Demorou mas apareceu. O relato estava semi-pronto, faltavam apenas alguns detalhes para ser colocado no ar, como as fotos por exemplo. Mas aí está, apreciem com moderação.
O inverno parece que chegou, ele começou neste último sábado, dia 21, no mesmo dia em que somente eu e o Zunho tivemos coragem de pedalar. Mains ninguém acompanhou, ficaram com medinho do frio, hehehe. E foi um pedalzito dos bão, curto e sem sustos.
De início saímos em direção ao Bairro Cruzerio, descemos os paralelepípedos do Pena Branca, seguimos em direção à descida do veio. No início da descida resolvemos pegar uma entradinha as esquerdas, já entramos ali mas fomos para outro lado, desta vez a vontade era de se perder.
E nos perdemos. Não sabíamos para que lado ir. Azar, o que importa é pedalar.
Andamos um monte, sempre pensando para que lado seguir quando nos deparávamos com algumas encruzilhadas. Passamos por várias placas que não indicavam nada, bom para ajudar a se perder.
Passamos por uma propriedade com alguns cachorros nada amistosos. O medo tomou conta do pedal, mas seguimos adiante, os cães estavam aprisionados, ainda bem.
Após alguns minutos perdidos, andando por uma estradinha espetacular, sem movimento algum, com bastante barro e plana, chegamos num local conhecido, o trevo da descida dos cotovelos da morte. Bem lá em cima.
Da li fizemos algumas fotos. O nosso cameraman se preparando para a filmagem.
A estradinha por onde viemos
Eu, com frio, óbvio, tava 3°C e com um chuvisqueiro danado.
Bom, nada de ficar muito tempo parado, arrumamos o equipamento, testamos e descemos morro abaixo. Descidinha curta, mas muito legal. Curtam…
[video]http://www.youtube.com/watch?v=fQf6IXWGaZ8[/video]
Lá em baixo, na já denominada encruzilhada dos cães torcedores, resolvemos voltar. Pegamos as dereita, em direção ao bar do veio e seguimos viagem. Caminho já bem curtido este, padalamos várias vezes por aí.
Chegamos no veio e mais um susto: asfalto. Sim, agora a subida, ou descida, como preferirem, do bar do veio está sendo asfaltada. Acreditamos que logo logo a descida até a ponte amarela também estará.
Que bosta!!!
O negócio foi encarar o asfalto mesmo. Mas ainda falta um pouco pra estragarem de vez nossa alegria, vai demorar uns dias ainda para asfaltarem tudo. Enquanto isso o negócio é aproveitar.
Subimos rapidinho, até porque estava frio e não paramos para tirar fotins. No meio da subida tem um bom trecho ainda sem asfalto, coisa linda, ótimo isso, os espideiros não descerão ali, hehehe. Acho que este trecho foi deixado assim de propósito.
Bom, sem churumelas, estávamos quase no final da subidona, asfaltada, quando notamos que tem uma entradinha as dereita, no meio de algumas casas. Sem pensar muito, entramos…
Passamos no meio de algumas casas, o irmão do morceguinho nos acompanhou por alguns metros, latindo feito passarinho. Coisa mais linda aquilo, que bicho engraçado. E pior que queria meter medo, hehehe.
Logo depois das casas começa um subidão, puta merda, as pernas esquentaram, bastante. Não é muito longa, mas é bem íngreme, dá pra cansar e até perder a pedalada se o cara vem meio moscão. Mas subimos legal, sem conversar, só na concentração, coisa rara de acontecer.
Lá em cima, uma outra casa, cercada, passamos do lado e seguimos viagem. Logo adiante outras entradinhas que não levavam a nada, só ao matagal, obviamente que serão desbravadas no futuro.
Chegamos no topo do morro novamente, paramos para tomar uma água, analisar a região, observar as possíveis pedaladas futuras e dar uma olhada numas trilhas novas.
Agora era morro abaixo novamente, mas sem saber onde que iríamos sair. Tínhamos apenas idéia e um pequeno senso de localização que nos ajudava a acreditar que não estávamos perdidos.
Começamos a descer devagarito, mas logo soltamos os freios, pois descida é bem legal. Me arrependo de não termos filmado ela, mas voltaremos a pedalar por ali em breve, aí faremos a filmagem deste trecho.
Paramos numa pequena vila no meio da descida. Algumas casas, um pavilhão, parada de busão, casas velhas. Coisas bem típicas da região
E retomamos a pedalada, sempre pra baixo. Descemos, descemos e descemos. Até que saímos onde? Onde? Sim, do lado do bar do veio, hehe. Bem na frente da igreja, no início da subida asfaltada, que já havíamos subido no mesmo dia.
Bom, o negócio foi subir novamente, dar a segunda volta e seguir pra casa. Paramos na subida para tirar uma foto de algo que nunca paramos para reparar. A estrada que leva até a ponte amarela, vista lá de cima.
Dali até o bairro cruzeiro foi um tapa, subimos rapidão, passamos pela ignorante concentração de veículos automotores que não respeitam ciclistas e fomos almoçar no pequeno.
Lá, apenas mais algumas fotinhos pra mostrar que estava tudo certo.
Ah, sim, não podemos esquecer de homenagear nosso novo mascote, o Mr. Foca Laranja, hehehe.
Era isso, pedal curtinho mas bem divertido. 38km de muito frio. Até o próximo. Com neve.













