me atirei no chão e pensei em desistir. Tava muito ruim de respirar e eu só iria atrapalhar os demais. Descansei um pouco e resolvi ir adiante.

Aí voltamos por onde viemos para ver se achávamos os três quera nos esperando em alguma encruzilhada. Descemos até lá na encruzilhada novamente e lá estavamo os outros, nos esperando. Nesta descida a Katja alcançou seu recorde: 75km/h.


Nos reunimos novamente e partimos. Eu junto, não desisti, fui além. Até porque nesta parte do caminho é só descida e pra baixo todo santo ajuda, é barbada, nem precisava respirar, hehe. Basta cuidar dos animais que atravessam o caminho, é simples.


Pedalamos por mais alguns km até chegar na localidade de Menino Deus. O caminho que leva até lá é muito legal. Estrada bem de interior, só os trilhos dos pneus no chão, árvores de um lado e penhasco do outro.


Além de uma sequência interminável de parreirais e algumas casas solitárias pelo caminho. Pra quem gosta de pedalar por estradas no meio das colônias é um espetáculo. Seguimos adiante.


Continuamos na mesma estrada de sempre. Haviam algumas bifurcações, algumas levam de volta ao asfalto, outras para lugares desconhecidos, mas seguimos sempre na principal. Paramos para tomar um dopping violento. Aqui não se usa EPO. Em terra de gringo se mete vinho nas veias.


Ficamos para trás batendo fotos enquanto o Zaka e o César se mandaram. Eles deviam estar putos da cara com nosso atraso, mas agora entenderão e garanto que soltarão uma gargalhada onde quer que estejam.




Todos reunidos novamente e seguimos adiante. Sempre pela estrada principal. Passamos pela casa do Seu Barbante, paramos, não havia ninguém, só o cheiro de comida saindo do forno. Que maravilha! Quando estávamos saindo e voltando à nossa pedalada, saiu pela porta da casa a esposa do Seu Barbante. Aí não teve jeito. Voltamos

Em seguida a familia inteira apareceu. Seu Barbante, os filhos e até os cachorros vieram nos recepcionar. Gente muito simpática e querida. Ficamos conversando por alguns instantes. O Jorge já conhecia eles de outro pedal feito. A coversa estava boa mas precisávamos partir. Retomamos o rumo e logo adiante nos reunimos com os que estavamo lá na frente nos esperando. O Zaka estava com cara de poucos amigos, hehehehe. Mas faz parte.


Algumas paradas ainda para retratar momentos ímpares e também para comer umas “berga” de casca solta.



Descemos mais um pouco, e o primeiro imprevisto do pedal surgiu. Pneu furado do César. De quem mesmo? Sim, do César. E ele já havia trocado duas vezes o pneu antes do pedal, logo não tinha mais câmera reserva. Mas o chapolin estava presente, dei minha câmera pra ele e fizemos a troca. Só que o pneu também estava rasgado. Arrumamos e seguimos.


Dali pra frente eu não conhecia mais o trajeto, acho que só o Zaka sabia onde iriamos sair. Seguimos. Uma descida espetacular. Saímos lá em baixo, no pé da serra. Forqueta Baixa. Isso depois de pedalar por mais de 50km. Tudo estava fechado, parecia tudo abandonado. Acredito que todos estavam se escondendo dos ETs que surgiram. Não achamos nenhum lugar para parar, descansar e comer alguma coisa.

Esses ETs fazem cada coisa!!!


O Zaka e o César resolveram então seguir adiante até o asfalto para ver se lá havia algum lugar para dar uma parada e descansar. Fomos todos juntos e eu pensado: “ah, sim, o asfalto que leva de volta para Forqueta, nem pedalamos tanto assim”. Pedalamos mais um bocado, o calor agora estava judiando, pois são Pedro não mandou a chuva mas mandou o sol. Estava muito quente, eu gripado e cheio de roupa, uma combinação que não dá muito certo. Parei para descansar e junto pararam o Testolino e o Andrius. Tirei um pouco de roupa, muita água tomada e seguimos no nosso ritmo. Devagar e sem pressa.

Lembram do asfalto? Ledo engano o meu, era o asfalto de Vale Real. Estávamos muito longe de casa, hehehehehe. Mas paramos num buteco beira de estrada. Tomamos vários litros de cueca-cuela, torradas com ovo, fritas e tudo que ajudasse na recuperação dos sequelados. Eu em especial. Neste ponto resolvi abandonar a prova, eu não estava legal, só iria atrapalhar os demais.


O Testolino estava com dores no joelho, devido a uma porrada de um jogo de “bosquete”, então, como romariobiker que é, resolveu ficar e me fazer companhia. O Andrius também ficou. Então, ficamos os três sequelados e os outros três gigantes se mandaram.

Daqui pra frente existem duas histórias, para conferir a história pedalada, basta acessar SerraBikers e para conferir o Resgate do soldado Zarech basta acessar RomarioBikers.

Como você está no RomarioBikers, basta continuar lendo, hehehe. E daqui pra frente não tem mais foto, só relato e emoção.

Com a separação do grupo, ficamos eu, Testolino e Andrius às margens da rodovia de Vale Real esperando por um resgate. Pensamos em Voltar de busão, até esperamos pelo mesmo, que nunca passava. Fomos então em busca de um frete.

Apareceu um piá do nada e disse que um tio, do primo, do vizinho, do pai dele tinha um caminhão e nos daria carona. Gente boa o piá, tava de bici também, hehehehe. Fomos até a casa do tal cidadão, chegando lá o cara disse que levaria a gente de camioneta, mas cobraria. Ok, sem problema a gente paga, mas quanto?

Aí surgiu a mulé do cara pra atrapalhar. Começou com 100 conto, disse que queria 150 e tal. Quase mandei ela tomá no cu, mas fiquei quieto, pois estava em terreno alheio. O cara então, meio indeciso disse cinquentão. Olhamos pra ele, e dissemos bye. Por 50 conto eu vou com a bici nas costas até Caxias. E voltamos pra estrada.

Decidmos ir até o pedágio, era pertinho e lá tem posto de gasolina, restaurante, o pedágio em si, alguém iria nos ajudar. Alguma alma nos ajudaria, certamente.

No caminho paramos em uma mercearia onde tinha um mercedinho parado na frente. Chamamos o dono para ver se fazia um frete até Caxias. Apareceu um cidadão com cara de quem tomou 46 garrafas de vinho e disse: - Má non dá, eu faço frete sim, mas não tenho carteira de motorista. Non dá.

Foi o segundo cidadão que quase mandei tomá no cu em menos de 10 minutos. Eu tava ficando nervoso.

Pegamos o asfalto e seguimos até o pedágio. Chegamos lá era 15:50h. Pegamos o desvio, paramos na entradinha e começamos a parar e pedir carona para todos os viventes com veículos capazes de nos transportar. Nada, alguns nem olhavam.

Fomos no posto pedir carona e lá também ninguém tinha caminhão, ninguém sabia, ninguém podia. Eita gente imbecil. Então ficamos na parada do busão esperando alguma alma penada que pudesse nos ajudar. Pedimos informação sobre o horário do busão pra umas 10 pessoas, cada uma dava uma resposta diferente, hehehee. Este povo é muito bem informado, tá loco!

Era quase 17 horas quando apareceu um senhor que também iria pegar o busão pra Caxias. Eu já tinha perdido as esperanças de que alguém nod faria um frete. Será que o povo tem medo de ciclistas? Só pode. Chegamos a cogitar subir a serra pedalando mesmo. Era pouca coisa, e asfalto, mas era uma subida perigosa, sem acostamente e com muitos caminhões. Desistimos.

Começamos a ligar para todos que conhecemos que tem camionete, caminhão, charrete, cariola, etc… Ninguém podia ir nos resgatar. Eis que lá no fundo do desvio do pedágio surge um furgão do SUPERMERCADO ZARECH. Nem precisamos nos atirar na frente dele, bastou um sinal de “carona” que o motora prontamente parou.

Fui conversar com ele e pedi a carona. Aproveitei e já pedi quanto cobraria, pois me acostumei mal com o véio nó cego dos 50 conto. Ele olhou pra mim e disse rindo: - Embarca as bicicletas ali atrás e sentem aí no segundo banco que eu levo vocês.

Era a salvação. A arca de noé. O nosso sofrimento acabara. Embarcamos as bikes dentro do furgã e fomos junto delas. Nem queríamos sentar confortáveis nos bancos do furgão, ficamos lá atras com as queridas. Subimos a serra cambaleando para os lados, quase chamando o “tio Hugo” nas curvas, mas chegamos.

Serei eternamente grato ao SUPERMERCADO ZARECH, Os próximos xuras da gurizada, trago, carne, o que precisar, comprarei lá.

O motora me largou ali na entrada de Caxias, no posto da BR116. Neste ponto os sequelados se separaram. O o andrius foi pela perimetral e o Testolino seguiu mais um pouco adiante de carona, descendo mais “perto” da casa dele.

Eu desembarquei e me mandei pra casa. Pedalar foi um martírio. Após o frete ainda consegui algumas forças para ir até em casa. Foram quase 5 km de sofrimento, hehehe. Não via a hora de chegar em casa e me jogar em algum canto. E cheguei, pedalando.

Foi um baita pedal, pena que nosso estado físico não permitiu concluir o pedal “pedalando” ele inteiro. Mas o trajeto é espetacular.

Resumo:
73km pedalados
28km na carona da van do SUPERMERCADO ZARECH
3 pneus furados, sendo dois antes de sairmos, heheh
Nenhum tombo
8 bergamotas roubadas

Era isso, até o próximo pedal, que será o PEDAL DO RISO SEGUNDA EDIÇÃO, dia 12 de agosto de 2006. Todos estão convidados. Horário e local de saída será definido durante esta semana e será amplamente divulgado.

Fui…